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  • Do canal (será?) ao abscesso cerebral: o caso Renata Banhara

    Do canal (será?) ao abscesso cerebral: o caso Renata Banhara

    A modelo Renata Banhara está internada em estado grave no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

    “Ela está com uma infecção grave no cérebro. Ela tinha um dente que não se manifestou, ficou alojado. Como o dente é poroso, a bactéria entrou e ficou no osso do rosto e foi para o cérebro. Isso rendeu uma grande sinusite, que também é uma bactéria. Essa junção de bactérias acabou indo para o cérebro. Ela está na CTI com médicos excelentes e não pode receber visitas”, disse Roneia Forte, assessora da modelo.

    Renata Banhara

    O irmão de Renata, Túlio Alano, contou que ela está sedada. Antes da sedação, ela chegou a gravar um vídeo explicando um pouco da sua situação médica. “Fiz canal há seis anos, e esse dente meu fechou, tudo lindo, maravilhoso, sem problema. Esse dente fez um polo de infecção. Só que ele não deu febre, ela não deu pouso, ele não infeccionou. Ele fez uma infecção sigilosa”, explicou, dentro do seu entendimento. “São leves esses ossos da cabeça. A bactéria foi para os ossos, fez uma sinusite e essa sinusite criou outras bactérias. Mas a sinusite também não me deixou com febre, não saiu secreção, não fez nada, tudo silencioso”.

    Foi por causa de um tratamento de canal?

    Então… só com base no que a modelo contou, não temos como saber. Dá pra afirmar que o problema tem a ver com o tratamento endodôntico que ela fez há vários anos? Sem um monte de exames, não.

    As sinusites podem surgir em decorrência de diversas doenças infecciosas sistêmicas como gripes, resfriados, pneumonias, asma, bronquite, etc.. A inflamação da membrana sinusal pode ter origem odontogênica, também. O desenvolvimento de lesões periapicais em dentes próximos ou invaginados no seio maxilar pode provocar alterações inflamatórias na mucosa sinusal e levar ao desenvolvimento de sinusites. A sinusite odontogênica abrange de 10 a 12% dos casos de sinusite maxilar com histórico de infecção odontogênica ou periodontal.

    Em resumo: é bem possível que Renata Banhara tenha chegado ao abscesso cerebral por causa de uma sinusite bacteriana. Se ela começou como sinusite odontogênica, são outros quinhentos.

    Melhoras, Renata.

    O Blog DicasOdonto falou sobre esse assunto aqui: Modelo Renata Banhara, Canal, Sinusite e Infecção Cerebral

    UPDATE em 15/04/17: Renata Banhara pode perder parte dos movimentos do rosto

    UPDATE em 18/04/17: A modelo já está em casa, continua o tratamento com antibióticos, e diz que vai providenciar a extração do dente que – supostamente – causou a infecção.


  • Dentista Minuto #12: Dente brancos: cuidado com o exagero!

    Dentista Minuto #12: Dente brancos: cuidado com o exagero!

    Dentes naturais são bonitos. Por isso, quando se faz uma prótese dentária o maior objetivo é fazer com que a prótese não pareça prótese, mas os dentes mesmo da pessoa.

    Dentes naturais não são totalmente brancos. O que confere naturalidade aos dentes, ou seja, não os deixa parecendo dentadura, é justamente a combinação de cores que eles têm: mais perto da gengiva são mais amarelados, no meio menos e, quanto mais perto da ponta, mais claro e transparente é o dente. Generalizando, é mais ou menos por aí.

    Outro fator essencial: a anatomia, ou seja, a forma dos dentes. Dentes naturais não costumam ser “perfeitinhos”.

    Você quer ter dentes brancos? Ótimo. Procure um dentista e faça uma avaliação. Se tudo estiver ok, o dentista vai sugerir formas de branquear seus dentes, que vão desde o clareamento até a colocação de facetas, as tão na moda “lentes de contato”.

    Mas tenha em mente: nem tudo que fica bonito no ator e na atriz da novela fica bonito em você. Aliás, muitas vezes não fica bonito nem neles!

    Se o seu dentista orientar você no sentido de não fazer clareamento ou facetas, ouça-o. Ele está levando uma série de fatores em conta, não é só a opinião ou o gosto pessoal dele. Um sorriso, pra ser bonito, não precisa ter dentes todos quadradinhos e ser branquíssimo… pelo contrário: isso, de natural, não tem nada.

