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  • Dentista Minuto #35: Herpes

    Dentista Minuto #35: Herpes

    De repente o seu lábio começa a coçar. Aí parece que arde. Depois de um tempo aparecem uma bolhas bem pequeninas cheias de “água”. Essas bolhas permanecem por mais ou menos uns 3 dias e então começam a secar, dando origem a uma ferida, que leva 1 semana para sumir.

    Se você apresenta esses sinais/sintomas de forma recorrente, você tem herpes.

    Herpes é um vírus

    Cerca de 2 terços das pessoas têm o vírus Herpes simplex no seu organismo. Mas ter o vírus não significa manisfestar as vesículas. Às vezes elas nunca aparecem.

    A transmissão do herpes se dá por contato pessoal (num beijo, por exemplo) ou pelo contato direto com objetos infectados, como copos e talheres. Por isso, higiene é fundamental, até porque o vírus do herpes pode ser transmitido para outras partes do seu próprio corpo, especialmente para as mucosas oculares, bucal e genital.

    O herpes genital tem as mesmas características clínicas do herpes labial. Muda o endereço, mas não muda o problema. USE CAMISINHA também no sexo oral!

    O causa o aparecimento das vesículas?

    Os fatores desencadeantes mais comuns do herpes são a exposição ao sol ou ao frio intensos, estresse, fadiga física e/ou mental, transtornos emocionais e baixa de imunidade.

    Qual o tratamento?

    O tratamento, à base de Aciclovir, pode ser sistêmico e/ou local, na forma de cremes ou comprimidos. O tratamento não cura o herpes, apenas acelera o ciclo e some mais rápido com a ferida. Converse com seu médico ou dentista.

    As lesões do herpes labial desaparecem depois de uns 10 dias, sem deixar cicatrizes.


  • Herpes Labial

    Herpes Labial

    Segunda-feira, final do dia. Eis que sinto uma queimação no canto do lábio inferior e uma coceirinha chata. Fui até o banheiro e, BINGO: lá estavam as pequenas vesículas se formando.

    Sim, eu tenho Herpes labial.

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    Trata-se de uma doença viral recorrente, causada pelo Herpes simples virus, e pode acometer a mucosa bucal, a genitália e até mesmo causar problemas neurológicos. O vírus tipo I é responsável pelo acomentimento da boca, enquanto o tipo II pelo aparecimento da doença na região genital. A doença não tem cura e relaciona-se, quase que diretamente, com o estado emocional e queda de imunidade do hospedeiro. Em pacientes imunocomprometidos, as lesões herpéticas podem ser severas. A doença, também, é classificada como uma DST.

    No dia a dia do consultório, é uma doença comumente diagnosticada e é responsável, muitas vezes, pelo atraso no tratamento uma vez que há desconforto para o paciente, risco de contágio, dificuldade da realização de procedimentos pela limitação de movimentos (dor, sangramento, dificuldade de instrumentação) e necessidade de aumento da biossegurança durante a sessão, de modo a evitar infecções cruzadas e proteção de equipe profissional e paciente.

    Lesões características do vírus da Herpes
    Lesões características do vírus da Herpes

    A liberação do vírus acontece quando há rompimento das vesículas (pequenas bolhas com água) que caracterizam a manifestação clínica da doença, podendo sobreviver por horas ou dias no meio externo. O contágio acontece por meio de contato. O toque com os dedos pode resultar em contaminação de outras áreas do corpo.

    A suspensão do tratamento odontológico nos casos onde o paciente apresenta as lesões é muito importante, pois a instrumentação pode gerar o rompimento das vesículas e, com isso, todo material deve ser descartado após a contaminação. Também deve-se tomar cuidado para que o conteúdo líquido das vesículas não escorram para outras áreas do corpo, resultando em autocontaminação.

    O paciente deve ser orientado a não romper as “bolhas”, a evitar o toque com os dedos e consequente transmissão para olhos e outras mucosas, separar talheres, copos, pratos, produtos de higiene, roupa de cama e banho. Além dos cuidados com a contaminação, o dentista pode prescrever medicação específica para o caso.

    Assim como deve-se evitar o atendimento de pacientes com a doença, nós profissionais também não devemos atender caso estejamos com as manifestações clínicas do vírus, principalmente pelo risco de contaminarmos nossa equipe de trabalho e os pacientes que tiverem contato conosco. Caso o Dentista preste serviço a terceiros, atestado médico deve ser solicitado, e o tempo varia de 3 a 5 dias, dependendo da lesão.