Autor: Juliana Lemes

  • A boca está no corpo sim!

    A boca está no corpo sim!

    Agora tá todo mundo falando: “A boca no centro das atenções”.

    A reportagem publicada pela VEJA aborda a relação Odontologia/Medicina como uma “novidade”. E não é bem assim. A visão global do paciente é um conceito amplamente difundido nas Universidades mas que, no dia a dia, perde um pouco a força. É Médico que não respeita dentista. É Dentista que abaixa a cabeça pra médico.

    A saúde começa pela boca

    Nossa profissão, infelizmente, não tem o devido valor para a população. Muitos ainda tem o costume de curar e não cuidar da saúde bucal habitualmente. Já dissemos aqui que tratamentos curativos são mais caros e demandam mais tempo do que os tratamentos preventivos, mas grande parte da população brasileira não tem acesso a serviço público odontológico de qualidade e muitos outros só procuram o profissional quando a coisa tá feia. Infelizmente, não se tem a cultura de prevenir doenças bucais.

    A falta de cuidado com a saúde bucal reflete no organismo como um todo. Infecções de origem bucal podem, por exemplo, afetar seriamente o coração, levando o paciente a óbito. Mau posicionamento dentário pode sim resultar em dores musculares que não tem nada a ver com dente simplesmente. O famoso bruxismo tá aí pra evidenciar isso: dente causando dor de ouvido, problemas na coluna, dificuldade de sono.

    Além de uma maior imposição/valorização da Odontologia, é importante o reconhecimento da Medicina de tais relações. Não é difícil encontrar médico falando de boca com prioridade e, até mesmo, executanto procedimentos na área que nos diz respeito. Um exemplo: a pediatra, ao lado de um dentista na última quarta-feira, no programa “Bem Estar”, dando aula de escovação dental.

    Dentistas e Médicos somam forças e quem sai ganhando é o paciente! Fico feliz com o fato das pesquisas estarem se intensificando e deixando claro que o tratamento do paciente deve ser feito como um todo.

     


  • Esmalte da Semana – Trend

    Esmalte da Semana – Trend

    Trend – Ana Hickamann

    Sabe quando você vê uma cor na unha de suas amigas e fica caçando o esmalte?

    Pois bem. Em todos os sites sobre esmaltes e fotos de celebridades apareceu essa cor marrom, com brilhos discretos, que deixam as mãos lindas!

    Numa lojinha dessas da vida eis que vejo na prateleira um vidrinho com a cor dos meus sonhos e de uma marca que eu amo!

    O sonho virou pesadelo quando eu pintei as unhas. O esmalte era muito mais bonito no vidrinho e eu fiquei muito triste!

    Trend, apesar da cor vibrante, é um esmalte meio ralo. Pra conseguir um marrom poderoso são necessárias 3 ou 4 camadas do esmalte. Nisso, a coisa vai desandando e o que tem que ficar bonito acaba ficando grosseiro. Muitas camadas de esmalte dificultam a secagem, marcam, dão bolinhas e ainda são difíceis de limpar.

    A cor durou muito pouco e o brilho realmente ficou a desejar. A foto foi tirada assim que terminei de fazer as unhas e, mesmo assim, não gostei do resultado.

    Que dó!

    Se alguém encontrar um esmalte assim, de outra marca, me conta!


  • Saúde Bucal em Pacientes Gastroplastizados

    Saúde Bucal em Pacientes Gastroplastizados

    Em breve serei mais uma gastroplastizada.

    A dificuldade de emagrecimento, a ausência de síndromes que justifiquem minha obesidade e o gostar de comer bem me levaram a tomar essa decisão.

    Os pacientes operados necessitam de cuidados bucais

    Tenho muitas dúvidas quanto ao procedimento, pós operatório e mudanças que acontecerão na minha saúde. A redução do estômago e a diminuição da absorção de nutrientes pode ocasionar queda dos cabelos, unhas quebradiças, anemia crônica e, até mesmo, alterações na condição de saúde bucal dos pacientes submetidos à cirurgia.

    De acordo com a literatura, o relato mais comum dos pacientes gastroplastizados é a diminuição do fluxo salivar. O médico orienta o paciente a ingerir 2L de água durante o dia, em pequenas porções. Depois do organismo estabilizado, o paciente acaba negligenciando essa orientação e acredita-se que essa diminuição na hidratação corporal seja a causa da hipossalivação. Nesse aspecto, o cirurgião dentista deve orientar o paciente quando a melhora da escovação, uso de gomas de mascar e, até mesmo, saliva artificial para que os tecidos bucais permaneçam saudáveis.

