Autor: Juliana Lemes

  • >Ei, você orienta seu paciente?

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    Pela segunda vez, no dia de hoje, me deparo com a falta de orientação, por parte dos colegas, aos pacientes… Cuidados que parecem “frescura” para alguns, no meu consultório é diferencial e sinal de cuidado.


    Paciente compareceu com elemento 37 extraído há 3 semanas. A sutura ainda estava lá, cheia de placa e gerando uma reação inflamatória (fato) no tecido gengival. Minha primeira pergunta foi: “O senhor não retirou os pontos ainda por que?” And… a resposta: “Mas é preciso tirar os pontos?” E a Diva aqui assustou.

    Como diria @marjo_lanzarin “De cair os butiá do bolso”… Dei uma aula sobre pós cirúrgico (já que ele me procurou para isso), imprimi uma cartinha de orientações e, além da orientação de retorno em 5 dias para retirada dos pontos, uma receita de analgésico e antiinflamatório (coisa que ele também não recebeu do outro colega).

    A segunda do dia foi: paciente usuária de prótese total, com infecção causada por fungos. Ao remover a prótese, o pálato da paciente estava tomado por lesões brancas, assim como ângulo da boca e parte da língua. A prótese, sem qualquer tipo de cuidado e a paciente sem esclarecimento sobre. Sentei com as colegas e orientamos a paciente. Fizemos os procedimentos necessários e, novamente, entreguei uma cartinha explicando sobre higienização de próteses totais.

    Diga-se de passagem, no CIOSP desse ano, ao comparecer no stand da “Corega“, questionei sobre os estudos que comprovam que o “Corega Tabs” remove 99,9% das bactéricas “da boca”. Inclusive, acompanhada da @Aline_Cerutti, mencionei o fato da irresponsabilidade da marca ao veicular na mídia tal informação, tendo em vista a quantidade de pacientes leigos. Ainda disse que, com essa propaganda em horário nobre na “poderosa” Rede Globo, logo logo eu teria relatos de pacientes que substituiram a pasta de dente e a escova dental para fazer bochecho com aquela pastilha.

    Alguém aí recebeu os estudos? Não? Nem eu…

    Já mencionei, diversas vezes, as orientações pós-clareamento que dou aos pacientes. Já disse sobre a quantidade de processos envolvendo dentistas e a importância dos esclarecimentos e das obrigações de meio vs. obrigação de resultado!

    O paciente é leigo. Devemos instruí-lo quanto aos procedimentos a serem realizados, as possibilidades de sucesso e insucesso e sobre todas as chances de reabilitação que existem para o caso dele. Isso está no CEO e, a falta de informação é uma das 3 figuras da culpa: Negligência, Imprudência e Imperícia.

    Aos meus leitores, fica a dica!

    Além da infração ética, é bem vergonhoso ser apresentado a outro colega assim, como o dentista que não trabalha direito!


  • >Cri Cri Cri

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  • Make Up – O Retorno

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    Meninas, depois de um longo período sem vídeos, eis que retorno falando muito! Já aviso: são 4 partes, sem cortes, onde eu falo de, praticamente, todos vocês! Não briguem comigo, prometo não fazer mais isso!


  • >Microabrasão do Esmalte

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    E por falar em clareamento… Inclui-se nesse procedimento a Microabrasão Dental, onde fazemos um desgaste superficial do esmalte, com a finalidade de remoção de manchas específicas, localizadas. Obtém-se resultados muito satisfatórios, quando associado a outras técnicas de clareamento externo.

    Como é feito o procedimento?

    A microabrasão é realizada através do uso de pó de pedra pomes associado ao ácido clorídrico a 18% e a aplicação é feita com taça de borracha ou escova de Robson.

    O procedimento é indicado para casos de fluorose, hipocalcificações e hipoplasias do esmalte e em determinados casos de lesões cariosas (lógico que quando no estágio de mancha branca inativa). De acordo com a alteração de cor, escolhe-se o tratamento adequado.