    Já se o seu dentista achar que é uma boa ideia… essa é uma decisão de vocês.

    (desculpe o áudio, problemas técnicos) 🙁


  • A importância do uso do protetor auricular na Odontologia

    A importância do uso do protetor auricular na Odontologia

    Você usa protetor auricular durante o atendimento de seus pacientes?

    Sabemos que a grande maioria dos dentistas não faz o uso do protetor auricular na sua rotina de trabalho, mas será que não está na hora de repensarmos isso?

    Outro dia em um grupo de dentistas no WhatsApp vários colegas de queixaram que sentem diminuição na audição e muitos relacionam isso a nossa profissão ou por terem se submetido por longo período de tempo à exposição a ruídos elevados, tipo tocar em banda de rock.

    Como já dito em um post aqui no nosso blog ao longo do exercício da nossa profissão podemos sofrer vários riscos ocupacionais severos. Um deles é a diminuição da audição, devido aos vários tipos de ruídos que estão presentes no dia a dia do nosso consultório, tais como turbinas de alta e baixa rotação, compressor de ar, sugadores de saliva, bomba a vácuo, além de outros fatores externos. Os principais efeitos do ruído ocupacional na rotina do cirurgião dentista são: diminuição da capacidade auditiva, estresse, estafa, irritabilidade, nervosismo, cefaleia, tontura, problemas digestivos, queda na produtividade, alterações na pressão arterial e aumento no risco de acidentes.

    Veja o que dizem trabalhos de vários pesquisadores

    Realizou-se uma avaliação em clínica de pós-graduação em Endodontia em que se posicionou um medidor chamado de áudio-dosímetro na cintura do dentista e um microfone na altura da gola, a cerca de 15 cm do ouvido. Foi obtido durante uma hora e oito minutos de medição o histórico dos níveis de pressão sonora em intervalos de 5 segundos, o que permitiu uma análise confiável dos ruídos envolvidos com a atividade. Verificou-se que em algumas operações com alta rotação, o nível de pressão sonora chegava a 94,9 dB(A), embora na média, durante todo o tempo de medição o nível tenha ficado em 76 dB(A). Com o auxílio de um outro equipamento chamado analisador de frequência de ruído rastrearam-se as diferentes fontes envolvidas no histórico de medição. A tabela abaixo mostra os valores encontrados.

    Fonte de Ruído Atividade NPS em dB(A)

    A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) pode ser conceituada como uma diminuição gradual da acuidade auditiva do tipo neurossensorial decorrente da exposição contínua a níveis elevados de ruído, constituindo-se em doença profissional de grande prevalência no meio odontológico. O indivíduo acometido pela PAIR é capaz de ouvir, porém incapaz de compreender o que está sendo dito. Na Odontologia, o ruído pode provocar ainda uma queda de 60% na produtividade por dificultar a concentração, propiciando erros, desperdícios e acidentes por distração. É importante ressaltar que tal distúrbio é irreversível e de evolução progressiva, passível totalmente de prevenção, de modo que cessada a causa ou minimizada para níveis não-lesivos, a perda se estabilizará.

    A PAIR não é corrigida nem cirurgicamente, e muito menos com o uso de aparatos auditivos. Sabe-se que a exposição frequente a elevados níveis de ruídos provenientes do ambiente profissional é um potencial fator de risco para que o cirurgião-dentista seja acometido pela PAIR. Segundo dados do Ministério da Saúde, além dos sintomas auditivos frequentes, o trabalhador portador de PAIR também apresenta queixas como cefaleia, tontura, irritabilidade e problemas digestivos.

    10 Profissões mais afetadas pela PAIR (perda auditiva induzida pelo ruído)

    As possíveis marcas dos anos de trabalho são cumulativas e só serão observadas ao final da carreira, quando nada mais ou muito pouco pode ser feito (TORRES et al., 2007).

    A cronicidade dos efeitos e as dificuldades de estabelecer correlações diretas com doenças que comprometem o aparelho auditivo fazem do ruído um agente reconhecível, mas com repercussões pouco “visíveis”, sendo necessário chamar a atenção para o real problema que afeta os trabalhadores de saúde bucal (SOUZA, MATOS e NUNES, 2002).