    Outro quadro comum é a perda de esmalte/dentina causada pelos episódios de vômitos após a ingestão de comida em excesso ou, até mesmo, mastigação insuficiente. Como a capacidade do estômago é reduzida, é de suma importância a trituração do alimento para que ele chegue em partículas menores, o que facilita o trabalho do estômago e evita sua sobrecarga. Além disso, a erosão nas faces palatinas, liguais e vestibulares, causadas pelo ácido de origem gástrica, também é agravada pelo hábito do paciente de escovar os dentes vigorosamente após o vômito. A ação do ácido aliada ao desgaste supericial gerado pelo atrito da escova aumenta a lesão, com o passar do tempo. O dentista deve orientar os pacientes a fazer bochechos com soluções fluoretadas após os episódios de vômito para que haja um reforço no processo de remineralização do esmalte. Assim, somente depois o paciente deve escovar os dentes.

    Como se trata de um procedimento radical, o paciente precisa ser orientado a procurar ajuda psicológica. A ansiedade gerada pelo “pensar gordo” resulta em hábitos parafuncionais nos pacientes operados. Bruxismo, roer unhas, morder lábios são relatos comuns. Disfunção temporomandibular, desgastes incisais, trincas e até mesmo fraturas devem ser diagnosticadas e a reabilitação/acompanhamento realizado pelo dentista. Além disso, as perdas dentais necessitam ser reabilitadas com próteses para que, como dito ateriormente, não haja sobrecarga no estômago.

    A cirurgia bariátrica é muito difundida hoje em dia e, por isso, tratar um paciente nessa condição é muito frequente.

    Se você foi submetido a essa cirurgia, conte para nós como anda sua saúde bucal e quais as alterações que você percebeu após o procedimento!

     


  • Esmalte da Semana – Cinza Incerto

    Esmalte da Semana – Cinza Incerto

    Esse é mais um da série “Nomes novos, cores velhas”.

    Cinza Incerto (Risqué) é um marrom acinzentado igual ao Camurça (Colorama – 2010) e igual ao Marrom Mutante (Colorama – 2012). Ainda não comparei com o Jeckie, da Impala,mas eu tenho quase certeza que é também.

    A cobertura é boa, limpa com facilidade, mas não durou muito! Também, usando luvas o dia inteiro, não tem como esperar que um esmalte permaneça impecável por 10 dias né?

    Espero que gosteim! Eu acho essa cor muito chique!

     


  • Esmalte da Semana – Laranja Elástico

    Esmalte da Semana – Laranja Elástico

    Não amiga. Você não está enganada. Você já viu esse esmalte antes com outro nome.

    Laranja Elástico – Colorama

    Aliás, isso é uma coisa que me deixa um pouco decepcionada. Vários nomes novos em cores velhas.

    Enfim… Laranja Elástico é um esmalte cremoso, que lembra uma mistura entre o “Nariz de Palhaço” (Colorama) com o “Nunca Fui Santa” (Risqué).

    A cobertura é excelente, a secagem idem. Não de bolinha, durou bastante e achei bem brilhante. Não usei top coat.

    Espero que gostem e, se não encotrarem esse nas lojas, tente a misturinha que eu mencionei em cima!

    Fiquem lindas!


  • O “Bapho” na Odontologia – Halitose

    O “Bapho” na Odontologia – Halitose

    Você está na balada e se depara com um homem maravilhoso. Ele olha pra você e decide se aproximar.

    _ Oi Gata!

    Pára tudo! Você caiu no chão, o garçom deixou os copos caírem e a banda parou de tocar?

    Halitose tem cura!

    Bapho só se for fofoca! Mau hálito tem cura!

    Não dá pra pensar num dente alinhado, branco e simétrico se não associarmos a essa estética um hálito puro. Não vai ter trabalho bonito que apareça se o hálito do paciente é ruim. E, acredite, ninguém vai ver uma restauração perfeita ou um clareamento super branco brancão se o paciente tiver medo de abrir a boca por achar que tem mau hálito ou se for constatado, por um profissional, a halitose.

    A Halitose é definida como uma “percepção” da alteração na qualidade do odor no fluxo expiratório, podendo se manifestar como um sinal (halitose real) ou sintoma (pseudo halitose). A real é aquela percebida pelo profissional, enquanto a pseudo-halitose é percebida somente pelo paciente. Os tipos de halitose originam-se de processos fisiológicos ou patológicos e cerca de 1/4 da população apresenta este problema.

    É muito comum no dia a dia no consultório nos depararmos com pacientes que se queixam de alteração de odor na cavidade bucal e relaciona-se a essa senação de “bafo de onça” a ausência de saliva (assialia), a xerostomia (diminuição do fluxo salivar, sensação de boca seca), ardência bucal, dentre outros.

    Cabe a nós, profissionais, diagnosticar a halitose, seja ela real ou pseudo-halitose, utilizando nossa capacidade olfativa.

