Categoria: Curiosidades

  • Dona Elvira: a primeira dentista

    Dona Elvira: a primeira dentista

    Do fundo do corredor do apartamento ela veio devagarinho. Para a entrevista, perfume e ruge nas maças do rosto. Sobre a blusa de lã vermelha, colar de pérolas e um amuleto de Nossa Senhora . “Não precisava se arrumar tanto, Dona Elvira”, dissemos ao por os olhos pela primeira vez sobre a simpática velhinha.

    Dona Elvira
    Foto: Denis Ferreira Neto/Tribuna do Paraná.

    Apesar do andador, postura intacta e – por trás da suposta fragilidade afiançada pelos 104 anos, de idade – , Elvira Kinski ostenta a mesma lucidez da juventude. Senhora de uma história marcante, a curitibana foi a primeira mulher a se formar em Odontologia na capital. Defensora da causa feminina, a vovó também foi precursora na batalha pelos direitos das mulheres no Paraná.

    “Naquele tempo, a Rua XV não era como hoje. A Rua XV era maravilhosa”, lembra dona Elvira ao recordar dos tempos nos quais o ponto era a principal passarela social da cidade. “Era lá que as famílias iam para se mostrar. Para as damas era a oportunidade perfeita para exibir as roupas novas. E foi para lá que eu fui, sozinha, estrear o primeiro par de calças compridas femininas que essa cidade viu”, revela. Considerado verdadeiro acinte, o ato foi criticado pela comunidade curitibana da época.

    “Comprei calças em São Paulo, depois de participar de um congresso para dentistas de todo o Brasil. O carregamento tinha acabado de chegar de Paris e eu achei o máximo. Comprei duas para mim e uma para minha irmã. Eu não ligava para o que os outros pensavam”, recorda.

    Segunda entre quatro irmãos, Elvira se viu obrigada a desenvolver a coragem já desde a infância quando, ainda moradora do Centro da cidade, sofrera rejeição por parte das crianças do bairro devido à descendência polonesa. “Não me deixavam brincar e nem conversavam comigo. Eles diziam ‘não chamem a polaca’. E eu não conseguia entender. Eu falava português como todo mundo, era uma criança normal”, conta.  Dividindo o tempo entre a escola polonesa e as atividades domésticas, Elvira também ajudava seu pai na oficina de móveis da família. Foi por conta disso que, aos 14 anos, ela foi contratada como aprendiz no consultório de um dentista especializado na fabricação de próteses dentárias.

    “Meu pai me mandou ir até o consultório cobrar uns móveis que ele tinha feito. Enquanto esperava o pagamento o protético pediu para que eu desse uma limpadinha dos utensílios de trabalho dele que estavam sobre a bancada. Tudo ficou tão limpinho que ele perguntou se eu tinha interesse de aprender um pouco sobre a profissão e acabei ficando”. Com o salário, a adolescente ajudou a irmã mais velha a pagar o curso de medicina no qual ingressou no final da década de 20. Mais tarde, seria sua vez de entrar na então “Universidade do Paraná” (atual UFPR), onde Elvira desempenharia um papel importante na turma composta por 11 alunos, da qual era a única garota. “Como eu já tinha experiência em Odontologia acabava ajudando o resto da turma nas matérias. Mesmo com todo o preconceito da época, nunca fui desrespeitada na faculdade. Eles me pediam ajuda e prestavam atenção quando eu falava”, recorda.

    Dona Elvira
    Foto: Denis Ferreira Neto/Tribuna do Paraná/Reprodução.

    Em prol das mulheres

    Finalmente formada, Elvira casou-se na década de 30, aos 28 anos, com o advogado catarinense Mieslau Napoleão Kinski, também descendente de poloneses. Foi também nesta época que ela deu início à abertura do seu próprio consultório odontológico, evento no qual precisou da autorização documental do marido, conforme legislação da época.

    No exercício da profissão, porém, mal sabia Elvira que se depararia com mazelas mais graves do que as cáries. “Eu atendia muitas mulheres de fora, ricas, pertencentes a famílias tradicionais da cidade, jamais acreditaria nas confissões que eu ouvia na cadeira do consultório. Casos de abusos, violência doméstica e diversas outras injustiças que as mulheres da época enfrentavam caladas”, conta. Grande incentivadora da consciência e independência feminina, Elvira acabava exercendo também um papel terapêutico entre suas pacientes.

