Autor: Marjorie Lanzarin

  • Referência e contra-referência na Odontologia

    Referência e contra-referência na Odontologia

    Algo importante e fundamental pro bom andamento do nosso trabalho. Mas e aí, quem faz?

    Procurando na internet não encontrei nenhum blog falando sobre isso ainda e de maneira informal. Encontrei os mais diversos artigos científicos sobre o assunto principalmente na área da Saúde Pública, quem quiser é só colocar no google. Aqui vou falar de maneira bem informal sobre como acontece no meu consultório. Talvez eu dê a devida importância pra isso justamente por causa da minha formação sanitarista…

    Costumo encaminhar meus pacientes com uma cartinha, assim fui ensinada na faculdade:

    Encaminhamento
    Encaminhamento

    Não custa sermos cordiais com nossos colegas. Eis que em quase 6 anos de vida profissional, só recebi DUAS contra-referências de colegas a que encaminhei pacientes. Nesse caso da foto, a contra-referência veio assim:

     

    Contra-referência
    Contra-referência

    Esse bom relacionamento é decisivo pra mim na escolha de profissionais a indicar. Foi a primeira contra-referência que recebi, no ano passado. Encaminhei a paciente a um buco maxilo pois era um dente que eu como aperfeiçoada em cirurgia não tinha competência pra tirar, e sim um especialista. É importante reconhecermos nossos limites profissionais, o paciente reconhece isso. Vale a pena divulgar o profissional.
    A segunda contra-referencia recebi há duas semanas, pra um caso de endodontia.

    Contra-referência e referência
    Contra-referência e referência

    Indiquei a paciente a um colega e ela acabou indo em outro, e gostei muito da contra-referência dele. Sempre que encaminhamos um paciente é difícil a gente saber com o que o colega fechou o dente. Eu aprendi que deveria ser com ionômero de vidro, mas quando eu trabalhava no SUS recebia pacientes com obturador temporário, e tinha que adivinhar. Torna-se muito mais fácil seguir com o trabalho assim.

    Ao colega que encaminha o paciente, não custa ser cordial no encaminhamento. Ao profissional especialista que realizou o procedimento, esta é uma boa maneira de receber novos encaminhamentos.

    Não sei como funciona nos outros estados ou o que outras faculdades de odontologia ensinam, mas aqui no sul o sistema de referência e contra-referência funciona bem meia boca para a odontologia. Na área médica e enfermagem sei que um profissional não consegue trabalhar bem se não deixar tudo por escrito.

    Outra coisa que é importante salientar, principalmente pra quem trabalha no SUS ou em clínicas com rotatividade profissional, escrevam por extenso os procedimentos realizados nos pacientes. Faculdades diferentes utilizam abreviações diferentes para procedimentos, fica difícil adivinhar o que um colega que não estudou na ULBRA junto comigo quer dizer quando escreve tudo por siglas. Lá na ULBRA me ensinaram assim: tudo por extenso, por mais que leve tempo. Assim todo mundo sabe o que foi realizado anteriormente.

    E aí, quem vai contra-referenciar de agora em diante? Fica a dica 😉

    #goDIVAS! GO!


  • Sorriso de Ortodontista

    Sorriso de Ortodontista

    Estou bem contente com a ortodontia. Não pensei que pudesse gostar TANTO de uma especialização que comecei apenas pra manter vivo meu consultório, já que a menina dos olhos na minha odontologia é a Odontopediatria, englobando a saúde da gestante.

    É muito comum quando entramos na odontologia começarmos a mudar o nosso sorriso. Teve a onda do piercing dental, mas o que todo dentista faz ou já fez é clareamento. E começamos na faculdade mesmo, mexendo nesses detalhes conforme nosso aprendizado odontológico aumenta.

    Enfim, eu nunca colei o tal piercing no meu incisivo lateral. O meu 22 é levemente tortinho. E também nunca troquei meus 4 amálgamas da infância no primeiro molar permanente. Mas meus dentes são clareados.

