Autor: Marjorie Lanzarin

  • Diva no SUS: Verão na Ilha da Magia

    Diva no SUS: Verão na Ilha da Magia

    Florianópolis é meu destino favorito no verão, e de muitas outras pessoas. Mas dependendo da região que você escolhe pra veranear precisa de um kit de primeiros socorros gigante pra dar conta de eventuais emergências, já que os postos de saúde, UPAs e hospitais não estão prontos pra atender o veranista em temporada de movimento intenso, como no Carnaval por exemplo. Esse texto é do meu namorado Paulo Resende e é um relato perfeito sobre a infra-estrutura precária que a saúde encontra-se em Santa Catarina no verão. Se tá assim agora, imagina na COPA…

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    A Ilha da Magia #sqn

    Florianópolis já foi sinônimo de praias paradisíacas, diversão, lazer e bons serviços. Hoje, a Ilha tem chamado a atenção pelo trânsito infernal, pela poluição, pela falta de água e de energia elétrica, e pelo descaso com a saúde dos turistas.

    Estive nas praias do Norte da Ilha no final de 2013 e início de 2014 e dei sorte. Não faltou energia elétrica por muito tempo na praia de Ponta das Canas e o condomínio no qual aluguei um apartamento comprava água dos caminhões pipa diariamente. Segundo o síndico, o valor pago por um caminhão com 20mil litros de água, que normalmente custava cerca de R$ 600,00, chegava a custar R$ 1.800,00 no final do ano.

    O presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, Dalírio Beber, em entrevista à jornalista Joice Bacelo, do Diário Catarinense (em 3.1.2014), apontou o excesso de turistas como causa do problema na falta de abastecimento de água. Abaixo, segue trecho da entrevista:

     

    DC – Todo o ano, com a vinda dos turistas, sabe-se que a população vai triplicar. Ainda assim a Casan continua sendo surpreendida?

    Beber – Não existe nada no mundo que você não resolva com dinheiro. Somente a morte, o resto se resolve. Resta saber se estes investimentos todos serão suportados pela população residente. Ou seja, se criarmos mecanismos para atender exclusivamente o período de pico, alguém vai ter que amortizar isso e hoje quem paga a conta é o usuário do sistema. Nós temos também que ter a compreensão de que nem sempre tivemos esse fluxo aqui, até mesmo com dificuldade do abastecimento de energia elétrica – que desequilibrou o sistema. O problema existe e nós temos que concentrar esforços em busca de soluções, para que sejam pelo menos minimizados.

    DC – Quanto seria necessário para que o sistema de abastecimento funcionasse plenamente? 

    Beber – Não tenho bola de cristal para te dizer o que seria necessário de recursos para resolver o problema. Nós temos hoje um estudo de concepção para captar água do Rio Tijucas e trazer esta água para abastecer Florianópolis, especialmente o norte da Ilha. É uma previsão de R$ 295 milhões, já com uma adutora. Este é um número que temos hoje na mão.

    Matéria disponível em http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/01/nao-adianta-dizer-que-vai-ter-solucao-imediata-diz-presidente-da-casan-sobre-falta-de-agua-4380229.html

    A pergunta que deve ser respondida, portanto, é: A população residente no Norte da Ilha quer pagar a conta para que a CASAN esteja preparada para suprir o aumento do consumo de água, em época de temporada? Deixa eu consultar aqui a minha bola de cristal: NÃO! É óbvio que a população não quer pagar mais! Diz o presidente da Casan: “[…] alguém vai ter que amortizar isso […]”. Que tal o Governo do Estado? A Secretaria de Estado da Infraestrutura? A Secretaria de Estado do Planejamento? Ou então, que tal a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte?

     

    Falando em Secretaria de Estado, aqui vai um alô para a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina: O estado de saúde dessa Secretaria vai de mal a pior.

    Estive na Praia do Matadeiro, sul da Ilha, durante o carnaval desse ano. Essa praia tem acesso somente por trilha. São 10-15 minutos de caminhada a partir da Praia da Armação. O lugar é muito bonito, de natureza exuberante. Compensa cada passo na trilha carregado de bagagem. Porém, não foi a beleza da praia que me chamou a atenção nesse carnaval, mas o fato de os Postos de Saúde das praias do sul estarem “fechados para o feriadão”.

    Acidentes acontecem o ano todo, no Carnaval… deixa eu consultar a minha bola de cristal… devem ocorrer em maior número. Seja pela combinação de álcool e direção, álcool e imprudência, álcool e banho de mar, ou por qualquer outra situação que não necessariamente envolva álcool, como pisar num prego enferrujado (que foi o caso do meu primo na última segunda-feira, dia 3), numa praia com acesso somente por trilha, acidentes podem ocorrer com maior probabilidade e dar feriadão para os funcionários do Posto de Saúde em época de temporada, quando o número de turistas é o dobro ou o triplo do número de residentes, não parece uma boa ideia. Os serviços de pronto-atendimento são mais do que necessários exatamente nessa época do ano.

