Autor: Marjorie Lanzarin

  • Meu 1º consultório: o que comprar?

    Meu 1º consultório: o que comprar?

    Uma dúvida para muitos de nós dentistas é o que comprar quando se resolve montar um consultório odontológico.

    Na minha época de faculdade comprei o melhor instrumental, já pensando em usá-lo posteriormente no consultório. E foi o que aconteceu: uso todo instrumental de faculdade no meu consultório hoje em dia. As únicas coisas que comprei a mais foram trios e carpules, por motivos óbvios.

    Mas ainda fica a dúvida: o que comprar de material de consumo? Isso é algo que vamso percebendo na rotina do consultório o que é preciso, mas precisamos começar de algo. Acostumados com marcas e produtos usados na faculdade acabamos ficando sem saber o que comprar. E aproveitando que a Cláudia Duarte me perguntou no twitter se eu não teria uma lista de materiais de consumo pra indicar, depois de passar pra ela resolvi disponibilizá-la aqui.

    • IRM;
    • Ionômero de vidro;
    • Resinas (A1, A2, A3, A3,5, A4, B1, T, 0A2, OA3);
    • Pasta de polimento resinas;
    • Tiras de poliéster;
    • Matriz metálica;
    • Tiras de lixa metálicas e poliéster;
    • Cunhas de madeira;
    • Discos soflex;
    • Pasta profilática;
    • Fluor tópico;
    • Fluor verniz;
    • Selante;
    • Paramono;
    • Tricresol;
    • Formocresol;
    • Tartarite;
    • Bicarbonato de sódio;
    • Cariostático;
    • Cimento cirúrgico;
    • Hemostesin;
    • Dycal;
    • Anestésicos com vaso (uso novocol);
    • Anestésico sem vaso;
    • Anestésico tópico;
    • Dessensibilizante;
    • Cimento endodôntico;
    • Cones guta;
    • Cones acessórios;
    • Hipoclorito;
    • EDTA;
    • Clorexidine 0,12%;
    • Clorexidine 2%;
    • Sugadores;
    • Roletes de algodão;
    Acredito que para o começo está bom, foi mais ou menos o que eu comprei quando montei o meu consultório. O restante varia muito de especialidade para especialidade, e sugestões são bem vindas nos comentários! 🙂
    #goDIVAS!! GO!

  • Diva no SUS #12: A doma da criONÇA que “não permitiu conduta”

    Diva no SUS #12: A doma da criONÇA que “não permitiu conduta”

    Segunda-feira, depois de 3 anos e meio  voltou ao PSF um paciente complicado. Ele consultou apenas 5 vezes lá, sendo que comigo foram apenas 3. Legitima criONÇA.

    Já tinha voz de homenzinho, não mais a voz de criança. A mãe mandou ele entrar e ficou escondida atrás da porta do consultório, ouvindo tudo nervosa, meio constrangida.

    Quando vi a ficha pensei: “Xiii… bem capaz! Hoje sim me cravo a agulha!” O guri era um terror, birrento demais, daqueles que pegam na mão enquanto tu tenta trabalhar!

    Lembro que na última vez que tentei atendê-lo, quando fui anestesiar ele agarrou meu braço e eu quase me piquei, mesmo ele tendo concordado com o tratamento. E eu disse pra mãe dele um “Não atendo mais!!!” recheado de indignação, visto o quase acidente. E anotei na ficha clínica a idade dele do lado de cada consulta.

    Na última vez ele tinha 11 anos. Considero a mim mesma uma domadora de crionças, mas prefiro as que são menores do que eu. O menino naquela época era aqueles gordinhos grandinhos, logo, beeeeem mais forte do que eu. Não tenho muita paciencia para onças grandes, considero a causa da ferocidade a falta de laço tato que os pais tem com os próprios filhos. As pequenas são sempre mais fáceis de domar.

    Vou resumir a evolução clínica dele:

    fev/2008: Dor associada à lesão de cárie 36 OV. Paciente não permitiu conduta restauradora. Prescrito analgésico.
    abril/2008: Dor dente 36, cárie OVD. Provável envolvimento endodôntico. Não permitiu anestesia, remoção parcial de cárie + curativo. Prescrito antiinflamatório.(9 anos)
    setembro/2008:  Abcesso periapical dente 36, lesão extensa de cárie dente 46. Paciente não permitiu conduta. Prescrito antibiótico + analgésico.
    abril/2009: Dor dente 36 associada à destruição coronária total e envolvimento periapical. Paciente não permitiu anestesia. Prescrito antibiótico. (10 anos)
    julho/2009: Dor associada à remanescentes radiculares do dente 36. Não permitiu conduta.  (11 anos)

    E aí a ficha do guri me aparece essa semana, com 13 anos. O que sobrou do dente 36 estava praticamente coberto pela gengiva, doendo claro. Não tinha o que fazer sem um rx. Fiz a solicitação do mesmo, mediquei, mas no exame clínico notei um dente 46 com extensa lesão de cárie. Tive que inticar: “Vem cá, e esse dente, vamos restaurar?”

