Tag: plano de saúde

  • Dentistas podem solicitar exames complementares SIM!

    Dentistas podem solicitar exames complementares SIM!

    E não seria um GRANDE ABSURDO se não pudessem? Mas mesmo havendo lei quanto a isso e frente ao vislumbre do absurdo, operadoras de planos de saúde insistem em negar pedidos de exames complementares procedentes de cirurgiões-dentistas.

    CDs têm autonomia para solicitar exames laboratoriais e de imagem junto às operadoras de planos de saúde, por lei, desde 2007. Fico até envergonhada que isso só tenha sido reconhecido em 2007, mas antes tarde do que mais tarde…

    Aí recebo no WhatsApp o seguinte:

    WHAT?
    WHAT?

    Muito bem. Vamos explicar BEM explicadinho para os convênios como é que a coisa funciona (como se eles não soubessem)…

    Exames laboratoriais complementares como os de sangue (qualquer tipo), de urina, radiografias, tomografias, ressonâncias magnéticas e até internações solicitadas por cirurgiões-dentistas (dentro de sua área de atuação) NÃO PODEM ser recusados pelos planos de saúde. É LEI, e isso inclui os dentistas que não pertencem à rede credenciada. A decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) consta na Súmula Normativa número 11, de 20 de agosto 2007, de onde destaco:

    Súmula Normativa 11/2007 da ANS
    Súmula Normativa 11/2007 da ANS

    Tá bem claro, né?! Mesmo assim alguns planos continuam se negando a aceitar os pedidos de exames feitos por CDs, exigindo – baseados em nada – que o paciente ~revalide~ o pedido de exame com um médico.

    WTF?
    WTF?

    Com essa súmula, a ANS apenas ratificou o que diz a Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego n° 397 de 2002, que estabelece, dentro da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), a competência do cirurgião-dentista em solicitar exames complementares e internações.

    Em 2013 entrou em vigor outra regrinha bacana:  a obrigatoriedade da operadora de plano de saúde em informar aos beneficiários POR ESCRITO acerca da negativa de autorização de procedimentos solicitados pelo médico ou cirurgião-dentista. Taí a prova pra entrar com o processo…

    … e por falar em processo, a coisa piora. Minha amiga lá do WhatsApp entrou em contato com o advogado do seu CRO pra tirar essa história a limpo. Ele disse o seguinte: se o paciente que tiver seu exame negado pelo convênio se sentir lesado (espero que se sinta, e muito!), ele deve entrar com uma ação contra a operadora que, claro, vai ser obrigada a liberar o exame e levar uma bela multa. Até aí, ok. A questão é que o dentista fica apenas como espectador dessa história toda… a posição dos CROs é de não fazer nada a respeito como sempre, pois entendem que é uma questão entre o plano de saúde e o beneficiário. Em resumo: nosso carimbo – extraoficialmente – tá valendo menos que o do médico e… beleza. Vlw flw. 

    Obrigada, CRO. <3
    Obrigada, CRO. <3

    Você pode assistir AQUI uma reportagem de 2014, com vídeo inclusive, bem completa sobre a questão.

    Enfim… é lamentável. Segundo o diretor-adjunto da ANS na época da reportagem, João Luís Barroca, “nós só podemos imaginar que isso seja de fato mais uma tentativa de algumas operadoras em postergar o acesso de um usuário ao que é o seu direito, que é fazer o procedimento”. Sem dúvida. E, no caminho, chutam pra debaixo do tapete a legitimidade dos cirurgiões-dentistas em solicitar quaisquer exames complementares que sejam necessários ao exercício de sua profissão.

    Durma-se com um barulho desses.

    Leia também: 

    CDs estão tendo problemas para pedir exames complementares aos convênios no DicasOdonto

    Os planos de saúde estão negando os seus pedidos de exames?  Aqui está a solução no Ortoblog

    Planos de saúde se negam a realizar exames solicitados por dentistas no Vida de Dentista 

     


  • Planos de saúde continuam não autorizando exames pedidos por dentistas

    Planos de saúde continuam não autorizando exames pedidos por dentistas

    Exame complementarMesmo com a regra da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) deixando bem claro que TEM QUE AUTORIZAR.

