Autor: Elaine Batista

  • Cimentos endodônticos

    Cimentos endodônticos

    Prinz (1912) já afirmava que o objetivo principal da obturação do canal radicular seria a reposição perfeita da polpa dental extinta por um material sólido, que não sofresse alterações e que fosse inerte.

    Sabe-se que a não-obturação completa do canal radicular permite a infiltração de plasma, o qual serve de substrato para os microrganismos presentes no interior dos canalículos dentinários de um canal já infectado. Em canais onde a infecção ainda não ocorreu, ela poderia se dar pela via endógena, por meio da circulação.

    Baseado em estudos de Grossman (1958) e Branstetter e Fraunhofer (1982), enumeram-se abaixo algumas características que os cimentos obturadores devem possuir.

    Características ideais dos cimentos obturadores

    1. Deve ser pegajoso ao ser misturado, fornecendo boa adesão entre os cones e as paredes do canal
    2. Deve proporcionar uma vedação hermética
    3. Deve ser radiopaco
    4. As partículas de pó devem ser muito pequenas para serem facilmente misturadas com o líquido
    5. Não deve contrair após inserido no interior do canal
    6. Deve ser bacteriostático ou pelo menos impróprio ao crescimento microbiano
    7. Não deve manchar as estruturas dentinárias
    8. Deve ser insolúvel nos líquidos teciduais
    9. Deve ser bem tolerado pelos tecidos perirradiculares
    10. Deve ser de fácil remoção, se necessário.

    Funções

    1. Eliminar a interface entre a guta-percha e as paredes do canal.
    2. Eliminar a interface entre os cones e as paredes do canal, na técnica de condensação lateral.

    Tipos

    1. Cimentos à base de Óxido de Zinco-Eugenol (OZE)
    2. Cimentos Resinosos
    3. Cimentos à base de Ionômero de vidro
    4. Cimentos à base de Hidróxido de cálcio

    Cimentos à base de OZE

    Grossman: Fill Canal, Endofill, Proco-Sol

    Pó:

    • Protóxido de zinco
    • Resina hidrogenada
    • Subcarbonato de bismuto
    • Sulfato de bário
    • Borato de sódio anidro

    Líquido:

    • Eugenol
    • Óleo de amêndoas doces.

    Possuem propriedades físico-químicas satisfatórias, como boa capacidade seladora, baixa permeabilidade, estabilidade dimensional adequada, devido a presença de resina hidrogenada. Baixa solubilidade, baixa desintegração e boa plasticidade, devido a presença de subcarbonato de bismuto. Apresentam um tempo de trabalho de 24 horas e um tempo de endurecimento de 40 horas.

    Rickert: Kerr Pulp Canal Sealer – EUA

    Pó:

    Óxido de zinco
    Prata precipitada
    Subcarbonato de bismuto
    Sulfato de bário

    Líquido:

    Óleo de cravo
    Bálsamo do Canadá
    Eugenol

    É um cimento amplamente utilizado, principalmente nos EUA, e foi introduzido na Endodontia desde 1931. Possui boa estabilidade dimensional e capacidade seladora, adesão bastante satisfatória, bom escoamento, baixa solubilidade, radiopacidade elevada, baixa desintegração, além de apresentar atividade antibacteriana satisfatória. Devido a presença de prata, existe risco de escurecimento da coroa, o que pode ser compensado com uma boa limpeza da câmara pulpar com álcool após a obturação.

    Um dos maiores benefícios oferecidos por este cimento é o seu tempo de endurecimento, que é de aproximadamente 1 hora, o que diminui a possibilidade de qualquer reação inflamatória no periápice, em virtude da liberação de eugenol. Seu tempo de trabalho é de 30 minutos.

    Existem as versões Regular e E.W.T.(Extended Working Time), esta última com tempos de trabalho e de endurecimento um pouco maiores.

    Cimentos Resinosos

    AH 26 (De Trey Frerès, Suíça)

    Pó:

    • Óxido de bismuto
    • Pó de prata
    • Óxido de titânio
    • Hexametilenotetramina

    Resina:

    • Éter de bisfenol A diglicidil

    Apresenta radiopacidade similar à da guta, possui boa estabilidade dimensional, adesividade, radiopacidade, baixa solubilidade, boa capacidade seladora e alto escoamento. Tempo de trabalho de 7 horas e tempo de endurecimento de 32 horas.

    Em estudos de Pascon e cols. foram observadas reações inflamatórias quando em contato com tecidos perirradiculares, provavelmente devido a presença de formaldeído proveniente da decomposição do hexametilenotetramina.

    AH PLUS (Dentsply, Suíça)

    Pasta A:

    • Resina epóxica
    • Tungsteneato de cálcio
    • Óxido de Zircônio
    • Aerosil
    • Óxido de ferro

    Pasta B:

    • Amina adantamantada
    • N,N-Dibencil-5-oxanonano-diamina-1,9
    • TCD-Diamina
    • Tungsteneato de cálcio
    • Óxido de zircônio
    • Aerosil
    • Óleo de silicone

    Apresenta-se sob a forma de pasta/pasta, na proporção de 1:1 em volume. Apresenta boa capacidade seladora, excelente comportamento biológico e sua atividade antibacteriana é satisfatória.
    Possui um tempo de trabalho de aproximadamente 4 horas a 23ºc, e endurecimento com 8 horas a 37ºc.