    E o guri se limitou a dizer um “Aham.” com a voz grave de um menino virando homem. Intiquei de novo: “Mas e a anestesia? É preciso, tu vai me deixar fazer?” e eu ouvi de novo um “Aham.” sem muito entusiasmo.

    Sem acreditar no que tava acontecendo, firmei a mão e hesitei… pensei que ele iria agarrar o meu pulso novamente, mas não: ELE ME DEIXOU FAZER A ANESTESIA! E nesse momento sinos tocaram e eu ouvi todo o PSF cantar “Aaaaaleluia!!! Aaaaaleluia!!!!”.

    E aquele sentimento de tarefa cumprida! Enfim, mais uma criONÇA domada.

    #goDIVAS! GO!


  • Diva no SUS #11: O tal Chá de Malva

    Diva no SUS #11: O tal Chá de Malva

    A folha e a flor da Malva sylvestris

    É uma receita antiga, coisa de vó. Acredito que todo mundo já ouviu algum paciente falar sobre o tal cha de malva…

    Muitos pacientes, do interior principalmente, fazem bochechos com chá de malva para aliviar dor de dente. A malva é um anti-inflamatório natural, especialmente eficaz nas afecções da boca e garganta, e acredito eu não haver contra-indicações. Muitas pessoas tem em casa e fica fácil preparar o chá.

    Pra que serve?

    Tenho visto no meu dia-a-dia odontológico muitos pacientes que utilizam o chá de malva pra qualquer coisa. O que notei é que ele é altamente eficaz na melhora da gengiva dos pacientes, tanto quanto ou mais que a clorexidina. E desde então, ao invés de receitar a solução pra bochecho eu sempre antes pergunto se o paciente tem malva em casa ou se ele tem como conseguir com alguém. É barata, natural e acredito eu não haver contra-indicação.

    Procurei por trabalhos/artigos acadêmicos na biblioteca virtual em saúde e não encontrei nenhum trabalho comparando a eficácia do chá de malva versus clorexidina. Procurei mais na internet e não encontrei muitas informações também, então se alguém quer fazer uma pesquisa e não tem tema ainda acho que aí está uma boa sugestão (e relevante também) pra um estudo do tipo caso-controle. Encontrei uma citação sobre malva nesta revisão de literatura, onde diz que a malva vem sendo testada no controle de crescimento de bactérias presentes no biofilme dental

    O que encontrei sobre a malva:

    A Malva sylvestris L. tem folhas bem verdes, com longos pecíolos, serreadas nas bordas e com pêlos ásperos, embora moles e macios ao tato. Já as flores são bem características: quando totalmente abertas, apresentam cinco pétalas afastadas, estreitas na base, largas e chanfradas na parte superior, a coloração é rósea e o florescimento se dá nos meses mais quentes do ano e, dependendo da região, pode ocorrer do final da primavera até meados do outono.

    A planta contém mucilagens, antocianina, tanino e um óleo essencial volátil com propriedades calmantes, emolientes e laxativas. O uso da malva é indicado nas inflamações da boca (aftas e gengivites) e garganta, principalmente na forma de gargarejos. O chá é usado em casos de prisão de ventre, úlceras e gastrite. Na forma de emplastro, a malva é recomendada para tratar abcessos e as compressas feitas com as folhas são consideradas ótimas para aliviar queimaduras de sol.

    A malva é usada popularmente como expectorante, emoliente, diurética e calmante. Indicada para problemas da garganta, dos brônquios e inflamações dentárias, também funciona como suavizante nas picadas de insetos e irritações da pele.

    É da família das malváceas, e o nome da família vem do grego “malake”ou suave, uma vez que a planta é conhecida por acalmar.

    Mas como preparar o chá?

    Recomendo os meus pacientes prepararem um chá forte com as folhas em infusão, e bochechar o chá em temperatura morna pra fria, cerca de um copo pelo menos três vezes ao dia. Um detalhe muuuuito importante: NÃO COLOCAR AÇÚCAR, por motivos óbvios.

    É o bastante para que uma gengiva inflamada, inchada e avermelhada em apenas um dia mude do vermelho para o rosa de uma gengiva saudável, como eu pude observar no paciente do post do “dentista” que cola aparelho em casa. Claro que é preciso lembrar que cada caso é um caso, e que o paciente precisa seguir as intruções de bochecho.

    Passei a receitar o chá de malva no meu consultório particular também e notei uma certa resistência dos meus pacientes mais instruídos, salvo aqueles que adoram um fitoterápico. A maioria tem resistência e não leva a sério que um chazinho seja o suficiente para “acalmar uma gengiva sangrenta”, e preferem que eu receite uma solução mais “cara”. Logo, o digluconato de clorixidina 0,12% se faz presente, com aquele gosto metálico típico mas que parece agradar mais quem gosta de pagar.