    Apesar de avessa ao termo “militância”, a vovó protagonizou verdadeiros embates frente à organizações sociais tradicionais de seu tempo. “Lembro de uma vez que um grupo de rapazes do declato acadêmico da universidade proferiu alguns xingamentos enquanto eu passava pela praça Santos Andrade, só pelo fato de eu defender as mulheres. Estava acontecendo um protesto e tinha cerca de 50 homens na frente do prédio histórico. Eu fui até o meio deles cobrar satisfação do porquê das palavras de ódio”, relembra. Contrária aos extremismos, Elvira lembra que a defesa pelos direitos das mulheres, além de mal vista, era mal interpretada pela sociedade masculina. Qualquer semelhança com os tempos atuais pode ser mera coincidência. “Os homens acham que mulheres como nós os odeiam e essa é a maior besteira que já inventaram. A única coisa que defendemos é a equiparação legal, social e profissional das mulheres aos homens”, pondera.

    Passadas quase nove décadas e três gerações depois, a matriarca da família Kinski se orgulha por ter construído um legado de união e força moral entre os seus. “Se tem uma coisa que deixei muito certa para meus filhos, netos e bisnetos é o valor da família e da colaboração. Aqui não existem desavenças entre irmãos nem competição entre filhos. Todos se amam e se ajudam em todos os momentos da vida”, revela. Mesmo distante das acaloradas discussões políticas correntes, a vovozinha reconhece a sua contribuição à boa parte das conquistas usufruídas pelas mulheres da Curitiba de 2018. “Se hoje Curitiba ainda é considerada tradicional, naquela época era pior ainda. Mesmo assim, fiz questão de participar de protestos e manifestações em prol dos direitos das mulheres, como o sufrágio, por exemplo”, conta.

    Ao fim da entrevista perguntamos à dona Elvira o segredo da visível juventude que conserva aos plenos 104 anos. A resposta veio em forma de versinho. “Você acha a vida linda? Gosta de agir e fazer planos? Sorri dos seus desenganos? Sabes sonhar ainda? És jovem apesar dos anos”.

    Via Tribuna PR 

    UPDATE:

    Na verdade a Dona Elvira não é a primeira mulher formada em Odontologia pela UFPR (o que não diminui em nada sua história e seu feito). Recebi a seguinte informação da Prof. Ângela Fernandes (texto do Prof. Luiz Fernando Boros):

    A primeira mulher formada pela UFPR foi no curso de Odontologia, em 1914.

    Helena Vianna Seiler nasceu na cidade de Curitiba no dia 26 de outubro de 1895, filha de José Gustavo Seiler de nacionalidade Suíça e Justina Vianna Seiler de nacionalidade Brasileira. Cursou o Ginásio Paranaense em Curitiba, prestou exame de admissão em 1912 para o Curso de Odontologia da Universidade do Paraná. Foi aprovada e iniciou o curso no ano de 1913, com mais 10 alunos.

    Concluiu o Curso de Odontologia em 19 de Dezembro de 1914, sendo a formatura presidida pelo Reitor Dr. Vitor Ferreira do Amaral e o Paraninfo da primeira turma de formandos foi o Dr. Nilo Cairo. Exerceu a profissão de Cirurgiã-Dentista em consultório particular na cidade de Curitiba até o ano de 1920. Em 18 de Maio de 1920 casou com o colega de turma Dr. Waldomiro Bandeira Camargo, quando o casal foi residir na cidade de Guarapuava e permaneceram até o ano de 1956.

    Helena Vianna Seiler Camargo teve 5 filhos, sendo 3 Cirurgiões-Dentistas formados pela Universidade Federal do Paraná: Dra. Henriqueta Camargo, Dr. Omar Camargo e Dr. Roberto Camargo. Os dois últimos são professores aposentados do Curso de Odontologia da UFPR.

