Categoria: Guest Posts

  • Sobre Seguros e Previdência

    Sobre Seguros e Previdência

    Aquela frase “O seguro morreu de velho” é séria. Muitos acham que fazer seguro é uma besteira, dinheiro jogado fora.

    Mas na hora do aperto é que percebemos a importância de ter algo que assegure nosso “recomeço”.

    Imagina você, Colega, sofrer um acidente e precisar se afastar das suas atividades profissionais. Quem ou o quê vai auxiliar você com as perdas financeiras por esses dias de afastamento?

    Sua clínica é assaltada. Quem vai ajudar você a recomeçar?

    E em relação a nossa aposentadoria? Somos autônomos, não podemos esquecer! Como complementar nossa renda futura?

    Para isso eu convidei o Sr. Pedro Rodrigues, Corretor de Seguros, para falar sobre os produtos que temos disponíveis para nos ajudar nos momentos de imprevistos.

    POR QUE CONTRATAR SEGURO DE VIDA?

    Esse é um seguro necessário para quem quer garantir tranquilidade para si e para familiares em caso de morte natural ou acidental e também proporciona coberturas adicionais que podem ser reclamadas ainda em vida.

    Invalidez parcial ou total, diárias por incapacidade temporária e diagnóstico de doenças graves(um câncer) permitem que o segurado receba o valor contratado.

    Um acidente qualquer pode causar invalidez e disso poderá advir um processo doloroso e custoso de recuperação, readaptação da residência, além da incapacidade para o trabalho.

    A Incapacidade temporária: Profissionais liberais, que por motivos de saúde precisem ficar afastados das suas atividades, podem contratar a cobertura de Diárias por Incapacidade Temporária. Se contratada essa cobertura adicional, após dez dias afastado por doença, ou sete/quinze dias em caso de acidente, pode-se receber diárias por até 365 dias.

    Diagnóstico de doenças graves: Cobre situações de saúde como infarto, AVC, transplante de órgãos e câncer. Se a pessoa tiver diagnóstico de uma dessas doenças, recebe intergralmente a importância contratada. O montante pago em caso de doença grave não é deduzido do valor prinicipal contratado para morte.

    Antecipação especial por doença incurável: Nos quadros definidos como irreversíveis pode-se antecipar 50% da cobertura básica de morte.

    Invalidez parcial ou temporária: A invalidez por acidente pode ser parcial ou total. Pode-se acidentalmente perder a visão dos dois olhos, o que caracteriza invalidez total, mas pode-se perder uma parte de um dedo, da mão, da perna, casos de invalidez parcial.

    Acidentes pessoais e despesas médico-hospitalares e/ou odontológicas: Caso o segurado sofra um acidente e precise ser hospitalizado ou passar por procedimentos médicos, a seguradora reembolsa seus gastos. É indicado especialmente para quem não tem ou que tenha um seguro de saúde mais restrito.

    PREVIDÊNCIA PRIVADA

    A alternativa à insegurança da Previdência Social após as novas regras.

    Apesar de discutidas há décadas, surpreenderam as mudanças nas regras propostas pelo governo Federal para aposentadoria. O tempo mínimo de contribuição passou a ser de 35 anos para homens e 30 para mulheres, e a idade mínima para receber o benefício nas regiões urbanas é de 65 anos para homens e de 60 para mulheres, desde que tenham contribuído ao menos por 25 anos.

    As novidades não afetam quem já se aposentou ou quem completou os requisitos para se aposentar, mas já preocupam quem está perto disso, que terá de submeter-se a regras de transição, como contribuir 50% a mais do tempo que precisaria antes das mudanças.

    Essa insegurança se reflete nos números das aposentadorias privadas. No primeiro semestre de 2016 as contribuições para panos de previdência complementar aumentaram 13%, acumulando mais de R$ 52bilhões. Até junho, apenas 12,5 milhões de pessoas tinham planos contratados, segundo a FenaPrevi.

    As diferenças são evidentes.Pelas novas regras, homens que queiram receber aposentadoria de R$ 5.189,82 a partir de 65 anos, teto atual da Previdência Social, terão que contribuir por 49 anos. O teto do recolhimento é de R$ 570,88. Já na Previdência Privada o valor da contribuição pelo mesmo período e para receber o mesmo valor a contribuição pelo mesmo prazo seria de R$ 355,00 mensais.

    É importante ainda saber que a Previdência Privada tem duas modalidades: os planos PGBL e VGBL. A diferença está na tributação dos lançamentos e vantagens do Imposto de Renda. No primeiro a tributação é sobre o valor total do resgate, mas conta com o benefício de deduzir do imposto até 12% da renda bruta anual, desde que o contribuinte faça a declaração completa. No segundo a tributação é apenas sobre o rendimento sobre o total investido, opção para quem faz a declaração simplificada ou é isento do I.R.

     

    Se quiser obter mais informações sobre seguros (de vida, residenciais, automóveis, etc) e previdência, entre em contato com a Tecniseg Seguros. A empresa atua no mercado há mais de 30 anos, fica em São Paulo e presta serviços para todo o Brasil.

    (11) 2605-0533


  • Gestão de Consultório e Satisfação Profissional

    Gestão de Consultório e Satisfação Profissional

    Como você avalia seu trabalho?
    Como você avalia seu trabalho?

    Uma coisa é fato: sempre recebemos perguntas de acadêmicos e pessoas vestibulandos sobre a Odontologia. E, também, participamos de inúmeras discussões a respeito do valor da Odontologia. Muitos colegas debatem se vale ou não exercer a profissão, muitos procuram uma outra alternativa de renda, muitos abandonam a carreira e partem pra outra.

    Por isso resolvi postar esse pedido aqui!

    Uma colega Dentista está fazendo uma pesquisa com os profissionais sobre os dois temas: Gestão e Satisfação.

    Olha o que a Paola tem pra dizer pra gente!

     

    Olá leitores do Blog mais cor de rosa da Odontologia!

    foto_paola

    Estou aqui para fazer um convite para vocês, mas antes vou me apresentar:  meu nome é Paola, moro em São Paulo e faço mestrado na Faculdade de Odontologia da USP (FO-USP).

    O tema da minha dissertação foi escolhido baseado nas muitas discussões que acompanho na internet, assim como nos corredores da faculdade, sobre a gestão de consultório e satisfação com a profissão. E, por gostar muito dos dois assuntos, resolvi uni-los em uma mesma pesquisa.