     E vocês, o que me dizem do chá de malva? Vamos trocar experiências? Comentem! 🙂

    #goDIVAS! GO!

     

    Fonte:

    Jardim e Flores
    Loja do Jardim

    Bem Tratar


  • Diva no SUS #10: O “dentista” que cola aparelho em casa

    Diva no SUS #10: O “dentista” que cola aparelho em casa

    Não entendeu o título??

    Pois é, esse cara existe na minha cidade. É quase uma lenda urbana e já ouço a mesma estória há 3 anos, desde que comecei a trabalhar na ESF Lava Pés. Mas peraí!!! Dentista??? SENTA LÁ!!!!

    Como ele trabalha?

    Ele pega uma maleta branca com brackets, fios, alicate, borrachinhas, par de luvas e sei lá que tipo de cola e vai na casa de alguém do bairro. Segundo relatos dos meus pacientes, ele cobra cerca de 40 reais pra “colocar” o aparelho. Cola os brakets, coloca um fio e borrachinhas. Sem elásticos afastadores, sem banda, sem espaçador, sem profilaxia, sem remoção de cáries. Sem trocar de luvas e sem esterilizar o material, ele passa de pessoa em pessoa o afastador de lábios/bochechas e escolhe o meio do dente pra colar o bracket, sem medição nenhuma.

    Fiquei curiosa e perguntei como ele realizava o procedimento: Pedia para os ‘pacientes’ deitarem no sofá, imagino que trabalhava em posição 12 horas. E tinha platéia, pois ele nunca ia numa casa pra colar um aparelho só. Me caiu os butiá do bolso…

    Graças a isso, quase todo mês eu faço uma remoção de aparelho no PSF. E finalmente essa semana consegui fotografar dois casos!

    O primeiro caso apareceu por um motivo totalmente diferente, como na maioria das minhas remoções de aparelho.

    A paciente tinha a gengiva inchada, sangrando e dolorida. Constatei que os brackets dos pré-molares foram colados muito na cervical, e com a higienização dificultada a gengiva começou a inchar – e paciente começou a sentir dor.

    Aparelho + cárie??

    A paciente relatou ter “feito a última manutenção” há cerca de 3 semanas e o que encontrei foram brackets soltos além de uma cárie imeeeensa que pedi uma avaliação radiográfica há quase 1 ano e nunca voltou. Dessa vez, a queixa era o inchaço da gengiva e não a cárie, afinal, o aparelho tava lá.

    Perguntei se a gengiva nunca incomodou antes, e ela me disse que chegou a ligar uma vez pro “dentista” pra ver o que fazia. Ele deu a receita caseira mais doida que já vi até hoje pra gengivite: Pegar um espinho de limoeiro e furar a gengiva com ele. Será que ia dar m@#%$¨???

    Enfim, convenci a moça a tirar o aparelho pelo bem dos outros dentes dela. Meu passo a passo:

    1) Remoção dos brackets com fórceps (não tenho alicate no PSF), soltou bem fácil sem fazer força;

    Logo após remover os brackets, observe o inchaço da gengiva

     

    O "aparelho"

    2) Remoção da “cola” com ponta diamantada de acabamento fino;

    Logo após a remoção da "cola"

    3) Raspagem com curetas da boca toda.

    Após a raspagem, como sangrou muito ficou impossível realizar o polimento. Pedi à paciente que realizasse bochechos com chá de malva, planta essa comum de se ter em casa aqui, e na área do PSF bem fácil de encontrar tambem. Sempre oriento a fazer um chá bem forte de folhas e bochechar um copo 3 vezes por dia no mínimo com o chá de morno a frio.

    Inacreditavelmente no dia seguinte a paciente voltou e a gengiva não estava mais vermelha ou inchada na região dos pré-molares.

    Note a diminuição do inchaço e vermelhidão da gengiva no dia seguinte após intervenção.

    Por fim, encaminhei a paciente pra um colega e amigo especialista, que pode garantir o tratamento. Ela continua com o 26 em boca pois quero saber da opinião do orto antes de encaminhar para endo ou exo aquele dente. O legal é que ela entendeu os males que um aparelho colocado com um dentista sem responsabilidade pode causar e indicou-me a algumas amigas para realizar o mesmo procedimento de remoção.

    QUASE ESQUECI de contar!!! O ‘dentista’ na maior casa de pau ia na dentária comprar material ortodôntico e era atendido! Felizmente, a maior dental e mais tradicional de Passo Fundo colocou uma placa proibindo a venda de materiais a quem não fosse dentista. Achei muuuuito boa a medida, e a prática desse cara começou a diminuir.