    Teve 10 netos, sendo 6 Cirurgiões-Dentistas. O neto Luciano Mundim de Camargo atualmente é professor no Curso de Odontologia da UFPR. São também Cirurgiões-Dentistas 2 bisnetos. 🙂


  • A relação entre os dentes e outros órgãos segundo a Medicina tradicional chinesa

    A relação entre os dentes e outros órgãos segundo a Medicina tradicional chinesa

    Já de cara quero deixar claro: nenhuma de nós, OdontoDivas®, está sugerindo que você deva acreditar ou está apoiando o que prega a Medicina tradicional chinesa. Encare este post como uma curiosidade, ok?! 😉

    Dentes X outros órgãos do nosso corpo

    Mas… segundo a Medicina tradicional chinesa, cada grupo de dentes têm relação direta com outros órgãos do nosso corpo, como se fosse uma “conexão”. Você já deve – ou não – ter ouvido falar do sistema de meridianos da acupuntura… pois bem: o “equilíbrio energético” entre os meridianos que interligam todos os nossos órgãos também ligaria os dentes a outros órgãos do organismo.

    Na Odontologia sabe-se que uma infecção dentária pode chegar a outros órgãos do corpo via aspiração ou corrente sanguínea. Falo só sobre isso aqui: Nunca subestime um dente “inflamado”! (com vídeo). Porém, a Medicina tradicional chinesa vai além… um dente “doente” interferiria diretamente na saúde do órgão ao qual ele está associado, da seguinte forma:

    Os dentes e outros órgãos

    GRUPO DE DENTES ÓRGÃO ASSOCIADOS
    Incisivos Rins, bexiga e orelhas
    Caninos Fígado e visícula biliar;
    Molares Estômago, baço e pâncreas
    “Sisos” Coração e intestino delgado



    Portanto, saber quais órgãos estão relacionados a cada grupo de dentes pode ser útil! Mas é preciso ressaltar que nem toda dor de dente é necessariamente um sintoma de doença em outro órgão. Dor de dente geralmente é só dor de dente, mesmo… com causa local: cárie, sensibilidade dentinária, doença periodontal… tudo aquilo que a Odontologia tradicional ocidental 😀 já conhece muito bem.

    Algumas doenças que podem estar associadas com problemas dentários

     

    • Dor nos incisivos superiores e inferiores: cistite, otite ou pielonefrite
    • Dor no incisivo central: tonsilite e prostatite
    • Dor nos caninos: colecistite ou hepatite
    • Dor nos pré-molares: colite, reação alérgica, pneumonia ou disbiose intestinal
    • Dor nos molares: úlcera gástrica, pancreatite, úlcera duodenal, anemia e gastrite crônica
    • Dor molares inferiores: pode ter relação com varizes, pólipos no cólon ou problema no pulmão, como asma, bronquite e pneumonia
    • Dor nos terceiros molares (sisos): problemas cardíacos e defeitos congênitos

    * * *

    Mas se por acaso você tiver uma dor de dente, não fique em casa imaginando que órgão seu está com problemas… porque via de regra é seu dente mesmo, e você precisa é de um dentista. Procure um e resolva logo isso! #ficaadica 😉


  • Auto-tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes

    Auto-tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes

    Fazer um tratamento ortodôntico exige tempo, dinheiro e muitas idas ao ortodontista. Exceto para um aluno do New Jersey Institute of Technology, que fez seus próprios alinhadores removíveis usando uma impressora 3D e US$ 60.00 (cerca de R$ 190,00).

    Amos Dudley chegou a usar aparelho fixo normalmente, como qualquer mortal, mas seus dentes lentamente voltaram a se desalinhar. Shit recidiva happens. Sem dinheiro no banco, o designer digital tinha a sua disposição “apenas” sua inteligência e uma impressora 3D de alta qualidade da Universidade.

    Dudley pesquisou sobre Ortodontia e sobre como funciona a movimentação ortodôntica com alinhadores… e depois de muitos testes, deu certo! Ele conta o processo todo em seu blog.

    Modelo inicial
    Sequência de modelos
    Alinhadores

    Certamente alguém vai dizer: “ah, mas isso é exercício ilegal da Odontologia!” Sabe que eu acho que não? Ele não “tratou” ninguém, ele fez nele mesmo! Ele foi imprudente, claro, considerando que não tem conhecimento suficiente sobre ortodontia… mas é preciso reconhecer: ele é muito inteligente.