    Lelo et al. (2009) avaliaram os limiares auditivos por meio da audiometria tonal limiar (ATL), em 30 cirurgiões-dentistas que atuam ha mais de três anos na profissão, com idade máxima de 45 anos. Todos os participantes passaram pelos seguintes procedimentos: anamnese, meatoscopia, ATL, logoaudiometria e imitanciometria. Os resultados mostraram que 27% dos cirurgiões-dentistas apresentaram queixa de zumbido, 30% de insônia e 37% dor de cabeça. Segundo os autores, tais achados justificam a necessidade da realização de exames audiométricos periódicos para evitar lesões auditivas ao longo de sua carreira e o uso de protetores auriculares para a manutenção da saúde auditiva e a diminuição dos sintomas associados, mesmo esse não sendo um EPI obrigatório. Os EPIs obrigatórios são: gorro, máscara, óculos de proteção, avental, luvas e sapatos.

    Os ruídos ambientais provenientes de equipamentos usados durante o tratamento odontológico são extremamente prejudiciais à saúde do cirurgião-dentista e, além de promoverem a diminuição da capacidade auditiva, levam os profissionais ao estresse, estafa, irritabilidade, nervosismo, queda na produtividade e alterações na pressão arterial. A continuidade do ruído tem efeitos adversos no raciocínio, na habilidade e na exatidão de resolução de problemas (SAQUY, et al. 1990; SMITH, 1997; DIAS, CORDEIRO e GONÇALVES, 2006; OLIVEIRA, CAMPOS e GARCIA, 2007).

    Além do protetor auricular para a diminuição dos ruídos também é importante que se faça constantemente manutenção nos equipamentos e periféricos que usamos no nosso consultório, como manutenção do compressor, correta lubrificação das nossas canetas de alta e baixa rotação e das peças de mão.

    E então, após ler tudo isso, vamos começar a pensar no uso diário do protetor auricular no nosso dia a dia no consultório? Existem vários modelos de protetor auricular no mercado, escolha o que mais se adapte a você e comece o uso hoje mesmo!!! 


  • Dentista Minuto #11: Grávida pode ir ao dentista?

    Dentista Minuto #11: Grávida pode ir ao dentista?

    Diz a lenda que quando uma mulher está grávida é proibido fazer qualquer tratamento odontológico. Só que isso não é verdade… gestantes não só podem como DEVEM ir ao dentista.

    A gestação é um ótimo momento pra você procurar seu dentista e manter a saúde em dia. O aumento da vascularização e da permeabilidade da gengiva durante a gravidez, por exemplo, podem deixar a gengiva mais vulnerável ao ataque bacteriano e facilitar a ocorrência de sangramento. Se a mulher descuidar com a higienização durante esse período, a probabilidade de se instalar um problema gengival ou periodontal é maior. Por isso é importante que haja avaliações odontológicas periódicas. Grávida, vá ao dentista!

    Pode extrair dente? E fazer tratamento de canal? A gravidez, em si, não contraindica esses procedimentos. Apenas prefere-se, por uma questão preventiva, não submeter a mãe e o bebê a tratamentos que possam ser adiados. A questão é que nem sempre um tratamento pode ser adiado. Aí é urgência, e urgência não admite espera, até porque passar dor ou manter uma infecção no seu organismo durante a gestação certamente é mais prejudicial do que qualquer atendimento pelo qual você venha a passar. Quando dói alguma coisa ou o dente da frente quebra e deixa a pessoa “banguela”, tem-se uma urgência. E se uma gestante estiver com dor de dente ou quebrar o dente da frente, faz-se o quê? O óbvio: procura-se o dentista e faz-se o tratamento necessário.

    Grávida pode tomar anestesia?

    Sem dúvida que pode! Se há dor e urgência no atendimento, não há absolutamente nada que justifique não usar anestesia. A anestesia odontológica é local e muito segura. Se ela não faz mal pra você, por que faria para o bebê? Além disso, existem opções de anestésicos de uso específico para gestantes (prefere-se a lidocaína em vez da prilocaína ou da mepivacaína). (FERREIRA, 1998)*

    Grávida pode tirar radiografia?

