Autor: Marjorie Lanzarin

  • Diva no SUS #13: A Monografia, o Pré-Natal Odontológico e a sanitarista

    Diva no SUS #13: A Monografia, o Pré-Natal Odontológico e a sanitarista

    Pessoal, voltei! 😀

    Enfim, depois de muitas voltas com a monografia, uns fios de cabelo loiros e muito abraçar meu namorado, a série de saúde coletiva está de volta! Hoje vou falar um pouco sobre o tema da minha monografia (que apresento sexta-feira em Porto Alegre na especialização em Saúde Pública).

    Às 3:26 da manhã, na véspera da entrega… muito cansada, mas feliz pela vida social voltando!

    O Tio Dentista já falou bastante sobre isso no blog dele, e inclusive solicitei ajuda quando buscava artigos para a construção da minha monografia. Fiz uma revisão de literatura pra fundamentar a criação de um protocolo de atendimento à gestantes e crianças, identificando as práticas de sucesso em programas públicos e privados no Brasil e fundamentando na literatura as melhores alternativas de tratamento.

    Estive há pouco tempo em Porto Alegre no II Encontro Sul Brasileiro de Saúde Bucal onde o tema era as Equipes de Saúde bucal dentro das Equipes de Saúde da Família. Tive o privilégio de assistir as experiências exitosas vencedoras do Prêmio Brasil Sorridente 2011, onde a maioria continha programas de pré-natal odontológico (o que enriqueceu minha monografia) e de conversar pessoalmente com o Dr. Gilberto Pucca Júnior, Coordenador Nacional de Saúde Bucal.

    Pude perceber que os municípios das experiências exitosas contam com muito empenho profissional, tanto do serviço de ponta como de gestão. Na minha cidade, como não temos ainda uma Equipe de Saúde Bucal estruturada trabalhamos por conta, muitas vezes só em procedimentos curativos.

    A melhor estratégia para evitar a cárie dentária é a educação em saúde. Isso não custa caro, mas é preciso muita força de vontade e apoio de uma equipe interdisciplinar. A Odontologia precisa ocupar o seu espaço. Para isso, é necessário primeiramente capacitar a equipe em que trabalha, buscando informações fundamentadas (não é fácil pra um dentista ensinar um médico se não tem algo bem fundamentado) para assim termos o apoio para nosso trabalho, que não é menos importante.

    Vou falar resumidamente sobre o meu trabalho. A monografia completa estará disponível a partir do mês que vem na biblioteca da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul. São coisas que qualquer dentista pode fazer no seu consultório quando trata de gestantes.

    O Pré-natal Odontológico, termo ainda pouco utilizado no nosso cotidiano, tem como estratégia um conjunto de ações educativas, preventivas e curativas, visando à saúde bucal da gestante e do bebê. Os cuidados da gestante com sua alimentação, hábitos saudáveis e higiene bucal influenciam diretamente na dentição do bebê.

    A prevenção da cárie infantil começa durante o pré-natal, aonde são incluídas orientações sobre a saúde bucal com o objetivo de desmistificar as crenças populares de que “a gravidez enfraquece os dentes”, “cada filho custa um dente a sua mãe” e, portanto, abolir os mitos relacionados ao tratamento odontológico durante esta fase.

    Nesse contexto, a odontologia e em especial a odontopediatria, onde se acha incluso o programa de saúde bucal para gestantes e bebês, e a saúde da família que é hoje uma realidade em residência multiprofissional, precisará estar mais envolvida com o reflexo do equilíbrio saúde/doença alterando as condições bucais, e os conhecimentos científicos relativos às condições sistêmicas modificadas pelas doenças bucais. Assim, a odontologia passa a ser considerada essencial em programas que visam a prevenção e o controle da prematuridade, devendo ser inserida em um programa de pré-natal comprometido com a qualidade de vida da unidade gestante/recém-nascido.

