Autor: Juliana Lemes

  • Clareamento Dental – Caso Clínico

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    CLAREAMENTO DENTAL um procedimento tranquilo, eficaz e rápido!
    Faço muitos no consultório e já usei um monte de marcas comerciais! Nesse caso, dividido em 2 etapas, usei, na primeira aplicação “WHITEGOLD OFFICE – Dentsply” (peróxido de hidrogênio 35%, 1 aplicação de 45 minutos sem troca de gel e sem fonte luminosa). Na segunda sessão, “MIX ONE SUPREME – Villevie” (peróxido de hidrogênio 35%, 1 aplicação de 45 minutos sem troca de gel e sem uso de fonte luminosa).

    Como já dito em outro post, o uso de fonte luminosa fica a critério do profissional. O gel clareador age, por si só, independente de luz. Esta atua, somente, como acelerador do processo.

    Atualmente, defende-se muito a idéia do não uso de qualquer tipo de luz, em virtude da alteração de temperatura (que varia de tipo de luz – LED, Laser) e consequente reação pulpar (entenda, sensibilidade).
    Em ambas as sessões, o paciente não relatou sensibilidade.
    Foi orientado quanto ao consumo de corantes e saiu sorrindo, feliz da vida!

    1 SESSÃO: “WHITE GOLD OFFICE – Dentsply“

    Esse gel possui um esquema de seringa A e seringa B, que ao acopladas e misturadas, resultam no gel clareador final. Cada seringa (são 4 na embalagem, sendo 2 seringas A e 2 seringas B + barreira gengival), rende o suficiente para 2 pacientes. Gostei pelo não contato do operador diretamente com os produtos.

    2ª SESSÃO: “MIX ONE SUPREME – Villevie“

    Um gel clareador, já pronto, sem necessidade de qualquer tipo de manipulação, e que se apresenta numa forma muito prática: uma caneta, com um pincel na ponta. Ao girarmos a base da caneta, o gel é levado às cerdas e, dali, procede a aplicação do material. Não escorre. Excelente tixotropia. Meninas, TIPO GLOSS! A-DO-REI!!!! Outra coisa bacana: cada kit contem 2 seringas com o princípio ativo + protetores linguais + barreira gengival + dessenssibilizante + taças de feltro já com material para polimento após as sessões. E o preço, bem acessível. Cada kit, dá para 4 pacientes, levando em consideração a bula do produto.


    CASO FINALIZADO


    Obs.: Como dito, também, em outro post, a FOUSP realizou testes com 3 marcas de gel clareador para avaliação do tempo da manutenção do pH cítrico dos mesmos. Ou seja, mantendo-se o pH cítrico por 45 minutos, não há necessidade da troca do gel, em intervalos de 15 minutos, como preconiza a maioria dos fabricantes. Eu, desde que li o artigo, não realizo mais trocas de gel. Dentre os géis citados, o Whiteness HP 35%, da FGM, está incluso. Qualquer dúvida, só solicitarem o artigo!

    Enjoy!
    Beijocas


  • >QUALIDADE DOS MATERIAIS DENTÁRIOS – RESINAS

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    A C O N T E C E U conosco aqui na clínica que trabalho: um material fora dos padrões de qualidade. E a empresa alegou, ADIVINHE????

    Entramos em contato com uma empresa Odontológica, famosa, para informar que a resina da marca estava esfarelando. Sim! ESFARELANDO!

    Bom, se fosse uma Concise, Adaptic ou outro material “de antigamente”, com partículas de carga tipo pedregulhos, tudo bem. Até era aceitável (embora tenha muito paciente aí com elas na boca em bom estado – entendam: adaptação marginal).

    A classificação das resinas compostas varia de acordo com a partícula de carga, sendo as do “tempo do onça” composta por partículas grandes, que dificultavam o polimento, estabilidade de cor e, com o tempo, favoreciam a desadaptação marginal.

    Com o tempo, investimentos por parte das Indústrias se fizeram necessários em virtude da exigência da Odontologia: materiais estéticos e resistentes. (Embora eu, Juliana Lemes, admire MUITO um amálgama em dentes posteriores e convença meu paciente a deixá-lo quietinho ali…)

    Com isso, pulamos das “resinas pedregulhos” (Concise, Adaptic) para resinas com partículas de cargas cada vez menores, até que, atualmente, estamos com a moda do “nano“. O termo  “nanoparticulado” é patenteado pela 3M ESPE, a título de curiosidade.