    Pode, mas não deve. É aquela história: precaução. Embora o feixe de raios X passe longe da barriga quando se faz uma radiografia no dentista e a paciente use um colete de chumbo durante a tomada radiográfica, se der pra evitar, melhor. Por isso é que não se costuma fazer tratamentos de canal durante a gravidez, o que exigiria algumas radiografias. Mas isso não quer dizer que aquele seu dente com uma cárie enorme, que já deu canal, deve ficar aberto aguardando o bebê nascer. Limpá-lo e fazer um curativo seria uma ótima ideia, para diminuir a chance de uma infecção ainda pior.

    Qual a melhor época da gravidez para ser atendida pelo dentista?

    A melhor época para uma grávida se submeter a um tratamento odontológico, se necessário, é o segundo trimestre, ou seja: 4o, 5o e 6o meses de gestação. Mas a época certa de procurar o dentista é qualquer uma! A questão é: você não deve ficar em casa sofrendo e se perguntando se deve ir ao dentista. Se o tratamento do qual você precisa será feito de imediato ou se será realizada uma ação paliativa (um curativo, por exemplo) visando aguardar um melhor momento para o tratamento em si, é uma decisão conjunta entre você e seu dentista. Se houver necessidade de opinião ou liberação médica, o próprio dentista requisitará que você procure seu médico obstetra para isso.


  • Ergonomia em Odontologia

    Ergonomia em Odontologia

    Ergonomia, para quem não se recorda das aulas da graduação, é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. É também uma profissão que aplica teoria da disciplina e seus princípios, dados e métodos para projetar, a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema.

    Em Odontologia ela é muito falada, pois nós dentistas passamos boa parte do nosso dia em posições desconfortáveis, e que exige muito da nossa coluna. Por esse motivo, especialistas na área desenvolveram “mapas” de como deve ser o consultório ideal para que o dentista consiga realizar seus procedimentos da maneira mais ergonômica possível.

    O assunto é sério: como a disposição dos móveis do consultório podem minimizar problemas de saúde e aumentar sua produtividade? Vamos dividir em três tópicos para fácil compreensão.

    Ajuste do mocho

    A altura do assento deverá permitir que o profissional com variação de estatura de 1,50 m a 1,80 m possa sentar-se corretamente, isto é, com o fêmur paralelo ao solo, o que permitirá que a circulação de retorno (hemodinâmica) se processe naturalmente, sem risco de compressão das safenas, situadas na porção póstero-interna da coxa. O seu encosto deve proporcionar ajustes de altura e profundidade. Em algumas marcas, o mocho não possui encosto, tendo seu assento em forma de sela de cavalo ou até apresenta-se como uma bola de fisioterapia, forçando assim o equilíbrio e a melhoria da postura do profissional.

    Posição da cadeira do paciente

    Sua forma deve ser reta e simples, permitindo que o paciente seja confortavelmente instalado. Deve permitir posicionamento horizontal do usuário (posição supina). Isto mantém seu corpo totalmente apoiado, facilitando o acesso do dentista ao campo de trabalho. O apoio de cabeça deve ser ajustável, propiciando a visão direta a todos os segmentos da cavidade bucal, seja na mandíbula ou na maxila, na distância correta de visibilidade.

    Rio e Rio (2000) sugerem as normas da International Standards Organization e da Federação Dentária Internacional (ISO-FDI) para sistematizar numericamente as posições a serem adotadas pelo cirurgião-dentista e seu auxiliar durante o atendimento odontológico. O esquema funciona como em um mostrador de relógio imaginário colocado sobre a cadeira odontológica, apresentando número 12 do relógio posicionado na cabeça do paciente e o número 6 em seus pés. A área delimitada pelo círculo A é chamada de zona de transferência, onde está a bandeja auxiliar e os instrumentos e pontas de equipo a serem transferidos à boca (campo operatório, bem como os mochos). Este círculo funcional permite aos dois operadores sentados, de modo mais ergonômico e o alcance às ferramentas necessárias à sua atividade, sem imprimir esforço adicional às suas articulações.

    Segundo Porto (1994), a posição pode ser determinada com base no posicionamento do profissional em relação a seu paciente. Normalmente, o profissional destro posiciona-se em 7, 9 ou 11 horas e o canhoto em 5, 3 e 1 horas.