    Todos os dentistas estão convidados a participar, por isso pedi a ajuda das OdontoDivas na divulgação.

    Para participar, basta AQUI e responder um questionário.

     Estou à disposição no e-mail: [email protected]

     Um abraço e muito obrigada!

    Uma pesquisa interessante, não acham? Vamos participar?

    😀


  • Projeto Onco – Universidade Estadual Paulista (UNESP-SJC)

    Projeto Onco – Universidade Estadual Paulista (UNESP-SJC)

    Muitos de vocês já viram essa imagem nas redes sociais, com inúmeros compartilhamentos!

    Projeto ONCO – Unesp/SJC

    Mas você sabe, ao certo, do que se trata?

    Posso adiantar que é um Projeto desenvolvido por professores da minha universidade – Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de São José dos Campos, que foi premiado no IV Congresso de Extensão da Unesp, como MELHOR PROJETO DE EXTENSÃO DA ÁREA DA SAÚDE!

    Especialmente para o blog OdontoDivas, o coordenador do projeto, Prof. Lúcio Murilo Santos, escreveu um texto esclarecendo a vocês, colegas!

    Compartilhem e divulguem!

     

    É esperado que pacientes com câncer desenvolvam algum tipo de complicação na região oral, que pode estar relacionada às condições de saúde bucal do paciente e ao tipo de terapia utilizada.

    É de grande importância que o profissional da odontologia conheça as modalidades de tratamento do câncer de boca para o preparo da cavidade bucal antes, durante e após a terapia, bem como saiba da influência que a quimioterapia, radioterapia e as imunosupressões caracteristicas aos transplantes provocam no ambiente bucal.

    O objetivo do projeto é possibilitar a formação de profissionais qualificados e competentes para atender adequadamente a pacientes portadores de neoplasias malignas, no pré e pós-operatório, no pré e pós- tratamento de radioterapia e/ou quimioterapia, bem como, pesquisar, inovar e desenvolver novos protocolos, técnicas e metodologias, correlacionando as alterações clínicas bucais com as características sistêmicas, dentro de um enfoque multidisciplinar e multiprofissional.

    O projeto Onco atendeu mais de 200 pacientes oncológicos, realizando mais de 600 procedimentos, entre exodontias, dentística restauradora, endodontia, biopsias e cirurgias oncológicas em lábio, língua e mucosa oral com expectativas de cura. Acompanhamos e controlamos pacientes que desenvolveram osteoradionecrose e osteoradiomielite de mandíbula, pós- radioterapia, e proservação dos cânceres de cirurgia de cabeça e pescoço, operados e diagnosticados neste serviço.

    O Projeto Onco vem se desenvolvendo de maneira excepcional, tendo sido procurado, por Hospitais Oncológicos, tais como, o Instituto de Oncologia e Radioterapia do Vale do Paraíba e pelo serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Pio XII, para ser sua referência nos tratamentos odontológicos. Já hoje, desenvolvemos atendimento odontológico de alto nível para pacientes oncológicos e transplantados, cujo campo de atuação é extremamente carente em todo o país.

    Nosso Projeto também possue um núcleo onde são realizados atendimento, pesquisas e cursos para pacientes que necessitem de sedação/analgesia com Óxido Nitroso.

    Desde já agradecemos pela oportunidade de divulgarmos esse Projeto! Parabéns a todos os envolvidos!

    (Muito orgulho #LOKO)


  • Guest post: Alexandre Padilha fala sobre o Brasil Sorridente

    Guest post: Alexandre Padilha fala sobre o Brasil Sorridente

    E as OdontoDivas recebem a honra de publicar com exclusividade um texto do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Como falamos no blog quarta-feira, o ministro apresentou ontem o balanço dos resultados e dos novos investimentos do Programa Brasil Sorridente em municípios dos estados de Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí e Rio Grande do Sul.

    Foto: Luís Oliveira – Ascom / MS.

    E hoje, a presidenta Dilma Rousseff e o ministro Padilha anunciam a doação de unidades e equipamentos para cinco municípios que são referências importantes do Plano Brasil Sem Miséria, por terem alta concentração de população em extrema pobreza.

    Rio Pardo (MG) – Será feita a doação de dez consultórios odontológicos, de uma Unidade Odontológica Móvel e de novos equipamentos para o Laboratório de Prótese Dentária do município.
    Ananindeua (PA) – Será feita a doação de oito consultórios odontológicos, de uma Unidade Odontológica Móvel e de novos equipamentos para o Laboratório de Prótese Dentária de Ananindeua.
    Água Branca (PI) – Será feita a doação de quatro consultórios odontológicos e equipamentos para o Laboratório de Prótese Dentária do município de Água Branca. Outros municípios do estado também serão contemplados com esses investimentos.
    Santo Antônio da Platina (PR) – Será feita a doação de dez consultórios odontológicos, de uma Unidade Odontológica Móvel e de novos equipamentos para o Laboratório de Prótese Dentária de Santo Antônio da Platina (PR).
    Caxias do Sul (RS) – Será feita a doação de dez consultórios odontológicos, de uma Unidade Odontológica Móvel e de novos equipamentos para o Laboratório de Prótese Dentária de Caxias do Sul (RS).

    Acredito que isso seja de grande valia, além de servir pra mostrar que as políticas públicas existem, o que falta as vezes é vontade política dos gestores locais. Quem não mostra que tem problemas e não pede por melhorias acaba ficando sem verba federal. Enfim, segue o texto do nosso amigo Alexandre Padilha.

    Cuidar dos dentes é cuidar da saúde integral do cidadão

    No passado, o serviço público de saúde bucal no Brasil se caracterizou como uma das áreas da saúde de maior exclusão social, pois se tratavam de ações reativas, apenas no sentido do atendimento de demanda. Estudo concluído em 2003 pelo Ministério da Saúde apontou, por exemplo, que 13% dos adolescentes nunca haviam ido ao dentista, 20% da população brasileira havia perdido todos os dentes e que 45% dos brasileiros sequer possuíam acesso regular à escova de dente. Mas isso está mudando.