    Não bastando a falta do serviço próximo, a Unidade de Pronto Atendimento do Sul da Ilha não possuía a vacina anti-tetânica. Há! Parece piada! Mas não é.

    A atendente chegou a dizer que não adiantava tomar a vacina, pois ela é preventiva e não faria efeito após o acidente, que meu primo “deveria ter tomado a vacina antes”. Eu tive que explicar para a distinta senhora que fazia o atendimento, que acidentes são acidentes exatamente por não ser possível prevê-los. Meu primo sofre do mesmo mal do presidente da CASAN, ele não tem bola de cristal. Enfim, fomos informados que era necessário um encaminhamento para irmos até o Hospital Nereu Ramos (em Florianópolis) e que deveríamos aguardar o cirurgião chegar. Aguarda, aguarda (40min), e meu primo é chamado. Para a minha surpresa, ele sai da sala sem papel nenhum na mão. Foi atendido por uma outra pessoa, que não o cirurgião, e foi informado de que não seria necessário o encaminhamento. Sequer olharam o pé dele.

    Chegando ao Hospital, e após aguardar mais 30 minutos pelo “rapaz que preenche a ficha” voltar do almoço, e pela “moça que atende” também voltar do almoço (mais 30min), finalmente conseguimos sair de lá com meu primo devidamente vacinado. Os atendimentos até que não demoraram, mas a falta do “pronto atendimento” é impressionante e dá uma sensação de fragilidade e medo.

    Moral da história: se você vai passar alguns dias entre dezembro e março em Florianópolis, seja no Sul ou no Norte, leve uma caixa d’água no reboque, certifique-se que todas as suas vacinas estejam em dia, evite caminhar de pés descalços e reze para não sofrer acidentes durante sua estadia. De preferência, passe na lojinha das bolas de cristal e compre uma antes de viajar!

     

    Seria isso descaso na saúde, despreparo dos funcionários? Não sei. Mas a COPA tá aí.

    #goDIVAS! GO!

     


  • Daniel, seja muito bem-vindo!

    Daniel, seja muito bem-vindo!

    Hoje é um dia muito especial pra nós, especialmente pra Ana Tokus.  A OdontoDiva é mãe mais uma vez. Mais um japinha lindo pra encher de graça, amor e luz a família Pasqualin-Tokunaga e um irmãozinho pro Mateus.

    Daniel Kenzo Pasqualin Tokunaga
    Oooown!!!

    Seja muito bem vindo Daniel Kenzo Pasqualin Tokunaga! Nasceu com 3,315 kg e 49,5 cm e super saudável! Parabéns chefa pela belíssima família! E muito obrigada por nos enviar essa foto pelo grupo do whattsapp antes de postar no Facebook, nos sentimos especiais! 😀

    E agora… já conseguimos prever os tweets da Ana contando das peripécias do Daniel com o Mateus 🙂 Haja panelas heim?

    #goDIVAS! GO!


  • Saio desacompanhada sim. Ele também, e nos amamos.

    Saio desacompanhada sim. Ele também, e nos amamos.

    Eis a cena: sexta de noite, eu num barzinho com as amigas. Tudo normal ao meu ver, afinal, sair comemorar o aniversário de uma amiga no bar é normal. Mas eu tenho namorado.

    Estranho como algumas pessoas veem isso como um empecilho na vida social. Eu sempre saí com minhas amigas e já sai sozinha pra beber no barzinho até encontrar alguém conhecido quando estava solteira, e isso não tem nada de deprimente. E o fato de namorar não deveria ser a coleira de ninguém, afinal, quando namoramos dividimos nossa vida com a pessoa amada ao invés de prender. Ninguém é dono de ninguém.

    Enquanto espero com minha amiga as outras gurias chegar, o bar está repleto de homens olhando uma mesa grande com 3 mulheres sozinhas. Passa um amigo do meu namorado e de longe faz um olhar meio absurdo/meio brincalhão e indaga “Cadê o Paulo?” e eu respondo que está em casa. E recebo um “I’m watching  you” à distância em resposta. Eu pergunto: E precisa? Everybody is watching me.

    I'm watching you!
    I’m watching you!

    Quando optamos estar junto com uma pessoa é porque queremos estar com aquela pessoa. Besteira é abandonar completamente a vida social e as amigas solteiras simplesmente pelo fato de ter um namorado. E se não der certo, quem cuidará da gente depois? Na minha singela opinião (e na do Paulo também) é necessário continuar fazendo os programas de antes, e levando a vida como antes. Pelo menos uma vez na semana.

    Quinta-feira é o dia do pocker dos guris. Eles se encontram, bebem cerveja, assam uma carninha… e as meninas ficam livres pra fazer o que quiserem. Normalmente eu e outra amiga vamos comer comida japonesa, mas ainda estamos nos acostumando a sair desacompanhadas deles, pois sempre que fazíamos algo era programa de casal. Ela depois de 4 anos de relacionamento em casa com o namorado está se reacostumando aos programas que fazíamos antes deles começarem a namorar. E eu na sexta resolvi sair de novo, enquanto o Paulo ficou em casa.