    Diminuir até sumir, pois os pacientes dele começaram a diminuir no meu consultório. Os boatos é que ele foi preso, não sei se por causa disso ou por uso de drogas… outros dizem que ele foi internado em uma clínica para usuários de drogas. Não sei, só sei que o cara sumiu. O que importa é que não tá por aí colando braket em ninguém.

    O outro caso acho que deixo pra um próximo post, já que digitei este 3 vezes!!!

    #goDIVAS! GO!

    PS: Engraçado como paciente tem mania de achar que tudo que é pago é melhor que o SUS né? Sem mais…


  • Uma diva Penélope Charmosa!

    Uma diva Penélope Charmosa!

    Vou falar hoje de uma festa digna de diva mesmo.

    É a festa das PENÉLOPES do Moinho Lounge em mais uma edição de sucesso! Pra mim em especial esta semana começou maravilhosa e vai terminar perfeita pois nada melhor que uma festa rosa de casa cheia para celebrar a casa nova deste lindo blog rosa! Que alegria!! 😀

    É uma festa que já virou tradição na minha cidade, existe desde 2005 e conta com três edições no ano. Eu sempre gostei da noite das Penélopes e adorei quando me foi feito o convite pra ser uma delas no ano passado. Desde então essa já é a minha 5ª edição como anfitriã.

    Mas o que é ser uma PENÉLOPE?

    Pra mim, ser uma das Penélopes é poder extravasar o lado cor de rosa da vida. É onde me esqueço de todas as preocupações doidas do dia-a-dia, dessa vida de dentista maluca que amo de paixão mas que me cansa (assim como a todas nós dentistas e mulheres leitoras do blog pink) de vez em quando. É a noite em que me sinto apenas mulher e mais nada, noite essa em que rio, danço, danço e danço e me divirto com as minhas amigas que também querem esquecer o dia a dia cheio de responsabilidades.

    Querem saber como funciona?

    Nessa edição somos em 20 Penélopes. Recebemos os convites pra distribuir pela cidade, e a festa é aberta apenas para as mulheres a partir das 22:45 até 00:30, onde eles liberam para os meninos.

    Até esse horário, temos coquetel de vodka com suco (particularmente adoro com suco de morango!) e a cada três meninas uma garrafa de espumante. E como não falar da atração principal? Os performers!!!! O show é sempre muito legal e quando a entrada é liberada para todos, pensa no estadinho de parte da mulherada… fico imaginando o que se passa na cabeça dos homens enquanto eles esperam na fila lá fora ouvindo os gritinhos hehehe

    Mas e o que tem a ver com as OdontoDivas?

    Tem TUDO a ver com o nosso lado DIVA! Tem muito glamour, bastante beleza, um show de moda e estilo, cabelos impecáveis e maquiagem!

    A produção das Penélopes é realizada pelo salão onde corto meu cabelo, um dos patrocinadores da festa.Vocês já viram os vídeos da Ju Lemes? Os makes roxo, esfumado, azul e esmeralda são perfeitos pras meninas se inspirarem na festa e curtir um pouco o lado DIVA!

    Deu vontade né?

    Quer conferir um pouco do que aconteceu na primeira edição deste ano? Clica aqui que tem a galeria completa!

    #goDIVAS! GO!

     


  • Caso Clínico: Dente Aberto no SUS

    Caso Clínico: Dente Aberto no SUS

    Uma discussão foi travada ontem de tarde via Twitter, graças ao post da nossa diva Ju Lemes. Adoro essas discussões, muitas opiniões e condutas diferentes aparecem.

    E aí? Deixa aberto?

    Não estão erradas e talvez nem todas certas, mas todas chegam ao mesmo desfecho: a solução do problema do paciente. Cada um com a sua conduta, adequada para o caso, de acordo com o que aprendeu ou convive. O Luiz Rodolfo como plantonista já abordou o tema no blog DicasOdonto brilhantemente, quem quiser conferir clica aqui.


    Tenho pavor daqueles pacientes que chegam no consultório falando mal do dentista anterior: “Aquele dentista fez um rombo no meu dente!” ou então: “Ele mexeu tanto no meu dente que eu tive que segurar a mão dele!” e pior ainda: “Ele só mexeu com o espelhinho no meu dente e doeu, não fez mais nada…”. Não sabemos quais foram as circunstâncias que levaram aquele dentista a tomar determinada conduta.

    Muitos pacientes fazem um tour pelos postos de saúde e até mesmo nos plantões, volta e meia acabam comigo novamente. Me dá vontade de largar um “Bem feito pra ti!” pra aqueles pacientes que reagudizam um processo crônico. Anoto tudo na ficha clínica: medicação prescrita e o tempo solicitado para o retorno. Quem segue as minhas orientações prescritas passa por exodontias indolores e tratamentos de canais tranquilos. Por quê? Eu SEMPRE medico. Prefiro errar por medicar demais do que por de menos. Mas não pensem que isso foi a faculdade que me ensinou e sim 3 anos de Estratégia de Saúde da Família.