    Alexandre Padilha

    Com a implementação da Política Nacional de Saúde Bucal, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil Sorridente é hoje o maior programa odontológico público e gratuito do mundo. São mais de 21 mil equipes de dentistas e técnicos em saúde bucal em consultórios odontológicos nos centros de saúde e nas mais de 180 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), cobrindo quase 90% das cidades brasileiras, atendendo a população nas localidades mais pobres e distantes do País. Para se ter uma ideia, em 2011, o Brasil Sorridente fez mais de 150 milhões de atendimentos, dos mais simples aos mais complexos. E esse número crescerá, porque o Ministério da Saúde tem adquirido, gradualmente, mais consultórios para oferecer mais serviços. Estou convencido de que temos mudado a história de muitas pessoas que não iam ao dentista porque não tinham dinheiro para pagar o tratamento.

    Mas precisamos aprimorar e ampliar os investimentos para que a população tenha um tratamento dentário continuado, que vá desde a infância até a idade adulta, seja prevenindo cáries, fazendo obturações ou atendimentos especializados, como canal, tratamento de gengiva. Em parceria com estados e municípios o Ministério da Saúde tem antecipado o repasse dos recursos a estes entes federados para organizarem mutirões e atendimento nas áreas rurais e nos assentamentos. Ou seja, onde a população mais pobre não tem acesso aos serviços. Serão R$ 3,6 bilhões de investimentos no Brasil Sorridente até 2014.

    O Programa Brasil Sorridente tem também uma ação fundamental que ingressa o plano Brasil Sem Miséria para incluir socialmente a população de extrema pobreza, que é a confecção de próteses dentárias, as chamadas dentaduras. Estima-se que hoje, no Brasil, são 4,3 milhões de adultos precisando dessas dentaduras. Ao ofertar essas próteses, o Ministério da Saúde age nas saúdes física e psíquica do cidadão. Nesta, dando mais qualidade de vida às pessoas, que muitas vezes têm dificuldade de se socializarem, com vergonha de conversar, sorrir ou até mesmo de conseguir um emprego. Naquela, porque ao cuidar dos dentes, prevenimos problemas de digestão, no coração e até nos rins. Por isso, também estamos investindo na instalação de novos laboratórios de prótese para que eles possam produzi-las nas diferentes regiões do País. Atualmente, destinamos mais de R$ 8 milhões para confecção de dentaduras e há laboratórios habilitados em mais de 1.300 municípios brasileiros. E foram esses laboratórios que entregaram 340 mil próteses só no ano passado.

    O Ministério da Saúde tem trabalhado muito no Brasil Sorridente, programa que já é um dos principais do SUS. Ofertar à população atendimento odontológico de qualidade é cuidar da saúde integral da pessoa, logo, um dos nossos principais objetivos.

    Eu numa visão sanitarista vejo muita coisa boa vindo por aí. No facebook vi as fotos de um CEO que foi entregue em Caxias do Sul, é simplesmente maravilhoso!!!!

    Colegas, questionem suas prefeituras pra saber se elas já participam do Brasil Sorridente. Ter dentista no SUS e ter o Brasil Sorridente implantado são coisas bem diferentes. O Brasil Sorridente é um programa federal, que origina verba para a saúde bucal da população de uma cidade. O fato de simplesmente ter dentista pelo SUS na cidade faz com que o município financie esse serviço, tão sucateado em algumas cidades.

    *Alexandre Padilha é médico, ministro da Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde.

     

    Fonte:
    Mônica Plaza / Blog da Saúde
    Fernando Ramos – Gabinete do Ministro – Ascom/Redes Sociais especialmente para OdontoDivas.com


  • Guest Post: O Futuro da Odontologia – Tentando achar a solução

    Guest Post: O Futuro da Odontologia – Tentando achar a solução

    Colegas, essa é a segunda parte da série “O Futuro da Odontologia“, do Dr. Ricardo Righesso. Este texto também foi compartilhado pelo autor no Facebook, no perfil dele e em alguns grupos.

    Nesse texto o autor faz uma análise sobre como os dentistas podem “fazer dinheiro”: atuando em escala ou por diferenciação. É possível tomar como exemplo os atendimentos à convênios como escala… e os procedimentos que realizamos no particular como diferenciação.

    Você está pronto?

    Olhando os dados do IBGE (população brasileira, censo de 2010 e sua distribuição por estados), acrescidos dos dados fornecidos pelo site do CFO (número de dentistas inscritos e sua distribuição por estados) e seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (número de habitantes por dentista) podemos concluir que afora umas poucas e remotas localidades, esta equação não é respeitada e verificamos um número excessivo de profissionais.

    Alheio a tudo isso, nossas faculdades não param de formar novos Cirurgiões-Dentistas. Donde se depreende que o quadro tende a piorar. “O preço é imposto pelo mercado que se dispõe a pagar mais por algo difícil e raro de encontrar. Quanto mais comum e ordinário, mais fácil de localizar, menor o preço de venda.”

    É isso que ocorrerá conosco. Antes de melhorar, ainda por um bom tempo, as coisas vão piorar. E nós que vivemos da Odontologia o que podemos e vamos fazer? Para favorecer o raciocínio podemos aceitar algumas premissas:

    1 – Não há e não haverá por um bom tempo, pacientes particulares e ainda de bom poder aquisitivo para todos;

    2 – Não há e não haverá planos de saúde, convênios ou assemelhados que remunerem os valores cobrados de pacientes particulares;

    3 – O conhecimento está mais fácil em acesso e mais difundido, logo os pacientes estão mais informados e são mais exigentes, mesmo se oriundos de Convênios ou do serviço público;

    4 – Fruto do conhecimento, do avanço tecnológico e das doenças infecto-contagiosas, nossa prática tornou-se mais dispendiosa e cara!

    Aceitos os pressupostos? Então vamos em frente.

    Se não há pacientes particulares ou mesmo conveniados para todos, e somos obrigados a permanecer nesta atividade só poderemos lotar nossas agendas prospectando novos pacientes.

    Assim, tal qual a raposa, somos forçados a atacar o galinheiro do vizinho. A questão central é: Ser a raposa ou ser o vizinho dorminhoco?

    Aqui reside uma mera equação, algo matemático, difícil de aceitar e alvo de críticas ferozes. Talvez alguns enveredem para valores éticos e morais, mas verdadeiramente é a luta pela sobrevivência, a lei da selva, a lei do mais forte. E eu quero sobreviver.

    Tal qual o soldado que vai a luta, é mister inicialmente conhecer o campo de batalha e a partir disso formular uma estratégia de atuação.

    O campo de batalha nós já conhecemos (mercado competitivo, em alguns locais saturados, com preços decrescentes, com custos crescentes, com margem de lucro em queda).

