Uma operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encontrou, na manhã desta terça-feira (20), uma fábrica clandestina de próteses médicas e implantes odontológicos em Valinhos (SP). A ação teve o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo) e da Guarda Municipal. Os dois proprietários do local, que são pai e filho, foram presos em flagrante, e pelo menos 100 peças de fabricação irregular foram apreendidas.

Implantes falsos

O imóvel não tinha identificação e a fabricação das peças era feita sem normas de higiene. De acordo com a Anvisa, a metalúrgica fazia também cópias e as identificava com nomes de fabricantes licenciados. As mesmas máquinas que realizavam os componentes também eram usadas para peças de carros. No momento da apreensão, três funcionários estavam no local, além do proprietário.

“A pessoa que faz o tratamento cirúrgico com peças que não têm qualidade na sua fabricação, pode ter rejeição, pode ter perda de massa óssea, pode ter infecções. Então, é um risco sanitário muito grande. Como a empresa não tem certificação da Anvisa, ela copia o produto de outra que está no mercado. Isso é muito perigoso”, disse o fiscal da Anvisa João Roberto de Castro.

Além das peças, muitos documentos, inclusive um panfleto falsificado com autorização da Anvisa, foram apreendidos. De acordo com o órgão, alguns produtos estavam esterilizados podem ter sido vendidos para médicos e dentistas, o que causaria risco de contaminação aos pacientes.

A ação faz parte da Operação Fake, que acontece em todo o país. Três pessoas foram presas e 30 mil unidades foram apreendidas. Em Itapira (SP), o proprietário de uma empresa, que é dentista, foi preso e usava as peças para dar aulas em universidades. A investigação trouxe um dado alarmante: quase 30% de todas cirurgias que envolvem elementos protéticos, no Brasil, é feita com componentes protéticos não registrados.

Via G1

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