    Luana Rodrigues, de 24 anos, precisou se submeter a exames pré-operatórios antes de uma cirurgia ortognática, procedimento realizado por cirurgião bucomaxilofacial que, pra quem não sabe, é dentista. A contadora se surpreendeu ao descobrir que seu plano de saúde somente cobriria as radiografias caso o procedimento fosse pedido por um médico. A exigência descumpre a Norma 11, de 2007 da ANS, segundo a qual os planos devem autorizar internações e exames requeridos por cirurgiões-dentistas.

    Mas esse não é um caso isolado, infelizmente. Essa negativa é uma rotina nos laboratórios, segundo o presidente do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ), Afonso Fernandes Rocha. “Esse problema aumenta a cada dia. É por má-fé dos planos de saúde para adiar a realização dos exames”.

    Para fazer os exames, Luana teve que pedir pra um ginecologista, amigo da família, transcrever o pedido do procedimento, que foi, então, autorizado pelo plano.

    A cirurgiã-dentista Katyuscia Lurentt passou pela situação tantas vezes que já explica o problema para os pacientes: “É um constrangimento. Sempre dou uma cópia da regra da ANS com o pedido do exame”. 

    O CRO-RJ vai pedir à ANS que repasse mais informações às operadoras de saúde e aos laboratórios sobre os exames solicitados por dentistas. Segundo a entidade de classe, os funcionários das empresas desconhecem a norma do órgão regulador, e as frequentes recusas de coberturas desmoralizam os profissionais da área. “O paciente pode achar que o dentista não é qualificado o suficiente para o trabalho. Há uma quebra de confiança e até mais burocracia, já que ele pode ir a um médico para pedir o exame, o que gera a despesa de uma consulta para o plano”, diz Afonso.

    Procurada, a ANS reforçou que a operadora de saúde não pode negar autorizações para a realização de exames complementares solicitados por dentistas. A cobertura, no entanto, deverá estar prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde editado pela agência reguladora e estar de acordo com o estipulado no contrato do consumidor.

    Onde reclamar

    Caso o plano de saúde não autorize um procedimento solicitado por um dentista, com a justificativa de que apenas um médico poderia ter feito o pedido, o paciente deve procurar a operadora e a ANS (0800-7019-656).

    Intervenção

    As queixas são tratadas pelo setor de mediação da ANS, que resolve 80% dos casos. No ano passado, a agência recebeu 16.600 reclamações de clientes de planos de saúde no Estado do Rio.

    Consequências

    A agência reguladora suspende a comercialização de planos de saúde com maior número de queixas.

    * * *

    A situação é TÃO ridícula que quase dá vontade de rir. Quase.

    Via Extra


  • Dentistas têm autonomia para solicitar exames complementares

    Dentistas têm autonomia para solicitar exames complementares

    Exames complementaresNovidade nenhuma. Isso pelo menos desde 2007, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Mas na prática não é bem assim. Clientes de seguros de saúde reclamam que operadoras estão negando exames quando os pedidos são feitas por dentistas, o que é ilegal.

    A ANS assegura aos cirurgiões-dentistas o direito de requisitar exames. Eles estão protegidos por lei federal e por uma súmula normativa publicada pela própria agência há sete anos. A ANS classifica de ilegal qualquer recusa das operadoras de saúde em prestar atendimento aos clientes desses profissionais.

    “Nós só podemos imaginar que isso seja de fato mais uma tentativa que algumas operadoras, as más operadoras, tendem a postergar o acesso de um usuário ao que é o seu direito, que é fazer o procedimento”, declarou o diretor-adjunto da ANS, João Luís Barroca.

    Uma colega gravou uma conversa telefônica em que a funcionária de um laboratório nega a realização de um exame porque o carimbo é do Conselho Regional de Odontologia (CRO) e não do Conselho Regional de Medicina (CRM):

    – De CRO, a Golden Cross não vai autorizar pra fazer o exame.
    – Mas por que que não?
    – Porque é CRO. Se fosse CRM, autorizaria. CRO a Golden Cross não autoriza. 