    Segundo alguns experts e com eles nós concordamos (cito um M. Porter) existem em tese duasformas distintas de atuação:

    A – Atuar em escala ou preço baixo.
    B – Atuar por diferenciação.

    Atuar por Escala significa buscar volume. Você deixa de lado o singular ou único e busca o comum, o ordinário. Faz mais e se possível mais rápido, ganhando menos por unidade, mas não tendo tempo ocioso. Bem gerido, este tipo de negócio pode gerar um elevado faturamento, uma margem percentual de lucro menor, mas um lucro interessante.
    Exemplo: Sapato chinês; Linha de produção; Uno Mille.
    Por exemplo: 1.000 restaurações do tipo Classe I, típica de molar à R$ 50,00 a unidade.
    Faturamento: R$ 50.000,00;
    Lucro por unidade: R$ 10,00
    Lucro líquido: R$ 10.000,00

    Já trabalhar por Diferenciação, significa buscar o único, o singular. Fazer algo raro e difícil e cobrar por isso.
    Por exemplo: Terno Armani; Relógio Rolex; Ferrari; BMW.

    Dentre estas duas formas de atuar existe ainda uma via diferencial chamada Nicho de Mercado, onde buscamos públicos específicos. Assim poderíamos ter uma clínica exclusiva para idosos, só para idosos e ela pode trabalhar por escala ou por diferenciação.

    Recapitulando, tal qual um soldado na batalha, temos que definir nosso alvo e nossos objetivos. É impossível e pouco afeito ao sucesso desejar as duas formas – escala e diferenciação. É uma ou outra. O nicho também é específico.

    Enfim, tirem suas conclusões. Esses textos não são pra fazer o acadêmico de odontologia desanimar, mas sim abrir os olhos para o que está o aguardando depois da formatura. E pra fazer o dentista que já está há tempos trabalhando refletir sobre seu próprio trabalho.

    #goDIVAS! GO!


  • Guest Post: O Futuro da Odontologia

    Guest Post: O Futuro da Odontologia

    Navegando pelas comunidades do facebook eis que me deparo com esse texto: super bem escrito e coeso, fala sobre a atual realidade da odontologia e nos mostra como os tempos já foram gloriosos para nós dentistas.

    O Futuro da Odontologia

    Depois de ler, fica apenas aquele saudosismo gostoso e a expectativa de uma mudança para melhor.

    Confiram abaixo o texto do Dr. Ricardo Righesso, dentista gaúcho de Bento Gonçalves:

    Quando me formei, no longínquo ano de 1981, sendo filho de dentista e tendo meu pai seu consultório ativo, sabia que meu futuro era a seu lado e que o céu era o limite. Fiz o curso de Graduação numa boa instituição (UFRGS), automaticamente iniciei meu curso de Especialização (Periodontia, também na UFRGS) e isso por si só já era garantia de sucesso profissional.

    Então, saído da graduação fui direto para a iniciativa privada. Naquela época, poucos viam as demais alternativas como rentáveis (empregos públicos ou carreira docente). Trabalhar para a Prefeitura sendo seu dentista desmerecia a carreira liberal. Os bons dentistas não tinham e não pensavam em ter empregos.

    A carreira docente era para poucos. Exigia muita dedicação, mas especialmente fazer parte da panela. Aqui no Rio Grande do Sul, havia poucas Universidades e somente 5 Faculdades de Odontologia. As 5 faculdades eram verdadeiros feudos, e seus donos, só permitiam que membros do grupo participassem. Então, se você não era da panela, esta iniciativa estava descartada.

    Havia sim, estou tentando lembrar, alguns bons empregos. Mas eram raros. Talvez pudesse mencionar a carreira militar. Algumas áreas onde especialistas eram bem remunerados, como no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. O Inss também contratava alguns dentistas, mas as vagas normalmente estavam preenchidas e não haviam novos concursos. O Sesi contratava alguns dentistas. Alguns colegas dedicavam uma parte do seu tempo prestando atendimento em algumas empresas, como funcionários, imaginando ali realizarem pequenas tarefas, obterem um salário e benefícios garantidos, mas fundamentalmente usam isso para se tornarem conhecidos e angariarem pacientes para sua clínica particular. Normalmente era isso. Mas a grande maioria, talvez mais de 90% se dedicava a clínica particular.

    Ser dentista e melhor ainda, se você fosse um bom dentista, isso era garantia de uma boa remuneração. Falo de algo em torno de R$ 10.000,00 como um valor mínimo. Não raro haviam colegas que freqüentavam faixas bem maiores, com remunerações médias na ordem de R$ 25.000,00 e alguns outros, agora em menor número, mas ainda de forma significante, que orbitavam nos patamares de R$ 50.000,00 para mais.
    Meu pai, que não tinha nenhum emprego, trabalhava bastante, algo em torno de 10 à 12 horas diárias, cinco dias por semana. Mas sua renda ( eu nunca soube os valores reais) deveria ser elevada pois chegou a manter 4 filhos em estudo universitário, sendo 3 fazendo o curso de Medicina, todos ao mesmo tempo e morando em outras cidades. Ainda assim, andava de carro bom e do ano ( sempre os melhores modelos) , adquiria imóveis e tirava férias com toda a família. Meus irmão acadêmicos de Medicina moravam em Porto Alegre em apartamento próprio e tinham automóvel. Convenhamos que um dentista que banca sozinho um padrão de vida como este e tem sua renda oriunda somente de sua atividade profissional deve ter um faturamento mensal muito bom.

    Assim era a Odontologia dos anos 80 e 90. A partir de 2.000 eu acredito que as coisas começaram a mudar por aqui. Se eu estiver enganado talvez tenham começado a mudar um pouco antes e eu demorei a perceber.

    Hoje vejo colegas, amigos dos meus filhos, egressos da Ulbra, que pagavam mensalidades próximas a R$ 4.000,00 para os últimos semestres do curso de Odontologia atuando em clínicas populares e recebendo R$ 10,00 por hora de trabalho, sem carteira assinada e qualquer tipo de benefício. Como pode alguém pagar uma mensalidade de R$ 4.000,00 e perceber R$ 1.500,00 por um mês de trabalho?