    Para o dentista destro, ainda conforme Porto (1994), a posição com as costas voltadas para as 7 h e com as pernas paralelas a cadeira é contraindicada por obrigar o dentista a inclinar o corpo para 12 h à direita, causando prejuízos posturais. A posição 9 h é muito adotada por permitir trabalhar em visão direta, mesmo nas regiões de difícil acesso. Nessa posição a perna do dentista fica posicionada sob o encosto da cadeira do paciente e do lado direito do braço da cadeira. Na posição 11 horas, por sua vez, o dentista fica atrás do paciente trabalhando com boa visão indireta, utilizando espelhos, nessa posição a perna esquerda do dentista fica sob o encosto da cadeira.

    Para o dentista canhoto a posição muda, assim como a posição dos equipamentos, localizando-se à esquerda da cadeira do paciente. A posição 5 h não é a posição ideal, apresentando os mesmos inconvenientes da posição 7 h, sendo as mais indicadas as posições 3 e 1 h, que correspondem às 9 e 11 h do dentista destro, respectivamente.

    Disposição do consultório

    A área do círculo A3 é a área de intervenção do profissional, livre de barreiras. A área limitada pelo circulo A2 corresponde à chamada zona de transferência ou espaço ideal de pega, onde tudo que se transfere à boca do paciente deve estar aí situado, como os instrumentos e as pontas do equipo e da unidade auxiliar. Aí devem estar situados os dois mochos para o operador e auxiliar. O circulo A2, de 1m de raio, limita a área útil de trabalho, espaço máximo de pega, que pode ser alcançado com o movimento de esticar o braço. Aí devem estar as mesas auxiliares, o corpo do equipo e da unidade auxiliar e as gavetas quando abertas. O circulo A1 limita a área total do consultório, que não deve ter mais que 3 metros de largura; um consultório com dimensão maior seria antiergonômico. Nessa área ficam as pias e armários fixos.

    Recordar alguns conceitos sempre é bom. Reavaliar o quanto prezamos por nossa saúde também reflete nosso cuidado com nossos pacientes. E saber nunca ocupa lugar, certo? Cuide-se. 😉

    * * *

    PORTO, F. A. O Consultório Odontológico. São Carlos, Scritti, 1994.

    RIO, L. M. S. P.? RIO, R. P. Manual de Ergonomia Odontológica. 1ª ed. Belo Horizonte: Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais, 2000.


  • Dentista Minuto #10: 5 Mitos da Higiene Bucal

    Dentista Minuto #10: 5 Mitos da Higiene Bucal

    Cinco coisas que vivem dizendo pra você sobre higiene bucal e que não são verdade:

    “Escova de dente com cerdas duras limpa mais”

    Não. Cerdas duras associadas a muita força na escovação vão é acabar com a sua gengiva. E não vão limpar mais os seus dentes.

    “Para uma limpeza completa, é preciso enxaguante bucal”

    Não mesmo. O uso contínuo de bochechos desequilibra a flora bucal. Só use enxaguantes bucais com a recomendação expressa do seu dentista.

    “Quando a gengiva sangra é melhor não escovar os dentes”

    Pelo contrário! O sangramento é por causa da gengivite e a gengivite é porque você deve estar escovando pouco os dentes. Ou escovando errado.

    “Pastas de dente abrasivas limpam melhor”

    Mentira. Os melhores cremes dentais são aqueles que têm uma relação equilibrada entre poder de limpeza e abrasividade, ou seja: quanto menos abrasiva e com maior poder de limpeza, melhor a pasta de dente.

    “Escova pra ser boa tem que ser cara”

    Não necessariamente. Tem escovas baratas que são excelentes. Prefira as macias, com cerdas retas e cabeças pequenas. Assim dá menos pena de jogar fora quando as cerdas começarem a entortar e ela não servir mais pra nada.

    Assista:


  • Dentista Minuto #9: Quanto tempo dura uma restauração?

    Dentista Minuto #9: Quanto tempo dura uma restauração?

    Taí uma pergunta difícil de responder. Primeira coisa:

    Que tipo de restauração?

    Resina composta, amálgama ou outro material? A resina (a restauração branca) e o amálgama (a restauração escura) são considerados materiais “definitivos”, enquanto outros materiais são ditos provisórios: restauração à base de óxido de zinco e eugenol, ionômero de vidro, etc..

    Em dentes de leite esses materiais provisórios às vezes ficam até que o dentinho caia. Em dentes permanentes, apenas provisoriamente.

    Quanto tempo dura uma restauração provisória?

