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  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #3

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #3

    Olá Pessoas!

    Depois de umas semanas realizando os exames necessários para a cirurgia, eis que um dia importante chegou: o dia da consulta com “A” médica que me liberaria ou não para o procedimento.

    Durante esses dias fiz exames, peguei resultado de exames, fui na nutricionista e iniciei (ou retomei) meu tratamento psicológico. De todos os passos o mais difícil está sendo a sessão de terapia. As sessões são às terças feiras e eu tenho ficado mal. Explico o motivo: apesar de nunca ter sido magra, meu ganho de peso acelerou depois do falecimento do meu pai. Em 2007 eu comecei a terapia, mas não terminei. Doía muito falar sobre a perda e lidar com toda a mudança da minha vida na época. Voltei de São José dos Campos e percebi que aqui em Resende eu tinha poucos amigos. Resultado: para lidar com a perda eu precisava de amigos pra sair, conversar, esquecer um pouco o assunto. E eu estava fazendo da minha psicóloga uma amiga. Não que não fosse, mas no consultório a relação que existe é de paciente e profissional. Enfim, abandonei o tratamento, procurei aumentar meu círculo de amizades e consegui superar algumas coisas. Mas, ainda, entrar no consultório me remete ao pior tempo da minha vida e isso é algo que eu tenho que enterrar, definitivamente.

    Minha psicóloga diz que o que mais a espanta é a minha “alienação” (não sei ao certo uma palavra pra usar) em relação ao procedimento. E, na última sessão, ela foi no alvo: “É um procedimento arriscado, que envolve sua vida. Talvez você não esteja preocupada porque, se você morrer, você pensa que vai encontrar com seu pai” (algo mais ou menos assim, talvez não com essas palavras). Pra mim, essa avaliação dela foi um sacode, porque depois do falecimento dele eu realmente perdi o medo. Ou melhor, não ligo de eu morrer. Apenas fico preocupada com quem deixarei aqui.

    Na nutricionista, algo previsível: engordei 5Kg. Motivo? Eu, literalmente, estou me despedindo da rotina “gorda”. Não tenho me privado das pizzas, comida japonesa, queijos, vinhos, doces. Isso me abalou um pouco. No dia que saí da consulta, fiquei mal ao me olhar no espelho. Tive uma crise de choro e foi onde a ansiedade aumentou. Depois daquele dia a vontade de fazer a cirurgia só aumentou. Conversamos a respeito do pós operatório, da dieta líquida, do não mastigar por 1 mês, da reeducação forçada e, com isso, minha visão sobre o todo mudou. A consciência da dificuldade, da irritabilidade, das privações tomou conta de mim. Eu acredito que esse períoodo será recompensado com a perda de peso e o aumento da auto estima. Penso que a vontade de mastigar e a irritação por não poder comer será amenizada com os quilos perdidos.

    Rumo aos quilos a menos!

    Ontem, dia 31/08, levei meus exames para a médica clínica responsável pela liberação para o procedimento. Meus exames estão normais e estou liberada para fazer a gastroplastia. A endoscopia revelou lesões ulceradas no meu esôfago e a biópsia do estômago, uma gastrite crônica. Dra. Isis me disse que é pra eu desconsiderar essa gastrite, porque em toda biópsia do estômago ela está presente, até mesmo em virtude da contaminação, do ambiente, anatomia, etc. Iniciei o uso de Omeprazol e, para elevar a taxa de ferro no organismo (que não está baixa, mas pode melhorar para a cirurgia) um remédio usado em gestantes – Materna.

    O procedimento escolhido foi o Sleeve, onde há uma redução somente do estômago, sem desvio de intestino.

    Já estou com o pedido do risco cirúrgico e pegarei o laudo da nutricionista e da fisioterapia para a próxima consulta com o cirurgião. Dra Isis disse que acredita que em meados de outubro eu opere. Depois da consulta com o Dr. Flávio Garani, o cirurgião, o que mais demanda tempo é a liberação da Unimed.

    Estou muito ansiosa e isso tem refletido na minha qualidade de sono e em algumas manifestações clínicas – dermatite e herpes labial.

    Não vejo a hora de mudar minha vida! Estou confiante e muito feliz com todo o apoio que tenho recebido dos meus familiares e amigos!

    Um beijo e até a próxima!


  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #2

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #2

    Semana passada anunciei a boa nova e já comecei a fazer os exames pré operatórios. Realizei uma batelada de exames de sangue e urina e fiquei tonta com a quantdade de sangue que tiraram de mim (brincadeira, mas achei muito sangue mesmo hehehehe).

    Rumo aos quilos a menos!

    A maioria dos exames solicitados precisam de autorização do convênio para serem realizados. Após passar 1h sentada na Unimed, consegui a liberação das guias. Eu trabalho com convênios no consultório e sei o quanto o paciente reclama quando não consegue agendar a consulta ou, até mesmo, encontrar um profissional que execute tal trabalho. Comigo, sendo paciente, não foi diferente. Em Resende não se consegue encontrar um psicólogo que faça o acompanhamento para cirurgia bariátrica que atenda pelo convênio. Terei que pagar as consultas particulares e pedirei recibo para que haja reembolso. Até porque, todas as pessoas com as quais eu conversei me disseram que sem a liberação do psicólogo não acontece a mágica da cirurgia!

    Durante essa semana, mais e mais exames. O ruim, pra mim, tem sido desmarcar meus pacientes para que eu possa realizar os exames. Dependendo do horário e do profissional, sei que não esperarei menos de 2h pra ser atendida (fora o tempo de duração do exame) e, com isso, um período do meu dia vai embora. Meus pacientes tem reclamado muito disso, mas eu preciso tirar um tempo pra mim. De um modo geral, a falta de tempo que temos (seja pra malhar, ir ao banco, marcar médicos, salão de beleza) é um problema para o dentista.

    Na quarta fiz um exame de prova de função pulmonar. Gente de Deus! Que exame terrível! Eles colocam uma espécie de “prendedor de roupas” no seu nariz e um tubo na boca. Nisso, você precisa respirar de acordo com as orientações do médico: normal ou forte. O exame tem 2 etapas, a primeira sem e a segunda com broncodilatador.

    E na quinta eu fiz a endoscopia digestiva. Aquele exame onde administram um sedativo, no caso o Dormonid, e você começa a zzzzzzZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzZZZzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZzzzzzzz.

    Além de iniciar a rotina de exames pré operatórios, eu e meu marido começamos nas aulas de Pilates (tortura mascarada de alongamento) e retomamos as caminhadas diárias. A alimentação também mudou: nada de carboidratos à noite. O resultado é: dores no corpo inteiro! Mas os depoimentos dos ~~pilateiros~~ de plantão tem nos animado muito!

    Por enquanto é isso!

    Aguardem as cenas dos próximos capítulos! #OiOiOi