    Acabei me identificando com a história dele porque sou formada em Odontologia e Design de Produto, e vivo dizendo: são duas áreas que têm TUDO a ver. Taí a prova. Fico feliz que tenha dado tudo certo e que o Dudley não tenha perdido nenhum dente. 🙂

    E se você aí tá achando que descobriu um jeito de “driblar” o ortodontista, sinto muito: o caso desse estudante de Design é uma exceção. Ele é esperto, teve que fazer muita pesquisa e a movimentação ortodôntica que ele pretendia era bem pequena.

    Claro que agora tem um monte de gente no blog dele querendo que ele faça alinhadores, mas ele já avisa: “I won’t be making retainers/aligners for people (even if you offer money). I’ve thought about the possibility, and decided it’s not a good idea for a large number of reasons. Sorry!”. Em tradução livre: “Eu não vou fazer alinhadores para as pessoas (mesmo se você oferecer dinheiro). Eu pensei sobre essa possibilidade, e decidi que não é uma boa ideia por uma série de motivos. Desculpe!”.

    Procure um ortodontista. 😉


  • A lenda da Fada dos Dentes

    A lenda da Fada dos Dentes

    Nessa ultima sexta feira, precisei extrair o dente de leite de uma menininha, pois o permanente já estava erupcionando, ela estava com medo, comecei a conversar para descontrair e falei da fada do dente, que depois era só por o dentinho embaixo do travesseiro que ela vinha buscar e deixava uma moedinha, ela me contou que da outra vez que caiu um dente e colocou embaixo do travesseiro a fada não deu nada, contei que era amiga da fada e que dessa vez eu garantia que a fada ia passar por la…e nessa hora a a mãe me perguntou se eu sabia de como começou a história da fada do dente.
    Então, eu não sabia como essa historia se originou e vim pesquisar na NET

    A lenda da Fada do Dente diz que quando uma criança perde um dente de leite, deve deixá-lo embaixo do travesseiro. Durante a noite, uma Fada o levará e em troca deixará uma moeda.

    Fada do Dente.

    A simbologia mais usada para a aparência da Fada do Dente é de que ela pequena, com assas, roupa de bailarina, uma varinha de condão com um dente na ponta e um pequeno saquinho onde carrega os dentes. Dependendo do país, a lenda muda um pouquinho e a aparência também.

    A lenda provavelmente teve origens no folclore da Europa Ocidental, pois antigamente acreditava-se que os dentes deveriam ser guardados ou queimados para que não os procurássemos após a morte ou para que não caíssem no poder de bruxas, que os usariam em feitiços. Era dever dos pais cuidar para que os dentes dos filhos não caíssem em mãos erradas. Alguns pesquisadores acreditam que a lenda tenha apenas cerca de 200 anos e que descendeu do conto francês “O Bom Ratinho” (título original: La Bonne Petite Souris), escrito por Madame d’Aulnoy em 1697, que conta história de uma Fada que se transforma em um ratinho para ajudar uma rainha escapar de um rei malvado que invadiu seu reino. Na história, o ratinho se esconde no travesseiro do rei para atormentá-lo.

    Nos Estados Unidos, no dia 28 de fevereiro e em 22 de agosto, se comemora o Dia Nacional da Fada do Dente. Apesar de chamarem de Dia Nacional, não é um feriado oficial e não foram encontrados registros sobre a origem das datas, mesmo assim as pessoas comemoram e se divertem.

    O Rato Pérez (El Ratón Pérez)

    Na Espanha e países hispânicos, existe uma lenda muito popular e semelhante a lenda da Fada o Dente, que diz que quando uma criança perde um dente, deve colocá-lo embaixo do travesseiro e então o ratinho Pérez o troca por um presente ou moedas. O rato Pérez foi inventado pelo escritor espanhol Luis Coloma, em um livro para crianças para o rei Alfonso XIII em 1894. Em sua história, o ratinho Pérez dava presentes para as crianças pobres de Madrid, quando o dente delas caía.