    A técnica possui suas contra indicações. O diagnóstico clínico da profundidade das manchas é muito difícil, mas o que pode-se dizer é que, quanto mais opaca e profunda, menor a possibilidade de remoção total da mancha pela técnica.

    Deve-se ter cuidados especiais com pacientes respiradores bucais que, por não possuírem selamento labial passivo, não mantem a umidade dos dentes anteriores, principalmente quando dormem. A desidratação da estrutura pode acarretar o reaparecimento das manchas hipocalcificadas microabrasionada anteriormente, resultando no fracasso do tratamento.

    Lesões carioras, se apresentarem-se como manchas brancas ativas, não requer tratamento de abrasão, mas sim de remineralização do esmalte. Casos de cavitação estão contra indicados, devendo ser feito tratamento expectante ou restaurador estético.

    Para pigmentações externas, causadas pela alimentação e cigarro, indica-se profilaxia com pedra pomes e clareamento externo.

    Percolação marginal (ou inflitração marginal), indica-se o clareamento externo e a troca da restauração. E, nos casos de escurecimento após tratamento endodôntico, indica-se clareamento interno do elemento, associado ou não ao clareamento externo.


  • Motivacional – O Poder das Palavras!

    >Mude suas palavras. Mude seu mundo.


  • >Esmalte da Semana – Chiq Pele

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    O que eu mais gosto! Já falei das tendências nudes, que vieram com força pra substituir o imortal “Renda”. Mas esse, na minha opinião, é o mais bonito de todos! Delicado, levemente puxado para o rosado, mas ainda mantendo uma base cinza! Brilho, cobertura e secagem rápida. Invistam em mãos cuidadas, delicadas! Fique linda!

  • >Alterações de Cor – Clarear ou Restaurar?

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    As alterações de cor da estrutura dental são uma das maiores queixas dos pacientes que comparecem ao meu consultório. Como vocês já sabem, minha “praia” aqui é estética, portanto, os pacientes que são encaminhados sabem, exatamente, o que procurar aqui! Mas, o que causa alteração de cor? 

    Manchamentos intrínsecos ou extrínsecos, não importa. É isso que traz o paciente pro consultório a procura do tratamento estético. Independente do tipo de mancha, é importante saber o diagnóstico dela para, depois, propor um tratamento clínico, sejam alterações causadas por fatores genéticos, por uso de medicamentos, por hábitos ou, até mesmo, tudo isso junto.

    Pigmentação extrínseca relaciona-se aos pigmentos aderidos à estrutura dental, oriundos da dieta do paciente, tabagismo. Uso excessivo de corantes em geral, como café, coca-cola, vinho, etc, causam uma precipitação da cor no elemento dentário e, tal condição, agrava-se com o uso, por exemplo, de aparelho ortodôntico (onde, por razões óbvias, a remoção de placa fica dificultada). Para esses casos, profilaxia com pedra pomes e taça de borracha é o suficiente e o clareamento dental fica restrito à vontade do paciente, não se tornando uma indicação.
    Para o manchamento intrínseco, ou seja, aquele localizado no interior da estrutura dental, outros tratamentos são propostos. A pigmentação intrínseca pode ser classificada como congênita ou adquirida, sendo que, normalmente, se relacionam a alterações durante a formação dental: fluorose, dentinogênese imperfeita e hipoplasia de esmalte). Doenças sistêmicas podem interferir na alteração dental, como a eritroblastose fetal e icterícea grave. Pode-se, também, citar como fator causador de manchas intrínsecas, a administração do antibiótico tetraciclina durante a formação dos dentes. Essas causas são pré-eruptivas, ou seja, relacionam-se ao período de formação da estrutura, antes que o elemento esteja presente na cavidade oral.
    Após a erupção dental, os manchamentos intrínsecos podem ocorrer devido à traumas, associados ou não à necrose dental. É muito comum, após a anamnese e verificação de alteração de cor, questionarmos se o paciente tem tratamento endodôntico no elemento X ou, em caso de negativa, se ele sofreu algum tipo de “pancada” naquele dente. Outra causa, pode-se dizer sobre o uso de determinados materiais dentários para tratamento endodôntico e alguns problemas de técnica durante a execução do procedimento clínico. Mais um fator a constar como causador de manchamento é o próprio envelhecimento dental.