    Mais tarde quando as outras gurias chegaram, novamente: “Cadê o Paulo?” E eu calmamente explico que o Paulo tá em casa. Aí ouço “Nossa, eu nunca deixaria meu namorado sair sozinho com os amigos!” e também “Quando eu crescer quero ter um relacionamento que nem o teu.”. Relacionamentos devem ser construídos com base na confiança e na cumplicidade. Paulo e eu somos livres mas somos cúmplices, inclusive quando ele me deixa 1 hora e meia esperando em plena madrugada pra abrir o portão pra ele depois do futebol (que termina 00:15). Ficar brava pra quê?

    Homem que quer trair, mulher que quer trair… isso existe aos montes. Assim como existe gente desesperada por se amarrar duma vez com alguém. Se amarrar e nunca mais se desgrudar nem pra ir tomar um chopp com as amigas, aqueles casais carrapatos e irritantes!!! Conforme vamos envelhecendo e amadurecendo com nossos relacionamentos vamos percebendo que quem quer trair dá um jeito, e esse jeito pode ser na hora do almoço ou quando imaginamos que a pessoa está trabalhando. Ela nunca vai fazer isso num bar na frente de todo mundo. Sofrer antecipadamente por isso é opcional.

    Eu tenho ainda a minha opinião: ninguém é dono de ninguém. Mas se estamos juntos é porque escolhemos estar e precisamos ser leais. Desde o começo falo “se for trair se proteja, e nunca me deixe ficar sabendo”. Já fui traída e já fui muito amada também, e já tive uns 4 “relacionamentos sérios” no facebook  parece que isso vale mais do que um relacionamento sério real hoje em dia. Mas o dia que recebi um “o mesmo vale pra você” depois dessa declaração fiquei tranquila. Poderia começar a namorar novamente. Poderia me doar outra vez a uma pessoa que iria cuidar de mim e fazer massagem nos meus pés ou nas minhas costas até eu dormir. Poderia olhar pra ele com ternura enquanto ele dorme. Poderia deixar ele sair com os amigos num barzinho e continuar fazendo isso também sem críticas, sem cobranças, sem medos.

    Escolhemos estar juntos num relacionamento sério real ao invés de nos encoleirarmos virtualmente, escolhemos continuar com nossa vida social e continuar sendo felizes juntos. E garanto a vocês: a vontade de estar junto só aumenta.

    Ele e eu :)
    Ele e eu 🙂

    Sejam leais ao seu parceiro. Quando você se doa a uma pessoa sem medos, a fidelidade é consequência disso. Quando se é feliz sozinho é muito mais fácil ser feliz junto também. Mas falo apenas por mim 😉

    #goDIVAS! GO!


  • DMM – Dental Marketing Meeting 2013

    DMM – Dental Marketing Meeting 2013

    Finalmente de volta (e com um tempinho livre entre um paciente e outro), acho que tá na hora de falar do Dental Marketing Meeting que aconteceu nos dias 23 e 24 de novembro no Centro de Convenções Rebouças em São Paulo.

    Primeiramente, preciso dizer: O DENTISTA ACORDOU E FOI UM MÁXIMO! Evento de altíssimo grau, com profissionais renomados na odontologia e marketing e profissionais de todas as áreas do marketing nos mostrando como melhorar nosso consultório com medidas simples e fáceis de aplicar.