    Em Madrid, na Espanha, existe um museu em homenagem ao rato Pérez que se chama “Casa Museo del Ratón Pérez”. Lá você pode visitar a casa do rato Pérez, saber tudo sobre ele e sobre o seu criador. A casa ainda conta com uma caixa de correspondência, onde as crianças podem deixar cartas para o rato Pérez e receber uma resposta.

    Fonte: anjosnet.com.br – A Fada do Dente

     

     


  • Displasia Cleidocraniana: por que Dustin (Stranger Things) não tem dentes?

    Gaten Matarazzo, o Dustin de Stranger Things, é um dos atores mais queridos pelos brasileiros fãs da série. Ele nasceu com uma síndrome chamada displasia cleidocraniana, e chama a atenção o seu sorriso “banguela”. Não, não é “maquiagem” nem computação gráfica, Dustin não tem dentes porque Gaten nasceu sem eles (ou a irrupção deles está atrasada, depende do caso).

    A displasia cleidocraniana (DCC) é uma doença genética causada por uma alteração no gene CBFA1, presente no cromossomo 6p21. Este gene controla a diferenciação de células precursoras em osteoblastos, sendo essencial para a formação do tecido ósseo, tanto endocondral quanto membranoso, podendo estar, na displasia cleidocraniana, relacionado com o retardo na ossificação do crânio, pélvis e extremidades.

    Dustin (Gaten Matarazzo)
    Dustin (Gaten Matarazzo)

    As principais manifestações da doença são aplasia ou hipoplasia clavicular (Dustin até mostra a sua capacidade de encostar os ombros para uns meninos do colégio numa cena), aumento exagerado do diâmetro transverso do crânio, com retardo no fechamento das suturas e fontanelas, hipodesenvolvimento do terço médio da face, falha na erupção dos dentes permanentes (eis a razão dele não ter alguns dentes), presença de dentes supranumerários e uma variedade de outras desordens esqueléticas.

    A aparência clínica do portadore de DCC é bastante característica. De maneira geral, apresentam uma baixa estatura e as clavículas podem ser rudimentares ou estarem completamente ausentes. A face do paciente pode parecer pequena em relação ao crânio em razão da hipoplasia da maxila, assim como dos ossos lacrimais, nasais e arco zigomático; a abóbada craniana é aumentada, com bossa frontal e parietal pronunciadas, além de hipertelorismo e uma leve exoftalmia.

    A presença de dentes supranumerários, retardo na esfoliação dos dentes decíduos e a presença de dentes não irrompidos são normalmente as principais queixas dos pacientes e o motivo pelo qual procuram o dentista.

    A DCC não costuma ser identificada em idades mais tenras pelo fato de afetar principalmente a dentição permanente. Da mesma forma, a hipoplasia do terço médio da face costuma ficar mais evidente somente durante a puberdade. Além disso, há uma relativa falta de complicações médicas em relação a outras displasias esqueléticas, sendo comum que a doença seja desconhecida pelo paciente até que um médico ou dentista a identifique.

    Dustin, de Stranger Things
    Dustin, de Stranger Things

    Gaten, quando não está na pele de Dustin, usa uma prótese dentária.

    Você pode ler um artigo bem completo sobre o tema aqui –> Características clínicas e radiográficas da displasia cleidocraniana – relato de caso


  • Por que consultório de dentista só tem revista velha?

    Por que consultório de dentista só tem revista velha?

    Você já se perguntou sobre isso? A explicação mais óbvia é que o dentista não coloca revistas novas à disposição dos pacientes. Mas um estudo descobriu o real motivo: os pacientes AFANAM os periódicos, principalmente os de fofoca!

    A pesquisa foi feita pelo médico Bruce Arroll, professor da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e publicada na edição de Natal do British Medical Journal (BMJ). Cansado de receber reclamações de seus pacientes sobre as revistas disponíveis na sala de espera, Arroll resolveu entender cientificamente o que acontecia. “Nossas hipóteses eram de que, ou os funcionários só colocavam revistas velhas, ou eles colocavam revistas relativamente recentes, e elas desapareciam”, diz. E foi confirmada a segunda suposição.