    Quando entrei na ortodontia, uma das primeiras coisas que fiz foi a minha documentação ortodôntica. Tracei todos as análises cefalométricas aprendidas até então à mão e fui detectando eu mesma o meu problema – confirmado pela minha professora e amiga. Sou braqui severo, e uma Classe III muito bem compensada. Tinha ainda os 4 sisos pra extrair (que me dopei com Dormonid e tirei os 4 juntos numa das idéias mais infelizes da minha vida).

    Enfim, no último módulo da especialização, safirei. Ganhei um sorriso de safira. Implorei pros meus colegas de turma, pra alguém montar o aparelho em mim. Dentista quase nunca tem tempo ou vontade de atender dentista pois sabe como é. E eu aqui… coloquei os separadores na véspera, aí só aguentei bandar e montar o aparelho superior.

    Sorriso de Safira!
    Sorriso de Safira!

    Acho o aparelho dentário estético mais bonito, pois fica discreto. Antes só sendo dentista pra notar o meu 22 fora da arcada, meu sorriso em geral era bonito. Mas com o fio colocado deu pra perceber a curva que ele faz no meu sorriso, e orto precisa ter um sorriso perfeito, assim como nutricionista não pode ser gorda (penso eu!).

    Esses dias tive uma conversa com o Paulão no Twitter sobre aparelho. Todo dentista que começa especialização (ou a grande maioria) coloca aparelho. Começa a notar uma Curva de Spee acentuada ou uma série de contatos prematuros que não valem a pena desgastar, ou ainda pequenas correções, pois muitos de nós usamos aparelho na adolescência e continuamos crescendo depois sem acompanhamento do especialista (meu caso). Será que é assim com quem faz dentística, que quer melhorar o visual do sorriso com as lentes de contato? Ou é assim também com o dentista que começa a buco maxilo, será que passa por cirurgia ortognática? Já soube de ambos casos, mas alguém aí tem mais alguma história pra relatar?

    Vou usar aparelho por uns 2 anos. Até terminar a especialização termina meu tratamento. Mas calma, isso tudo não é só pro dente 22, vou aproveitar e expandir um pouco o sorriso. E ao mesmo tempo ser o seminário da minha colega, que agora é a minha ortodontista.

    Uma coisa muito importante a se considerar antes de sair colocando aparelho por aí: é necessário ter um ortodontista antes de ter um aparelho na boca. Não é todo mundo que precisa ou que pode colocar aparelho logo de cara, existem outros tipos de tratamentos dentários, ortopédicos ou cirúrgicos que se fazem necessário em alguns casos, por isso a importância de um profissional qualificado para a correta prescrição e acompanhamento.

    #goDIVAS! GO


  • Instituto do Câncer Infantil (RS) busca por dentistas voluntários!

    Instituto do Câncer Infantil (RS) busca por dentistas voluntários!

    O Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul precisa de dentistas voluntários! Se você é de Porto Alegre ou região aí está uma ótima maneira de ajudar a quem precisa 🙂

    Busca por dentistas voluntários
    Busca por dentistas voluntários

    O núcleo de odontologia está precisando de voluntários dentistas para atender crianças e adolescentes com câncer,que se tratam no HCPA. O consultório fica na sede do ICI na rua Francisco Ferrer, 276 em Poa. Pode ser uma manhã ou uma tarde 1 vez por semana ou a cada 15 dias. Os horários das reuniões para novos voluntários estão abaixo, e os interessados em participar podem escolher uma data e confirmar no telefone acima com a Dra. Lidiane Rosa. O local da reunião é no mesmo endereço.
    13/03 14:30hs
    14/03 10hs
    16/03 10hs