    THERMASEAL (Tulsa Dental Plus Products, EUA)Acompanha o kit do Thermafill. Sua formulação é bastante similar à do AH 26. A proporção indicada é de 2 a 3 partes de pó para 1 de resina, em volume.O aumento de pó aumenta a radiopoacidade deste cimento. Endurecimento: 36 a 48 horas a 37ºc e em temperatura ambiente requer de 5 a 7 dias. Sua conservação exige local refrigerado e ao abrigo de luz.

    SEALER PLUS (Dentsply, Brasil)

    Pasta base:

    • Óxido de cálcio
    • Trióxido de bismuto
    • Estearato de cálcio
    • Resinas epóxicas
    • Óxido de ferro

    Pasta catalisadora:

    • Óxido de cálcio
    • Trióxido de bismuto
    • Dióxido de titânio
    • Aerosil
    • Óleo de silicone
    • Poliaminacicloalifática

    Este cimento é uma versão modificada do Sealer 26, com algumas vantagens:

    • Expansão volumétrica após a manipulação
    • Reduzida toxicidade
    • Estabilidade de cor
    • Facilidade de manipulação (pasta/pasta).

    As pastas devem ser manipuladas em volumes iguais. Apresentam um tempo de trabalho de aproximadamente 2 horas a 23ºc, e a 37ºc o tempo de endurecimento é de no mínimo 4hs.

    Cimentos a base de Ionômero de vidro

    KETAC-ENDO (Espe, Alemanha)

    Baseado em estudos comparativos, os resultados apresentados pelos cimentos a base de ionômero de vidro indicaram que o seu emprego intracanal não seria justificável como substituto de outros já predominantes. A grande aposta feita neste tipo de cimento foi aplicar as características de um bom selador que fosse capaz de vedar os canalículos dentinários com maior eficiência. Porém, vários estudos avaliaram a sua capacidade seladora de forma bastante divergente. Como exemplo, Bonetti et al. avaliaram a capacidade seladora do Ketac-Endo e do Sealer 26, quando comparados com o Fill-Canal, utilizando o azul de metileno a 2% como marcador de infiltração. O Sealer 26 apresentou o melhor selamento, seguido do Fill-Canal e do Ketac-Endo, que apresentou maior infiltração.

    Cimentos contendo Hidróxido de Cálcio

    Estes são cimentos que apresentam ótimas propriedades biológicas, entretanto perdem em alguns requisitos físico-químicos, uma vez que não possuem boa radiopacidade, têm pouco escoamento, não têm boa viscosidade, são permeáveis e são facilmente solubilizados com o tempo. Com isso, necessitam de associação a veículos e outras substâncias para suprimir tais deficiências.

    SEALAPEX (Kerr/Sybron, EUA)

    Este foi um dos primeiros cimentos endodônticos à base de hidróxido de cálcio a ser encontrado no mercado odontológico. Se apresenta na forma de pasta/pasta e tem a seguinte formulação:

    Base:

    • Óxido de cálcio
    • Óxido de zinco
    • Composto à base de sulfonamida
    • Sílica

    Catalisador:

    • Sulfato de bário
    • Resina polimetileno metilsalicilato
    • Dióxido de titânio
    • Sílica
    • Salicilato de isobutila
    • Pigmentos

    Deve ser manipulado em partes iguais da base e do catalisador. Seu tempo de presa é de aproximadamente 2 horas a 23ºc. Segundo o fabricante, no interior do canal radicular a 37ºc com umidade relativa a 100%, a presa pode se dar em 1 hora. Clinicamente, tem sido observado que resíduos de umidade no interior do canal aceleram o endurecimento deste cimento, necessitando sempre de uma secagem rigorosa do canal antes da obturação. Devido à sua baixa radiopacidade, existe o recurso de se adicionar iodofórmio a este cimento na proporção de 3:1 (material : iodofórmio) em volume, atitude bastante contestada por alguns pesquisadores que comprovam alto grau de toxicidade desta substância.

    SEALER 26 (Dentsply, Brasil)Este cimento possui composição semelhante à do AH 26, com o diferencial de que o Sealer 26 possui hidróxido de cálcio em substituição à prata em sua composição. Apresenta-se na forma de pó e resina, esta última acondicionada em uma bisnaga. Segue abaixo, sua composição básica:

    Pó:

    • Hidróxido de cálcio
    • Óxido de bismuto
    • Hexametilenotetramina
    • Dióxido de titânio

    Resina:

    • Éter de bisfenol A diglicidil

    Este material deve ser espatulado sobre uma placa de vidro, levando o pó gradativamente à resina, até que se obtenha uma mistura lisa e homogênea. A proporção ideal é de aproximadamente 2 a 3 partes de pó para uma de resina, por volume. Aumentando-se a proporção, pode-se obter melhora da radiopacidade deste cimento. Sua presa final se dá por volta de 48 a 60 horas em temperatura ambiente e, no interior do canal, pode endurecer em aproximadamente 12 horas. Pode-se aumentar sua fluidez, aquecendo-o com cuidado na placa de vidro, após espatulado, a uma distância de 10 a 15 cm de uma chama.

