Tag: Educação

  • Mães e crianças birrentas…

    Mães e crianças birrentas…

    Não sou mãe ainda, mas um dia eu serei.cri_01

    Estava há pouco tomando um café na padaria aqui perto do consultório e tinha uma menininha linda e super bem vestida lanchando com a mãe. Ou melhor, atrapalhando o lanche da mãe. Elas sentaram na mesa ao lado da minha, vi que a mãe dei meio pastel pra ela e um suco, e comeu a outra metade junto com um café. Foi chegar o café da mãe e a menininha começou:

    “Mãe, quero cafezinho! Quero cafézinho!”

    E a mãe explicando que era quente, que o café era dela. Pra menina tomar o suco.

    “MÃÃÃÃÃÃE, MAMÃÃÃÃÃE, QUERO CAFÉZINHO BUÁÁÁÁÁÁA!!!!”

    E a mãe deu um pouco do café pra menina. Ela queimou a lingua, achou ruim e não sossegou. Começou a olhar ao redor e viu pirulitos.

    “Mãe, quero um pirulito.”

    E a mãe “Primeiro come o teu pastel. Depois eu te dou um pirulito.”

    ‘MÃÃÃÃÃE, EU QUERO UM PIRULITO!!!! QUE QUE CUSTA ME DAR UM PIRULITO? BUÁÁÁÁÁ!!!”

    E eu assistindo a tudo. A mãe levantou, foi lá e pegou um pirulito pra menina. Ela lambeu um pouco o pirulito e deixou em cima da mesa.

    Nessas alturas eu já tinha achado tudo um absurdo e levantei pra pagar. De repente, do meu lado no caixa tá a menininha na ponta dos pés pegando mais uns pirulitos do balcão. Pegou 3 e quase derrubou o suporte no chão. Caminhou pela padaria toda e foi atrás do balcão. E a mãe nada fez.

    Não sou velha, mas fui criada num tempo onde a gente respeitava DEMAIS pai e mãe. Espernear no mercado porque a mãe não quis comprar um pirulito era algo impensável, pois a varinha “comia” em casa. E ainda tinha que ouvir um “vou contar pro teu pai quando ele chegar do trabalho, aí tu vai ver.” Aí a gente ficava quietinho e não fazia fiasco.

    criança-desobediente

    Hoje em dia a gente vai num restaurante, numa janta de amigos ou até mesmo no mercado e vê os pais fazendo todas as vontades dos filhos. Permitindo que eles corram e derrubem no chão coisas das prateleiras, permitindo que mexam nas bolsas dos amigos, se jogando no chão e fazendo escândalos. Pergunto: que tipo de adulto essas pessoas estão criando???

    Não sou psicóloga, mas atendo muitas crianças na minha rotina odontológica; confesso que está cada vez mais difícil lidar com os pais das crianças. Sinto que as crianças imploram por limites, e é incrível como é mais fácil atendê-las sem os pais na sala.

    Um outro exemplo interessante é o que vi em um supermercado em Torres. Uma criança começou a fazer birra porque queria um salgadinho e foi simplesmente ignorada pela mãe, esta psicóloga. A menina colocou o pacote 3 vezes no carrinho e a mãe três vezes tirou, simplesmente fazendo que não conhecia a criança que queria chamar a atenção. Fez as compras, pagou, colocou no carro e a criança ainda estava atirada perto do caixa chorando. Depois de guardas as compras, ela foi lá, pegou a criança embaixo do braço e carregou calmamente até o carro, na cadeirinha. Um baita exemplo de como agir em situações assim.

    Os pais não devem sentir vergonha das crianças fazendo birra, pois assim elas continuarão fazendo até conseguir o que querem. Não estou dizendo que de agora em diante a varinha deve começar a comer de novo. Eu mesma nunca apanhei de varinha, mas tenho memória dela em cima da mesinha da sala ou da cozinha caso houvesse alguma malcriação. A gente tinha medo da varinha, e medo do pai. A gente não desobedecia, não fazia os pais passarem vergonha na rua, porque chegando em casa sabia que poderia acontecer o pior.

    Enfim, você que é mãe, se consegue dar limites aos seus filhos parabéns! Caso contrário, a psicologia doméstica resolve muitas coisas. Não faça todas as vontades do seu filho. É na infância que construímos nosso caráter, e se as crianças crescem com a idéia que conseguem tudo no grito e na birra vão ser adultos frustrados e cheios de tarjas pretas na caixinha de remédios.

    Pelos adultos de amanhã, eduque seu filho. A escola apenas ensina, quem educa são os pais.

    #goDIVAS! GO!