    Este ano conheci e pude conversar bastante com a Nísia Teles, do Markentista. Todo mundo deveria ler o blog dela, tem várias idéias possíveis de colocar em prática no consultório. Infelizmente não batemos nenhuma foto juntas, exceto por uma na placa das ruas do Bar da Brahma, na última noite em São Paulo, e que inclusive não aparece o nome das ruas porque o flash estourou. Assim que ela me mandar a foto atualizo aqui no post hehe Uma das coisas que aprendi e vou aplicar já no consultório é o Marketing Sensorial, que a Nísia Teles falou muito bem na palestra dela.  Comprei um aromatizador do Ateliê Luna chamado LUNA, com aqueles difusores pra deixar no consultório . Essa essência em especial  leva o nome da empresa das colegas dentistas, e foi especialmente desenvolvida para ambientes sofisticados. Precisamos fazer com que nossos pacientes se sintam confortáveis dentro do nosso ambiente de trabalho, nós não notamos mas eles sim: o clássico cheiro de dentista! Então, achei a cara do meu consultório! Quem quiser pode encomendar pela loja virtual direto no site. Elas ainda personalizam o frasco pra combinar com a decoração do consultório!   [caption id="attachment_6509" align="aligncenter" width="513"]O meu frasco de Luna combina com a parede  de flores e o pinheirinho da recepção O meu frasco de Luna combina com a parede de flores e o pinheirinho da recepção[/caption] No DMM, fui convidada para ser mediadora do evento principal na manhã do domingo. Tivemos uma palestra logo cedo do George Bueno com o tema "Redes Sociais como ferramentas de Marketing para o Dentista". Uma palestra bem interessante, visto que nosso colega tá nas redes sociais com a odontologia desde o finado fotolog.com. Em seguida, a palestra foi sobre o uso de fotografias no Marketing Odontológico, do colega Luis Gustavo Barrote. Depois dessa, preciso urgentemente de uma máquina fotográfica, uma lente macro, um flash twin e um mini estúdio fotográfico dentro do consultório. Ele é especialista e mestre em Dentística, e a palestra dele foi um verdadeiro show!!!!  Nos contou que dos 13 anos que tem de formado, 10 deles foram estudando, pra só depois abrir a clínica dele. O marketing que ele utiliza é fotografar os pacientes antes e depois do tratamento, com fotos clínicas e fotos artísticas, transformando o paciente em um(a) modelo, com direito a produção e tudo. Essas fotos de cada paciente/caso viram quadros espalhados pela clínica dele, então logo de cara, quem entra quer se tratar. Uma pequena amostra do show que ele deu dia 25/11 dá pra conferir nesse vídeo aqui. E a terceira palestra foi do Tony Carreon, falando sobre "Geração de Modelos de Negócios em Odontologia". Ele nos mostrou uma forma simples e visual de se construir modelos de negócios inovadores em Odontologia, afinal, precisamos tratar nosso consultório como um negócio, nos mantermos atualizados no conhecimento clínico e estar incansavelmente em busca de algo inovador. [caption id="attachment_6510" align="aligncenter" width="595"]mediação Tony Carreon, George Bueno, Luis Gustavo Barrote e eu[/caption] A diva aqui trava quando precisa falar em público e principalmente em algo tão grandioso como foi o DMM, mas acho que deu tudo certo na moderação da mesa redonda com os palestrantes. Tava mais nervosa pois a tarde seria a minha vez de palestrar, dessa  vez aos estudantes contando um pouco a mais sobre a minha jornada e dando algumas comportamento nas redes sociais. Tão nervosa que... quando entrei no auditório student em busca de um notebook pra repassar a palestra por uma última vez me estabaquei no chão - que era carpet - e consegui a façanha de ninguém mais além do amigo Fabrício Galo VDD Mendes ver. Não aconteceu nada comigo, mas já com o meu sapato... deu vontade de chorar! [caption id="attachment_6513" align="aligncenter" width="448"]Era um Carmen Steffens que eu amava! Era um Carmen Steffens que eu amava![/caption] Minha palestra foi logo após a do Fabrício, e foi algo muito legal. Falamos sobre nossos blogs, e é graças a ele que o OdontoDivas existe. Fui a primeira co-autora do blog Vida de Dentista, e se ele tivesse me deixado purpurinar as coisas por lá acho que estaria escrevendo pra ele até hoje.  Um breve intervalo e aí chegou o Lois DicasOdonto, que falou sobre como aproveitar o Hype na internet. Depois de compartilharmos um pouco o nosso conhecimento tivemos um bate papo bem agradável com os presentes, e quero agradecer todo carinho que vocês leitores tem conosco. Acho muito legal o que nossos posts entre um paciente e outro agregam na vida odontológica de cada leitor, cada estudante ou dentista, já que nós estamos aqui, quietinhos, sozinhos no consultório escrevendo um texto que às vezes demora para sair. Muito obrigada de coração por todo carinho seus lindos!! [caption id="attachment_6511" align="aligncenter" width="512"]Foto da Fernanda Kozelinski - O povo do sucesso hahaha #DMM #odontodivas #vidadedentista — com Diogo Milani de Melo, Fabrício Mendes, Marjo Lanzarin e Rafaela Castelo Foto da Fernanda Kozelinski - O povo do sucesso hahaha #DMM #odontodivas #vidadedentista — com Diogo Milani de Melo, Fabrício Mendes, Marjo Lanzarin e Rafaela Castelo[/caption] E pra finalizar, preciso agradecer ao Thales Wilson Cardoso  pelo convite, e a todos do staff pela organização impecável do evento os meus parabéns! Independente de ser palestrante ou não no ano que vem, em agosto de 2014 me farei presente no evento. Agregou bastante a minha formação, e inclusive as novidades que trouxe de lá viraram uma nova disciplina no curso de TSB em que sou professora: Marketing na Odontologia. [caption id="attachment_6512" align="aligncenter" width="512"]1467328_10201530216510589_1938570881_n Fim de evento e missão cumprida![/caption] E como nós somos um blog de mulheres e dentistas necessariamente nessa ordem, não poderia deixar de postar - com autorização dos envolvidos -  o pedido de noivado que rolou no fim do evento!

    foto 3

    foto 2 (1)

    [caption id="attachment_6514" align="aligncenter" width="480"]foto 1 Parabéns Thales e Natália, encerrando o DMM 2013 com chave anel de ouro! ;) Emocionei![/caption]

    E aí, deu vontade de ir? Não percam o próximo Dental Marketing Meeting! Maiores informações logo estarão disponíveis no site oficial e também na página do facebook.