    O preparo adequado do profissional no que se refere ao conhecimento das alterações sistêmicas geradas pela gravidez, é fundamental para o atendimento seguro e tranquilo das gestantes, assim como o contato com o médico da gestante sempre que necessário.  É necessário incentivar a procura por cuidados dentários profissional para suceder a gravidez, e no mínimo, uma vez no trimestre durante a gravidez, de modo a prevenir complicações futuras, como também, reforçar a necessidade de um atendimento multiprofissional para a gestante, de modo a atuar na saúde global da mesma (POLETTO et al., 2008).

    O protocolo de tratamento a gestantes e crianças que eu criei será tema para um outro post da Diva do SUS! Aguardem! 😉

    #goDIVAS! GO!

     

    POLETTO, V.C. et al., Atendimento odontológico em gestantes: uma revisão da literatura. Stomatos 2008; 14: 64-75.


  • Esmalte da Semana: Polaina Fun

    Esmalte da Semana: Polaina Fun

    Um azul céu que me lembra do Grêmio numa boa fase. Esse é o azul da coleção Disco da Impala, o Polaina Fun.

    Impala: Polaina Fun

    Na verdade passei esse esmalte no dia seguinte do esmalte anterior, pois ele ficou tão grosso que levantou todo depois do banho. Cobertura boa, durou quase 5 dias nas unhas com top coat, esmalte bom em geral. Mas o azul nas unhas por não ser algo tão comum e sim algo esporádico acabou me deixando enjoada.

    Vale pras mais ousadas e pra quem gosta de experimentar 🙂

    #goDIVAS! GO!

     

     


  • Esmalte da Semana: Bonequinha Charmosa

    Esmalte da Semana: Bonequinha Charmosa

    O esmalte dessa semana é o Bonequinha Charmosa da nova coleção Penélope Charmosa da Risqué.

    Bonequinha Charmosa

    Eu como A-DO-RO amarelo adorei essa cor, linda mesmo. Mas o esmalte é muito cretino, diferente dos outros da Risqué.

    Minha manicure tava doida pra que eu pedisse pra ela tirar tudo e pintar de outra cor. No frasquinho a cor é impecável, o esmalte super cremoso, mas pra alcançar esse resultado foi preciso três mãos de esmalte e o famoso top coat da Avon. Ficou grossinho, cuidei o dia todo pra não marcar e vamos ver o resultado amanhã depois de uma noite embaixo das cobertas.

    Não sei se os outros da nova coleção são assim. Vi um azul que gostei também mas esse não cheguei a comprar e depois dessa tentativa não sei se compro.

    E aí, o que acharam?

    #goDIVAS! GO!


  • CASO CLÍNICO: A menina borboleta

    CASO CLÍNICO: A menina borboleta

    Ontem meu último horário da agenda era ocupado por uma menininha linda, sua revisão após o nascimento dos dentinhos. ela tem um ano e meio. Os pais são meus pacientes. Dessa vez ela veio acompanhada de uma amiguinha, que acaba de se mudar pra Passo Fundo vinda do Rio de Janeiro com os pais. Essa menininha linda que sorria e brincava mordendo os meus gibis da recepção era apenas 2 meses mais nova que minha pacientezinha, e apresentava algo que à primeira vista não identifiquei, míope que sou. Os pais queriam que eu avaliasse a saúde bucal dela, e eu o fiz.

    A menina apresenta EPIDERMÓLISE BOLHOSA, uma doença que até então só havia visto em livros. Os pais a chamam de “borboletinha”, pois a pele dela é tão delicada quanto a asa de uma borboleta. E a borboleta é o símbolo dos portadores dessa alteração.

    A Epidermólise Bolhosa é uma doença grave e rara, não contagiosa, que se caracteriza por uma sensibilidade muito acentuada na pele e mucosas com formação de bolhas nas células epidérmicas, especialmente nas áreas de maior atrito, como resposta a qualquer acidente doméstico ou casual, ou mesmo mudanças climáticas.

    Criança com Epidermólise Bolhosa
    Criança com Epidermólise Bolhosa

    Até o momento a doença não tem cura. A engenharia genética e as ciências da saúda têm trabalhado no assunto, mas a cura ainda é vista como um fato a acontecer no futuro. Com o avanço da Ciência na área de genética, tem-se a esperança de cura dentro de alguns anos.