    Realmente o contexto é outro. Agora com a minha nova clínica estou desenvolvendo um projeto e com a finalidade de realizar algumas pesquisas comecei a selecionar estagiário, futuros colegas, estudantes de Odontologia. Tenho perdido o sono ao perceber o que estes jovens profissionais imaginam e a dura realidade que os espera. Pensando neles e que estou escrevendo este documento.

    Fruto de vários estudos tenho tentado imaginar o futuro da Odontologia. Assim cheguei a algumas conclusões:

    1- Acredito que nos próximos anos os governos federal, estadual e municipal haverão de investir pesado em saúde publica. Desta forma haverá um número maior de procedimentos englobados e a prestação dos serviços odontológicos será uma prática mais comum. Vejam que nas grandes cidades já existem os CEOs (Centro de Especialidades Odontológicas) onde inclusive especialistas prestam atendimentos. Nesta alternativa não acredito que um profissional perceba mais que R$ 5.00000 para 40 horas semanais. Poderá haver exceções, mas serão exceções.

    2- Os planos de saúde passarão a ofertar os serviços odontológicos aos seus associados, seja na forma de atendimentos em locais próprios ou em serviços conveniados. Vejam que a Odontoprev já abocanhou todos os funcionários ativos do Banco do Brasil e vejam os valores pagos aos profissionais que executam estas tarefas e as exigências feitas. São valores absurdamente baixos. Aqui acredito que nas grandes cidades, os planos terão seus próprios locais e os dentistas atuarão na forma de empregados via CLT e os salários serão desta ordem, algo como R$ 5.000,00 no teto. Nas cidades menores, os planos e convênios terão parcerias com as clínicas populares e os únicos felizardos serão os donos destas clínicas. Os dentistas continuarão a serem explorados.

    3- Restarão sim alguns nichos, onde via concurso, alguns dentistas terão uma remuneração mais condizente, tal qual, ser dentista concursado das Assembléias legislativas, do Judiciário, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e de algumas autarquias. Mas serão poucas vagas e os concursos serão muito disputados. Aqui posso estimar uma remuneração com teto na ordem de R$ 15.000,00. Juntando todos, digas 1.000 vagas como esta em todo o país.

    4- A carreira universitária também abrigará alguns profissionais, sendo que hoje lecionar numa universidade Federal paga algo em torno de R$ 6.000,00 para 40 horas semanais, ou seja, dedicação exclusiva. As universidades particulares podem funcionar como uma complementação de renda para profissionais sem outros vínculos empregatícios de concurso, então um dentista poderá lecionar em uma instituição particular e preencher o restante de seu tempo em atividades liberais. Não acredito que uma instituição particular pague muito mais que R$ 3.000,00 por 20 horas semanais. Isso exige no mínimo mestrado e algumas vezes doutorado.

    5- Os consultórios particulares, aquele famoso Gabinete Dentário, onde um único dentista exerce suas atividades esta com os dias contados. Por mais hábil e qualificado que seja o colega, as clínicas dominarão o mercado. Atuando de forma mais empresarial, as clínicas oferecerão bons ou melhores profissionais, com maior infra-estrutura, tudo num único local.

    Assim entendo que este será o cenário para os próximos anos. O dentista liberal será uma raridade e certamente estará nestas clínicas. Penso que para aqueles que desejam uma remuneração maior a única alternativa seja, tornarem-se tão qualificados que estarão aptos a trabalharem nestes ambientes e especialmente que desde logo tentem se aproximar de profissionais que possuam ou já trabalhem em clínicas deste tipo.

    Poderíamos divagar por longas horas tentando explicitar mais este cenário. Contudo o objetivo destes escritos é alertar aos pais destes jovens, no sentido de saberem no que seus filhos estão se metendo. Não deixem seus filhos iniciarem seus estudos acadêmicos pensando nos dentistas dos anos 80 e 90. Não permitam que sua visão de profissionais como meu Pai norteiem suas decisões. O cenário é outro. Mostrem esta realidade aos seus filhos. O mercado Odontológico atual é decadente. O número de profissionais formados anualmente é maior que a capacidade do mercado em absorvê-los, logo as remunerações estão decadentes. Levará muitos anos para que isso mude.

    Então se você tem um negócio próprio, se você tem um comércio, se você tem uma prestadora de serviços de relativo sucesso, não acredite que a galinha do vizinho como menos milho e engorda mais rápido que a sua. Fale com seus filhos, tente explicar o mercado atual, faça-os iniciarem cedo a luta pela sobrevivência e desta forma adquirirem condições de sobrevivência num mundo tão disputado. Hoje, se eu não fosse dentista, pensaria com muito mais cautela se deixaria meus filhos cursarem Odontologia e somente o faria depois de conhecer o cenário e ter a certeza que dispunha de tanto capital que poderia permitir que eles estudassem tanto, que seriam as sumidades do futuro.

    Vejo famílias fazendo sacrifício dignos de Hércules para formar seus filhos. Alguns estudantes chegam a passar fome. Famílias se endividam por anos, pensando que estão fazendo o melhor por seus filhos. Nós os pais somos uns babacas, estamos ainda vendo o mundo com os nossos olhos e com os nossos valores. O mundo mudou. Sim, o mundo mudou. Em 1987 meu orientador, o Prof. Rolf Atströem, me disse enquanto eu estudava na Suécia, que nós cometíamos um erro grave no Brasil, pois acreditávamos que Faculdade era para dar profissão. Segundo ele, que dá profissão é curso técnico, faculdade e universidade servem para abrir a mente, para dar conhecimento.

    Talvez daqui alguns anos muitos possam rir por terem perdido seu tempo lendo estes escritos, mas se não servirem para nada, pelo menos terão feito vocês pensarem, analisarem e tentarem ao menos me desmentir.

    E então, o que acharam? Comentem!

    #goDIVAS! GO!

     


  • A Diferença Entre Cura e Tratamento

    A Diferença Entre Cura e Tratamento

    As doenças que acometem os dentes e seus tecidos de suporte, tem na sua grande maioria, tratamento, e não cura.

    Por isso diz-se: Tratamento Odontológico e não Cura Odontológica.

    Para que o dente fosse curado, este precisaria ser capaz de se regenerar, o que infelizmente, não é possível.

    A restauração devolve ao dente sua capacidade de manter as funções mastigatórias, funcionais e estéticas.

    Nem parece um dente restaurado! Mas é. E não é pra sempre.

    Um dente restaurado pode e deve continuar exercendo o trabalho para o qual foi projetado, mas nunca mais será igual ao original.