    Pesquisadores consideram que a formação do mau hálito está diretamente associada ao biofilme lingual (aquela placa branca que se acumula sobre a língua quando não a escovamos corretamente). Essa placa acumulada no dorso da língua pode acumular restos celulares, mucinas e outros componentes que originam os CSV.

    A halitose acomete os indivíduos independente da raça e idade, saudáveis ou doentes e isso pode afetar a qualidade de vida, o modo de relacionamento, auto estima e, até mesmo, agravar problemas sistêmicos pré existentes.

    O assunto é sério e a rotna de diagnóstico de halitose no consultório deve se tornar frequente. O CD deve diagnosticar, dimensionar sua propagação, rastrear os possíveis fatores etiológicos para, assim, adotar a terapêutica necessária!

    Quer saber mais? Consulte a Diva, colega, Dr. Paula Rollemberg e seu blog Saudálito!


  • Tem Dentista fazendo arte na rua!

    Tem Dentista fazendo arte na rua!

    "Callmeclown"

    Todo mundo tem um lado B! Eu, por exemplo, sou “maquiadora” quebra galho das amigas quando solicitada!

    Já o colega Dr. Basílio Bernal é um artista! Foi convidado para colorir a cidade através da Call Parade, promovida pela Vivo. A exposição mostra a arte nos orelhões, aqueles que andam esquecidos hoje em dia e que são alvo do vandalismo (uma vergonha né?) e estarão nas ruas de São Paulo de 20 de maio a 24 de junho!

    A arte do nosso amigo estará exposta na Praça Oswaldo Cruz, S/nº – em frente Farmacia Popular! Que tal dar uma passada e conferir?

    O artista e SUAS obras!

    Saiba mais sobre a exposição aqui!

    Parabéns querido! Ficamos muito orgulhosos com as suas conquistas! Que sua arte chegue em muitos lugares para alegrar as pessoas!

     


  • Tá ruim? Sacode a poeira!

    Tá ruim? Sacode a poeira!

    Depois de uma semana, literalmente, chorando pela Odontologia, percebi que o que ganhei com as lamúrias foi: noites não dormidas, rugas e olheiras.

    O movimento está ruim. Mas, conversando com outras pessoas, de outras áreas, percebi que a situação é geral. O movimento no comércio, as vendas de carro e os consultórios de fisioterapeutas, psicólogos e outros colegas dentistas também está fraco. Se obervarmos a situação do mundo todo, veremos que o que estamos passando hoje é previsível.

    Hora de planejar os gastos e saber onde economizar!

    A pergunta que não sai da cabeça é: o que fazer nesse momento?

    Primeiramente, trabalhar com o que se tem. E se não tem, hora de mudar a rotina.

    Nessas horas o tão “odiado” convênio mantém as contas. Isso não se pode negar. Para quem atende planos de saúde, vale a dica de confirmar as consultas dos pacientes. Não sei se é assim com vocês, mas aqui os pacientes de convênio faltam muito às consultas. Logo, vale a pena ligar para confirmar a presença deles no consultório. Muitas vezes a agenda está tão cheia que o retorno do paciente vai acontecer entre 3, 4 ou 5 semanas. É natural a pessoa esquecer o compromisso. Confirmando a presença, dá para planejar as horas que você precisará estar presente no consultório, com todos os equipamentos ligados, gastando seu rico dinheirinho. Se não tem paciente, o consultório não liga. Já é uma economia.

    Agora é a hora de mexer no arquivo. Olhe com carinho ficha por ficha e veja quantos deles “sumiram” do seu consultório. Que tal chamar os pacientes para um retorno? Envie uma carta ou peça para a secretária entrar em contato e agendar uma consulta de avaliação. Paciente perdido é dinheiro voando (e nome sendo esquecido).

    Já catalogou os pacientes em um programinha de computador? Daqueles que avisam a data de aniversário dos pacientes? Um mimo que demonstra “cuidado” e atenção é enviar um cartão de felicitação! Aposto que o paciente verá o profissional com outros olhos!

    Mesmo assim o buraco na sua agenda continua grande? Concentre seus atendimentos em um período do dia ou em dias alternados e diminua a carga horária da sua secretária. Lembre-se que se trata de um período de economia. Além de reduzir os gastos, é uma boa hora de organizar a vida da gente. Aproveitar pra rever os cuidados com a saúde, refazer os exames médicos, atentar para a vacinação, rever o estoque do consultório, organizar os papéis, enfim. Gastar tempo com organização não é perder tempo: é ganhar!

    Tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim. A gente chora sim, tem ataque de pelanca sim, mas não dá pra ficar na cama, o dia inteiro, chorando as “pitangas”. Se alguém tem mais ideias, compartilhe no blog! Um ajuda o outro!

    Levanta menina! A vida acontece e nós precisamos fazer o mundo girar!


  • Pais – Âncora ou Balão no Tratamento Odontológico?

    Pais – Âncora ou Balão no Tratamento Odontológico?