    De 6 meses a 2 anos, dependendo do material. Não mais que isso, porque restaurações provisórias não têm grande resistência mecânica, então o seu dente corre o risco de quebrar se você morder alguma coisa mais dura.

    E as restaurações de resina, quanto tempo duram?

    Depende de como ela foi feita, da qualidade da resina, do tamanho e do local da restauração, dos hábitos de higiene e de alimentação da pessoa, etc.. O fato é que qualquer restauração se deteriora com o tempo e, dependendo da combinação dos fatores que eu citei, isso acontece mais lenta ou rapidamente. Fazendo uma média, uns 5 anos.

    Por exemplo, se você fuma, não usa o fio dental e não escova os dentes direito, suas restaurações de resina vão durar muito menos que isso… 1 ano… talvez 2.

    Quanto tempo dura uma restauração de amálgama?

    Via de regra, mais que as de resina. Se der tudo certo e com o acompanhamento adequado, muitos anos. Talvez pra sempre. Mas não conte com isso, tudo depende da avaliação do seu dentista.

    Faça a sua parte: vá sempre ao dentista, tenha bons hábitos de higiene e de alimentação. O resto é consequência. 😉


  • Sobre Seguros e Previdência

    Sobre Seguros e Previdência

    Aquela frase “O seguro morreu de velho” é séria. Muitos acham que fazer seguro é uma besteira, dinheiro jogado fora.

    Mas na hora do aperto é que percebemos a importância de ter algo que assegure nosso “recomeço”.

    Imagina você, Colega, sofrer um acidente e precisar se afastar das suas atividades profissionais. Quem ou o quê vai auxiliar você com as perdas financeiras por esses dias de afastamento?

    Sua clínica é assaltada. Quem vai ajudar você a recomeçar?

    E em relação a nossa aposentadoria? Somos autônomos, não podemos esquecer! Como complementar nossa renda futura?

    Para isso eu convidei o Sr. Pedro Rodrigues, Corretor de Seguros, para falar sobre os produtos que temos disponíveis para nos ajudar nos momentos de imprevistos.

    POR QUE CONTRATAR SEGURO DE VIDA?

    Esse é um seguro necessário para quem quer garantir tranquilidade para si e para familiares em caso de morte natural ou acidental e também proporciona coberturas adicionais que podem ser reclamadas ainda em vida.

    Invalidez parcial ou total, diárias por incapacidade temporária e diagnóstico de doenças graves(um câncer) permitem que o segurado receba o valor contratado.

    Um acidente qualquer pode causar invalidez e disso poderá advir um processo doloroso e custoso de recuperação, readaptação da residência, além da incapacidade para o trabalho.

    A Incapacidade temporária: Profissionais liberais, que por motivos de saúde precisem ficar afastados das suas atividades, podem contratar a cobertura de Diárias por Incapacidade Temporária. Se contratada essa cobertura adicional, após dez dias afastado por doença, ou sete/quinze dias em caso de acidente, pode-se receber diárias por até 365 dias.

    Diagnóstico de doenças graves: Cobre situações de saúde como infarto, AVC, transplante de órgãos e câncer. Se a pessoa tiver diagnóstico de uma dessas doenças, recebe intergralmente a importância contratada. O montante pago em caso de doença grave não é deduzido do valor prinicipal contratado para morte.

    Antecipação especial por doença incurável: Nos quadros definidos como irreversíveis pode-se antecipar 50% da cobertura básica de morte.

    Invalidez parcial ou temporária: A invalidez por acidente pode ser parcial ou total. Pode-se acidentalmente perder a visão dos dois olhos, o que caracteriza invalidez total, mas pode-se perder uma parte de um dedo, da mão, da perna, casos de invalidez parcial.

    Acidentes pessoais e despesas médico-hospitalares e/ou odontológicas: Caso o segurado sofra um acidente e precise ser hospitalizado ou passar por procedimentos médicos, a seguradora reembolsa seus gastos. É indicado especialmente para quem não tem ou que tenha um seguro de saúde mais restrito.

    PREVIDÊNCIA PRIVADA

    A alternativa à insegurança da Previdência Social após as novas regras.

    Apesar de discutidas há décadas, surpreenderam as mudanças nas regras propostas pelo governo Federal para aposentadoria. O tempo mínimo de contribuição passou a ser de 35 anos para homens e 30 para mulheres, e a idade mínima para receber o benefício nas regiões urbanas é de 65 anos para homens e de 60 para mulheres, desde que tenham contribuído ao menos por 25 anos.