    É preciso ser criativo e improvisação pra trabalhar em PSF. Quem não consegue isso pode esquecer: não tem perfil de PSF e vai se frustrar. O que aprendemos na teoria funciona perfeitamente bem quando temos todos os recursos disponíveis – o que não acontece na maioria das vezes no serviço público. Já fiquei muito tempo sem limas endodônticas por exemplo, precisava solucionar os problemas com o que tinha. Foi assim que aprendi a usar o amalgamador: ficando sem ácido para condicionamento por mais de 1 mês! Na prática, porque a academia me disse que não era preciso saber fazer um bom amálgama já que não era mais tão usado nos dias de hoje graças às resinas de alta geração. No meu consultório tudo bem, no PSF são outros 500.

    Por trabalhar 40 horas semanais na atenção primária, sigo uma agenda para atender aos meus pacientes. São agendados 8 pacientes para as manhãs e 5 para tarde. Além disso, são realizados atendimentos de urgência, visitas domiciliares, prevenção na escola, reuniões de equipe e atendimentos realizados por alunos que supervisiono. Encaixa isso tudo numa agenda semanal?

    Entende-se por urgência: dor aguda ou fratura dental. Pré-requisito no PSF. E dor aguda faz com que os pacientes saiam cedo da cama.

    Fico @#$% da cara com aquele paciente que chega às 11:45 com dor e quer ser atendido. Sabe aquele diazinho frio ou com chuva? SEMPRE acontece nesses dias, às 11:45, pacientes relatando que não dormiram a noite toda. E tavam fazendo o que a manhã inteira?

    A população fica mal acostumada. Quer atestado pra manhã inteira. Eu mesma ensinei alguns a fazer o teatro pra conseguir fazer Rx no CAIS sem agendar: Só dizer que estava morreeeeeendo de dor. Se não for um dentista o examinador, médico, enfermeira, técnicos, todos caem na estória. Aí o culpado é o dentista malvado que medicou sem instrumentar. Vamos combinar né?

    Enfim, o que estou querendo dizer é que não podemos julgar a atitude de um colega pelo que o paciente diz na maioria das vezes. Cada um tem a sua conduta, e ambas chegam a uma solução de maneiras diferente, depende do que o paciente vai fazer também.

    O caso da foto acima apareceu ontem de tarde, durante nosso embate via Twitter. A minha conduta nesse caso da foto ali em cima foi:

    *realizar teste de percursão vertical;
    *pressão digital na região de fundo de sulco;
    *secar a área aberta para verificar.

    O que eu encontrei:

    *dor à percursão vertical e palpação;
    *mobilidade leve;
    *lesão de furca;
    *ausência de exudato.

    A minha conduta terapêutica:

    *Prescrição de Azitromicina e Ibuprofeno;
    *Retorno do paciente para exodontia no 2 dia de medicação;
    *Deixei o dente aberto.

    Conclusão:

    *Resolvi o problema de dor do paciente, e quando for realizar a exodontia ele não estará mais sentindo dor à percurssão – logo, esta será realizada mais rapidamente e sem o sofrimento do paciente, visto que só tenho lidocaína para anestesia.
    *Não fechei o dente porque mais inflamado/infeccionado que está não vai ficar;
    *O paciente voltará para realizar outros procedimentos, visto que não houve sofrimento para a exodontia.

    O que pode acontecer:

    1) Ele volta no 2º dia de medicação e a exodontia e sutura são realizados tranquilamente, sendo prescrito apenas paracetamol se dor.
    2) Vai passar a dor e ele vai esquecer de voltar. Vai voltar daqui 3 meses com o rosto inchado e um abcesso do tamanho de uma laranja, sem conseguir abrir o olho (é o que sempre falo pra eles voltarem).
    3) Vai aumentar a resistência bacteriana e ele nunca mais vai poder tomar azitromicina!! MWAAAAA! Menos né galera! Menos! 😉

    E que venham as pedradas! =D

    #goDIVAS! GO!


  • Esmalte da Semana: 3D

    Esmalte da Semana: 3D

    Desde o começo do inverno começamos a ver por aí os emaltes 3D. A variação de cores é imensa, mas o que popularizou foi o da Impala, com um fundo meio pretinho. Essas são minhas amigas e eu, que sem combinar fizemos um degradê de tons em variações do esmalte.

    O que eu mais gosto é um da marca Ultimate, em tom prata. É possível encontrar em todas as cores os esmaltes dessa marca, tem rosa, verde, azul e um amarelo puxando pro dourado. Uma mão é o suficiente pra cobrir bem e brilhar bastante.Na minha mão usei 2 camadas do Rock n’ Roll da coleção da Isabeli Fontana (que é toda linda!!) e uma camada do 3D da Ultimate com o top coat da Colorama. Adoro essa coisa bem carnavalesca já que faço as unhas apenas no fim de semana, ao contrário da diva Ju Lemes.