    O seu endurecimento se deve à reação entre a resina e a hexametilenotetramina, o agente ativador. O hidróxido de cálcio não participa da reação de presa deste cimento.

    APEXIT (Vivadent, Liechtenstein)

    Este material apresenta-se no sistema pasta/pasta e o mecanismo de presa é bastante similar ao do Sealapex, por meio do salicilato de cálcio. A sua composição básica é a seguinte:

    Base:

    • Hidróxido de cálcio
    • Colofônia hidrogenada
    • Dióxido de silício
    • Óxido de cálcio
    • Óxido de zinco
    • Fosfato tricálcico
    • Polimetilsiloxano
    • Estearato de zinco

    Catalisador:

    • Salicilato de trimetil-hexanodiol
    • Carbonato de bismuto
    • Óxido de bismuto
    • Dióxido de silício
    • Salicilato de 1-3 butanodiol
    • Colofônia hidrogenada
    • Fosfato tricálcico
    • Estearato de zinco

    Este material deve ser manipulado em volumes iguais de base e catalisador, por 10 a 20 segundos, até que se obtenha uma massa homogênea. O seu endurecimento no interior do canal, que deve estar sempre devidamente seco, ocorre entre 10 a 30 horas. A presença de umidade acelera a sua presa.

    Considerações finais

    Dentre as funções e propriedades dos materiais obturadores disponíveis hoje no mercado, temos amplas condições de atuação na terapia endodôntica, em busca do sucesso clínico. Seguindo-se uma tendência mundial na prática da obturação do sistema de canais radiculares, utilizando técnicas automatizadas de condensação vertical da guta-percha termoplastificada, devemos adotar o bom senso na eleição do material adequado.

    Mediante um vasto arsenal de cimentos endodônticos, não parece sensato que façamos opção por algum deles, levando em consideração apenas as suas propriedades biológicas em detrimento de outras como sua capacidade de vedamento tridimensional e radiopacidade adequada.

    Até o momento, nenhum material obturador conseguiu atingir todas as prerrogativas para ser considerado ideal, mas apenas para mencionar um exemplo, a maioria dos grandes endodontistas (principalmente os americanos), têm preferência pelo cimento endodôntico Kerr Pulp Canal Sealer, pois apresenta alguns componentes em sua formulação que são essenciais para propiciar alto escoamento, boa adesividade, ótima radiopacidade, dentre outros.

    Quanto aos seus dois componentes considerados desfavoráveis, a prata e o eugenol, medidas simples de precaução como a limpeza da câmara pulpar após a obturação e a correta manipulação deste cimento, garantem a sua escolha com segurança, uma vez que seu grande diferencial é o seu tempo de trabalho de 30 minutos e endurecimento em apenas 1 hora, inviabilizando a indesejável liberação de eugenol na região periapical.

    Assim sendo, a opção pelo melhor material obturador depende diretamente da técnica empregada e da linha de pensamento do profissional, que certamente busca sempre resultados clínicos satisfatórios.

    Referências:

    Cohen, S. & Burns, R.C. Pathways of the pulp.St Louis, Mosby,1976
    De Deus, Q.D. Endodontia, Rio de Janeiro, Medsi, 1986
    Lopes, H.P. & Siqueira Jr, J.F., Endodontia-Biologia e Técnica, Rio de Janeiro, Medsi, 1999


  • Como estar preparado para emergências no consultório odontológico

    Como estar preparado para emergências no consultório odontológico

    São poucas vezes que elas acontecem. Com alguns profissionais elas podem nunca aparecer, mas não podemos negar a eventualidade de um paciente sofrer alguma intercorrência devido ao procedimento odontológico ou não. Certos fatos podem ser facilmente contornáveis, outros levam a um maior nível de complexidade, algumas vezes a ajuda médica pode e deve ser necessária. Mas como podemos diminuir ou evitar esses contratempos que causam sofrimento aos nossos pacientes e a nós mesmos?

    Anamnese

    Chover no molhado quando falamos em anamnese bem feita. Já preenchemos fichas infinitas durante a graduação sobre as condições físicas, emocionais, histórico médico,medicações em uso, alergias, doenças recentes, gestações (e suas decorrências), acidentes, enfim. TODAS ESSAS INFORMAÇÕES DEVEM SER ASSINADA PELOS PACIENTES. Alguma dúvida? Solicitação de exames e parecer médico.

    Temos aqui uma parte difícil mas que temos que considerar: o paciente não revelar alguma condição de saúde por vergonha, medo de ter o atendimento negado ou achar que não é relevante. São os casos mais complexos, de atenção máxima. Foi esse o caso do paciente hemofílico que foi fazer implantes com outro profissional mais barato que o colega que já o acompanhava, e o paciente não informou a condição sanguínea para o novo profissional. Paciente em uso de drogas e pacientes com doenças crônicas descompensadas entram na mesma categoria.