    O Núcleo de Odontologia do ICI-RS proporciona um relacionamento estreito entre a criança com câncer e sua necessidade de tratamento odontológico. Localizado na sede administrativa do Instituto, o serviço oferece gratuitamente aos pacientes procedimentos de Dentística, Profilaxia, Odontopediatria, Ortodontia, Ortopedia Funcional, Cirurgia Bucomaxilofacial, Estomatologia e Endodontia.
    Sobre o Instituto do Câncer Infantil – RS
    O Instituto do Câncer Infantil é referência no tratamento da doença na América Latina, com índice de cura de 75% nos casos atendidos. Em parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, todo o atendimento, serviço de apoio e continuidade do tratamento das crianças e adolescentes com câncer são assegurados por equipes especializadas.
    O ICI-RS também participa do desenvolvimento de pesquisas para o tratamento do câncer infantil, com meta de atingir a cura em 100% dos casos atendidos. Os pacientes também contam com apoio pedagógico, psicológico e odontológico, medicamentos, e exames. Além disso, suas famílias também recebem apoio assistencial, roupas, calçados e alimentos.
    Visite o site da instituição: www.ici-rs.org.br

  • Dentista de Defunto

    Dentista de Defunto

    Fui convidada hoje de tarde por um paciente meu de Erechim pra ser dentista na funerária que ele trabalha. Calma! Eu explico 😀

    Ele trabalha numa funerária e chegou hoje todo contente que tinha ganhado bastante dinheiro esse mês. Passou carnaval, muita gente morreu e felizmente (ou infelizmente?) ele vive com o que ganha quando tem mortes. Pagou a mensalidade da orto direitinho e me disse que precisavam de uma dentista na funerária, se eu não gostaria de trabalhar pra eles de vez em quando.

    Eu não entendi nada! Perguntei: “Por quê? O que uma dentista faria na funerária?”

    Ele me disse que as pessoas não podem ser enterradas com nada de metal, e queriam alguém pra tirar o aparelho dos defuntos. Quem faz isso é um dos colegas dele, com alicate, mas eles têm medo de serem multados pelo “exercício ilegal da profissão”, por não serem dentistas e fazer o trabalho da remoção dos bráquetes. Além disso, tem medo de machucar o paciente defunto.

    Preta-Gil-Pe-na-cova-carnaval (1)

    Na hora soltei uma grande gargalhada! Primeiro, por não saber que não podem enterrar uma pessoa com metal – e tem muita gente que enterra os parentes com aliança, alguma outra jóia, dente de ouro, enfim – e em seguida pelo medo de machucar o paciente defunto.

    Admirei a dedicação com que eles trabalham para que o paciente não sinta dor… OH WAIT! Mas fico me perguntando se realmente é verdade isso. Será que o CRO consideraria exercício ilegal da profissão um funcionário de funerária usar um alicate não odontológico pra fazer a remoção dos braquetes.

    Alguém sabe alguma coisa sobre isso?

     


  • Esmalte da Semana: Caipiroska Curaçao (Risqué) + Realize Tudo (Impala)

    Esmalte da Semana: Caipiroska Curaçao (Risqué) + Realize Tudo (Impala)

    Olá divas, saudades da nossa coluna de sexta-feira?

    Nós também, mas ultimamente estava difícil até pra fazer as unhas. Agora passando o Carnaval (graças a Deus) as coisas voltam ao normal.

    Eu não sou nem um pouco fã de Carnaval. Pra mim sempre foi um feriadão pra curtir a praia bebendo uma espumante na beira do mar e curtir o solzinho de leve no fim do dia. Acordar cedo e dormir cedo. Mas esse ano, o primeiro em uns 10, vou passar em Passo Fundo no bloco CarnaHouse: sala, quarto, cozinha e jardim. Diva Depressão total!!

    divaa

     

    Mas os pilas poupados da praia irão pra algo melhor chegando no fim de março… Lollapalooza!! Quem vamos? 😉

    Enfim, vamos pro esmalte?

    Não gosto de usar os esmaltes do salão, sempre levo os meus. É possível pegar fungos nas unhas através dos esmaltes também, aí sempre ando com alguns dentro da bolsa. Tenho um vício em comprar esmaltes e adoro os mais coloridos!! São baratos e duram bastante. Então, em clima de Carnaval só que não, enquanto validava o ticket do estacionamento entrei na farmácia rapidinho e peguei esses dois aí, que ainda não tinha.

    foto (36)

    Já comprei um prismático esses dias, e ele não cobre a unha, é meio transparente. O efeito bonito fica passando por cima de um esmalte de cor parecida. Ele reflete no sol, brilha muito!! E por isso, não gosto de passar em todas as unhas. Sou do tipo que curte a “filha única”, só que na esquerda ainda pinto mais uma. O azul-esverdeado da Risqué é um cintilante bem levinho que cobriu bem com duas mãos. E o da Impala é quase como uma cobertura brilhante, que junto com outro esmalte de cor parecida fica bonitinho. Passei uma vez só sobre duas camadas do esmalte da Risqué.

    foto (33)
    A filha “única” tem maninha mais nova na mão esquerda!