    Ao exame clínico pude observar diversas bolhas na mucosa oral da minha paciente. Os dentinhos estão nascendo e imaginando a dor que ela deve sentir não realizei conduta nenhuma no momento do exame. Os pais me falaram que utilizam um cotonete pra fazer a limpeza dos dentes dela e que uma vez uma dentista no Rio deu uma escova de dentes ultra macia. Entrei em contato com algumas odontoempresas solicitando algumas escovas, vamos ver se consigo.

    A alimentação dos pacientes com epidermólise bolhosa é basicamente pastosa, pois qualquer pequeno trauma gera bolhas na cavidade oral. Me informei também que são realizados bochechos com solução fluoretada para evitar o aparecimento de cáries.

    Aposto que todo mundo já recebeu o email do caso da menina Amanda (da foto ao lado) que precisava de doações. Esse é o aspecto do corpinho da minha pequena paciente. Os pais falaram que melhorou muito o aspecto das bolhas desde a mudança, pois Passo Fundo tem um clima mais frio.

    Pés de uma criança com Epidermólise Bolhosa

     

    Perguntei sobre o tratamento e eles me falaram que não há nada específico. Há uma pesquisa sendo desenvolvida nos Estados Unidos sobre transplante de medula para o tratamento, ainda em fase inicial.

    O paciente requer tratamento constante através do uso de pomadas, curativos para os ferimentos, além de vitaminas e uma alimentação diferenciada, rica em proteínas e calorias, necessários para os portadores terem condições de sobreviver. A alimentação adequada é muito importante para evitar a desnutrição, a baixa resistência, a infecção e outras complicações. Por isto os pacientes devem ser acompanhados por um nutricionista.

    Em alguns casos, os pacientes são acometidos por bolhas no esôfago e estas ao cicatrizarem causam estreitamento no órgão. O estreitamento pode ser corrigido com cirurgias, mas como acontece com as mãos, as cirurgias se repetem sempre que se fizerem necessárias.

    Me informei sobre a doença no Neville, meu livro favorito de patologia e também na internet, onde encontrei o site da APPEB, Associação de Parentes, Amigos e Portadores de Epidermólise Bolhosa Congênita de onde tirei as informações em itálico deste post. O tratamento para estes pacientes é interdisciplinar, e vou acompanhá-la em Passo Fundo de agora em diante, e posteriormente colocarei fotos. Se algum colega já tratou pacientes com essa doença gostaria de trocar experiências.

    #goDIVAS! GO!


  • Artes e Manhas de uma OdontoDiva quando criança…

    Artes e Manhas de uma OdontoDiva quando criança…

    Fui uma criança muito calminha…

    e eu fui uma criança ruiva…

    Antes da minha irmã nascer eu tinha poucos amiguinhos, isso devido ao emprego no meu pai: policial militar. Quando bem novinha, mudávamos muito de cidade, aí ficava difícil.

    Minha primeira (e única!) aparição nua!

    Eu parecia uma bonequinha, sempre. Tinha uma carinha um pouco triste, tímida demais demais… eu apanhava dos coleguinhas na creche mas não batia, minha mãe disse que não era pra bater porque era errado. Mas eu aprontava das minhas! Sempre usando o intelecto, claro, carecterística de uma diva!

    Lá pelos 2 anos eu tinha mania de exibicionista. Quando meus pais tinham visitas, eu ia pro meio da sala e baixava as calças, ficava pelada. Achava o máximo porque todo mundo ria da minha capacidade de tirar as roupas! Pra uma criança com 2 anos e alguma coisa era um grande feito, claro que depois de aprender a usar o penico.

    Outra dessa época era pegar tooooodos os vinis do meu pai e espalhar pelo chão da sala. Depois disso, eu fazia xixi em cima deles. Parece que eu sabia desde aquela época que nunca iria gostar de música sertaneja, então sentia que estava fazendo um favor pra ele estragando os discos.

    Depois disso eu “maltratava” a Mitica, minha gata. Sem intenção, eu não entendia né? Nós andávamos de motoca ao redor da casa juntas: eu na motoca, a Mitica amarrada na motoca. Eu pedalava, pedalava e ela ia “correndo” amarrada na motoca. Às vezes a Mitica acabava sendo arrastada, aí eu parava, mexia nela e concluia: “Ela não moleu, tá só dando uma doimidinha!”.