    Material de avaliação e conduta clínica

    Um consultório precisa ter: esfigmomanômetro e estetoscópio, glicosímetro, ambu, cilindro de oxigênio, oxímetro, seringas de insulina, Adrenalina, anti-histamínicos, Captopril 12,5, Hidroclorotiazida 25mg, Dramin B6, AAS infantil, Isordil e pequenas embalagens de leite condensado ou glicose.

    (h2> Tenha calma!

    O dentista precisa calmamente identificar e reconhecer os sintomas que o paciente demonstra e estar pronto para tranquilizá-lo. Respiração cardiopulmonar, manobra de Tredelemburg, hiperventilação… Todas manobras conhecidas pelo CD e que poderão ser utilizadas.

    Chamar os bombeiros pelo 192 ou 193 se necessário

    Amigos, que jamais aconteça com nenhum de nós. Mas devemos saber como proceder em algum caso que seja diferente do dia a dia.

    Um Beijo,
    Nana

    Fontes para pesquisa:

    Malamed, Stanley. Emergências Médicas em Odontologia. 7ª Edição. Elsevier.
    Andrade e Ranali. Emergências Médicas em Odontologia. Editora Artes Médicas.


  • Granuloma Periapical

    Granuloma Periapical

    Hoje é dia de Patologia! Vamos relembrar alguns conceitos lá da graduação.

    Segundo Neville, o termo Granuloma Periapical refere-se a uma massa de tecido de granulação crônica ou agudamente inflamado no ápice de um dente desvitalizado. No entanto, ele mesmo diz que o termo não é histologicamente correto, pois não apresenta uma inflamação granulomatosa verdadeira. Para ele, o termo correto seria periodontite apical, porém causaria muita confusão para um clínico. A formação de lesões inflamatórias periapicais representa uma reação defensiva secundária à presença de infecção bacteriana no canal radicular, com a disseminação de produtos tóxicos relacionados em direção apical.

    Então, coloquialmente falando: o granuloma é uma reação de defesa do organismo a uma infecção aguda.

    Na primeira fase o organismo tenta evitar a sua disseminação revestindo o exsudato, para ele não ir para a corrente sanguínea, formando uma camada de epitélio em volta dele. Quando, porém, a infecção não é tratada, o corpo não consegue debelar… as bactérias tornam-se resistentes às células de defesa e a periodontite apical cresce a ponto de se tornar um abscesso.

    Por que tratar o canal?

    O tratamento endodôntico vem para remover a causa do problema, que é a necrose radicular, porém o tecido periodontal e ósseo podem permanecer com algum tipo de contaminação. Como o granuloma é composto por macrófagos, células epitelioides, células gigantes e cercado por linfócitos T e, em alguns casos, por plasmócitos também, com o tempo alguns granulomas podem fazer a substituição de macrófagos por fibroblastos (células produtoras de colágeno) e aumentar progressivamente as fibras de colágeno, formando uma cápsula e deixando uma cicatriz. Conforme as células morrem elas se calcificam e aparecem radiograficamente.

    Porém, em alguns casos a piora da infecção pulpar pode levar ao reaparecimento da inflamação, ao desenvolvimento de sintomas e ao possível aumento da área radiolúcida associada. Essas infecções são chamadas de abscesso fênix, nome dado baseado no pássaro mitológico que morria e renascia de suas próprias cinzas.

    Granuloma periapical
    Granuloma periapical

    Que bom seria se o tratamento de canal esterilizasse o dente e tecidos adjacentes, não é mesmo? Porém isso não acontece. O tratamento endodôntico apenas diminui o numero de bactérias para um patamar tolerável pelo organismo.

    E o que fazer para que o tratamento tenha êxito?

    1. Condições bucais favoráveis: Uma boa profilaxia e tratamento periodontal prévio ao tratamento aumentam as chances de uma descontaminação mais efetiva.
      .
    2. Cadeia asséptica: Materiais sempre estéreis e material de descontaminação adequados associados a uma técnica eficaz.
      .
    3. Restauração (protética ou não) eficiente: Deixar a restauração provisória  por meses ou a falta de vedamento correto pode levar a falhas de tratamento, porém não associados ao tratamento endodôntico em si.

    E a pergunta que não quer calar:

    Granuloma é câncer?

    NÃO.

    Nem tem potencial de virar um. Um dente sem o tratamento adequado pode sofrer uma infecção aguda e pode acontecer dessa infecção levar bactérias pela corrente sanguínea, trazendo complicações para outros órgãos… um exemplo, a endocardite bacteriana. Mas granuloma não é carcinoma. O câncer vem de alterações genéticas celulares, o que não acontece em um granuloma.

    Muito cuidado na hora de explicar para um paciente esses conceitos. Pode gerar confusões desnecessárias e pacientes mais resistentes ao tratamento.

    Um abraço.

    Com base em: NEVILLE, B. W. et al. Patologia Oral e Maxilofacial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. Para a fonte das imagens, clique nelas.


  • Dentistas sabem trabalhar em grupo?

    Dentistas sabem trabalhar em grupo?