    Espero que tenham gostado!

    #goDIVAS! GO!


  • Chega! Cansei…

    Chega! Cansei…

    Pois é, cansei!

    Cansei de ser legal, é tão mais simples ser ácida! Não disperdiça preciosa energia e não hipertrofia alguns músculos da minha face. Não significa que eu vá andar de cara amarrada nem que eu vá deixar de dizer um “Bom dia!” mesmo a minha noite de sono tendo sido péssima!Cansei da minha vida odontológica! Tá acabando com a minha coluna um pouco mais a cada dia, me estressa, me cansa, fico acabada no fim do dia!! Mas isso não significa que eu simplesmente vá faltar ao trabalho amanhã de manhã ou que eu vá desmarcar todos os meus pacientes da tarde sem explicação, de uma hora pra outra.

    Cansei de ser inteligente, nossa, isso sim dá dá trabalho! Repetir explicações simples a um leigo todo santo dia e nunca ver isso dar resultado é um teste a paciência de qualquer um, mais que isso, um insulto a tudo que já estudei um dia. Claro, isso não significa que eu simplesmente vou deixar de explicar.

    Cansei de ser a boa moça, a vontade que tenho é dizer palavrões pra libertar uma tensão que só o meu travesseiro ouve. Não significa que vou sair por aí mandando @#$% todo mundo que cruzar o meu caminho.

    Cansei de pensar só no coletivo, só nos outros, no bem de todo mundo!! E eu, fico como??? Quem pensa no meu bem, em como eu estou? Isso não signifiga que vou deixar de fazer o bem sem olhar a quem só por talvez as pessoas não estarem fazendo bem pra mim.

    Cansei de tudo um pouco, tô sempre cansando, todo humano cansa. Às vezes um paciente resmunga lá na recepção que eu tô demorando demais com um paciente e ele ‘cansou’ de esperar. Às vezes reclama mais ainda porque depois do paciente anterior sair eu demoro um pouco mais porque resolvo tomar água ou ir ao banheiro…

    Nesses momentos, com um sorriso no rosto, eu explico pra ele que eu sou humana tanto quanto ele, e que nenhuma das gurias da recepção tem ouvido de pinico merece ficar ouvindo reclamações sobre mim, que estas sejam feitas diretamente a mim. Claro que nem sempre o desfecho é agradável, mas… isso não significa que vou tratar o próximo paciente de um jeito que ele não mereça. Todo paciente tem direito a um atendimento humanizado, independente do meu humor do dia.

    Entenderam o que quis dizer nas entrelinhas? Então…

    Primeiro: não deixe o seu mau humor afetar as pessoas com quem se relaciona no dia a dia. Pode gerar uma reação em cadeia e isso dá rugas!

    Segundo: Alongamentos são tão importantes quanto limpar bem os ouvidos pra ouvir com atenção! Pilates, RPG, fisioterapia também! Prestar atenção faz parte do processo ensino-aprendizagem!

    E por fim… se eu de repente ficar quietinha e não falar muito… me deixa quieta no meu canto! Não fico nada diva quando tô #$*% da cara. Se você acha tem pode ter algo a ver com isso, mexa-se! 😉

    #goDIVAS! GO!


  • Diva no SUS #9: O SUS “agora” é universal

    Diva no SUS #9: O SUS “agora” é universal

    No caminho pra Porto Alegre pra assistir a minha última aula presencial da especialização em Saúde Pública dei de cara com a seguinte nota no jornal local:

    “Inaugura amanhã a nova Farmácia do PAM, agora Farmácia Central. Os usuários poderão retirar uma senha e aguardar sentados para pegar os medicamentos na nova sede, e não mais em pé nas escadarias como na antida sede.”

    Não era exatamente com essas palavras, mas era algo como isso. ÓTIMO! Finalmente o acolhimento será realizado de uma forma mais humanizada no meu município, principalmente para os idosos que algumas vezes precisavam esperar uma manhã inteira até conseguir pehar os remédios. Mas o que mais me chamou atenção na notinha foi outra frase:

    “Os usuários da Farmácia Central poderão retirar medicamentos com qualquer receita médica, não necessariamente as dos postos de saúde, afinal o SUS é universal.”

    Você sabe o que isso significa?

    Significa que a saúde é um direito de todos e um dever do governo. A saúde é reconhecida como um direito fundamental do ser humano, cabendo ao Estado garantir as condições indispensáveis ao seu pleno exercício e o acesso a atenção e assistência à saúde em todos os níveis de complexidade. Eis o princípio da Universalidade.

    Princípio???