    #goDIVAS! GO!


  • Visite o dentista – campanha de 1936

    Visite o dentista – campanha de 1936

    Tenho mania de começar a ler o jornal pelas últimas páginas, e eis que me deparo no Almanaque Gaúcho – coluna tradicional da Zero Hora, com fatos históricos, causos, curiosidades e imagens – com uma campanha bacana incentivando a população a visitar o dentista.

    Coisa comum de se encontrar nos jornais e revistas por aí na atualidade, se não fosse a data: 1936!

    Foto: Revista do Globo, junho de 1936, reprodução
    Campanha de 1936

    A publicidade que aconselhava o cuidado com os dentes apelava para um alarmismo despudorado.

    Naquela época, moderno era ir ao dentista. Deveria ser caríssimo e uma experiência nada agradável – visto que hoje, com toda modernidade e evolução da anestesia sem dor ainda ouvimos de alguns pacientes isso. Embora uma coisa não podemos negar: a campanha de quase 80 anos atrás ainda continua bem atual.

    Foto: Revista do Globo, junho de 1936, reprodução
    Consultório moderno de 1936, em Porto Alegre

    Na foto acima, a publicidade, em uma página inteira, do “moderníssimo gabinete eletro-dentário” (sic) do Dr. Placido Puccini, instalado na Rua dos Andradas, 1.527, é ilustrada pela foto do consultório que dispunha do que havia de mais atual e tecnológico: um equipamento de raios X, um aparelho de diatermia e um esterilisador (sic) automático. Outro reclame lembrava que do perfeito estado de conservação dos dentes depende sua saúde e bem-estar: “Muitas moléstias graves –ulceras no estomago, affecções renaes, reumatismos, dores de cabeça, a cegueira, e mesmo a loucura – tem sido occasionadas por dentes descuidados, infeccionados ou cariados”(sic).

    Hoje é possível encontrarmos um pouco de “toda essa modernidade” anunciada na Revista do Globo no mês de junho, do ano de 1936 no Museu Histórico da Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O que posso dizer é que alguns dos aparelhos de raio-x daquela época ainda funcionam em alguns consultórios mais antigos, como no primeiro consultório em que trabalhei. Mas que são assustadores, eles são!

     

    Vi na Zero Hora de hoje, no Almanaque Gaúcho.


  • Americano processa ortodontista por “usar” aparelho por 11 anos

    Americano processa ortodontista por “usar” aparelho por 11 anos

    O americano Devin Bost, de 22 anos, entrou com um processo contra o ortodontista Brad Chvatal no estado do Oregon (EUA), pedindo uma indenização de US$ 185.100 por ter sido obrigado a usar aparelho odontológico por 11 anos, segundo o jornal “New York Daily News”.

    Esse sorrisinho não me engana!
    Esse sorrisinho não me engana!

    Segundo a ação, Bost visitou pela primeira vez o dentista Brad Chvatal quando tinha 7 anos e morava em Eugene. Ele voltou ao consultório de Chvatal ao longo dos próximos anos, mas o profissional nunca retirou o aparelho odontológico.

    Em junho de 2008, Bost, então com 18 anos, precisou remover o aparelho com urgência, porque seus dentes estavam podres.

    Gente, socorro!!! Pra mim não ficou claro se o que ele usava era aparelho fixo ou removível, nem o tipo do aparelho. Nem se o paciente simplesmente sumiu no meio do tratamento ou questionou os procedimentos do dentista.

    Concordo que se eu visse alguém com um aparelho e péssimas condições de higiene removeria na hora. Quando trabalhava no PSF fazia muito disso, antes dentes tortos do que dentes podres.

    Aqui no consultório adotamos a seguinte regra:

    1º) Má higiene, orientação de higiene bucal reforçada.
    2º) Continua com má higiene, orientação de higiene bucal reforçada. Se não melhorar avisamos que precisaremos remover o aparelho pois não é possível dar seguimento ao tratamento ortodôntico com má higiene. Fazemos o paciente assinar um termo se comprometendo a melhorar higiene e de acordo com a conduta da remoção do aparelho em caso de não melhora.
    3º) Continua com má higiene, o aparelho é removido e o tratamento interrompido. Assim mesmo.

    Aqui no Brasil algumas pessoas tem mania de querer colocar aparelho num mês porque é bonito, e no outro mudar de idéia e remover por conta própria. Em geral fico feliz pois a maioria dos pacientes tem consciência da necessidade do tratamento e dos cuidados necessários para a manutenção do mesmo.

    Se um paciente fica 3 meses sem aparecer no consultório é óbvio que os elastics vão estar pigmentados, alguma banda pode estar solta, o fio vai estar cutucando e tártaro pode se acumular, além de manchas brancas surgirem, dependendo do organismo de cada um. Logo, não é o aparelho que deixa os dentes podres, mas a falta de cuidado do paciente e a necessidade de manutenção.