    Somos treinados pra trabalharmos confinados num consultório fechado. Eventualmente com uma auxiliar, provavelmente uma recepcionista. Mas na minha opinião, não é trabalho em grupo. É um chefe e os empregados fazendo tudo aquilo que o dentista manda. Também não vale contar o protético. Quem nunca teve um pega pra capar com o seu (por culpa dele ou do próprio profissional) ainda não viveu o dia a dia da prótese.

    Uma colega está participando de um reality de culinária. Jamais poderemos questionar o profissionalismo odontológico da colega, não estamos falando disso. Nem o lado culinário, que parece ser maravilhoso e ela tem se destacado por méritos próprios. Mas os seus colegas tem encontrado dificuldade em trabalhar com ela nas provas em grupo. (Palavras deles.)

    E aí começo a pensar se essa dificuldade em trabalhar em grupo vem desde a graduação, onde no máximo somos divididos em duplas. Confesso que também vejo muita dificuldade em trazer um trabalho em equipe em nossa profissão, a não ser na área da pesquisa científica. E aí? É apenas um reflexo de personalidade ou uma característica a ser desenvolvida?

    De certa forma, acredito que é a hora de deixarmos de bairrismo, de observar apenas o nosso trabalho, e colaborar com colegas de especializações diferentes, ou até mesmo as iguais. Criar um grupo de estudo, ou de discussão de casos, até mesmo um grupo da faculdade ou um grupo de amigos, mas sem aquele olhar de procurar defeito ou o que está errado. Ajudar, sugerir, aprender novas técnicas e principalmente a preocupação com o colega de forma pessoal, por que não? Fazer amigos é sempre proveitoso, um amigo que pode te ajudar de forma profissional pode ser um trunfo grande. Em um grupo de pessoas, surgem ideias diferentes, e não é pecado discordar delas. Mas pode te dar um novo ponto de vista que muda seus conceitos e seu paciente vai ser melhor atendido.

    Seu colega pode ser seu ajudante, seu concorrente ou seu pior pesadelo. Depende de vocês dois.  Mas sempre começa por alguém, e pode ser você.


  • Não foi dessa vez. (Vendi meu consultório)

    Não foi dessa vez. (Vendi meu consultório)

    Consultório odontológico

     

    Não foi dessa vez.

    Apesar de ter sonhado com a ideia durante muito tempo, ter trabalhado nela por 5 anos e meio, e gasto uma energia descomunal para executa-la… tive que vender meu consultório. Como cada caso é um caso, vou falar um pouco do meu pois alguém pode se identificar.

    1. Comprei um consultório em andamento durante 10 anos. Eu já tinha trabalhado lá, sabia do potencial que ele tinha, do quanto ele podia lucrar, já veio com pacientes e era só ir e trabalhar. Durante dois anos deu supercerto, maravilhosamente bem. Eu já tinha recebido de volta o investimento. Mas começou a dar problema quando…
    1. Sócios: Um dos meus sócios tem outros negócios em família pra cuidar. Se afastou do consultório há uns 3 anos e não voltou mais nem pra trocar uma lâmpada. Eu entendi que os outros negócios cresceram, era mais dinheiro pra ele administrar lá do que no consultório. Ele contratou uma dentista pro lugar dele e saiu. A outra sócia passou num concurso do município e foi trabalhar de 07 as 16, ter carteira assinada e 13º. Também não a condeno pois ela teve filho e foi cuidar da família dela. Aí sobrou eu, sozinha entre os sócios, que continuava a trabalhar. Contratada a protesista, passei dois anos tentando fazer o negócio dar certo. Mas eu tive muita dificuldade na gestão do pessoal, fiquei infeliz e quando eu já tava mal pra não aguentar, veio o…
    1. Assalto: Cidade do interior, não tem problema. Só colocar uma câmera e um portão. Mesmo assim a gente vivia com medo e ouvindo toda semana quase que alguém por ali tinha sido assaltado. Até que chegou a nossa vez. As perdas foram pequenas, mas a insegurança reina. Tivemos alguns problemas depois do assalto relacionados com a polícia. Aí eu não aguentei mais e quis colocar alguém para trabalhar pra mim. Os sócios não aceitaram não ter um dos donos lá o tempo todo (ou eu tinha que ficar lá ou fechava.) Topei a venda, e graças a Deus encontramos uma compradora.

    Foi bonito foi, foi intenso foi. Não chamo a venda de derrota, pois deu certo durante alguns anos. A experiência de ser chefe foi altamente educativa pra mim. Lados bons, lados ruins. No próximo consultório que eu for abrir vai ser muito melhor.

    Não, eu não desisti. Vou continuar prestando serviço no consultório de colegas até me colocar em posição de abrir outro. Com meu nome, meu jeito e logo depois de um curso de administração de consultórios.

    Sei que alguns me lendo agora tiveram essa experiência. E não me cabe procurar culpados. Quero que vocês saibam que isso não é uma derrota. São ciclos que se encerram para que outros comecem. Tá tudo bem.


  • Ergonomia em Odontologia

    Ergonomia em Odontologia

    Ergonomia, para quem não se recorda das aulas da graduação, é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. É também uma profissão que aplica teoria da disciplina e seus princípios, dados e métodos para projetar, a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema.

