Tag: amálgama

  • ANVISA proíbe a venda dos componentes da liga de amálgama

    ANVISA proíbe a venda dos componentes da liga de amálgama

    A Anvisa proibiu pela RDC n° 173, a fabricação, a importação, a comercialização e o uso, em serviços de saúde, dos elementos mercúrio e pó para liga de amálgama na forma não-encapsulada. A liga de amálgama é uma liga metálica usada em restaurações dentárias.

    Liga para Amálgama

    Resolução DC/ANVISA Nº 173 DE 15/09/2017

    Publicado no DO em 18 set 2017

    Proíbe em todo o território nacional a fabricação, importação e comercialização, assim como o uso em serviços de saúde, do mercúrio e do pó para liga de amálgama não encapsulado indicados para uso em Odontologia.

    A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe conferem o art. 15, III e IV, aliado ao art. 7º, III e IV, da Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, e o art. 53, V, §§ 1º e 3º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 61, de 3 de fevereiro de 2016, resolve adotar a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada, conforme deliberado em reunião realizada em 05 de setembro de 2017, e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação.

    Art. 1º Ficam proibidas em todo o território nacional a fabricação, a importação e a comercialização, assim como o uso em serviços de saúde, de mercúrio e do pó para liga de amálgama na forma não encapsulada indicados para uso em odontologia.

    Parágrafo único. A proibição estabelecida no caput deste artigo não se aplica aos produtos constituídos por liga de amálgama na forma encapsulada para uso odontológico.

    Art. 2º Os produtos relacionados no art. 1º desta Resolução que forem retirados de uso deverão seguir a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 306, de 2004, que dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, ou outra que vier a substituí-la.

    Art. 3º Os cadastros na Anvisa de produtos relacionados no art. 1º, vigentes na data de entrada em vigor desta Resolução, serão automaticamente cancelados.

    Art. 4º O descumprimento das disposições contidas nesta Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.

    Art. 5º Esta Resolução entrará em vigor em 1º de janeiro de 2019.

    JARBAS BARBOSA DA SILVA JUNIOR



    Os produtos com liga de amálgama na forma encapsulada não estão proibidos. Fabricantes de produtos como termômetros e lâmpadas fluorescentes, que têm mercúrio na composição, deverão seguir a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 306, de 2004, que explica como proceder em relação a resíduos de serviços de saúde.

    A decisão, publicada nesta segunda-feira (18/9), está no Diário Oficial da União e entra em vigor em 1º de janeiro de 2019.

    Fonte: ANVISA


  • Dentista Minuto #22: Restaurações de amálgama são tóxicas?

    Dentista Minuto #22: Restaurações de amálgama são tóxicas?

    As restaurações de amálgama são aquelas metálicas, que contém mercúrio, um metal pesado, em sua composição.

    Quais os tipos de mercúrio? O que tem no amálgama é tóxico?

    Sim, tem mercúrio no amálgama. Mas calma… só fica assim desesperado quem não entende como a coisa funciona. A questão é: o mercúrio contido nas restaurações de amálgama entra em contato com o organismo a ponto de intoxicá-lo?

    É preciso lembrar que existem três formas de mercúrio: o inorgânico, o orgânico e o elementar. O mercúrio que está no amálgama é o inorgânico, que quando EVENTUALMENTE absorvido, fica nesse estado até ser completamente eliminado na urina.

    O mercúrio tóxico é o orgânico, que é completamente diferente do inorgânico, e é esse tipo de mercúrio que está presente em peixes e mariscos de água contaminada e em alguns pesticidas. Fuja desse! Já o mercúrio elementar vem da inalação de vapores, sendo que o vapor de mercúrio é absorvido e oxidado completamente à sua forma inorgânica no nosso organismo. Também vai embora no xixi.

    É importante salientar que o organismo não é capaz de transformar o mercúrio inorgânico em orgânico, o tipo tóxico.