    Meu questionamento: O tal Devin Bost não questionou em nenhum momento porque o dentista nunca tirou o aparelho? O aparelho não caiu sozinho? Não soltou cimento? Não quebrou nada? Foi apodrecer como se tava em manutenção constante? Ou porque ele era um porco alguém com péssima higiene que sumiu do consultório?

    Tem coisa errada aí.

     

    Vi no G1 Bizarro.


  • Reformando o consultório parte II: O piso!

    Reformando o consultório parte II: O piso!

    Hoje vou falar sobre o piso e pedreiros.

    Com a reforma do consultório aprendi que infelizmente não conseguimos tratar com cordialidade pedreiros. Mão de obra cara e pro serviço ficar bom a gente não pode descuidar, mais que necessário ficar em cima. Piso é a coisa que mais precisa ficar perfeita no consultório, principalmente se o encanamento vai por baixo. Minha sala tinha um piso de cerâmica e o encanamento da minha cadeira era por cima, tinha uma canaleta de madeirinha que tapava tudo. É o jeito mais rápido de começar a trabalhar, e geralmente fica bom. Com a reforma e a construção de outro consultório, se optássemos por deixar todo encanamento por baixo do piso. Mas não é simplesmente arrancar lajota e encanar, então…

    1º) Certifique-se se o contrapiso é suficiente para acomodar os canos! Isso é muito importante. O encanamento por baixo do piso fica muito mais bonito, mas pra saber se o espaço é suficiente é preciso quebrar e ver. Colar piso sobre piso ajuda (foi o que fiz aqui), ganhamos cerca de 1cm na altura com isso. Os contrapiso precisa ter em média 5cm de altura pra acomodar bem os canos. Se mesmo colocando piso sobre piso faltar espaço, prepare-se para a dor de cabeça e levantar toooodo contrapiso com brita. Demora mais.

    Cinzel e martelo pra saber se tinha ou não contrapiso suficiente
    Cinzel e martelo pra saber se tinha ou não contrapiso suficiente

    2º) Compre sempre um pouco a mais de piso, além da metragem total. Gente, mesmo colando piso sobre piso pode acontecer de alguma lajota ficar oca em algum canto. Ao longo do tempo isso pode acabar quebrando e lascando os cantinhos. Coloquei porcelanato e como consegui um preço bom fiquei com medo de não conseguir mais piso caso acontecesse alguma coisa do tipo.

    3º) Fiscalize de perto o trabalho dos pedreiros! Gente, piso precisa ser feito com régua! Sempre vai haver algum desnível seja no contrapiso bruto ou no piso antigo, então exija que seus pedreiros usem a dita régua niveladora! Mão de obra pra instalar piso é caro, material – porcelanato, rejunte, argamassa – é caro, não pode ficar uma bosta né? E se ficar, peça que refaçam! Quando o paciente não gosta de uma restauração a gente tem que ir lá e fazer de novo, com os pedreiros não pode ser diferente.

    foto (49)

     4º) Rejunte claro acaba encardindo! Uma opção é usar propé desde sempre no consultório e pedir pra faxineira limpar de escovinha o rejunte pro piso se manter bonito. Ou então esperar ele “encardir parelho”. Melhor ainda é colocar um rejunte um pouco mais escuro, que de preferência não apareça a sujeira. O claro é muito bonito, mas infelizmente acontece isso. O rejunte pode não ficar bem colocado ou ainda sair – foi o que os pedreiros me disseram – mas peça pra refazer se acontecer isso!

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    5º) Cuidado ao arrastar móveis e com produtos de limpeza! Conforme as coisas forem chegando, exija cuidado dos descarregadores. É fácil riscar um porcelanato e depois não sai mais. E quanto aos produtos de limpeza, se você quer seu piso sempre bonito deve usar apenas detergente neutro pois mancha. Descobri isso infelizmente depois de usar esses desinfetantes tipo pinho no chão.

    Depois dessas dicas acho que fica mais fácil o trabalho ficar bonito! Eu adorei o resultado final do meu piso, mas com certeza se soubesse dessas coisas todas antes teria ficado pronto mais rápido! O difícil é tentar consertar depois que já colocarem as paredes e os móveis – como foi o caso do meu rejunte, que foi refeito – mas pra tudo dá-se um jeito.

    Nosso único problema como dentista é ficar sem trabalhar. Eu planejei um mês, fiquei 2. Pacientes quase mudando de dentista… E como mulher, pedreiros homens tentam passar por cima da gente nos fazendo de louca com algumas coisas. Hoje já existem mulheres trabalhando nesse ramo.

    Prometi a mim mesma que na próxima reforma vou passar esse tempo em Paris, deixando tudo na mão da arquiteta kkk!!

    Abraços!


  • Mães e crianças birrentas…

    Mães e crianças birrentas…

    Não sou mãe ainda, mas um dia eu serei.cri_01

    Estava há pouco tomando um café na padaria aqui perto do consultório e tinha uma menininha linda e super bem vestida lanchando com a mãe. Ou melhor, atrapalhando o lanche da mãe. Elas sentaram na mesa ao lado da minha, vi que a mãe dei meio pastel pra ela e um suco, e comeu a outra metade junto com um café. Foi chegar o café da mãe e a menininha começou:

    “Mãe, quero cafezinho! Quero cafézinho!”