    Em Odontologia ela é muito falada, pois nós dentistas passamos boa parte do nosso dia em posições desconfortáveis, e que exige muito da nossa coluna. Por esse motivo, especialistas na área desenvolveram “mapas” de como deve ser o consultório ideal para que o dentista consiga realizar seus procedimentos da maneira mais ergonômica possível.

    O assunto é sério: como a disposição dos móveis do consultório podem minimizar problemas de saúde e aumentar sua produtividade? Vamos dividir em três tópicos para fácil compreensão.

    Ajuste do mocho

    A altura do assento deverá permitir que o profissional com variação de estatura de 1,50 m a 1,80 m possa sentar-se corretamente, isto é, com o fêmur paralelo ao solo, o que permitirá que a circulação de retorno (hemodinâmica) se processe naturalmente, sem risco de compressão das safenas, situadas na porção póstero-interna da coxa. O seu encosto deve proporcionar ajustes de altura e profundidade. Em algumas marcas, o mocho não possui encosto, tendo seu assento em forma de sela de cavalo ou até apresenta-se como uma bola de fisioterapia, forçando assim o equilíbrio e a melhoria da postura do profissional.

    Posição da cadeira do paciente

    Sua forma deve ser reta e simples, permitindo que o paciente seja confortavelmente instalado. Deve permitir posicionamento horizontal do usuário (posição supina). Isto mantém seu corpo totalmente apoiado, facilitando o acesso do dentista ao campo de trabalho. O apoio de cabeça deve ser ajustável, propiciando a visão direta a todos os segmentos da cavidade bucal, seja na mandíbula ou na maxila, na distância correta de visibilidade.

    Rio e Rio (2000) sugerem as normas da International Standards Organization e da Federação Dentária Internacional (ISO-FDI) para sistematizar numericamente as posições a serem adotadas pelo cirurgião-dentista e seu auxiliar durante o atendimento odontológico. O esquema funciona como em um mostrador de relógio imaginário colocado sobre a cadeira odontológica, apresentando número 12 do relógio posicionado na cabeça do paciente e o número 6 em seus pés. A área delimitada pelo círculo A é chamada de zona de transferência, onde está a bandeja auxiliar e os instrumentos e pontas de equipo a serem transferidos à boca (campo operatório, bem como os mochos). Este círculo funcional permite aos dois operadores sentados, de modo mais ergonômico e o alcance às ferramentas necessárias à sua atividade, sem imprimir esforço adicional às suas articulações.

    Segundo Porto (1994), a posição pode ser determinada com base no posicionamento do profissional em relação a seu paciente. Normalmente, o profissional destro posiciona-se em 7, 9 ou 11 horas e o canhoto em 5, 3 e 1 horas.

    Para o dentista destro, ainda conforme Porto (1994), a posição com as costas voltadas para as 7 h e com as pernas paralelas a cadeira é contraindicada por obrigar o dentista a inclinar o corpo para 12 h à direita, causando prejuízos posturais. A posição 9 h é muito adotada por permitir trabalhar em visão direta, mesmo nas regiões de difícil acesso. Nessa posição a perna do dentista fica posicionada sob o encosto da cadeira do paciente e do lado direito do braço da cadeira. Na posição 11 horas, por sua vez, o dentista fica atrás do paciente trabalhando com boa visão indireta, utilizando espelhos, nessa posição a perna esquerda do dentista fica sob o encosto da cadeira.

    Para o dentista canhoto a posição muda, assim como a posição dos equipamentos, localizando-se à esquerda da cadeira do paciente. A posição 5 h não é a posição ideal, apresentando os mesmos inconvenientes da posição 7 h, sendo as mais indicadas as posições 3 e 1 h, que correspondem às 9 e 11 h do dentista destro, respectivamente.

    Disposição do consultório

    A área do círculo A3 é a área de intervenção do profissional, livre de barreiras. A área limitada pelo circulo A2 corresponde à chamada zona de transferência ou espaço ideal de pega, onde tudo que se transfere à boca do paciente deve estar aí situado, como os instrumentos e as pontas do equipo e da unidade auxiliar. Aí devem estar situados os dois mochos para o operador e auxiliar. O circulo A2, de 1m de raio, limita a área útil de trabalho, espaço máximo de pega, que pode ser alcançado com o movimento de esticar o braço. Aí devem estar as mesas auxiliares, o corpo do equipo e da unidade auxiliar e as gavetas quando abertas. O circulo A1 limita a área total do consultório, que não deve ter mais que 3 metros de largura; um consultório com dimensão maior seria antiergonômico. Nessa área ficam as pias e armários fixos.

    Recordar alguns conceitos sempre é bom. Reavaliar o quanto prezamos por nossa saúde também reflete nosso cuidado com nossos pacientes. E saber nunca ocupa lugar, certo? Cuide-se. 😉

    * * *

    PORTO, F. A. O Consultório Odontológico. São Carlos, Scritti, 1994.

    RIO, L. M. S. P.? RIO, R. P. Manual de Ergonomia Odontológica. 1ª ed. Belo Horizonte: Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais, 2000.


  • Bye Bye Tristeza

    Bye Bye Tristeza

    Se você já passou dos 30 (ou dos 12 anos de formado) você conhece a referência do título. E não tou aqui pra sofrer. Quero ser feliz.