    Após diagnóstico feito, devemos optar pelo melhor tratamento clínico para o caso:

    • Fluorose: microabrasão associada ou não à clareamento dental externo  
    • Hipoplasia de Esmalte: clareamento dental e, em grau acentuado, tratamento restaurador. 
    • Dentinogênese Imperfeita: tratamento restaurador
    • Doenças sistêmicas: clareamento dental ou tratamento restaurador
    • Manchas por tetraciclina: dependendo do grau do manchamento, os tipo I e II podem ser resolvidos com clareamento e os tipos III e IV com tratamento restaurador.
    • Traumatismos: clareamento dental ou tratamento restaurador
    • Envelhecimento dental: clareamento 
    Sempre lembrando dos devidos esclarecimentos feitos ao paciente quanto suas expectativas e um prontuário bem preenchido para evitar problemas futuros. Lembre-se das obrigações de meio vs. obrigações de resultado!

  • Motivacional – Chamas da Vida

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  • >Esmalte da Semana – Segunda Pele

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    Lindas da minha vida!

    Mais um saindo do forno para vocês! Lançamento da Colorama, coleção “Fórmula Secreta“! O Segunda Pele é um rosa lindinho, que não faz o estilo nude. Não sei se é o brilho do esmalte ou se ele tem micropartículas que o torna um perolado leve.

    Na minha opinão, bem semelhante ao “Rosa Floral”, também da Colorama, de coleções passadas. Apenas um pouco mais intenso, já que pra obter essa cor, eram preciso 3 camadas do Rosa Floral! Eu gostei muito! Sai do branquinho clássico, deixa as mãos femininas e começa a clarear para o verão que se aproxima!

    Enjoy!

  • >Clareamento, Faceta Estética, Remodelação Cosmética

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    Mais uma troca de “porcelana”. Não posso afirmar se realmente era uma porcelana, mas tudo indica que não (principalmente a pigmentação que ocorreu, sendo que a paciente colocou a peça protética depois de um clareamento caseiro). Enfim, mais um caso clínico para vocês!

    O tratamento oferecido à paciente foi: clareamento de consultório, faceta em resina composta e regularização das bordas incisais superiores.

    Foram realizadas 3 sessões de clareamento de consultório, com peróxido de hidrogênio com concentração de 35%.

    A escolha pela faceta de resina foi custo. No momento, ela não poderia arcar com a confecção de uma coroa metal free. O elemento 11 (em questão), não tem tratamento endodôntico.

    Após a realização da faceta, a paciente pediu a regularização das bordas incisais. De fato, a presença dos lóbulos de desenvolvimento é característico de crianças.

    Agora, depois de tudo pronto, a paciente quer fechar o diastema inferior. Aí, peço ajuda dos Ortodontistas! O que vocês sugerem (partindo do ponto que ela se nega a colocar aparelho, durante o tracionamento do freio labial inferior ocorre uma isquemia pequena, ela tem desgaste em topo do 41 e leve giroversão do mesmo)???

    Para o caso, foi utilizado:

    • Afastador labial
    • Barreira gengival
    • Peróxido de Hidrogênio 35%
    • Ácido fosfórico 37%
    • Fio afastador gengival 000 e 0
    • Adesivo à base de água como solvente
    • Resina de dentina, esmalte e corpo A1;
    • Resina translúcida azulada;
    • Pasta diamantada para polimento
    • Discos de feltro para polimento
    • Discos de granulações diversas para acabamento de resina