    E a mãe explicando que era quente, que o café era dela. Pra menina tomar o suco.

    “MÃÃÃÃÃÃE, MAMÃÃÃÃÃE, QUERO CAFÉZINHO BUÁÁÁÁÁÁA!!!!”

    E a mãe deu um pouco do café pra menina. Ela queimou a lingua, achou ruim e não sossegou. Começou a olhar ao redor e viu pirulitos.

    “Mãe, quero um pirulito.”

    E a mãe “Primeiro come o teu pastel. Depois eu te dou um pirulito.”

    ‘MÃÃÃÃÃE, EU QUERO UM PIRULITO!!!! QUE QUE CUSTA ME DAR UM PIRULITO? BUÁÁÁÁÁ!!!”

    E eu assistindo a tudo. A mãe levantou, foi lá e pegou um pirulito pra menina. Ela lambeu um pouco o pirulito e deixou em cima da mesa.

    Nessas alturas eu já tinha achado tudo um absurdo e levantei pra pagar. De repente, do meu lado no caixa tá a menininha na ponta dos pés pegando mais uns pirulitos do balcão. Pegou 3 e quase derrubou o suporte no chão. Caminhou pela padaria toda e foi atrás do balcão. E a mãe nada fez.

    Não sou velha, mas fui criada num tempo onde a gente respeitava DEMAIS pai e mãe. Espernear no mercado porque a mãe não quis comprar um pirulito era algo impensável, pois a varinha “comia” em casa. E ainda tinha que ouvir um “vou contar pro teu pai quando ele chegar do trabalho, aí tu vai ver.” Aí a gente ficava quietinho e não fazia fiasco.

    criança-desobediente

    Hoje em dia a gente vai num restaurante, numa janta de amigos ou até mesmo no mercado e vê os pais fazendo todas as vontades dos filhos. Permitindo que eles corram e derrubem no chão coisas das prateleiras, permitindo que mexam nas bolsas dos amigos, se jogando no chão e fazendo escândalos. Pergunto: que tipo de adulto essas pessoas estão criando???

    Não sou psicóloga, mas atendo muitas crianças na minha rotina odontológica; confesso que está cada vez mais difícil lidar com os pais das crianças. Sinto que as crianças imploram por limites, e é incrível como é mais fácil atendê-las sem os pais na sala.

    Um outro exemplo interessante é o que vi em um supermercado em Torres. Uma criança começou a fazer birra porque queria um salgadinho e foi simplesmente ignorada pela mãe, esta psicóloga. A menina colocou o pacote 3 vezes no carrinho e a mãe três vezes tirou, simplesmente fazendo que não conhecia a criança que queria chamar a atenção. Fez as compras, pagou, colocou no carro e a criança ainda estava atirada perto do caixa chorando. Depois de guardas as compras, ela foi lá, pegou a criança embaixo do braço e carregou calmamente até o carro, na cadeirinha. Um baita exemplo de como agir em situações assim.

    Os pais não devem sentir vergonha das crianças fazendo birra, pois assim elas continuarão fazendo até conseguir o que querem. Não estou dizendo que de agora em diante a varinha deve começar a comer de novo. Eu mesma nunca apanhei de varinha, mas tenho memória dela em cima da mesinha da sala ou da cozinha caso houvesse alguma malcriação. A gente tinha medo da varinha, e medo do pai. A gente não desobedecia, não fazia os pais passarem vergonha na rua, porque chegando em casa sabia que poderia acontecer o pior.

    Enfim, você que é mãe, se consegue dar limites aos seus filhos parabéns! Caso contrário, a psicologia doméstica resolve muitas coisas. Não faça todas as vontades do seu filho. É na infância que construímos nosso caráter, e se as crianças crescem com a idéia que conseguem tudo no grito e na birra vão ser adultos frustrados e cheios de tarjas pretas na caixinha de remédios.

    Pelos adultos de amanhã, eduque seu filho. A escola apenas ensina, quem educa são os pais.

    #goDIVAS! GO!

     

    PS: Lembro de algo que eu e a mãe fazíamos com minha irmã mais nova quando ela começava assim. A gente batia uma foto dela chorando e dizia que ia mostrar pra todo mundo como ela ficava feia chorando. E naquela época nem existia câmera digital. Acho que vale bater uma foto com o celular e mostrar pra criança como ela fica quando chora e faz birra…. sejam criativos, a tecnologia permite 😉

     


  • Tutorial pra remoção de aparelho em casa… SÓ QUE NÃO!

    Tutorial pra remoção de aparelho em casa… SÓ QUE NÃO!

    Esse babaca cara resolveu tirar o aparelho em casa sozinho porque estava incomodando, e resolveu mostrar pra galera como se faz. É que ele achou que a ortodontia fosse resolver todos os problemas dentários dele de maneira mágica e indolor. Com o cuticulador, claro, algo de extrema higiene.