    Precisa se vestir como o Walter White pra remover restaurações antigas de amálgama? Se você entende como funciona o material e não pretende assustar seu paciente… não. 🙂


  • Dentista Minuto #9: Quanto tempo dura uma restauração?

    Dentista Minuto #9: Quanto tempo dura uma restauração?

    Taí uma pergunta difícil de responder. Primeira coisa:

    Que tipo de restauração?

    Resina composta, amálgama ou outro material? A resina (a restauração branca) e o amálgama (a restauração escura) são considerados materiais “definitivos”, enquanto outros materiais são ditos provisórios: restauração à base de óxido de zinco e eugenol, ionômero de vidro, etc..

    Em dentes de leite esses materiais provisórios às vezes ficam até que o dentinho caia. Em dentes permanentes, apenas provisoriamente.

    Quanto tempo dura uma restauração provisória?

    De 6 meses a 2 anos, dependendo do material. Não mais que isso, porque restaurações provisórias não têm grande resistência mecânica, então o seu dente corre o risco de quebrar se você morder alguma coisa mais dura.

    E as restaurações de resina, quanto tempo duram?

    Depende de como ela foi feita, da qualidade da resina, do tamanho e do local da restauração, dos hábitos de higiene e de alimentação da pessoa, etc.. O fato é que qualquer restauração se deteriora com o tempo e, dependendo da combinação dos fatores que eu citei, isso acontece mais lenta ou rapidamente. Fazendo uma média, uns 5 anos.

    Por exemplo, se você fuma, não usa o fio dental e não escova os dentes direito, suas restaurações de resina vão durar muito menos que isso… 1 ano… talvez 2.

    Quanto tempo dura uma restauração de amálgama?

    Via de regra, mais que as de resina. Se der tudo certo e com o acompanhamento adequado, muitos anos. Talvez pra sempre. Mas não conte com isso, tudo depende da avaliação do seu dentista.

    Faça a sua parte: vá sempre ao dentista, tenha bons hábitos de higiene e de alimentação. O resto é consequência. 😉


  • PL 654/2015 que proibia o amálgama é derrubado!

    PL 654/2015 que proibia o amálgama é derrubado!

    AmálgamaLembram que havia um projeto de lei que iria proibir o uso de amálgama no Brasil? Não existe mais. O Deputado Federal Luiz Nishimori retirou o projeto de lei 654/2015 que proibiria o uso de amálgama em restaurações dentárias. A decisão foi tomada após o parlamentar receber a coordenadora geral de Saúde Bucal Rozângela Camapum e de Gregory dos Passos Carvalho, assessor parlamentar do Ministério da Saúde, além do CD Júlio César Franco de Almeida, do Hospital Universitário de Brasília.

    Nishimori analisou a nota técnica apresentada pelo Ministério da Saúde e após conversa com a coordenadora e profissionais  da área de Odontologia, afirmou que “foi levado também em consideração que na realidade vivida hoje no Brasil há muitos municípios que necessitam utilizar essa alternativa devido ao baixo custo”. Rozângela reiterou que o mercúrio utilizado na amalgama dentária não é prejudicial aos pacientes.

    O projeto seria ainda analisado conclusivamente pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Taí, minha gente.

    Leia o (ex) 😉 projeto na íntegra aqui –> PL-654/2015


  • Dentistas discordam do projeto que veta o uso do amálgama

    Dentistas discordam do projeto que veta o uso do amálgama

    Amálgama proibido?A aprovação do Projeto de Lei nº 654/15, que proíbe o uso de amálgama dental composta por mercúrio, causou estranhamento à classe odontológica paulista. Isso porque, as entidades desconhecem estudos e pesquisas que corroborem as justificativas apresentadas no PL de autoria do deputado Luiz Nishimori (PR-PR).