    Mais crescida um pouquinho, a estratégia para chamar a atenção era “fugiu de casa”. Todo mundo deve ter feito isso pelo menos uma vez quando criança. Escolhia os meus melhores brinquedos, colocava tudo dentro de uma mochilinha e no máximo ia dar uma volta na quadra. Eu, quando não fugia, morria. Sim, eu MORRIA!

    A bonequinha!

    Me fechava no quarto, escrevia um cartaz com coisas do tipo “Mãe você não foi legal comigo, por isso eu morri! ADEUS!” e deitava em cima da minha cama com ele em cima de mim. Desenhava no cartaz também, muitos passarinhos pretos, flores pretas, tudo preto. Era o lápis de cor que eu menos gostava, sempre gostei de tudo muito colorido. Às vezes ficava mais de uma hora deitada esperando que me encontrassem e assim chorar minha ausência. Quando me encontravam, primeiro eles faziam cara de chocados e começavam a dizer “coitadinha, ela morreu” e eu me controlava pra não rir. Aí vinham as cócegas e eu sempre acabava rindo, porém nervosa… alguns desses cartazes minha mãe tem datados e guardados até hoje, mas tão bem guardados que ela não conseguiu encontrar pra eu ilustrar esse post.

    São tantas lembranças engraçadas que deixam meus pais nostálgicos. Ontem à noite estavam os dois sozinhos em casa, olhando nossas fotos de criança. Meu pai até chorou de saudade da época, onde tudo era mais difícil mas parecia ser mais fácil. Agora eles estão começando a ter aquele sentimento de ninho vazio, eu quase não páro em casa, minha irmã em outra cidade, as duas adultas. Meu pais com aquela saudade que quase implora por um neto.

    Eles virão, um dia. E se eu que era quietinha aprontava, não quero nem imaginar o trabalho que vou ter…

    Feliz dia da Criança a todos que ainda cultivam a sua criança interior! 🙂

    #goDIVAS! GO!


  • Repúdio à OdontoPrev!!!!!

    Repúdio à OdontoPrev!!!!!

    Cheguei no consultório, abri meus e-mails e o mais terrível acontecia: um e-mail oficial da OdontoPrev me aguardava, dizendo que alguns procedimentos foram glossados por motivos administrativos… Minha senha não estava entrando no site e acabei bloqueando quando começaram a chegar os pacientes.

    Terminei os atendimentos do dia e acabei esquecendo de verificar a senha, tava exausta!

    Enfim, passou uns dias e lembrei dos procedimentos. Liguei para solicitar uma nova senha e fui verificar. Eis o que encontro:

    Relação dos meus procedimentos glosados… em apenas 1 dos meus pacientes! Clique para ver maior

    Bem, o que mais eu poderia dizer pra ilustrar a minha indignação… FRUSTRANTE! Chorei de raiva!

    Então você se esforça na faculdade pra estar entre os melhores da turma, abre um consultório todo nos conformes, se endivida na dentária, não difere o tipo de atendimento prestado entre pacientes conveniados e particulares (salvo algum material, como a resina, não o tipo de atenção ou qualidade de tratamento), não anuncia clareamentos em sites de compra coletiva, PAGA o CRO anualmente, estuda, se aperfeiçoa e vem uma %$¨*& de convênio dizer que o teu trabalho NÃO VALEU NENHUM CENTAVO?????

    Vou ser clara, expondo isso em tópicos:

    1º) Em nenhum momento, nos procedimentos de dentística, dizia que o rx panorâmico era inadequado. . O que há como Condição para o Repasse ao lado de cada procedimento é:

    “Apresentar imagem/foto e/ou RX diagnóstico e final”

    Então se o paciente faz exodontia de 4 sisos e mais 4 pré-molares para fins ortodônticos, 2 restaurações e 1 tratamento de canal eu vou ter que mandar 1 rx panorâmico inicial e final para as exos, a ordem da ortodontista para a realização das exos de pré-molares e mais 3 rx periapical inicial e final para comprovar as restaurações e o tratamento de canal??? Isso tudo pode ser visto e comprovado apenas em rx panorâmico (e com o pedido do orto).