    Eu gostei, ficou bonitinho, e vocês?

    #goDIVAS! GO!


  • Todo dentista é artista!

    Todo dentista é artista!

    Recebi na página dos meus cupcakes a seguinte mensagem da leitora Nádia:

    “Olá Marjorie! Te acompanho no blog Odontodivas, gostaria de saber como você consegue conciliar a sua vida de dentista com as vendas de cupcake . Bjs Feliz ano novo e sucesso.”

    Rende post né?

    Primeiros mini cupcakes, aniversário em 2011
    Primeiros mini cupcakes, aniversário em 2011

    Além de mim tem a diva Ju Lemes que faz arte como maquiadora nas horas vagas, e os vídeos dela no blog sempre são sucesso!

    Respondi que quando nossa vaquinha cai do precipício a gente precisa buscar outras maneiras de sobreviver, sair da nossa zona de conforto. É muito bom trabalhar 40 horas semanais e no consultório como diversão no fim do dia, afinal, o salário, as férias e o 13º estão garantidos. Mas quando a gente se depara com alguma situação complicada é preciso inovar.

    Os cupcakes sempre foram meu hobby, desde a época de faculdade. Lá eu chamava eles de muffins, pois não utilizava muita cobertura e cupcake ainda não era moda no Brasil. Era mais fácil fazer um bolo em várias forminhas e dividir com os colegas que moravam no mesmo prédio do que eu do que fazer um bolo inteiro e dividir os pedaços. E ainda dava pra levar de lanche ou sair comendo antes de ir pra aula também. Fazia em forminhas de empadinhas, com a forminha de papel em cima. Meus bolinhos faziam sucesso com o pessoal do Edifício Olinda de Torres.

    Depois, me mudei para Florianópolis. Era meu primeiro emprego, recém formada. Fazia os bolinhos da mesma maneira.

    Quando voltei a Passo Fundo, minha família gostou da idéia, mas aí esporadicamente eu fazia. Conforme foi passando o tempo os cupcakes viraram febre e pude conhecer o trabalho da Paula Rollemberg, dentista e artista do açúcar. E ela leva a sério a confeitaria!

    Trocando algumas idéias, comprei forminhas e comecei a fazer então os cupcakes, não mais muffins. Isso em meados de 2010, e pra minha família e amigos. Os bolinhos ficaram lindos e começaram a fazer sucesso, então eu fazia quando tinha tempo, pra alguma ocasião em minha casa, trabalho ou para presentear meus amigos. Aí descobri os mini cupcakes e posso dizer que sou “especialista” neles. São os que mais gosto de fazer e os mais fáceis de comer.

    Quando fiz pela primeira vez pros meus amigos eles adoraram, foi no meu aniversário de 2011. Pediram pra encomendar mas ainda assim era só um hobby. Virou trabalho também quando eu sai da prefeitura, e passei a trabalhar apenas no consultório tendo bastante tempo ocioso. Aí criei a página Marjorie Lanzarin Cupcakes no facebook e passei a divulgar algumas fotos e a aceitar encomendas do público em geral.

    Cupcakes do meu aniversário em 2012
    Cupcakes do meu aniversário em 2012

    Fizeram tanto sucesso que entrego semanalmente num barzinho aqui em Passo Fundo, o Quina, onde eles revendem meus bolinhos. E continuo aceitando encomendas para diversas ocasiões, mas sempre peço com pelo menos uma semana de antecedência pra conseguir organizar a minha agenda do consultório.