    De alguma forma essa Crise me afetou muito. Queda de pacientes, as contas chegando, aí vem o desespero (pam pam pam) machucando o coração (pam pam pam). Outra referência. Aos mais novos, Google. Mas chegamos em um ponto onde esse é o assunto do momento, todo mundo chorando as pitangas e deixamos as lágrimas tomarem conta de nós. Daí chegamos á escolha: Chorar vai resolver alguns dos nossos problemas? Vai pagar algum dos nossos boletos? Se você escolheu o choro, já está mais que na hora de sair dele.

    QUE SAUDADE DO MEU CABELO CURTO!
    QUE SAUDADE DO MEU CABELO CURTO!

    Minha vida está longe, mas beeeem longe de um mar de rosas. Mas eu resolvi focar no copo meio cheio. Nas oportunidades que estão aparecendo na Odontologia e fora dela. Em todas as bênçãos que recebo todos os dias. Nos meus amigos (aliás, muita falta deles). Na minha família (apesar deles me deixarem falando sozinha). Resolvi voltar a cantar (no coral e o Smule), estou fugindo quase que fisicamente dos meus problemas, deixo a lista do Spotify com as minhas melhores músicas e danço. Mas fia, tu tá louca? Não, pelo contrário, estou recuperando minha sanidade e minha LIBERDADE, afinal de contas somos livres. Só que o consultório, a família, os filhos, os parentes, acabam roubando sua liberdade de você. Pensa comigo: Você de fato é livre?

    Escolhi deixar de lado alguns fantasmas que me assombravam há anos. Escolhi viver livre de gente dizendo o que eu tenho que fazer. Escolhi deixar o que me oprimia e agora me sinto mais leve. Literalmente, 30 kg mais leve. Escolhi ser uma pessoa mais leve, mostrar mais meu sorriso que minhas reclamações. Sabem o que eu aprendi? A dizer NÃO. E olha, não dói, não mata, o mundo não deixa de girar e você se sente mais vivo quando toma suas decisões sem querer agradar a todos. Descobri após anos de terapia que isso não é egoísmo, é amor próprio.

    Ainda tenho muito o que aprender e viver. Ainda tenho muito mocho pela frente. Mas parafraseando a nossa campanha do CIOSP, agora é hora de SAIR DO MOCHO e viver tudo o que há fora daquelas quatro paredes. Ar puro, sítio, praia, campo, happy hour com os amigos, fazer aulas de cerâmica, atividades físicas, beber água, ver o sol se por com alguém especial… Reatar amizades, tocar numa banda, fazer Krav Magá. Sei lá.

    O que eu sei é que a vida é um sopro, é só essa aqui nesse plano, e trabalhar quando a sua vida está preenchida por sentimentos bons faz a produtividade melhor e um dentista feliz. Seus pacientes também, assim como seus funcionários, seus amigos, sua família. Os problemas estão aí, e se vocês querem realmente saber, vamos passar a vida trocando alguns pelos outros. Não deixe a crise ou os prolemas te alienarem. De seriado de zumbi a Netflix tá cheia. E eu prefiro Game of Thrones.

    Beijos,

    Nana


  • Neodent vence disputa nos EUA e é inocentada de acusação de plágio

    Neodent vence disputa nos EUA e é inocentada de acusação de plágio

    A Neodent, maior fabricante brasileira de implantes dentários com sede em Curitiba, teve o seu plano de internacionalização ameaçado por uma disputa judicial nos Estados Unidos. A empresa foi acusada por sua concorrente americana, o grupo Nobel Biocare, de plagiar um dos componentes que são usados para fazer os implantes. O processo durou três anos até a indústria brasileira provar a originalidade de seus produtos.

    O grupo americano Nobel Biocare é o maior fabricante de implantes dentários dos Estados Unidos. No fim de 2013, eles entraram com uma ação na Justiça local alegando que tinham a patente sobre um tipo de rosca que é usado no implante dentário.

    Neodent

    A empresa brasileira contestou o pedido de patente da Nobel e alegou que o componente em questão era um item genérico, amplamente utilizado pelo mercado. “Eles alegavam ter patente sobre as roscas do implante dentário e a distância em que elas são colocadas, mas isso é algo genérico e que já existe em todos os implantes dentários do mundo”, afirma Matthias Schupp, CEO da Neodent.

    No começo deste mês, a Justiça reconheceu que o pedido de patente era inválido. Com isso, a Neodent também foi inocentada de qualquer acusação de plágio. “O mais importante desse resultado foi provar para o mundo que nossos implantes não são uma cópia de outro modelo. Eles são desenhados pelo doutor Geninho [Thomé, fundador da Neodent] e por uma equipe de 60 pessoas de pesquisa e desenvolvimento”, diz Schupp.

    O executivo também afirma que o grupo Nobel tentou, ao entrar com o pedido de patente e, por consequência, de plágio contra a Neodent, tirar a concorrente brasileira do mercado americano. “Durante o processo, não tivemos interrupção da comercialização. Mas a outra empresa [Nobel] fez uma grande propaganda contra os nossos produtos”. As vendas, contudo, não chegaram a ser afetadas.