    2º) Procedimentos restauradores grandes (como nesse caso) podem ser comprovados via Rx Panorâmico. Aonde existia uma cárie aparece uma restauração, aonde tinha um amálgama aparece uma resina, aonde tinha uma resina fraturada aparece uma resina inteira. Meio óbvio pra todo mundo não?

    3º) A auditoria deve ser realizada por um dentista. O dentista tem a capacidade de verificar radiograficamente todas as condições do 2º item, sendo este rx bem revelado e fixado – coisa que toda clínica radiológica faz.

    4º) É inadmissível e eticamente incorreto (Capítulo V, Seção I, Art. 6º, item III do Código de Ética Odontológica) expor pacientes a tratamentos desnecessários, como por exemplo 7 rx periapicais iniciais e 7 rx periapicais finais sendo estes procedimentos podendo ser comprovados com apenas 1 rx panorâmico inicial e outro final. Além do tempo de exposição do rx periapical ser muito maior que o rx panorâmico, existe um Ato Normativo do CFO desde 12 de maio de 2010,  a RESOLUÇÃO CFO-102/2010 que Proíbe o uso indiscriminado de Raio X. No Art. 1º.  está escrito:

    “Fica vedado o uso indiscriminado de Raio X com finalidade, exclusivamente, administrativa em substituição à perícia/auditoria e aos serviços odontológicos.”

    5º) No item 8 do Manual do Credenciado da OdontoPrev existe uma “Autorização Especial”, que…

    “…deverá ser utilizada em casos de procedimentos e/ou tratamentos que não estejam contemplados na Tabela de Procedimentos OdontoPrev ou se enquadrem em perfil de exceção às regras e parâmetros propostos para o atendimento clínico.”

    Sim, claro, esta autorização e a revisão de repasses devem ser feitos 30 dias após aparecer as glossas nos nossos procedimentos. Eu recebi o e-mail da OdontoPrev no dia 12/09 e… Oops! Os procedimentos foram consolidados no dia 20/07, passou né…

    6º) As excessões de envio de Rx para o repasse de pagamento aos dentistas incluem:

    PACIENTES GRÁVIDAS;
    DENTISTAS GRÁVIDAS;
    PACIENTES ESPECIAIS;
    CRIANÇAS ATÉ 6 ANOS E ONZE MESES.

    E aquele paciente que tem náusea quando encosta a película radiográfica no palato? Um rx panorâmico torna-se muito mais viável nesse caso, assim como todas as outras vantagens que esse rx possui também.

    7º) Quase esqueci: Os rx panorâmicos são realizados em clínicas radiológicas conveniadas. Os rx periapical é devem ser realizados no consultório do dentista. Frente a isso, vamos falar do que intere$$a:

    Preço da película unitária na dental: R$1,00
    Preço da caixa de películas: cerca de R$90,00
    Valor repassado ao dentista pela OdontoPrev por rx periapical: R$2,47 bruto, imaginem quanto fica com o imposto…
    E o tempo de trabalho, valor do revelador/fixador, necessidade de repetir porque o paciente se mexeu durante a tomada radiográfica? “…”

    Enfim, após essas considerações, a primeira frase do Manual do Credenciado escrita pelo Presidente da OdontoPrev perde todo seu efeito:

    “As atividades da OdontoPrev, desde a sua criação, têm sido norteadas por dois princípios fundamentais: alteridade e ética.”

    Me senti uma palhaça. E frente a tudo isso, eu, Marjorie Lanzarin, na condição de “formadora de opinião” e dentista NÃO ME PROSTITUO MAIS ATENDENDO ODONTOPREV. Porque é só isso que consigo pensar dos meus procedimentos realizados, de acordo com o que jurei na minha formatura, e julgados dessa maneira.

    … equem cuida do sorriso?

    À OdontoPrev algumas sugestões:

    1) Invistam menos na qualidade do papel dos envelopes que vocês encaminham aos consultórios dos dentistas. É demais, e totalmente desnecessário.