    Gengiva e ossos são ainda mais complexos. As doenças que acometem estes tecidos, não raro, são muito invasivas.

    Um dente que teve uma lesão por cárie, e foi restaurado, não está curado. Está tratado. Vai precisar de avaliações periódicas. A união entre a restauração e o dente não é perfeita, e a possibilidade de cariar novamente, existe.

    O material restaurador, mesmo os mais modernos, tem propriedades físico-quimicas diferentes do dente, e portanto, reagem de forma diferentes a estímulos iguais.

    As restaurações indiretas (próteses) são ainda mais complexas. Mesmo que muito bem adaptadas, tem na sua união com o dente uma região crítica.

    A gengiva tem sim uma capacidade de regeneração, mas é limitada. Sucessivos traumas comprometem esta propriedade.

    Os ossos, estes não toleram desaforo. Uma vez traumatizado e perdido, não se forma mais. E o pior, não tem como restaurá-lo.

    Assim como o cardiologista, que não cura a arritmia cardíaca, e sim a trata, nós, os dentistas, tratamos os dentes.

    Os elementos tratados devem ter igual ou maior cuidado por parte do paciente.

    Nós não somos responsáveis, eternamente, por aquilo que tratamos.

    Mesmo cumprindo as mais rígidas normas e melhores materiais, se o paciente não fizer a sua parte em casa, de nada adiantará.

    Eu costumo dizer: DEUS deu pra você o melhor material, e deveria durar a sua vida toda. Não durou. Quem sou eu pra fazer algo que durará eternamente.

    Darei o meu melhor. Faça a sua parte.

    Guest Post

    Guest post escrito pela Dra. Celia Barral, dos blogs Odontostalgia e Pensamentos Compartilhados.


  • Auto procedimentos odontológicos – todo dentista arrisca!

    Auto procedimentos odontológicos – todo dentista arrisca!

    Ontem de tarde enquanto monografava aparece uma janelinha do meu TweetDeck no canto superior direito da tela “gritando”:

    Peraí diva!!!! Auto clareamento??

    Quem acompanha a Ju Lemes no Twitter sabe que ela tweeta muito enquanto o gel age nos pacientes dela, e nesse caso, até nela própria! A nossa diva da estética mostrou mais uma vez do que  é capaz!

    E a diva fez tudo certinho, inclusive de EPI!

    Os auto procedimentos já foram assunto de um PodCuspir, onde a Nina Cris afirma ter realizado uma restauração em si mesma, assim como eu também já dei uma enjambrada numa classe V do meu 21. Eis que a dona do Odontostalgia e OdontoDiva honorária Dra. Célia Barral acompanhou tudo e nos mandou um relato. Segue o relato da nossa guest!

    Já respondi diversas vezes a seguinte pergunta:
    _ Dra. quem trata os seus dentes?
    _ Quando preciso recorro a um colega, ué!

    E ainda que o interlocutor não fale, eu posso ler na sua mente: “E não paga. Que inveja!”

    É verdade. Poder contar com os melhores profissionais (porque é assim que vejo meus amigos) realmente é uma baita vantagem, e sempre que necessitei, fui PRONTAMENTE atendida, mas…

    No meu caso, meus contatos mais próximos atendem em consultório particular e com hora marcada.  Agendar com algum deles significa tomar o horário de um “pagante”. Além do que, quando aparece uma urgência, sempre deixo claro que a preferência é do paciente dele. Sem contar que sempre podemos esperar mais um pouquinho…

    Então…

    Maio de 2010, 15 dias antes de eu partir pra Espanha, numa sexta feira à noite (porque sempre é), comecei s sentir aquilo que os clientes dizem ser uma dor, não forte, chata, e que EU NÃO SABIA ONDE ERA!

    Liguei pra Dra Sibele, minha querida amiga que eu sei trabalha sábado sim outro não. Felizmente este era sim e ela me agendou pro último horário. 12h.

    Mesmo atendendo no consultório dela há 18anos, semanalmente, consegui errar o caminho, e cheguei atrasada. A dor era chata.

    Era na AIE., onde eu tinha o 35 quase higido, dois implantes e um molar com amálgama que parecia ok!
    Rx, muitos testes e os três (o marido dela tbem estava lá) com cara de paisagem!

    Quem faz os diagnósticos dor lá sou eu, mas agora eu era a paciente. Acabamos por decidir pela remoção do amálgama do 38, que Bingo! tinha recidiva de cárie.

    Ufa, dor localizada, mas ficamos com receio de restaurar. Podia ser endo. Como na semana seguinte viajaria, decidimos por um OZE e se não doesse restauraria quando voltasse. A viagem foi maravilhosa, e eu nem lembrei que tinha dentes 🙂

    Quando voltei, a correria me engoliu! Sabe como é, quinze dias fora do consultório, tinha que correr para repor os Euros desviados. E claro, o dente não doía!

    Recentemente comecei a perceber que o OZE estava desgastado. Sempre pensando em comentar com ela, mas passava. Então, sexta feira, 16/09/11, quinze meses e 20 dias depois, eu sucumbi a necessidade e fiz a classe I. O último paciente saiu às 20h. Preparei a sala e a paciente: “Eu”

    Coloquei tudo o mais proximo possível. Como sou valente, fiz sem anestesia hehehe. Baixei o OZE um pouco mais e aquela dorzinha aguda do contato da broca com a dentina me fez repensar. Continuei. Com o sugador prendendo no soalho (delicioso), eu mediava a briga entre minha lingua e os roletes de algodão. Admito ter segurado uma lágrima ao secar levemente a dentina pós ataque ácido.

    Bond e fonte de luz. Isso tudo, claro, com uma só mão, afinal, a outra segurava o espelho. Felizmente a caixa não era muito funda e eu regularizei com um pouco resina de fluída. Depois a pasta, e claro, ficou alta! Morde carbono, ajusta. Morde de novo, ajusta! Cuidado com a língua e com a bochecha! Nhac,Nhac! OK

    Uma enhance pra finalizar e Voilá!

    O próximo passo foi repetir o mantra: Tomara que não doa! Tomara que não doa! Tomara que não doa!
    E apesar de sensivel no dia seguinte, o mantra funcionou.

    E então pessoal, o que vocês acham dos auto procedimentos? Alguém já se arriscou em algum? Comentem 😀

    #goDIVAS! GO!