    Esse tipo de material é caracterizado por partículas de carga esféricas e “nanométricas“, unidas por um material resinoso, que promove maior resistência à tração, compressão, possibilidade de polimento, durabilidade da integridade marginal, estabilidade e uma variedade de cores que nos permite mimetizar uma estrutura dental sadia.

    Os custos desses materiais são caros. Infelizmente devem ser usados em “alguns” pacientes, que poderão pagar pelo custo do seu investimento. Mas isso é outro assunto…

    A questão é: QUAL A DEFINIÇÃO DE PADRÃO DE QUALIDADE PARA UMA EMPRESA? Quais testes são realizados para avaliar que um material está adequado ao uso?

    Vivenciando meu dia a dia, compartilhei com uma colega a seguinte situação: Ela adquiriu um material, de uma indústria famosa no ramo, resina “cara”, cujas propagandas quase prometem um dente novo!

    Me perguntou a respeito e eu afirmei: USO E RECOMENDO (recomendo mesmo e uso mesmo).

    Ao usá-la, a Colega percebeu que a resina esfarelava e que a consistência macia, característica do material (quando comparado às minhas seringas) não existia. Uma resina dura, praticamente condensável (no maior estilo P60 – 3M ESPE), que traz, claramente na embalagem, “RESINA PARA DENTES ANTERIORES E POSTERIORES”.

    Me explique: como usar uma resina “dura”, esfarelenta, numa faceta estética anterior?

    Imagina o “TRAMPO” que é alisar toda a superfície para posterior acabamento com brocas douradas de todos os tipos, discos de lixa, pastas diamantadas com discos de feltro?

    Como exigir estética de um material com essas características?

    Orientei a colega a entrar em contato com a empresa.

    Solicitaram que ela enviasse as resinas para análise. E o resultado, para minha surpresa foi: “DRA, DE ACORDO COM AS ANÁLISES TÉCNICAS DO MATERIAL PELO NOSSO LABORATÓRIO DE QUALIDADE, O MATERIAL NÃO APRESENTA PROBLEMAS!”

    Meldelz! o.O

    A resposta da minha Colega foi: “Então vocês estão afirmando que a resina de vocês é ruim? Por favor, então me envie as seringas, porque eu paguei por elas.”

    A questão é: NÓS DENTISTAS, trabalhamos diariamente com diversos tipos de materiais.

    Eu, por exemplo, tenho 5 marcas de resinas no meu consultório, já usei todos os tipos de géis clareadores, adesivos, cimentos, blábláblá. Pra que? Para poder ter CERTEZA da qualidade dos produtos que eu ofereço aos meus pacientes.

    Bom, o resumo da ópera: A EMPRESA FAMOSA PERDEU UMA DENTISTA. E, PROVAVELMENTE, ESSA COLEGA IRÁ CONVENCER OUTROS COLEGAS DO MESMO – Que o material é aquém da qualidade que ela gostaria que estivesse nos dentes dela!

    ODONTOEMPRESAS, quando nós entramos em contato com vocês, por qualquer motivo que seja, leve em consideração nossas observações. SOMOS NÓS OS RESPONSÁVEIS PELO (IN)SUCESSO DA EMPRESA!

    Fica a Dica da Diva!


  • >Pérola Negra das Divas #1 – A BROCA E O BROCO

    >Era uma vez…

    Uma BROCA, não sei afirmar, ao certo, a marca comercial, esférica (uma 1012, 1013???).
    Um certo dia, a Broca encontrou o BROCO (ou melhor, o BLOCO) e, numa paixão arrebatadora, contando com o empenho do cupido “Corega Lambão”, fundiram-se…
    Para sempre!
    Ou não…

    (Caso ocorrido na clínica onde trabalho, gentilmente cedido pela Dra. Carolina Cunha)



  • >Odontoempresas: Sempre presentes?

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    Uma das grandes diz: “99,9% dos DENTISTAS recomendam…” Mas nunca me perguntaram nada! Nem a mim, nem às outras 3 profissionais que trabalham comigo! Como colocam meu nome, assim, numa propaganda?


    Na sala de espera de um consultório médico, aguardando atendimento, percebi a presença de vários representantes de medicamentos. Sem pensar, me dirigi a um deles e perguntei: “- Por que nós, Dentistas, não recebemos visitas de representantes de indústrias farmacêuticas no consultório?”