    Ele colocou há pouco mais de um mês e reclamou que “dói, suja pra cacete caramba, quando come fica um monte de comida” e a clínica quis cobrar multa pra remover e ele achou um absurdo, isso que tinham caído dois “drafts”. 

    Ainda vai um recado pra quem coloca aparelho, do próprio cara do vídeo:

    “peça para colocar em contrato que caso voçê não se acostume ou queira tirar que não tenha a MALDITA MULTA, que é uma sacanagem, já que eles não tem custo algum com alguns drafts, um pedaço de arame e umas borrachinhas…”

    É, a gente não tem custo algum, já que o bráquete que a gente retira de um paciente ou o fio usa em outro paciente… SÓ QUE NÃO!!

     


  • Reformando o consultório – parte I

    Reformando o consultório – parte I

    Olá, quanto tempo! Aposto que estavam morrendo de saudades de mim hehehe

    Como alguns leitores sabem, dei uma sumida em função da reforma do meu consultório. Pessoal, não é fácil lidar com isso. Então resolvi fazer alguns posts sobre isso e a vivência da reforma, coisas que se eu talvez soubesse antes teriam me preparado melhor pra ficar sem trabalhar e pra lidar com todas as funções que uma reforma gera.

    Reforma é sempre pior do que abrir uma coisa nova. Quando você está abrindo um consultório você se preocupa em deixar tudo funcional e bonito, mas tem tempo pra isso. Na reforma você fica sem trabalhar e com a pressão dos pacientes querendo marcar horário, parece que eles surgem aos montes. E quando você marca o  paciente e precisa remarcar porque ainda não está pronto? E quando remarca mais de 3 vezes? Enfim, eu finalmente voltei a atender depois de quase 2 meses sem trabalhar. Tô acampada mas tudo funciona.

    Mas vamos lá… vai reformar? Confere as dicas:

    Esse é o primeiro projeto que minha arquiteta me apresentou. O consultório tá quase assim ;)
    Esse é o primeiro projeto que minha arquiteta me apresentou. O consultório tá quase assim 😉

    1º Contrate um bom arquiteto. O arquiteto deve fazer o projeto arquitetônico, elétrico, hidráulico, acompanhar a obra e contratar os “tucos” pra que tudo ocorra bem. Tem que organizar um cronograma da obra pois pra nós tempo é dinheiro, ter voz ativa pra mandar fazer de novo se não ficou bem feito e tem que ser bravo o suficiente pra fazer com que todo mundo trabalhe no tempo estabelecido.

    2º Converse com a assistência técnica do seu equipamento. O técnico vai ter que desmontar tudo e orientar o encanador e eletricista sobre como deve ser a parte elétrica e hidráulica da cadeira. Vale principalmente se você vai ocultar os canos sob o piso.

    3º Avise seus pacientes que vai reformar. Comece a avisar os pacientes pelo menos um mês antes do início da obra. Vai gerar transtornos, portanto procure deixar todos os seus tratamentos finalizados. E não esqueça de colocar o telefone no “Siga-me”, eles vão ligar.

    4º Tenha um consultório como “estepe”. Converse com algum colega sobre a possibilidade de trabalhar alguns períodos no consultório dele, ou apenas em casos de emergência. No meu caso, eu tenho pacientes de orto que preciso ver todo mês, então organizei uma semana em que  pudesse ver todos no consultório da cooperativa que faço parte. Se não conseguir isso, alugue o consultório de alguém, o mais importante é não deixar os pacientes desassistidos se não quiser perdê-los.

    5º Esteja  pronto pra imprevistos! A minha obra tinha previsão de durar um mês, e até ficar tudo em perfeito estado vai levar dois meses e meio. Tudo acaba demorando. Então, se você planejou gastar 20 mil esteja pronto pra poder gastar 35-40 mil, sempre há gastos que não aparecem na hora do projeto. Pode ser um problema no encanamento que vaza na sala de baixo, pode ser a tubulação do ar condicionado que precisou mudar de direção, pode ser uma parede pintada que você optou por colar tecido, pode ser a quantidade de luminárias que na horá prática precisou colocar mais, enfim… podem ser várias coisas. Esteja pronto pra tudo que você planejou levar ou custar o dobro sempre.

    6º Esteja pronto pro stress. Sim, por mais que a arquiteta combine as coisas com os “tucos” você também vai acabar dando esporro bronca neles. Infelizmente a mão de obra no nosso país é cara e difícil ser eficiente, e infelizmente a coisa não anda se você for bonzinho. Na base do esporro grito a coisa anda nos trilhos, e com certeza você vai se envolver.

    Meu lindo consultório... completamente destruído.
    Meu lindo consultório… completamente destruído.

    Haverão mais posts sobre isso aqui no blog rosa. Tem muitas particularidades que nós como dentistas estamos por fora, e depois de uma reforma começamos a ver diferente.

    #goDIVAS! GO!