    É amigos… carimbo de dentista tá valendo menos do que de médico!

    Em nota, a Golden Cross informou que, de acordo com a própria agência “as solicitações de pedidos de exame dos profissionais de saúde somente devem ser feitas de acordo com sua especialidade”. O diretor da ANS desmentiu a operadora. “De jeito nenhum, um usuário pode ter exame negado, de acordo com a especialidade do seu médico que solicitou ou mesmo do seu odontólogo. Isso não pode ser motivo de negativa de cobertura. Agora certamente nós vamos procurar a Golden Cross para que ela nos explique esta novidade”, disse João Luís Barroca.

    Quando o seguro nega um exame a que o cliente tem direito, a ANS pode multar a operadora em R$ 80 mil para cada caso.

    Fiquem de olho. DENUNCIEM.

    Reportagem no Bom Dia Brasil sobre o assunto –>Clientes de planos de saúde reclamam de negativa de exames assinados por dentistas

    Fonte: G1


  • Senadores pedem reembolso de mais de R$ 70 mil por tratamentos dentários

    Senadores pedem reembolso de mais de R$ 70 mil por tratamentos dentários

    Reembolso de tratamento dentário dos senadoresO plano de saúde do Senado, bancado exclusivamente pelo contribuinte ( = eu e você), paga todas as despesas médicas e odontológicas dos senhores senadores. Alguns senadores, como o ex-presidente “impichado” Fernando Collor, chegam a gastar mais de R$ 70 mil por tratamento dentário.

    Nos últimos cinco anos o Senado autorizou tratamentos odontológicos com valores altíssimos, tudo sem fazer perícia física dos pacientes nem definir limites de cobertura. Os gastos com os dentes dos senadores e outros tratamentos médicos, como sessões de psicoterapia e fonoaudiologia, atingiram média de R$ 6,2 milhões anuais entre 2008 e 2012 – 62% desses valores dizem respeito unicamente ao reembolso de notas fiscais e recibos.

    Igualzinho ao SUS, o plano de saúde do Senado é vitalício e se estende a ex-senadores e dependentes como filhos, enteados e cônjuges. Para usufruir dele, o parlamentar não precisa contribuir… só ser senador por 180 dias (não, não precisa bater ponto, também). Se o senador morre, o cônjuge continua usando a carteirinha. Como não há uma lista detalhada de procedimentos cobertos, os beneficiários se sentem à vontade para incluir em seus gastos todo tipo de serviço especializado.

    O limite anual seria de R$ 25,9 mil para gastos odontológicos, mas documentos obtidos pelo Estadão mostram que a ~flexibilidade~ é grande, basta invadir a cota não utilizada de outros anos e tá tudo bem! O que geralmente aumenta o gasto com Odontologia é o uso de materiais protéticos mais caros, coisa que os convênios odontológicos “normais” não costumam cobrir. Mas nós não estamos falando de planos de saúde / convênios “normais”, não é mesmo? É coisa bem mais chic.

    Exemplo: Pedro Simon (PMDB-RS) conseguiu ressarcimento de implantes dentários que totalizaram R$ 62,7 mil em 2012. “Fiz para aquele ano e com pedaço (da cota) do ano seguinte, em duas parcelas”, explica o senador gaúcho. “Digo mais: foi feito a esse preço porque chorei, chorei e foi um preço bem menor. O valor inicial era coisa de R$ 80 mil a R$ 85 mil.”. O povo agradece, senador.

    Em ação civil pública em tramitação na Justiça Federal, o Ministério Público, ao analisar os gastos efetuados até 2010, considerou que os “desembolsos envolvem valores exorbitantes, que fogem a qualquer padrão”.

    Sabe qual a única semelhança entre o plano de saúde do Senado e o SUS? O contribuinte é que banca os 2. Esse país realmente não é sério…

    via Estadão