    A Universalidade é um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde. Os Princípios do SUS foram estabelecidos na Lei Orgânica de Saúde, em 1990, com base no artigo 198 da Constituição Federal de 1988.

    São classificados em pincípios doutrinários (ou ideólógicos) e organizacionais. Além da universalidade, são também princípios doutrinários a integralidade e a eqüidade. Quanto aos princípios organizacionais, constam: descentralização, regionalização e hierarquização, e também a participação popular (ou controle social).

    Voltando ao assunto da Farmácia Central, finalmente o meu município vai exercer o princpal princípio do SUS. Alguns vão criticar como já vem acontecendo, mas os medicamentos estão a disposição de todos e não apenas de quem não puder pagar. Isso vai diminuir as filas nos postos – há aqueles pacientes que possuem convênio pra consulta médica mas precisavam consultar de novo para poder ter uma receita do SUS e assim pegar a medicação gratuitamente – e agora ninguém ficará sem medicação por não poder comprar.

    Informe-se na sua cidade se a farmácia do município está exercendo a Universalidade! Todos temos direito à medicação 😉

    Para saber mais sobre os princípios resumidamente é só clicar aqui ou aqui, mas quem quiser a informação completa basta acessar Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios e Conquistas, uma publicação do Ministério da Saúde.

    #goDIVAS! GO!


  • Falando em SUS: Era uma vez, uma Cidade Qualquer…

    Em agradecimento ao convite para postar no OrtoBlog pedi ao Neto Miná que assim como eu é um entusiasta no SUS e nem se formou ainda escrever um texto para o nosso lindo blog rosa. Me caiu os butiá do bolso quando abri o arquivo em anexo no meu e-mail, vale muuuuuito a leitura!

    Espero que entusiastas do SUS, dentistas ou apenas como cidadãos brasileiros todos façam essa reflexão. O texto tá ótimo!!!

    #goDIVAS! GO!

    “Antes de mais nada, as apresentações: Sou Neto Miná, acadêmico do 6º semestre de odontologia na Universidade Paulista – UNIP em São Paulo. OdontoDivo número #3 (pra escrever no odontodivas, tem que ser odontodivo – Pré-requisito) e colaborador do Ortoblog do Leo Augusto. Vez ou outra, faço intercâmbio nos blogs dos amigos. Aproveitando a deixa: muito obrigado pelo convite Marjo.

    Assim como a diva do SUS, sou apaixonado por Saúde Coletiva e Odontopediatria, acho linda a forma como essas duas áreas podem se unir, contribuindo na elaboração de estratégias em comunidades. Porém, terei que deixar a promoção de saúde de lado para realizar um desabafo. Contarei uma pequena história, a história de uma “CIDADE QUALQUER”, que pode ser comparada com a realidade de muitas cidades Brasil a fora.

    Essa cidade tem alguns mil habitantes, possui em seu serviço publico Centro de Especialidades Odontológicas (CEOs), Laboratórios de Prótese, além de diversos dentistas trabalhando nos PSFs espalhados pela cidade e pela zona rural também. Apresenta programas preventivos com escolares, programa de fluoretação de água, enfim, uma cidade comum, com planejamentos em saúde bucal semelhantes a qualquer cidade bem estruturada. O atendimento ocorre efetivamente, os populares ficam felizes e vivem na mais absoluta harmonia.

    Como toda boa História, essa também possui um conflito:

    Essa cidade conta com alguns investimentos para manter seus atendimentos:
    1- Verba destinada ao CEO (Governo Federal)
    2- Verba destinada a confecção de Próteses Dentárias (Governo Federal)
    3- Verba destinada ao pagamento de funcionários e compra de materiais. (Prefeitura – Secretaria de Saúde)

    Com o passar do tempo os dentistas que trabalhavam nos PSFs começaram a reclamar: faltava material para atender os pacientes e o salário estava atrasado. Um problema simples, e que pode ser resolvido:

    Como os custos de fabricação das próteses são pequenos (quando comparados aos de manutenção de um CEO) e são destinados 100 reais para cada prótese produzida, pode-se utilizar o “lucro” obtido na confecção das próteses para pagar os dentistas. Infelizmente, só essa verba não é suficiente, mas como falta material também nos CEOS e os atendimentos estão paralizados, pode-se utilizar a verba destinada para manutenção e realizar o pagamento dos dentistas e demais funcionários.

    Ufa! Problema solucionado, ou não…

    Resultado: CEO e PSFs sem condições de atender a população e , com o tempo, faltam recursos para produção de próteses. Os dentistas, apesar de pagos, param de trabalhar, apenas alguns poucos dentistas realizam alguns trabalhos preventivos nas comunidades onde atuam.

    Tudo segue na mais absoluta paz na cidade, profissionais pagos, população desassistida e tudo no mais pacato conformismo.