    As novidades não afetam quem já se aposentou ou quem completou os requisitos para se aposentar, mas já preocupam quem está perto disso, que terá de submeter-se a regras de transição, como contribuir 50% a mais do tempo que precisaria antes das mudanças.

    Essa insegurança se reflete nos números das aposentadorias privadas. No primeiro semestre de 2016 as contribuições para panos de previdência complementar aumentaram 13%, acumulando mais de R$ 52bilhões. Até junho, apenas 12,5 milhões de pessoas tinham planos contratados, segundo a FenaPrevi.

    As diferenças são evidentes.Pelas novas regras, homens que queiram receber aposentadoria de R$ 5.189,82 a partir de 65 anos, teto atual da Previdência Social, terão que contribuir por 49 anos. O teto do recolhimento é de R$ 570,88. Já na Previdência Privada o valor da contribuição pelo mesmo período e para receber o mesmo valor a contribuição pelo mesmo prazo seria de R$ 355,00 mensais.

    É importante ainda saber que a Previdência Privada tem duas modalidades: os planos PGBL e VGBL. A diferença está na tributação dos lançamentos e vantagens do Imposto de Renda. No primeiro a tributação é sobre o valor total do resgate, mas conta com o benefício de deduzir do imposto até 12% da renda bruta anual, desde que o contribuinte faça a declaração completa. No segundo a tributação é apenas sobre o rendimento sobre o total investido, opção para quem faz a declaração simplificada ou é isento do I.R.

     

    Se quiser obter mais informações sobre seguros (de vida, residenciais, automóveis, etc) e previdência, entre em contato com a Tecniseg Seguros. A empresa atua no mercado há mais de 30 anos, fica em São Paulo e presta serviços para todo o Brasil.

    (11) 2605-0533


  • Odontologia em Tempos de Crise e a Importância do Marketing

    Odontologia em Tempos de Crise e a Importância do Marketing

    A crise econômica no Brasil mudou os padrões de consumo da população. O aumento dos preços dos produtos resulta numa seleção, por parte dos consumidores, entre básico e supérfluo. E, quase sempre, a Odontologia não entra na categoria das prioridades.

    Mas o que fazer para driblar as dificuldades em tempos de recessão?
    Momentos de crise são divisores de águas e nos forçam a rever conceitos e modificar a maneira com que nos relacionamos com nossos clientes e, principalmente, no modo como nós nos relacionamos com o dinheiro.


    Em época de crise, atender bem o cliente é importante, tanto para a fidelização dos pacientes antigos quanto para a captação de novos. Para isso, as ferramentas de marketing se tornam indispensáveis para o aumento da visibilidade do seu negócio.

    Ao falar de Marketing abrangemos desde a relação da nossa equipe com nosso cliente, nossa apresentação pessoal, investimento em divulgação e adequação às necessidades econômicas daqueles que procuram pelo nosso serviço.

    É muito importante que nossos colaboradores “falem a mesma língua”. O acolhimento do paciente, a informação clara e a simpatia são importantes no dia-a-dia do consultório. Saber recepcionar e entender as expectativas dos clientes é o primeiro passo para a fidelização. A boa apresentação da equipe também diz muito sobre a qualidade dos serviços prestados pela sua empresa.

    Uma boa infraestrutura também se faz necessária. Sabemos que não é o momento de gastar dinheiro sem necessidade, mas procurar manter as instalações em bom estado agrada aqueles que confiam no nosso trabalho. Detalhes que fazem a diferença: banheiros limpos, ambiente climatizado, consultórios aconchegantes, música e Wi-fi disponível para os usuários, por exemplo, são atrativos. Agradar nossos clientes é muito importante também. Mesmo em crise, procure investir parte do seu rendimento em materiais personalizados: kits de higiene, por exemplo, são ótimos “mimos” e os pacientes se sentem importantes e bem quistos no seu consultório. Evidenciar a sua marca faz com que você seja lembrado!

    Atualização profissional e aquisição de bons materiais reflete, diretamente, no sucesso dos seus tratamentos. Produtos de qualidade são sinônimos de menor repetição de trabalhos e, com isso, economia de tempo e dinheiro. O comércio online permite que pesquisemos diversas empresas para que possamos fazer nossas compras com boas condições de pagamento e preços.