    2) Adequem a tabela de valores de repasses ao dentista. Estão extremamente ultrapassados,

    3) Contratem peritos/auditores em cada cidade onde existe o plano. Melhor ainda seria se esses auditores estivessem dentro de cada fábrica ou empresa que o plano é oferecido. Isso vai fazer vocês trabalharem de acordo com a RESOLUÇÃO CFO-102/2010 e de acordo com o Código de Ética Odontológica. E talvez faça com que ganhem alguns adeptos.

    4) Pensem no bem estar do dentista. Afinal, somos colegas… e talvez assim vocês consigam mais que míseros 105 “Curti” na página do facebook. Já os blogs odontológicos….

     

    Estou no aguardo de uma resposta dos responsáveis pela OdontoPrev pra estes esclarecimentos. Não só a mim como profissional indignada quanto a todos os colegas que passam por isso no dia a dia do consultório. Quero ser remunerada pelos procedimentos que realizei com rx panorâmico.

    Estou no aguardo também de parecer dos Órgãos de Classe quanto a esse abuso. Afinal, é pra isso que trabalhamos dentro da legalidade e com um número de CRO, que não é barato.


  • Auto procedimentos odontológicos – todo dentista arrisca!

    Auto procedimentos odontológicos – todo dentista arrisca!

    Ontem de tarde enquanto monografava aparece uma janelinha do meu TweetDeck no canto superior direito da tela “gritando”:

    Peraí diva!!!! Auto clareamento??

    Quem acompanha a Ju Lemes no Twitter sabe que ela tweeta muito enquanto o gel age nos pacientes dela, e nesse caso, até nela própria! A nossa diva da estética mostrou mais uma vez do que  é capaz!

    E a diva fez tudo certinho, inclusive de EPI!

    Os auto procedimentos já foram assunto de um PodCuspir, onde a Nina Cris afirma ter realizado uma restauração em si mesma, assim como eu também já dei uma enjambrada numa classe V do meu 21. Eis que a dona do Odontostalgia e OdontoDiva honorária Dra. Célia Barral acompanhou tudo e nos mandou um relato. Segue o relato da nossa guest!

    Já respondi diversas vezes a seguinte pergunta:
    _ Dra. quem trata os seus dentes?
    _ Quando preciso recorro a um colega, ué!

    E ainda que o interlocutor não fale, eu posso ler na sua mente: “E não paga. Que inveja!”

    É verdade. Poder contar com os melhores profissionais (porque é assim que vejo meus amigos) realmente é uma baita vantagem, e sempre que necessitei, fui PRONTAMENTE atendida, mas…

    No meu caso, meus contatos mais próximos atendem em consultório particular e com hora marcada.  Agendar com algum deles significa tomar o horário de um “pagante”. Além do que, quando aparece uma urgência, sempre deixo claro que a preferência é do paciente dele. Sem contar que sempre podemos esperar mais um pouquinho…

    Então…

    Maio de 2010, 15 dias antes de eu partir pra Espanha, numa sexta feira à noite (porque sempre é), comecei s sentir aquilo que os clientes dizem ser uma dor, não forte, chata, e que EU NÃO SABIA ONDE ERA!

    Liguei pra Dra Sibele, minha querida amiga que eu sei trabalha sábado sim outro não. Felizmente este era sim e ela me agendou pro último horário. 12h.

    Mesmo atendendo no consultório dela há 18anos, semanalmente, consegui errar o caminho, e cheguei atrasada. A dor era chata.

    Era na AIE., onde eu tinha o 35 quase higido, dois implantes e um molar com amálgama que parecia ok!
    Rx, muitos testes e os três (o marido dela tbem estava lá) com cara de paisagem!

    Quem faz os diagnósticos dor lá sou eu, mas agora eu era a paciente. Acabamos por decidir pela remoção do amálgama do 38, que Bingo! tinha recidiva de cárie.

