Tag: diabetes mellitus

  • Dentista Minuto #45: Diabetes

    Dentista Minuto #45: Diabetes

    Diabetes Mellitus (*) é uma doença caracterizada pela elevação do nível de açúcar (glicose) no sangue, um quadro denominado hiperglicemia.

    Qual a causa da diabetes?

    O que mantém estável o nível de açúcar no sangue é um hormônio chamado insulina, que é produzido no pâncreas. Quando esse hormônio falta ou o organismo não o absorve bem, o açúcar que está no sangue não entra nas células, e deixa de ser aproveitado como fonte de energia para diversas atividades celulares. A hiperglicemia, em longo prazo, pode levar a problemas sérios de saúde.

    Diabetes

    Quais os tipo mais comuns de diabetes?

    Diabetes Tipo 1

    É resultado da destruição das células beta do pâncreas (que fabricam a insulina) pelo próprio organismo, por um processo autoimune. Formam-se anticorpos contra essas células, o que leva à deficiência de insulina. Em geral, ocorre em crianças e adolescentes – por isso é chamada também de diabetes infantil ou juvenil – e persiste pelo resto da vida. Mas pode acontecer em qualquer idade.

    Seu início pode ser rápido (questão de dias) e seus sintomas característicos são: muita sede, muito xixi, muita fome, perda de peso, cansaço e fraqueza. Se o tratamento não for iniciado logo – o que não é incomum, pela demora no diagnóstico – os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação para tratamento. Muitas vezes é só na cetoacidose que se descobre que a criança tem diabetes. 🙁

    Diabetes Tipo 2

    A grande maioria dos casos, cerca de 90% dos diabéticos. No diabético tipo 2 a insulina até é produzida pelo pâncreas, mas o organismo tem resistência a ela. Aí pra tentar manter o açúcar no sangue em níveis normais, o organismo aumenta a produção de insulina. Quando isso não resolve mais, surge a diabetes. Os sintomas característicos são: sede, muito xixi, dores nas pernas, alterações visuais, entre outros. O desenvolvimento da doença pode levar anos, e as consequências também podem ser graves.

    A Diabetes Tipo 2 costuma estar associada à obesidade, e acomete principalmente adultos a partir dos 50 anos. Mas pode ocorrer em crianças e adolescentes, também, pelo aumento do consumo de gorduras e carboidratos aliados à falta de atividade física, o que infelizmente é bem comum hoje em dia.

    Outros tipos de diabetes

    Há outros tipo de diabetes também, mas são mais raros e estão ligados à alterações genéticas, doenças do pâncreas (pancreatite, tumores pancreáticos, hemocromatose) e doenças endócrinas (Síndrome de Cushing, hipertireoidismo, acromegalia), além do uso de certos medicamentos. Tem a diabetes gestacional, também!

    Como é feito o diagnóstico?

    Se você apresenta os sintomas, procure um médico. Através de um exame de sangue, será analisada a glicemia (nível de açúcar no sangue). O diabético vai apresentar:

    • Glicemia em jejum acima de 126 mg /dL
    • Glicemia casual acima de 200 mg / dL

    O diagnóstico precoce do diabetes é essencial na prevenção das complicações agudas e crônicas.

    Cuide-se!

    Todo mundo precisa se cuidar… mas o diabético é obrigado a isso. É preciso acompanhamento constante e rigoroso de médicos, nutricionista, etc., além de monitorar a glicemia e fazer correções com a aplicação de insulina, quando necessário. É preciso comer bem (em qualidade) e praticar atividade física.

    Não tratar a diabetes, ou seja, conviver com o hiperglicemia crônica, leva a várias complicações, como lesões da microcirculação e o prejuízo do funcionamento de órgãos como os rins, os olhos, os nervos e o coração. Não arrisque. 😉

    (*) Existem quatro formas corretas de escrita da palavra: o diabete, o diabetes, a diabete e a diabetes. Podemos utilizar qualquer uma dessas formas quando quisermos referir à doença.

  • >Diva no SUS #4: Falando sobre Diabetes mellitus

    >

    Já falei anteriormente aqui como atender pacientes hipertensos. Muitos sabem que pacientes hipertensos também são pacientes diabéticos, e que devemos ter uma abordagem diferencial com eles.

    No SUS temos um programa chamado HIPERDIA justamente para atender os pacientes desse carro. O HIPERDIA é um Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos captados no Plano Nacional de Reorganização da Atenção à hipertensão arterial e ao Diabetes Mellitus, em todas as unidades ambulatoriais do Sistema Único de Saúde, gerando informações para os gerentes locais, gestores das secretarias municipais, estaduais e Ministério da Saúde.