    Revistas

    Para o estudo, foram colocadas 87 revistas num consultório, separadas em três pilhas. Destas, 82 tinham a data na capa e entre essas, 47 foram publicadas há menos de dois meses. Depois de 31 dias, o pesquisador constatou que 41 publicações tinham desaparecido, em especial as recentes. Das 47 com menos de dois meses, 28 sumiram, o que equivale a 60%. Dentre as mais antigas, 10 desapareceram (29%). O estudo percebeu ainda que as revistas de celebridades eram as mais cobiçadas – das 27 colocadas à disposição dos pacientes, só uma ficou parada.

    Já publicações como Time e The Economist aparentemente não eram do gosto dos pacientes. Das 19 colocadas na sala, nenhuma sumiu.

    Segundo a pesquisa, entender a falta de revistas novas nos consultórios era “urgentemente necessário” e o estudo é provavelmente um dos primeiros a se debruçar sobre a questão.

    Que coisa.

    Fonte: Exame


  • TESTE: você está na profissão certa?

    TESTE: você está na profissão certa?

    Dentista

    Odontologia: ame-a ou deixe-a. Já ouviram essa? Claro que sim. Diariamente, principalmente nas redes sociais, vemos dentistas jurando seu eterno amor pela profissão ao lado daqueles que estão a ponto de desistir de tudo e ir vender cachorro-quente… porque NÂO TÁ FÁCIL. De que lado você está? Clique no link abaixo pra fazer o teste:

    FAÇA O TESTE: VOCÊ ESTÁ NA PROFISSÃO CERTA?

    Mas não levemos tão a sério, ok gente? É só uma brincadeira, vale pela curiosidade. Segundo o teste, eu deveria ser engenheira (e segundo um teste vocacional quando eu era adolescente, arquiteta ou jornalista). E tâmos aí!

    E você? Deixe sua “profissão” nos comentários. 🙂


  • Dentista de Defunto

    Dentista de Defunto

    Fui convidada hoje de tarde por um paciente meu de Erechim pra ser dentista na funerária que ele trabalha. Calma! Eu explico 😀

    Ele trabalha numa funerária e chegou hoje todo contente que tinha ganhado bastante dinheiro esse mês. Passou carnaval, muita gente morreu e felizmente (ou infelizmente?) ele vive com o que ganha quando tem mortes. Pagou a mensalidade da orto direitinho e me disse que precisavam de uma dentista na funerária, se eu não gostaria de trabalhar pra eles de vez em quando.

    Eu não entendi nada! Perguntei: “Por quê? O que uma dentista faria na funerária?”

    Ele me disse que as pessoas não podem ser enterradas com nada de metal, e queriam alguém pra tirar o aparelho dos defuntos. Quem faz isso é um dos colegas dele, com alicate, mas eles têm medo de serem multados pelo “exercício ilegal da profissão”, por não serem dentistas e fazer o trabalho da remoção dos bráquetes. Além disso, tem medo de machucar o paciente defunto.

    Preta-Gil-Pe-na-cova-carnaval (1)

    Na hora soltei uma grande gargalhada! Primeiro, por não saber que não podem enterrar uma pessoa com metal – e tem muita gente que enterra os parentes com aliança, alguma outra jóia, dente de ouro, enfim – e em seguida pelo medo de machucar o paciente defunto.

    Admirei a dedicação com que eles trabalham para que o paciente não sinta dor… OH WAIT! Mas fico me perguntando se realmente é verdade isso. Será que o CRO consideraria exercício ilegal da profissão um funcionário de funerária usar um alicate não odontológico pra fazer a remoção dos braquetes.

    Alguém sabe alguma coisa sobre isso?

     


  • Todo dentista é artista!

    Todo dentista é artista!

    Recebi na página dos meus cupcakes a seguinte mensagem da leitora Nádia:

    “Olá Marjorie! Te acompanho no blog Odontodivas, gostaria de saber como você consegue conciliar a sua vida de dentista com as vendas de cupcake . Bjs Feliz ano novo e sucesso.”

    Rende post né?

    Primeiros mini cupcakes, aniversário em 2011
    Primeiros mini cupcakes, aniversário em 2011

    Além de mim tem a diva Ju Lemes que faz arte como maquiadora nas horas vagas, e os vídeos dela no blog sempre são sucesso!