    Ufa, dor localizada, mas ficamos com receio de restaurar. Podia ser endo. Como na semana seguinte viajaria, decidimos por um OZE e se não doesse restauraria quando voltasse. A viagem foi maravilhosa, e eu nem lembrei que tinha dentes 🙂

    Quando voltei, a correria me engoliu! Sabe como é, quinze dias fora do consultório, tinha que correr para repor os Euros desviados. E claro, o dente não doía!

    Recentemente comecei a perceber que o OZE estava desgastado. Sempre pensando em comentar com ela, mas passava. Então, sexta feira, 16/09/11, quinze meses e 20 dias depois, eu sucumbi a necessidade e fiz a classe I. O último paciente saiu às 20h. Preparei a sala e a paciente: “Eu”

    Coloquei tudo o mais proximo possível. Como sou valente, fiz sem anestesia hehehe. Baixei o OZE um pouco mais e aquela dorzinha aguda do contato da broca com a dentina me fez repensar. Continuei. Com o sugador prendendo no soalho (delicioso), eu mediava a briga entre minha lingua e os roletes de algodão. Admito ter segurado uma lágrima ao secar levemente a dentina pós ataque ácido.

    Bond e fonte de luz. Isso tudo, claro, com uma só mão, afinal, a outra segurava o espelho. Felizmente a caixa não era muito funda e eu regularizei com um pouco resina de fluída. Depois a pasta, e claro, ficou alta! Morde carbono, ajusta. Morde de novo, ajusta! Cuidado com a língua e com a bochecha! Nhac,Nhac! OK

    Uma enhance pra finalizar e Voilá!

    O próximo passo foi repetir o mantra: Tomara que não doa! Tomara que não doa! Tomara que não doa!
    E apesar de sensivel no dia seguinte, o mantra funcionou.

    E então pessoal, o que vocês acham dos auto procedimentos? Alguém já se arriscou em algum? Comentem 😀

    #goDIVAS! GO!

    Guest Post

    Guest post escrito pela Dra. Celia Barral, dos blogs Odontostalgia e Pensamentos Compartilhados.


  • Diva surtada: Desisti de mudar o mundo mas preciso monografar!

    Diva surtada: Desisti de mudar o mundo mas preciso monografar!

    Nos últimos dias entrei em guerra comigo mesma.

    Acredito que a vida seja feita de ciclos, e para cada novo ciclo que começa um precisa fechar. E eu estou em desespero com esse ciclo se fechando. Somos mulheres, dentistas, professoras, alunas, namoradas, amigas…. enfim, somos tudo numa só. E precisamos de um dia de 36 horas pra dar conta disso.

    Humpf!

    No ano passado eu estava assim também. Projeto da monografia da Saúde Pública, projeto pro Comitê de Ética pelo PET-Saúde, 40 horas semanais no PSF  mais umas 12 horas no consultório e ainda algumas reuniões. Estava há 1 ano e meio sem férias também, o que influenciava tudo.

    Nem acreditei que consegui entregar os projetos a tempo. Não foram projetinhos, foram OS projetos. Depois da apresentação e do meu 10,0 com direito a estrelinha, o stress passou. E o cabelo, diminuiu.

    Mudei radicalmente! Sempre tive cabelo comprido, e há tempos queria mudar o visual. Junto com as madeixas caindo no chão, sentia que praticava o desapego de todas as coisas que me deixavam mal até aquele dia. Era o fim de um ciclo, para o início de outro repleto de paz. E claro, férias.

    Naquela época de alívio eu já falava: “Não quero nem me ver no ano que vem quando tiver que entregar o trabalho pronto!” Eu sabia que o pior ainda estava por vir. E agora, numa pausa entre um capítulo e outro da minha monografia resolvi desabafar um pouco.

    Foi-se o tempo em que eu tinha tempo (e talvez vontade) de mudar o mundo. Deixei passar muito tempo pra pegar de jeito a monografia pois mais coisas apareceram. Novos alunos, mais reuniões, namorado, blog e outra especialização. Pensei que por ser EaD seria mais tranquilo. Grande engano, a exigência é MUITO maior.