    Vamos começar falando sobre o Diabetes? Então…
    Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo porém quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.

    Existem 2 tipos de diabetes:

    * Diabetes Mellitus tipo 1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena.)

    * Diabetes Mellitus tipo 2 que é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

    Existe ainda o Diabetes Gestacional. Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

    Mas vamos logo ao que nos interessa: Diabetes e Odontologia!

    Na cavidade oral, pode se manifestar com alterações nas glândulas salivares, epitélio gengival e fibras do ligamento gengival, no tecido ósseo, no fluído sulcular e também no periodonto, esse último mais frequentemente atingido.

    Na maioria dos casos, os pacientes apresentam xerostomia, dor ou sensibilidade dolorosa na língua e distúrbios de gustação.Com menos frequência, surge tumefação da glândula parótida, abcessos recorrentes, hipoplasias, hipocalcificação dentária. Também é comum modificação da flora oral, havendo uma predominância de Candida albicans, estreptococos hemolíticos, com tendência à candidíase oral e queilite angular, mas a prevalência é de doença periodontal.

    No atendimento odontológico a esses pacientes, três fases distintas devem ser inseridas no planejamento: fase pré-operatória, operatória e pós-operatória.

    Fase pré-operatória: 

    Primeiramente, é necessário solicitar ao médico do paciente um parecer do seu estado geral, e depois, durante a anamnese, fazer perguntas específicas sobre o estado clínico do diabetes, tais como duração da doença, medicamentos atuais, reações adversas, história de complicações diabéticas, etc.

    Existindo presença de processo infeccioso com controle metabólico pobre e rico de infecção secundária, deverá ser feita a antibioticoterapia. Durante a anestesia, o uso de soluções anestésicas contendo adrenalina como vasoconstritor não é recomendado (há quebra de glicogênio em glicose, podendo determinar hipoglicemia). Podem ser usados anestésicos sintéticos (prilocaína com felipressina) ou alguns anestésicos locais sem vasocontritores (mepivacaína sem vaso).

    Fase operatória:

    Antes de cada consulta alguns cuidados devem ser tomados sempre:

    – Aferir a pressão arterial e questioná-lo quanto a glicemia. Os valores deverão ser transcritos para o prontuário odontológico do paciente;
    – Tratamento deve ser realizado sem trauma e sob controle, lembrando que o anestésico mais indicado é o com felipressina;
    – Procurar fazer consultas curtas no meio da manhã;
    – Caso a consulta prolongar pelo tempo de uma refeição normal, interromper o trabalho para uma ligeira refeição (um copo de suco por exemplo).

    Fase pós-operatória:

    É necessário realizar uma avaliação imediata das condições sistêmicas do paciente. Cuidado especial à possível presença de infecções secundárias e sangramentos.

    Tratamento Emergencial

    Nos padrões normais de saúde, a glicemia venosa total de uma pessoa é de 70mg a 110mg%. Aos se diagnosticar valores menores que o normal, acompanhado de sinais e sintomas como sudorese, palidez, taquicardia, nervosismo, sonolência, apatia, crise de ausência, deverá ser administrada a solução contendo glicose imediatamente (suco de laranja ou Coca-Cola), com o objetivo de reverter o quadro de hipoglicemia. Se o paciente perder a consciência, o serviço medico deverá ser contatado.

    As crises de hiperglicemia geralmente acontecem quando há glicose no sangue e eleva-se acima de 200mg%. Geralmente limita-se aos pacientes insulino-dependentes e ocorre mais lentamente que a hipoglicemia. Os sinais e sintomas são: poliúria, polidipsia e polifagia.

    O tratamento deve ser norteado por algumas situações clínicas:

    Pacientes compensados: tratamento padrão com os devidos cuidados.

    Pacientes compensados, mas com história anterior de alguma complicação: tratamento padrão, considerando a hospitalização para atos cirúrgicos, moderados oun extensos.


    Pacientes não compendados: o tratamento até condições gerais estarem estabilizadas. Em caso de urgencia, administrar analgésico e antibiótico após drenagem.

    Embora ainda não haja uma cura definitiva para a/o diabetes (a palavra tanto pode ser feminina como masculina), há vários tratamentos disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para o paciente portador.

    Atualmente, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo, o que significa que 6% da população tem diabetes.

    Segundo uma projeção internacional, a população de doentes diabéticos a nível mundial vai aumentar até 2025 em mais de 50%, para 380 milhões de pessoas a sofrerem desta doença crônica.

    Pessoal, tá imenso o texto, mas vale a pena 😉

    Um abraço, e #goDIVAS! GO!

    PS: Quem quiser saber um pouco mais, as fontes usadas como referência para a criação desse post encontram-se aqui, aqui e aqui.