    E assim como a Paula, todos acham irônico uma dentista trabalhar com doces. Alguns brincam que deveria ter no verso do cartão dos cupcakes o meu do consultório.

    Enfim, gosto muito das duas coisas. Primeiramente gostaria de dizer que o negócio dos cupcakes é apenas um complemento na minha renda, e que por isso não tenho feito a divulgação da maneira que deveria. É um trabalho artesanal, que faço com prazer para minha selecionada clientela.

    Gosto muito de ser dentista e tenho o sonho de um dia ter uma confeitaria bistrô. Se puder fazer as duas coisas serei uma pessoa plenamente realizada, mas também é um segundo plano caso a odonto não dê retorno em todo investimento que fiz. Vamos ver o que o futuro me reserva! 😉

    E você que também é um pouco artista,  quer compartilhar conosco? Mande para [email protected] que a gente publica a sua história!

    Ah, e se você curte o blog não custa nada clicar em Curtir na minha página dos cupcakes, né?

    #goDIVAS! GO!


  • 2º Fórum de Blogs e Mídias Sociais na Odontologia no CIOSP 2013

    2º Fórum de Blogs e Mídias Sociais na Odontologia no CIOSP 2013

    Mais um ano se inicia e novamente os odontoblogs estarão presentes no maior congresso de odontologia do mundo! Ano passado foi sucesso de público e crítica e esse ano queremos fazer melhor ainda!!

    Vida de Dentista, OdontoDivas e DicasOdonto no Fórum de 2012
    Vida de Dentista, OdontoDivas e DicasOdonto no Fórum de 2012

    Foi confirmado o 2º Fórum de Blogs e Mídias Sociais na Odontologia, e Juliana Lemes e Marjo Lanzarin do Blog OdontoDivas juntamente com Luiz Santos do Dicas Odonto e Fabrício Mendes do Vida de Dentista estarão ministrando essa atividade no dia 1º de fevereiro no CIOSP 2013!

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    Vai pro congresso? Não deixe de assistir e participar! O Fórum é gratuito, por ordem de chegada respeitando a capacidade máxima do auditório.

    Você confere mais informações no site do CIOSP 2013 e no blog oficial do CIOSP, além de informações nos próprios odontoblogs.

    E aqui você pode conferir um pouco do que foi o Fórum de 2012 e a nossa entrevista pra TV APCD pra ficar com mais vontade ainda de ir 😉

    Contamos com vocês! E em breve mais um post com os detalhes do evento esse ano!

    #goDIVAS! GO!


  • Dica de Diva: Bom relacionamento com clientes

    Dica de Diva: Bom relacionamento com clientes

    Uma pulga atrás da orelha, é o que algumas empresas nos deixam.

    Fim de ano, férias de secretária, paciente não pagando porque precisou comprar presente de Natal pra mãe, pai, irmão, tia, sobrinho, cachorro e gato da amiga da vizinha, e você acaba esquecendo na prateleira de baixo do organizador de papéis do consultório aquele boleto com um valor infame da dental.

    ... aham
    … aham

    Você passa e pede uma segunda via (afinal, não podia pagar em cash na dental porque o boleto estava com o banco) e eles mandam pro seu e-mail no dia que você não está com o notebook no consultório e pimba! Recebe a visita do oficial do tabelionato com uma intimação de protesto.

    Flor De Pessoa, e o bom relacionamento com os clientes onde fica??? Infelizmente nós dentistas fazemos aquela cara de enjoo a cada calote de paciente e infelizmente não podemos fazer mais do que isso, vocês das dentais não podem ser mais acessíveis com os clientes dentistas?

    Ok, confesso, sou um BOCADO desorganizada, eu não lembro nem de comprar papel higiênico pro consultório se não estou no banheiro vendo que tá acabando. Pra essas coisas todas que eu tinha uma secretária e infelizmente não posso pagá-la ainda pra tê-la de volta. Com ela tudo andava as mil maravilhas, e todas as minhas contas estavam em dia.

    Agora, sozinha e no fim do ano tudo dificultou. E as dentais não fazem a cara de enjoo quando algum dentista esquece do boleto, eles te dão mais um soco no estômago.