    Guest Post

    Guest post escrito pela Dra. Celia Barral, dos blogs Odontostalgia e Pensamentos Compartilhados.


  • Falando em SUS: Era uma vez, uma Cidade Qualquer…

    Em agradecimento ao convite para postar no OrtoBlog pedi ao Neto Miná que assim como eu é um entusiasta no SUS e nem se formou ainda escrever um texto para o nosso lindo blog rosa. Me caiu os butiá do bolso quando abri o arquivo em anexo no meu e-mail, vale muuuuuito a leitura!

    Espero que entusiastas do SUS, dentistas ou apenas como cidadãos brasileiros todos façam essa reflexão. O texto tá ótimo!!!

    #goDIVAS! GO!

    “Antes de mais nada, as apresentações: Sou Neto Miná, acadêmico do 6º semestre de odontologia na Universidade Paulista – UNIP em São Paulo. OdontoDivo número #3 (pra escrever no odontodivas, tem que ser odontodivo – Pré-requisito) e colaborador do Ortoblog do Leo Augusto. Vez ou outra, faço intercâmbio nos blogs dos amigos. Aproveitando a deixa: muito obrigado pelo convite Marjo.

    Assim como a diva do SUS, sou apaixonado por Saúde Coletiva e Odontopediatria, acho linda a forma como essas duas áreas podem se unir, contribuindo na elaboração de estratégias em comunidades. Porém, terei que deixar a promoção de saúde de lado para realizar um desabafo. Contarei uma pequena história, a história de uma “CIDADE QUALQUER”, que pode ser comparada com a realidade de muitas cidades Brasil a fora.

    Essa cidade tem alguns mil habitantes, possui em seu serviço publico Centro de Especialidades Odontológicas (CEOs), Laboratórios de Prótese, além de diversos dentistas trabalhando nos PSFs espalhados pela cidade e pela zona rural também. Apresenta programas preventivos com escolares, programa de fluoretação de água, enfim, uma cidade comum, com planejamentos em saúde bucal semelhantes a qualquer cidade bem estruturada. O atendimento ocorre efetivamente, os populares ficam felizes e vivem na mais absoluta harmonia.

    Como toda boa História, essa também possui um conflito:

    Essa cidade conta com alguns investimentos para manter seus atendimentos:
    1- Verba destinada ao CEO (Governo Federal)
    2- Verba destinada a confecção de Próteses Dentárias (Governo Federal)
    3- Verba destinada ao pagamento de funcionários e compra de materiais. (Prefeitura – Secretaria de Saúde)

    Com o passar do tempo os dentistas que trabalhavam nos PSFs começaram a reclamar: faltava material para atender os pacientes e o salário estava atrasado. Um problema simples, e que pode ser resolvido:

    Como os custos de fabricação das próteses são pequenos (quando comparados aos de manutenção de um CEO) e são destinados 100 reais para cada prótese produzida, pode-se utilizar o “lucro” obtido na confecção das próteses para pagar os dentistas. Infelizmente, só essa verba não é suficiente, mas como falta material também nos CEOS e os atendimentos estão paralizados, pode-se utilizar a verba destinada para manutenção e realizar o pagamento dos dentistas e demais funcionários.

    Ufa! Problema solucionado, ou não…

    Resultado: CEO e PSFs sem condições de atender a população e , com o tempo, faltam recursos para produção de próteses. Os dentistas, apesar de pagos, param de trabalhar, apenas alguns poucos dentistas realizam alguns trabalhos preventivos nas comunidades onde atuam.

    Tudo segue na mais absoluta paz na cidade, profissionais pagos, população desassistida e tudo no mais pacato conformismo.

    Eis que os comentários chegam a nível federal, é realizada uma vistoria na cidade.
    Resultado 2: As verbas do CEO e do Laboratório de Próteses são cortadas. Além da falta de atendimento, não há como pagar os dentistas e aqueles poucos dentistas que trabalhavam com ações preventivas, deixam de trabalhar.

    Moral da História:

    Esse é o reflexo da falta de atendimento em Saúde Bucal em diversos municípios em nosso país. Apesar das mudanças ocorridas no Atendimento em Saúde Bucal, dos recursos implantados no país, o atendimento público ainda depende da boa vontade de prefeitos, secretários, vereadores e companhia limitada.

    Outro problema enfrentado no atendimento público são profissionais que não apresentam perfil para trabalhar em serviço publico, que estão limitados as ações individualizadas da odontologia (direcionadas a um paciente especifico) e esquecem que podem trabalhar a odontologia em coletividade. Esquecem que, mesmo sem recurso para realizar ações curativas, eles podem trabalhar como promotor de saúde na comunidade que ele atua, como a Marjo falou brilhantemente em um post especial para o ortoblog sobre O Papel do Dentista nas Estratégias de Saúde da Família.

    Muitas vezes temos uma visão muito limitada do que é o atendimento publico no Brasil, é comum vermos discursos inflamados sobre: “O Brasil é um país de desdentados”, “Não existe politicas públicas para Saúde Bucal”, “Só se fala em saúde Bucal, quando politico distribui dentadura em ano de eleição”. Não é bem por aí.
    Existem politicas públicas em Saúde Bucal, recursos estão sendo implantados em diversas áreas da odontologia, desde programas preventivos até os reabilitadores. Ainda existe descaço do poder publico, afinal são muitas esferas politicas, e os interesses pessoais ainda são prioridade para muitos políticos brasileiros. Mas também, existe descaço da população, que além de não desempenhar seu papel social desconhecer e/ou inutiliza seu poder democrático.

    Alias, falando em poder democrático, nessa “cidade qualquer” os relatórios das Conferencias Municipais de Saúde desaparecem. Ninguém saber se foi redigido, se foi arquivado ou se foi encaminhado para alguém. Ou seja, até quando algum popular se manifesta e exerce sua cidadania, seu direito é vetado pelos interesses, ou desinteresses, de uma minoria mais hierarquizada, digamos assim.

    Enfim, todo essa historinha é pra dizer que o que parece ser algo pequeno, DESCASO NO ACESSO A SAÚDE BUCAL NO SERVISO PÚBLICO DE SAÚDE.