    Não sou Odontopediatra, mas atendo as crianças que permitem tratamento. A grande maioria, para minha alegriiiiiiia,  coopera comigo e o tratamento flui como esperado.

    Mas e quando aparece uma criança (ou onça?) acompanhada de pais que dificultam o atendimento?

    Mais uma da série “Aconteceu Aqui e Agora”…

    Uma menina de 9 anos acompanhada de sua mãe. Na primeira consulta fiz todas as orientações, expliquei sobre as consultas, fiz uma atividade educativa com as duas e iniciei os procedimentos preventivos (evidenciação de placa, profilaxia e aplicação de flúor). Durante o exame clínico mostrei pra mãe a deficiência de escovação da menina. Enfatizei que a responsabilidade pela saúde bucal de criança é da mãe (coisa que ela não gostou de ouvir) e que a garotinha ainda não tem coordenação motora suficiente para que sua saúde bucal não seja monitorada pelos pais. Durante a evidenciação eu não sabia mais o que era dente e placa. Ficou tudo um “roxo” só e eu, com a sonda exploradora foi explicando o que era aquela massinha branca na superfície do dente (explicação dada para mãe e para menina). Terminamos a sessão e remarquei para dar início às restaurações.

    Na semana seguinte a paciente retornou. Quando abriu a boca, a massa branca estava lá como se nunca tivesse sido removida. Mais uma vez orientei a mãe e fiz um apelo financeiro: “_ Sra., o convênio me paga somente 1 vez para realizar esse procedimento de profilaxia. Hoje vou refazê-lo, mas das próximas vezes que houver necessidade de repetir cobrarei da Sra.”

    Gentilmente a mãe chamou a filha de “imbecil”.

    A menina reapareceu 1 mês depois, por acaso hoje. A escovação melhorou muito, mas a menina tem um medo que não é dela.

    _ Minha mãe disse que você vai arrancar todos os meus dentes e que tudo que você usa vai doer.

    ÓTIMO DONA MÃE! A Sra acabou de afundar com o tratamento da sua filha!

    Lógico que a garotinha não deixou que eu realizasse qualquer procedimento nela. Até do sugador ela reclamava. Não tem como atender uma criança assim sem ser um especialista nisso. Chamei a mãe e expliquei que a filha não permitia o tratamento e indiquei um profissional de confiança para dar continuidade ao tratamento.

    Nesse instante a mãe segurou a filha pelo braço e bateu nela. Agressão gratuita dentro do consultório.

    Não acho que nós, profissionais, devamos nos “meter” na conversa das mães com seus filhos. Cada mãe educa os filhos da maneira que acha melhor. Mas é revoltante. Provavelmente eu não serei a última dentista de quem a menina terá medo. Ela tem um medo que vem da mãe, não de mim ou de qualquer instrumento que eu use. Ela não conhece. Não há como temer o que não é conhecido.

    Educar os pais para o tratamento odontológico dos filhos é fundamental para o sucesso da relação profissional/paciente. A criança precisa adquirir confiança em nós e os pais precisam entender que não podem passar pelas nossas orientações e devem saber que elas são indispensáveis para que os procedimentos sejam realizados da melhor maneira possível dentro desses 9m² de consultório. E sempre devemos esclarecer sobre a responsabilidade deles, pais, sobre a saúde geral da criança, de acordo com as leis vigentes no país.

    Se os pais colaboram conosco, a criança colabora também.

    O que não dá é para as consultas odontológicas virarem uma rinha, como a que eu presenciei há poucos minutos.

     


  • Vende-se

    Vende-se

    Nunca pensei que pudesse sentir o que estou sentindo, nesse momento, pela profissão que eu amo: desânimo.

    Eu sempre quis Odontologia, entrei na universidade que eu sempre sonhei. Montei meu consultório do meu jeito, com as cores que eu gosto e estou pensando em abandonar tudo.

    Há uns dias vi que a Diva Marjorie Lanzarin também passa por situação parecida: pós graduada, investiu uma grana boa na estrutura do consultório dela e não vê retorno financeiro na profissão.

    O mesmo acontece comigo. Trabalho mais de 8 horas por dia e, ultimamente, não consigo fazer uma reserva financeira. O atraso nos pagamentos e o movimento fraco desse mês estão tranformando meu dia a dia num inferno. Acordo e durmo pensando nos compromissos assumidos, nas contas do consultório e, quando vejo já é hora de levantar e recomeçar. Isso mesmo, não tenho dormido.

    Ainda não fiz minha pós. Estou avaliando se vale a pena ter um título por mera satisfação pessoal, já que fica comprovado que ele não traz o retorno que esperamos quando nos matriculamos no curso.

    Vende-se um diploma, vende-se um consultório, vende-se até o posto de OdontoDiva.

    Quanto vale um sonho?