    Quero que saibam, empresas, que existem outras maneiras de manter um bom relacionamento com os clientes, inclusive nessa época tão difícil do ano. Isso faz com que os clientes se tornem cada vez mais fiéis aos seus principais fornecedores. Não tô dizendo que precisa dizer que “tudo bem, não precisa me pagar!“. Apenas para serem mais flexíveis com os clientes quando estes querem lhe pagar, que estão com o cash na mão. Não pensem que é bom pro dentista ficar devendo também.

    Às empresas que fazem isso, os meus parabéns! Sempre vai ter gente falando bem de vocês, e obviamente estarão conquistando novos clientes. Agora, as empresas como a que eu citei, infelizmente vocês vão perder clientes SEMPRE. Eu era cliente há 5 anos e agora remarcarei o paciente pra não pedir material lá. Isso que é vizinha do consultório. E claro, todas aquelas coisas que a gente já ouvia falar por outros colegas agora ganharão mais força.

    No final é só colocar na balança quem se mantém no mercado, e com que diferencial.

    Dica de Diva

    #goDIVAS! GO!


  • Doutora, preciso tirar meu siso??

    Doutora, preciso tirar meu siso??

    É comum ouvirmos essa pergunta no consultório.

    “Mas meu dente não nasceu, não me dói ou atrapalha em nada. Por que preciso tirar meu siso?”

    Além de uma série de complicações que podem ocasionar os sisos inclusos/impactados como ortodônticas ou apicais, um dos motivos é reabsorção radicular dos dentes vizinhos.

    Vejam este caso do Dr. Paulo Gutierrez, dentista do bem e cirurgião buco-maxilo-facial de Londrina.

    Reabsorção no segundo molar ocasionado pela inclusão do terceiro. Perdeu-se um dente importante por conta de um que não servia para nada!

    Colega, converse com seus pacientes sobre os problemas que um dente incluso pode causar, mesmo quietinho. Se você não faz esse tipo de procedimento, tenha sempre um colega de confiança pra esses casos.

    Paciente, se você tem mais de 18 anos e seus sisos não apareceram na boca ainda, procure um dentista.

    #goDIVAS! GO!

     

     


  • Encerrando ciclos…

    Encerrando ciclos…

    Recebi esse texto de uma aluna do curso de ASB por e-mail e adorei a reflexão.

    É perfeito para o fim  do ano, para o fim desse ciclo. E não tem nada a ver com odonto, mas comigo, como mulher. Tenho certeza que muitas outras mulheres dentistas ou não também vão entender o quão perfeito é esse texto nesse fim de ano, e de coração aberto ou talvez magoado estarão dispostas a encerrar todos os ciclos de 2012 que ficarão pra trás, e quem sabe entrar o ano de 2013 pronta para novos ciclos e renovada.

    Ame-se, em primeiro lugar.

    A dor que é quando perdemos algo a que estávamos acostumados no dia-a-dia é algo insuportável. Pode ser um emprego, pode ser um amor, pode ser uma amiga por uma besteira mal compreendida… pode ser tudo isso junto. Mas com o tempo começa a doer cada vez menos. Nós mulheres temos um poder de cicatrização que muitas vezes nem nós conhecemos. O que doeu ontem e dói hoje vai doer menos daqui 2 meses, e quem sabe daqui um ano seja apenas uma lembrança gostosa, algo distante, que já não dói mais, algo que nem parece que foi nosso. O responsável por isso? TEMPO, o senhor do destino. Sempre o tempo. Nos faz evoluir quando queremos.

    Escrevo isso pois ando um pouco sumida do blog, sei que vocês tem saudade (aham!) e peço perdão pela minha ausência ou pela ausência das minhas palavras. O ano de 2012 foi um ano difícil, mas se me perguntarem se valeu a pena eu direi que valeu cada minuto…

    #goDIVAS! GO!

    Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

    Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
    Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
    A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

    Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

    Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

    As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

    Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
    Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

    Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

    Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

    Fernando Pessoa; e eu de coração (Orientina, minha aluna)