     

    PS: Lembro de algo que eu e a mãe fazíamos com minha irmã mais nova quando ela começava assim. A gente batia uma foto dela chorando e dizia que ia mostrar pra todo mundo como ela ficava feia chorando. E naquela época nem existia câmera digital. Acho que vale bater uma foto com o celular e mostrar pra criança como ela fica quando chora e faz birra…. sejam criativos, a tecnologia permite 😉

     


  • >10 dicas das OdontoDivas para Pacientes

    >

    Fonte: imagem

    Sei que não precisariamos nem dar essas dicas aqui, pois tudo isso que irei falar faz parte da educação que recebemos em casa, na escola e na vida. Mas existem algumas coisas que acho que algumas pessoas não aprenderam ou se esqueceram, então não custa nada lembrar né…

    1- Não se atrase nem falte na sua consulta; mas caso tenha que faltar ou atrasar, não custa nada ligar avisando com algum tempo de antecedência, pois assim podemos fazer o encaixe de algum paciente com dor, adiantar algum paciente ou podemos até ir embora mais cedo para casa.
    2- Pague sempre seu dentista em dia, nós também temos contas a pagar.
    3- Não fume antes de ir ao dentista ou, caso fume, por favor escove os dentes antes de se sentar na cadeira odontológica.
    4- Não use perfumes FORTES por favor. Deixe para usar esses perfumes para passear
    5- Escove os dentes e passe fio dental antes de vir para a consulta. Não somos lixeiras para termos que ficar recolhendo restos de comida do seu dente.
    6- Use desodorante, por favor.
    7- Caso você seja mulher, e o dentista que você for, for um homem, não abuse dos decotes.
    8- Ao usar o banheiro do consultório, por favor, acione a descarga e não jogue papel no vaso sanitário.
    9- Não leve por engano e nem arranque páginas das revistas da sala de espera.
    10- Cuspa na cuspideira e não no chão.
    Obrigada.
    PS: Quem quiser acrescentar alguma outra dica nos comentários, fique à vontade.

  • >Curso de Odontologia… à distância???????

    >

    Fonte: imagem

    Pára tudo! Eu entendi direito? Curso de Odontologia à distância? Daqueles que o aluno estuda em casa através de aulas virtuais e discussão de casos, mensais ou quinzenais, nas instituições? Gente do céu… 

    Acabei de ver isso no Twitter. Uma matéria listando as melhores Universidades de Odontologia do país e, ao esmiuçar a matéria, eis que encontro, no 3° parágrafo a citação de uma Instituição que oferece o curso de Odontologia à distância! Clique aqui e leia!

    Minha questão é: a nossa profissão é 100% ligada ao relacionamento com uma PESSOA! Como aprender a lidar com isso em casa?

    Os cursos a distância tem seus créditos sim! Sou a favor! Cursos na área de Humanas, por exemplo. Mas área da SAÚDE?

    O ciclo básico do curso de Odontologia é a parte onde o aluno tem um conhecimento teórico sobre o funcionamento do corpo, do metabolismo, das anatomias e, com isso, aprende a visão do SER.

    Nas disciplinas teórico-práticas, o aluno tem contato com os materiais dentários, conhecimento do instrumental e do funcionamento deles! Simulam, por meio de manequins, situações de atendimento clínico que orienta o acadêmico em situações, até então, despercebidas: postura, manejo do paciente, organização de mesa clínica e, principalmente, faz com que o medo de lidar com outra pessoa diminua. Afinal de contas, ter nas mãos o bem estar e saúde de alguém é algo importantíssimo!

    Hoje em dia, as facilidades criadas pela Inclusão Digital tornam as coisas um pouco “distantes”, realmente.

    Mas, apesar do pouco tempo de formada, não concordo com essa posição.

    Até gostaria de saber mais a respeito, porque como ser humano que sou, me permito mudar de opinião. Mas, de qualquer forma, vou me informar sobre no site do MEC e do CFO, para saber a procedência das informações.

    Enquanto isso…

    Odontologia é com sala de aula, professor de branco e muita saliva! É sentar no mocho e ter medo da primeira anestesia, da primeira cirurgia e da adaptação da prótese! É poder, depois, relatar todas as situações hilárias que você viveu DENTRO de uma Instituição de Ensino! É real! É vivência!

  • >Bolsa de estudo? Para quem?

    >

    Programas de bolsas estudantis e financiamento de cursos universitários são oferecidos pelo Governo Federal aos estudantes que alegam ser de baixa renda. Mas até que ponto isso é verdade?

    Há pouco, no “Fantástico”, programa exibido pela Rede Globo de Televisão, mostrou o caso de uma estudante de Odontologia, inscrita no PROUNI, que não se encaixa nos pré requisitos básicos para inserção no programa.

    De acordo com o Ministério da Saúde, tem direito a inscrever-se no PROUNI – Programa Universdade Para Todos, institucionalizado em 2005, “estudantes egressos da rede pública ou particular de ensino, na condição de bolsas integrais, com renda per capta máxima de 3 salários mínimos por família” (atualmente, cerca de R$2.280,00, para uma família de 4 pessoas).

    A universitária em questão, do curso de Odontologia da UNIPAR, não se enquadra nesse requisito, de acordo com “imagens” mostradas pelo programa – uma casa extremamente confortável, carroS na garagem. Enfim. Possivelmente, uma estudante com condições de arcar com a mensalidade (ou parte dela) do curso.
    A questão é: até que ponto os programas de incentivo ao estudo, propostos pelo governo, são confiáveis?
    Até quando as tentativas de melhoria do ensino começarão do topo da pirâmide e não da base do ensino?
    Desvio de verba no ensino é crime? Que ações podem ser feitas para que isso não ocorra?

    Particularmente penso que, a melhoria do ensino, em sua base, formaria pensadores, pessoas esclarecidas de seus direitos e deveres como cidadãos. Aumentaria a distribuição de renda e tiraria o muito que poucos possuem.

    Com certeza não é interesse ter pessoas que formam opiniões e lutam pelo que acham justo!