    Exportações

    A Neodent começou a vender seus produtos nos Estados Unidos em 2013. No ano passado, a empresa brasileira comercializou cerca de 50 mil implantes na região. O número ainda é muito pequeno diante do potencial de mercado: 2,4 milhões de implantes dentários são vendidos por ano, o que torna o país norte-americano o maior mercado do mundo.

    As exportações respondem por 26,7% do faturamento da Neodent. Além dos Estados Unidos, Espanha e Itália são os principais países que recebem os produtos. Em 2016, a empresa exportou 400 mil unidades, contra 1,1 milhão de peças vendidas no Brasil – o que a torna a maior fabricante nacional.

    Para aumentar a fatia das exportações, a Neodent está investindo R$ 60 milhões em sua fábrica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O dinheiro será usado para ampliar o parque fabril e para construir um novo centro de distribuição, ao lado da planta. As obras devem ficar prontas até o fim deste ano.

    A saber: a Neodent foi fundada em Curitiba pelo cirurgião-dentista Geninho Thomé há 24 anos. Em, 2015, ela foi comprada pelo grupo suíço Straumann por cerca de R$ 1,2 bilhão. Geninho Thomé continuou no grupo como presidente do Conselho e presidente Científico. Matthias Schupp se tornou o CEO da companhia.

    Via Gazeta do Povo


  • Minha cirurgia bariátrica – Update

    Minha cirurgia bariátrica – Update

    Três meses depois do último post, venho contar como eu estou passando. Pra quem não leu o primeiro post, clique aqui.

    OdontoDivas
    OdontoDivas

    Tive uma forte queda de hemoglobina do Natal pra cá. O sentimento é de prostração: não tenho força pra nada, não aguento nada, trabalhar tem sido uma tortura. Os hematomas reapareceram  e meu corpo dói. Fiz os exames e apresentei pro meu endocrinologista, que disse que meus sintomas são de estresse. E quem não está estressado nessa Odontologia de meu Deus? Pra mim é anemia. Mas pra fazer as coisas do jeito que precisam ser feitas, estou marcando com a hematologista.

    Mas você não aprendeu nada e ainda não toma vitaminas? Tomo sim, minha gente. Mas pra fazer efeito leva tempo.

    As injeções de vitamina B12 e os comprimidos de vitamina D continuam firmes e fortes. E a libido VOLTOU, MEU POVO! Sim! Aplaudam de pé na igreja! Continuo o tratamento do endócrino e minhas taxas hormonais estão todas acima do mínimo. Em vários aspectos estou bem melhor. Só essa porra de anemia que não passa.

    Além disso tudo, minha vida deu um 180º esses dias. Eu não caí porque creio muito em Deus e tenho amigos que me ajudam a passar por essa. (Obrigada, Dra. Aline Vidal e Dra. Renata Reis e o seu esposo). Só minha insônia que não passa. Todos os outros sintomas têm desaparecido aos poucos, e agradeço a Deus e as Divas por terem me ajudado nessa fase. A Nana versão melhorada 2017 está chegando. Me aguardem.

    PS Vem aí uma super promoção nesse mês. Aguardem e confiem.

    Beijos, até a próxima,
    Nana


  • Falso dentista “aprendeu Odontologia” no YouTube!

    Falso dentista “aprendeu Odontologia” no YouTube!

    Mohamad Irwan Mohd Sudi, um homem de 25 anos de Kuantan, na Malásia, “aprendeu a ser dentista” através de vídeos do YouTube e publicações na área odontológica, até que se sentiu seguro e decidiu que era hora de abrir sua própria clínica em Perkampungan Indera Sempurna, onde realizava vários procedimentos: extrações, restaurações, instalação de aparelhos ortodônticos, etc.. Em vez de cursar os 5 anos de graduação, ele achou que “valia mais a pena” ser autodidata. E ilegal.

    Casa caiu procê, mano
    Casa caiu procê, mano

    Irwan é esperto mas não é doido (e não mora no Brasil, senão…): sabendo que podia ser desmascarado a qualquer momento, até dezembro de 2016 planejava fechar sua clínica, pois já tinha juntado bastante dinheiro. Porém um de seus “pacientes” acabou descobrindo a farsa e o denunciou à polícia. Quando as autoridades o interrogaram não havia, claro, nenhuma licença ou autorização para que ele atuasse como dentista, e sua “clínica” foi fechada um mês antes do que ele planejava. O falso dentista foi autuado em flagrante e, de acordo com a lei local, recebeu uma multa de cerca de 9 mil dólares. Considerando o perigo que ele representava para seus “pacientes”, até que saiu barato. Agora sua intenção é começar a cursar Odontologia e conseguir um diploma e autorização pra atuar como dentista, afinal dinheiro pra isso ele já acumulou.

    Mohamad Irwan Mohd Sudi não é o único dentista falso na história da Malásia. Em 2007, um homem de 63 anos de idade confessou ter praticado Odontologia por 29 anos sem qualquer formação. Sua única experiência era como auxiliar de um dentista do exército entre 1962 e 1978. E naquela época nem existia YouTube.

    Via Oddity Central