    Eis que os comentários chegam a nível federal, é realizada uma vistoria na cidade.
    Resultado 2: As verbas do CEO e do Laboratório de Próteses são cortadas. Além da falta de atendimento, não há como pagar os dentistas e aqueles poucos dentistas que trabalhavam com ações preventivas, deixam de trabalhar.

    Moral da História:

    Esse é o reflexo da falta de atendimento em Saúde Bucal em diversos municípios em nosso país. Apesar das mudanças ocorridas no Atendimento em Saúde Bucal, dos recursos implantados no país, o atendimento público ainda depende da boa vontade de prefeitos, secretários, vereadores e companhia limitada.

    Outro problema enfrentado no atendimento público são profissionais que não apresentam perfil para trabalhar em serviço publico, que estão limitados as ações individualizadas da odontologia (direcionadas a um paciente especifico) e esquecem que podem trabalhar a odontologia em coletividade. Esquecem que, mesmo sem recurso para realizar ações curativas, eles podem trabalhar como promotor de saúde na comunidade que ele atua, como a Marjo falou brilhantemente em um post especial para o ortoblog sobre O Papel do Dentista nas Estratégias de Saúde da Família.

    Muitas vezes temos uma visão muito limitada do que é o atendimento publico no Brasil, é comum vermos discursos inflamados sobre: “O Brasil é um país de desdentados”, “Não existe politicas públicas para Saúde Bucal”, “Só se fala em saúde Bucal, quando politico distribui dentadura em ano de eleição”. Não é bem por aí.
    Existem politicas públicas em Saúde Bucal, recursos estão sendo implantados em diversas áreas da odontologia, desde programas preventivos até os reabilitadores. Ainda existe descaço do poder publico, afinal são muitas esferas politicas, e os interesses pessoais ainda são prioridade para muitos políticos brasileiros. Mas também, existe descaço da população, que além de não desempenhar seu papel social desconhecer e/ou inutiliza seu poder democrático.

    Alias, falando em poder democrático, nessa “cidade qualquer” os relatórios das Conferencias Municipais de Saúde desaparecem. Ninguém saber se foi redigido, se foi arquivado ou se foi encaminhado para alguém. Ou seja, até quando algum popular se manifesta e exerce sua cidadania, seu direito é vetado pelos interesses, ou desinteresses, de uma minoria mais hierarquizada, digamos assim.

    Enfim, todo essa historinha é pra dizer que o que parece ser algo pequeno, DESCASO NO ACESSO A SAÚDE BUCAL NO SERVISO PÚBLICO DE SAÚDE.

    É reflexo de uma sequencia de erros: é um país com dimensões continentais que dificultam uma maior fiscalização, um melhor gerenciamento dos recursos empregados; falamos do individualismo dos políticos, que só defendem seus interesses pessoais e partidários, sem levar em consideração os populares, mas esquecemos que também estamos inseridos nessa sociedade e fechamos os olhos para os problemas que não nos atingem; são as verbas desviadas para ações de maior visibilidade para promover o governo atual. A problemática está em esferas menores, está em mim, está em você, está na formação social do brasileiro.

    Esse texto seria um desabafo, e criou um aspecto de convite, um convite à reflexão. Reflita um pouco sobre a cidade onde você mora, será que você conhece o atendimento odontológico no serviço público? Sei que você não faz uso desses serviços, mas está envolvido nessas ações:

    1- Você é dentista e trabalha no serviço publico: representante clássico de um cidadão que participa das ações desenvolvidas pelo poder publico. É o serviço publico que paga seu salário, e são suas ações que CONTRIBUEM para o sucesso ou insucesso desse programa.

    2- Você é dentista e trabalha no setor privado: você atende uma demanda que procura o serviço privado, não somente porque procuram um serviço de excelência, mas porque foi desassistida pelo poder publico. Tanto em ações preventivas, quanto em ações curativas.

    3- Você é um cidadão qualquer, que não trabalha na área odontológica: Você custeia os atendimentos do serviço publico e, muitas vezes, não faz uso desse recurso que vem investindo por tanto tempo.

    Pensem um pouco em sua cidade, conheça a realidade dela e posta aqui nos comentários o que vocês descobriram, sua cidade é uma “CIDADE QUALQUER” ou ela tem feito a diferença?

    Antes que eu prolongue esse texto, gostaria de agradecer e retribuir o carinho às meninas divas do Blog. Vida longa ao OdontoDivas e Parabéns pelo ótimo trabalho que vocês vêm realizando.

    Aproveito para convidá-los para participar dos debates sobre Odontologia e Saúde Coletiva no ortoblog, logo mais sairá um post com um resumo de tudo que foi debatido sobre saúde coletiva entre Junho e Agosto no Blog e em minhas andanças pelos Blogs amigos. Contamos com a participação de vocês.”

    E então?? Comentem!!!

    #goDIVAS! GO!