    A resposta: “Nossa empresa não permite. Somente médicos.” Imaginem como eu fiquei né? Respondi: “Dentistas lidam com dor em grande parte dos procedimentos e, assim como os médicos, prescrevemos medicamentos.”

    Gentilmente pedi um cartão ao representante, com um e-mail da empresa (situada bem perto da minha casa) e enviei algumas observações sobre o assunto.

    ALGUÉM AÍ RECEBEU A RESPOSTA? Pois é… Nem eu.

    Nós, Dentistas, somos os MAIORES “PROPAGANDISTAS” de escovas dentais, cremes dentais, fios dentais, colutórios e medicamentos. No meu consultório, apenas 1 VEZ uma empresa do ramo me procurou para demonstração dos produtos “feitos por Dentistas”.

    A grandona, nº 1 em recomendação pelos Dentistas? Nunca apareceu… Assim como outras empresas do ramo.

    No CIOSP desse ano, fui ao stand da “Corega” apenas questionar a respeito de estudos científicos que comprovam que “pasta e escova não removem completamente a placa bacteriana”. Ainda questionei o fato da propaganda ser “irresponsável”, a partir do momento que, ao ser transmitida nos veículos de comunicação, induzem aos leigos que aquela “rodela efervescente” limpa mais que pasta. Tenho medo dos pacientes, mesmo os que não fazem uso de prótese, comecem a fazer bochechos com aquele troço. Não obtive os estudos científicos. Apenas ganhei muitas amostras de creme dental. Um “cala boca”? Na visão deles sim…

    Em relação a materiais dentários, fui questionada pela FGM sobre o conhecimento do kit de resina estético. Respondi: nunca veio um representante da empresa no meu consultório. Outras, empresas, presentes constantemente no meu dia a dia, nunca vieram também.

    E assim vai…

    Nós, vendemos os produtos de todos, ao fazermos um bom trabalho.

    Mas a impressão que dá é que a venda tem que partir somente do Dentista. As empresas não se mostram tanto quanto deveriam.

    É uma via de mão dupla… Eu indico aquilo que eu conheço.

    Só não gosto quando usam “meu nome”, afirmando que eu e o mundo inteiro INDICA!


  • Para começarmos bem a semana!

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    Deus se manifesta de diversas formas! O importante é TÊ-LO dentro de nós! Que Ele abençoe nosso trabalho, diariamente!

  • Make da Semana – Um marrom nada básico

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    Sempre presente no inverno. Uma cor elegante e neutra.Texto TextoParticularmente não uso muito essa maquiagem. Acho que o tom marrom e dourado não destacam meus olhos, se misturam ao meus cabelos e, além disso, combino mais com cores frias: preto, verde, azul, lilás, rosa. Mas, a pedido da colega @Teka_RJ, aqui está a maquiagem em tom marrom!

    Em que ocasiões eu, Juliana, usaria? Veja no vídeo!

    Enjoy DIVAS!


  • >Fazer o que gosta e gostar do que faz!

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    Muitas pessoas brincam comigo quando veem minhas maquiagens!
    Ao acharem as maquiagens lindas, dizem: “Você vai largar a Odontologia!A resposta, sempre, é a mesma: NÃO!
    A mesma paixão que eu tenho por meus pincéis, sombras e batons, tenho pelos meus jogos de resina, meu fotopolimerizador, meu consultório!
    Passo cerca de 10h por dia dentro de 9m². Não tem como eu não ser APAIXONADA pelo que eu faço!
    Além de maquiagens, deixo aqui um caso clínico, realizado por mim, em novembro de 2010!
    Dia a dia de consultório! Uma restauração classe IV rotineira!
    Mas de sucesso! Porque eu amo o que eu faço!
    E ver o paciente sorrindo, de orelha a orelha, não tem preço!


  • >Sem uma base sólida, não se constrói nada!

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    (Fotografia: minha mesmo – arquivo de Juliana Lemes)

    Impressionante como o saber muito sobre pouco faz as pessoas esquecerem de procedimentos básicos dentro da nossa área de atuação. Há um tempo, participando de um fórum Odontológico, ouvi a seguinte pergunta de um colega: “_ Qual o motivo de, nos dias de hoje, realizarmos uma PROFILAXIA no nosso paciente, se o Periodontista remove os tártaros e o Clareamento Dental clareia os dentes?”

    É ISSO MESMO QUE VOCÊS LERAM! Entre aspas…

    Confesso que, no momento, duas idéias me surgiram: sair dali, envergonhada. Ou descer do meu lindo salto alto e rolar, pirambeira à baixo, com o Colega.