    A proposta, aprovada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, e que segue para outras comissões, é de que o uso do material seja vetado em todos os procedimentos odontológicos, inclusive os realizados por auxiliares e técnicos em saúde bucal e prótese dentária. De acordo com o autor, o mercúrio causaria danos à saúde dos profissionais da Odontologia, pacientes e ao meio ambiente.

    O Conselho Regional de Odontologia (CROSP) discorda da proibição, visto que não há estudos, de entidades devidamente reconhecidas, comprovando os danos causados pela amálgama, seja para profissionais, pacientes ou o meio ambiente. O conselho enviou ofício para os deputados federais paulistas a fim de colocar o seu posicionamento.

    Nesta semana o presidente do CROSP, Claudio Miyake, ainda esteve em Brasília e protocolou ofício reafirmando o posicionamento contrário ao PL, assim como um parecer técnico realizado pelo Cecol-Usp. Os documentos foram entregues no gabinete do deputado Alexandre Serfiotis, relator da PL.

    Estudos sobre amálgama

    O uso, ou não, da amálgama impacta diretamente em procedimentos cotidianos realizados nos consultórios e clínicas odontológicas. A Câmara Técnica de Dentistica do CROSP, por meio de seu presidente Mário Sérgio Giorgi, assim como o Doutor, Livre Docente e Professor Titular de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e cirurgião-dentista, Paulo Capel Narvai defendem que esta PL não deve prosperar, baseados em notas técnicas e estudos científicos já realizados.

    Em mensagem enviada ao autor da PL, o professor da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo e pesquisador Senior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), José Mondelli, apresentou algumas pesquisas e artigos que dispõem sobre o uso da amálgama. Ele ainda sugeriu que o deputado entrasse em contato com as lideranças da classe para que estes pudessem colaborar e esclarecer eventuais dúvidas sobre o uso do produto, e seu impacto na saúde e meio ambiente.

    O negócio é o seguinte: restaurações de amálgama fazem mal pra saúde? Ok. Provem CIENTIFICAMENTE. 😉

    Via CROSP


  • Comissão aprova PL-654/2015 que proíbe o amálgama no Brasil

    Comissão aprova PL-654/2015 que proíbe o amálgama no Brasil

    AmálgamaRestaurações de amálgama já haviam sido proibidas no Estado do Rio de Janeiro. Agora a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que proíbe a utilização de amálgama, que contém mercúrio, em todo o território nacional.

    A proibição está prevista no PL-654/2015, do deputado Luiz Nishimori (PR-PR) , e é válida para todos os procedimentos odontológicos, incluindo os realizados por auxiliares e técnicos em saúde bucal e próteses dentárias.

    Segundo o autor, a proibição pretende proteger a saúde dos profissionais de Odontologia e dos pacientes, bem como o meio ambiente. Relator na comissão, o deputado Rodrigo Martins (PSB-PI) concordou com o autor e apresentou parecer pela aprovação.

    “Sabemos que o mercúrio, ao ser utilizado na separação do ouro em garimpos, já provocou grandes prejuízos ambientais, como a contaminação dos leitos dos rios, a degradação do solo e da água e a contaminação dos peixes e dos seres humanos”, argumentou o relator.

    Pelo texto aprovado, o descumprimento do previsto no projeto acarretará multa de 2 a 10 salários mínimos, aplicada em dobro em caso de reincidência. No caso de descumprimento pela terceira vez, o infrator terá cassado o alvará de localização e funcionamento, ficando proibido novo pedido de alvará por seis meses.

    O mercúrio é considerado o segundo metal não radioativo mais contaminante que existe. Existe na natureza em três formas básicas: mercúrio elementar ou metálico, mercúrio inorgânico (sais de mercúrio) e orgânico (metilmercúrio). O mercúrio elementar é absorvido pelo organismo, o que pode resultar em graves desordens neurológicas.

    O projeto ainda será analisado conclusivamente pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Mas quem duvida da aprovação? Tchau, bom e velho amálgama.

    Leia o projeto na íntegra aqui –> PL-654/2015

    Via Câmara Notícias