    Respondi que quando nossa vaquinha cai do precipício a gente precisa buscar outras maneiras de sobreviver, sair da nossa zona de conforto. É muito bom trabalhar 40 horas semanais e no consultório como diversão no fim do dia, afinal, o salário, as férias e o 13º estão garantidos. Mas quando a gente se depara com alguma situação complicada é preciso inovar.

    Os cupcakes sempre foram meu hobby, desde a época de faculdade. Lá eu chamava eles de muffins, pois não utilizava muita cobertura e cupcake ainda não era moda no Brasil. Era mais fácil fazer um bolo em várias forminhas e dividir com os colegas que moravam no mesmo prédio do que eu do que fazer um bolo inteiro e dividir os pedaços. E ainda dava pra levar de lanche ou sair comendo antes de ir pra aula também. Fazia em forminhas de empadinhas, com a forminha de papel em cima. Meus bolinhos faziam sucesso com o pessoal do Edifício Olinda de Torres.

    Depois, me mudei para Florianópolis. Era meu primeiro emprego, recém formada. Fazia os bolinhos da mesma maneira.

    Quando voltei a Passo Fundo, minha família gostou da idéia, mas aí esporadicamente eu fazia. Conforme foi passando o tempo os cupcakes viraram febre e pude conhecer o trabalho da Paula Rollemberg, dentista e artista do açúcar. E ela leva a sério a confeitaria!

    Trocando algumas idéias, comprei forminhas e comecei a fazer então os cupcakes, não mais muffins. Isso em meados de 2010, e pra minha família e amigos. Os bolinhos ficaram lindos e começaram a fazer sucesso, então eu fazia quando tinha tempo, pra alguma ocasião em minha casa, trabalho ou para presentear meus amigos. Aí descobri os mini cupcakes e posso dizer que sou “especialista” neles. São os que mais gosto de fazer e os mais fáceis de comer.

    Quando fiz pela primeira vez pros meus amigos eles adoraram, foi no meu aniversário de 2011. Pediram pra encomendar mas ainda assim era só um hobby. Virou trabalho também quando eu sai da prefeitura, e passei a trabalhar apenas no consultório tendo bastante tempo ocioso. Aí criei a página Marjorie Lanzarin Cupcakes no facebook e passei a divulgar algumas fotos e a aceitar encomendas do público em geral.

    Cupcakes do meu aniversário em 2012
    Cupcakes do meu aniversário em 2012

    Fizeram tanto sucesso que entrego semanalmente num barzinho aqui em Passo Fundo, o Quina, onde eles revendem meus bolinhos. E continuo aceitando encomendas para diversas ocasiões, mas sempre peço com pelo menos uma semana de antecedência pra conseguir organizar a minha agenda do consultório.

    E assim como a Paula, todos acham irônico uma dentista trabalhar com doces. Alguns brincam que deveria ter no verso do cartão dos cupcakes o meu do consultório.

    Enfim, gosto muito das duas coisas. Primeiramente gostaria de dizer que o negócio dos cupcakes é apenas um complemento na minha renda, e que por isso não tenho feito a divulgação da maneira que deveria. É um trabalho artesanal, que faço com prazer para minha selecionada clientela.

    Gosto muito de ser dentista e tenho o sonho de um dia ter uma confeitaria bistrô. Se puder fazer as duas coisas serei uma pessoa plenamente realizada, mas também é um segundo plano caso a odonto não dê retorno em todo investimento que fiz. Vamos ver o que o futuro me reserva! 😉

    E você que também é um pouco artista,  quer compartilhar conosco? Mande para [email protected] que a gente publica a sua história!

    Ah, e se você curte o blog não custa nada clicar em Curtir na minha página dos cupcakes, né?

    #goDIVAS! GO!


  • Borras as Unhas? Nunca Mais! \o/

    Borras as Unhas? Nunca Mais! \o/

    “A empresa Nails in Motion criou uma solução incrível para vive borrando as unhas. São protetores individuais que prometem deixar as suas mãos livres e protegidas enquanto o esmalte seca. Quem nunca borrou a unha logo depois da manicure que atire o primeiro vidrinho de esmate!”

    Sair da manicure e estragar o esmalte ao ligar o carro NUNCA MAIS!

    Vi no Facebook!