    O “citado”, com vários títulos, especialização nisso, atualização naquilo, Congressos e trabalhos publicados, me manda uma pergunta dessa em meio a uns 300 Dentistas.

    A reação de grande parte foi a mesma minha: BESTIFICADOS ficamos com tamanha ignorância.

    Passamos 2 anos do nosso curso de Odontologia nas matérias básicas, aprendendo conceitos BÁSICOS. Não acho que tudo o que vimos ali seja útil e praticado, diariamente, no nosso consultório. Mas… é base. Serve para algo, concordam?

    Importância da Profilaxia? Citaria muitas: adequação do meio bucal ; remoção de placa para posterior intervenção odontológica ; motivação do paciente ; polimento dental… Aquela profilaxia simples, feita com pedra pomes e água, escova de Robinson ou taça de borracha. BÁSICO que ficou esquecido sob a pilha de papéis e títulos que ele carrega com ele.

    Há pouco, aqui na clínica, uma paciente chegou com elemento 38 cariado. Uma lesão oclusal. BÁSICA! Rotineiro no nosso dia a dia, correto? Pois bem… O colega que o atendeu anteriormente, orientou a paciente a procurar um buco–maxilo para a exodontia desse elemento, pois a “seu ver” o dente não havia salvação! A paciente, com 32 dentes na boca (ou seja, com o antagonista desse dente em perfeito estado) e com o elemento 38 extremamente bem posicionado no arco, nada de infra oclusão ou capuz gengival recobrindo parte da face oclusal. Enfim, perfeitamente APTO para uma restauração, em amálgama ou resina composta, classe I simples.

    Inúmeras vezes me deparo com casos onde o paciente faz um tratamento ortodôntico e o Colega Ortodontista não o orienta ou encaminha para tratamento clínico. Cáries “indecentes” ali, na cara do especialista, sendo ignoradas…

    Sem contar outros “descasos“: anamnese incompleta, não aferir pressão arterial, descuidos com glicemia, quadros alérgicos e falta de orientação ao paciente PÓS PROCEDIMENTOS realizados.

    Bonito de ver né?

    Não…

    O que é mais fácil para o profissional, pode não ser o mais indicado ou respeitoso para com o paciente.

    Estudar e manter-se atualizado cansa, concordo! Mas é um investimento!

    Preguiça? Numa boa… Quando isso acontecer, fica em casa! Melhor!


  • >ESSA NASCEU PRA SER DIVA

    >Uma mulher que sabe andar de salto mostra isso desde a infância! ESSA É DIVA!


  • >Bolsa de estudo? Para quem?

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    Programas de bolsas estudantis e financiamento de cursos universitários são oferecidos pelo Governo Federal aos estudantes que alegam ser de baixa renda. Mas até que ponto isso é verdade?

    Há pouco, no “Fantástico”, programa exibido pela Rede Globo de Televisão, mostrou o caso de uma estudante de Odontologia, inscrita no PROUNI, que não se encaixa nos pré requisitos básicos para inserção no programa.

    De acordo com o Ministério da Saúde, tem direito a inscrever-se no PROUNI – Programa Universdade Para Todos, institucionalizado em 2005, “estudantes egressos da rede pública ou particular de ensino, na condição de bolsas integrais, com renda per capta máxima de 3 salários mínimos por família” (atualmente, cerca de R$2.280,00, para uma família de 4 pessoas).

    A universitária em questão, do curso de Odontologia da UNIPAR, não se enquadra nesse requisito, de acordo com “imagens” mostradas pelo programa – uma casa extremamente confortável, carroS na garagem. Enfim. Possivelmente, uma estudante com condições de arcar com a mensalidade (ou parte dela) do curso.
    A questão é: até que ponto os programas de incentivo ao estudo, propostos pelo governo, são confiáveis?
    Até quando as tentativas de melhoria do ensino começarão do topo da pirâmide e não da base do ensino?
    Desvio de verba no ensino é crime? Que ações podem ser feitas para que isso não ocorra?

    Particularmente penso que, a melhoria do ensino, em sua base, formaria pensadores, pessoas esclarecidas de seus direitos e deveres como cidadãos. Aumentaria a distribuição de renda e tiraria o muito que poucos possuem.

    Com certeza não é interesse ter pessoas que formam opiniões e lutam pelo que acham justo!