    É reflexo de uma sequencia de erros: é um país com dimensões continentais que dificultam uma maior fiscalização, um melhor gerenciamento dos recursos empregados; falamos do individualismo dos políticos, que só defendem seus interesses pessoais e partidários, sem levar em consideração os populares, mas esquecemos que também estamos inseridos nessa sociedade e fechamos os olhos para os problemas que não nos atingem; são as verbas desviadas para ações de maior visibilidade para promover o governo atual. A problemática está em esferas menores, está em mim, está em você, está na formação social do brasileiro.

    Esse texto seria um desabafo, e criou um aspecto de convite, um convite à reflexão. Reflita um pouco sobre a cidade onde você mora, será que você conhece o atendimento odontológico no serviço público? Sei que você não faz uso desses serviços, mas está envolvido nessas ações:

    1- Você é dentista e trabalha no serviço publico: representante clássico de um cidadão que participa das ações desenvolvidas pelo poder publico. É o serviço publico que paga seu salário, e são suas ações que CONTRIBUEM para o sucesso ou insucesso desse programa.

    2- Você é dentista e trabalha no setor privado: você atende uma demanda que procura o serviço privado, não somente porque procuram um serviço de excelência, mas porque foi desassistida pelo poder publico. Tanto em ações preventivas, quanto em ações curativas.

    3- Você é um cidadão qualquer, que não trabalha na área odontológica: Você custeia os atendimentos do serviço publico e, muitas vezes, não faz uso desse recurso que vem investindo por tanto tempo.

    Pensem um pouco em sua cidade, conheça a realidade dela e posta aqui nos comentários o que vocês descobriram, sua cidade é uma “CIDADE QUALQUER” ou ela tem feito a diferença?

    Antes que eu prolongue esse texto, gostaria de agradecer e retribuir o carinho às meninas divas do Blog. Vida longa ao OdontoDivas e Parabéns pelo ótimo trabalho que vocês vêm realizando.

    Aproveito para convidá-los para participar dos debates sobre Odontologia e Saúde Coletiva no ortoblog, logo mais sairá um post com um resumo de tudo que foi debatido sobre saúde coletiva entre Junho e Agosto no Blog e em minhas andanças pelos Blogs amigos. Contamos com a participação de vocês.”

    E então?? Comentem!!!

    #goDIVAS! GO!


  • Gravidez de Dentista: A Hora do Parto

    >Mas um post da Diva honorária, Dra. Celia Barral. Continuando o assunto que começou aqui.

    * * *

    … e então vc fez tudo certinho.

    Fez o pré-natal, tomou acido fólico, muito Dramin, passou óleo de amêndoas na barriga. Caprichou no berço e no enxoval, fez ultra-som 3D e negociou com o pai a escolha do nome (dica importantíssima:
    deixe-o pensar que a escolha foi dele!). 🙂

    Se já escolheu a maternidade é hora de visitá-la. Se ela for longe de casa, pense em caminhos alternativos para o caso da sua bolsa romper às 17h da véspera de um feriado prolongado. O enfeite da porta e as lembrancinhas também já devem estar prontos, ou quase.


    Eu não quis marcar cesária, nem saber o sexo dos meus bebês. Os dois atrasaram da data prevista. Lembro com carinho dos últimos e ansiosos dias, e a surpresa do sexo, é uma das
    minhas melhores recordações.

    E então você é abençoada pela maternidade. As horas de trabalho de parto vão exigir uma força e energia que você nem sabia que tinha. No minuto seguinte ao nascimento você é apresentada a um AMOR novo e inexplicável. O bebê deve ficar com você no quarto, o que vai te dar um medo danado.

    – Será que serei capaz? 

    Acredite: SERÁ! Mas aproveite para observar a experiência das enfermeiras e sugar delas todas as informações que possam ser úteis quando estiver em casa sozinha. Aproveite também para descansar. Estes serão seus últimos momentos de sossego.

    Então você vai pra casa, e como disse no post anterior, toda ajuda será bem-vinda. Ainda que você não concorde plenamente, ouça com carinho e atenção as dicas (de bom senso). A experiência alheia (mãe, sogra, irmãs) podem evitar alguns dissabores.Vou dividir com vocês a dica do banho que minha sogra e uma irmã dela me deram e é interessantíssima.

    Todas, sem exceção, teremos medo de afogar o bebê. Então: coloque a banheira numa superfície plana com aproximadamente 4 dedos de água morna . Embaixo da banheira, no lado onde vai ficar a cabecinha, coloque um travesseiro fino ou uma toalha dobrada, de forma que a banheira fique com uma leve inclinação, com pouca água na cabeceira e mais acumulada nos pés. Faça um travesseirinho com a roupinha que você  está tirando do bebê e coloque na banheira pra apoiar a cabecinha dele. Dessa forma, você apóia a cabeça e o corpinho fica submerso na água quente Isso facilita porque deixa as duas mãos livres e diminui os riscos de o bebê escorregar das mãos lisas devido ao sabonete.

    Antes do inicio arrume tudo o que vai precisar pra que você não precise se afastar pra nada. Eu dava os primeiros banhos na cama, o que facilita porque a toalha pode estar já aberta ao lado quando você tira o bebê da banheira e já o aconchega e enxuga. Mas, por outro lado, a cama costuma ser um pouco baixa, o que pra quem fez cesária é um complicador. Ache um meio termo.

    Eu, particularmente, adorava amamentar e não tive dificuldades. Mas com 3 meses (das duas vezes) meu leite diminuiu muito e eu precisei entrar com leite artificial. O pediatra orientou a marca e tudo correu bem. Atente para sua dieta, porque alguns alimentos podem agir no bebê. E a despeito de muitas orientações, muitas mães preferem não amamentar, ou não podem. Fique calma e abrace a sua causa. Leites artificiais ou mesmo de banco de leite darão base pro seu filhote.

    Ainda que não pensemos nisso, ele pode chegar antes do tempo, prematuro. A medicina está muito avançada e com recursos maravilhosos. Queridas amigas já passaram por isso. Dias ou até semanas na UTI neonatal podem ocorrer. Você precisará de força, confiança e amigos. E se for o caso: pode contar.

    De qualquer forma, você vai passar a encarar o segundo domingo de maio como um dia mágico. Ainda que com perfil comercial, o Dia das Mães é especial. Bem-vinda ao seleto grupo das pessoas realmente felizes.

    Em tempo: seu bebê pode vir por outro caminho, e ser adotado, por exemplo. Isso não diminuirá em nada seu amor. Ah! E que Nossa Senhora do Bom Parto te dê uma boa hora =))

    Beijo! Celia Barral.