    Em época de dinheiro escasso é fundamental que nossa empresa seja vista. Para isso, é indispensável o investimento em Marketing, em especial o digital. Não podemos desconsiderar a realidade do Brasil, onde mais da metade da população possui acesso à Internet e que a maior parte desses acessos é por meio de dispositivos móveis. O que se entende disso? Seus clientes estão na Internet e as consultas estão a um clique de serem agendadas. Muitas plataformas permitem a divulgação do seu escritório e do seu trabalho sem que, necessariamente, você gaste algum dinheiro com isso. Muitos serviços são gratuitos e contribuem para a divulgação do seu espaço. Investir no marketing por meio de redes sociais significa modernidade e é bem visto pelos pacientes, principalmente pela agilidade na comunicação que a Internet permite.

    O bom de momentos assim é que nós amadurecemos e entendemos a dinâmica de mercado. Toda mudança é precedida de uma crise, portanto tenha fé e calma! As coisas vão melhorar!


  • Bye Bye Tristeza

    Bye Bye Tristeza

    Se você já passou dos 30 (ou dos 12 anos de formado) você conhece a referência do título. E não tou aqui pra sofrer. Quero ser feliz.

    De alguma forma essa Crise me afetou muito. Queda de pacientes, as contas chegando, aí vem o desespero (pam pam pam) machucando o coração (pam pam pam). Outra referência. Aos mais novos, Google. Mas chegamos em um ponto onde esse é o assunto do momento, todo mundo chorando as pitangas e deixamos as lágrimas tomarem conta de nós. Daí chegamos á escolha: Chorar vai resolver alguns dos nossos problemas? Vai pagar algum dos nossos boletos? Se você escolheu o choro, já está mais que na hora de sair dele.

    QUE SAUDADE DO MEU CABELO CURTO!
    QUE SAUDADE DO MEU CABELO CURTO!

    Minha vida está longe, mas beeeem longe de um mar de rosas. Mas eu resolvi focar no copo meio cheio. Nas oportunidades que estão aparecendo na Odontologia e fora dela. Em todas as bênçãos que recebo todos os dias. Nos meus amigos (aliás, muita falta deles). Na minha família (apesar deles me deixarem falando sozinha). Resolvi voltar a cantar (no coral e o Smule), estou fugindo quase que fisicamente dos meus problemas, deixo a lista do Spotify com as minhas melhores músicas e danço. Mas fia, tu tá louca? Não, pelo contrário, estou recuperando minha sanidade e minha LIBERDADE, afinal de contas somos livres. Só que o consultório, a família, os filhos, os parentes, acabam roubando sua liberdade de você. Pensa comigo: Você de fato é livre?

    Escolhi deixar de lado alguns fantasmas que me assombravam há anos. Escolhi viver livre de gente dizendo o que eu tenho que fazer. Escolhi deixar o que me oprimia e agora me sinto mais leve. Literalmente, 30 kg mais leve. Escolhi ser uma pessoa mais leve, mostrar mais meu sorriso que minhas reclamações. Sabem o que eu aprendi? A dizer NÃO. E olha, não dói, não mata, o mundo não deixa de girar e você se sente mais vivo quando toma suas decisões sem querer agradar a todos. Descobri após anos de terapia que isso não é egoísmo, é amor próprio.

    Ainda tenho muito o que aprender e viver. Ainda tenho muito mocho pela frente. Mas parafraseando a nossa campanha do CIOSP, agora é hora de SAIR DO MOCHO e viver tudo o que há fora daquelas quatro paredes. Ar puro, sítio, praia, campo, happy hour com os amigos, fazer aulas de cerâmica, atividades físicas, beber água, ver o sol se por com alguém especial… Reatar amizades, tocar numa banda, fazer Krav Magá. Sei lá.

    O que eu sei é que a vida é um sopro, é só essa aqui nesse plano, e trabalhar quando a sua vida está preenchida por sentimentos bons faz a produtividade melhor e um dentista feliz. Seus pacientes também, assim como seus funcionários, seus amigos, sua família. Os problemas estão aí, e se vocês querem realmente saber, vamos passar a vida trocando alguns pelos outros. Não deixe a crise ou os prolemas te alienarem. De seriado de zumbi a Netflix tá cheia. E eu prefiro Game of Thrones.

    Beijos,

    Nana