    Recebo e-mails duas vezes por semana da minha tutora dizendo pra eu acessar o moodle. Há cerca de 1 mês comuniquei ao pessoal do EaD que teria dificuldades em assistir as aulas virtuais pois precisava terminar minha monografia. Aproveitei, pra ter mais tempo, pra fazer um procedimento cirúrgico que vinha adiando há pra poder me dedicar exclusivamente a monografia no período que fosse me ausentar do trabalho pelo atestado médico, que vale até sexta-feira agora.

    Com dores físicas e stress mental venho dedicando meus dias a terminar essa monografia. Cada conversa com o orientador me deixa mais desanimada, mas esse é o trabalho dele: inticar os alunos pra ver até onde eles aguentam, até onde eles se esforçam, até onde eles insistem em continuar escrevendo. Meu Tico e Teco estão quase dando tilt…

    Semana que vem vou voar pra fazer uma pesquisa de campo. O meu prazo final da monografia é dia 6 de outubro, dia que retorno de Campinas. Desejem-me força e sorte.

    Nesse exato momento estou em pânico com 3 livros abertos em cima da minha cama e pelos menos 17 artigos nas abas do Chrome. Tentando revisá-los, juntando as idéias de todos eles num texto só. E tem gente que acha fácil fazer revisão de literatura.

    Pensava em fazer um mestrado no ano que vem. Na verdade, eu pensava em mudar o mundo com este TCC e ir direto pra um doutorado com uma publicação super relevante no assunto.

    Hoje, eu só penso em poder rir dessa minha angústia na beira de uma praia de mar caribenho com meu namorado (que quase não tem tido atenção), tomando um coquetel lindo daqueles que tem guarda-chuvinhas enfeitando o copo, feliz por ter passado por isso tudo. Em férias, claro.

    Portanto, aos meus amigos peço desculpas se tenho andado meio ausente ou estranha. Às divas, desculpa pela minha ausência no blog. Até o Luiz não tem a namorada que merecia, mas isso é temporário. Só tenho a agradecer a ele que poderia estar fazendo tudo com os amigos mas fica me ajudando na monografia e inclusive convalescendo com pós-operatório junto comigo. Isso só pode ser amor verdadeiro. O meu mais sincero MUITO OBRIGADA a todos que me entenderam e estão juntos comigo nessa fase, me incentivando, dizendo que eu vou conseguir.

    De uma coisa eu tenho certeza: meu cabelo vai mudar de novo. Não sei ainda o que vou fazer, mas sei que só vou encerrar esse ciclo quando deixar esse visual de “Marjo Surtada” pra trás. Enquanto isso não termina, minha consciência continua cantando:

    “O jeito é, dar uma monografadinha e sofrer, o jeito é…”

    …ou então:

    “Continue a monografar… continue a monografar“


  • Esmalte da Semana – Nude + Love Story

    Esmalte da Semana – Nude + Love Story

    Eu adoro misturar cores!! Peço para que por favor não reparem nas minhas cutículas pois pintei minhas unhas numa tarde ociosa no PSF.

    Os meus lindos!

    Tô numa fase mais discreta, e apesar dos protestos da minha manicure com esmaltes claros que segundo ela não combinam comigo resolvi inovar com o Nude da Risqué. Ficou lindo!

    Aí, pra deixar um pouco mais cheguei coloquei um flocado da Impala da linha Novo 70 , o Love Story. Adorei!

    Como o flocado deixa a unha com um pouco de textura usei o top coat da Colorama, na minha opinião o melhor.

    Espero que tenham gostado!

    #goDIVAS! GO!


  • OdontoDiva no Garota PinUp

    OdontoDiva no Garota PinUp

    Pessoal, estou concorrendo a um ensaio fotográfico pinup pro site Garota Pinup.

    Marjo para OdontoDiva PinUp

    Concorro com a foto acima. Para votar em mim, é só clicar em “Curtir” na página do Garota Pinup no facebook e em seguida curtir a minha foto. A foto que tiver mais “curtidas” até o dia 21/09 tem a chance de concorrer a um ensaio com as outras 5 pré-selecionadas.

    Vamos lá pessoal, votem em mim!! Prometo um ensaio lindo pois adoro o estilo de vida Pin Up, coisa que já era possível ser vista aqui.

    #goDIVAS!! GO!