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  • Inconsequências de uma Cirurgia Bariátrica (Relato de Caso)

    Inconsequências de uma Cirurgia Bariátrica (Relato de Caso)

    Fui uma criança acima do peso após a puberdade, e sempre sofri com excesso de peso até os 21 anos, quando depois de muitas dietas e tristeza, decidi pela cirurgia bariátrica. Isso foi em 2003, quando o meu plano começou a operar e só existia a técnica aberta pelo plano (já existia em vídeo, mas eram vários milhares de reais a mais e eu não tive escolha).

    Seis meses de preparo psicológico e eu fui operada no dia 07/01/2004. Capella aberta com anel. Foi difícil, bem difícil. Pra quem acha que a cirurgia é o jeito mais fácil, deixa eu contar, NÃO É. Um mês de dieta líquida, mais um de pastosa, muitas dores, gases, drenagens…  uma vida de preparação psicológica, e a consciência que as vitaminas vão te acompanhar pelo resto da vida.

    (Adendo: Minha cirurgia foi uma sucesso, não tive nenhuma intercorrência devido à cirurgia nesses quase 13 anos. Não fui ao hospital pra nada, exceto consultas. Vai uma foto de antes e depois da cirurgia. Claro que vai ter gente achando pouco, achando feio. EU fiquei bem feliz.)

    Só que a Titia aqui NÃO TOMOU AS VITAMINAS. Por pura irresponsabilidade e preguiça. Aquela sensação adolescente que não vai acontecer com a gente. E vamos às tretas:

    1. Anemia: com uns 5 anos de cirurgia, foi me dando uma falta completa de coragem de sair da cama, fazer minhas atividades, prostrei. Só não parei pois meus pais não entenderam que era doença, me chamavam de preguiçosa o tempo todo, e eu levantava da cama só pra provar que isso eu não sou. Quando eu fiz meu primeiro hemograma, minha ferritina deu 4 (valores de referência 12-16). Fui pra hematologista e ela me passou Noripurum endovenoso. Nessa época tomei 6 frascos. A anemia deu uma trégua e eu segui em frente.
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    2. Libido: desapareceu, sumiu, tomou rumo ignorado. Desnecessário dizer que eu continuo solteira.
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    3. Falta de vitamina B12: a mesma hematologista (Dra. Emanuela, eu te amo) me prescreveu injeções de Citoneurim. Uma por mês durante 3 meses. Foi lindo ver meus hematomas todos desaparecerem com só uma injeção. (É, sou dessas que prefere a injeção. Tomo por 2 minutos e fico um mês sem pensar nisso).
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    4. Insônia: sofro há 5 anos (quase 6) de insônia grave. Se não tomo medicação e nada de sono. Virei 5 noites sem dormir, e eu não tinha condições de ir pro consultório. Sou endodontista. Imaginem a cara dos meus pacientes. Enquanto isso…
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    5. Síncope vasovagal: estava na balada, tomando água sem gás. Tudo bem, tudo lindo, até que eu senti muita fraqueza. APAGUEI. Meu intestino soltou. NO MEIO DA BALADA. Foi o dia mais vergonhoso da minha vida. Aí eu finalmente procurei um neurologista. Esse não achou nada depois de vários exames (graças a Deus), mas eu queria uma segunda opinião. A segunda opinião que me deu o diagnóstico da síncope. Eu reclamei da insônia e ele me deu uma infinidade de medicamentos que não serviram pra nada. Gastei MUITA grana e nada de resolver minha insônia. Inclusive me prescreveu um remédio que normalmente é usado pra curar pira de crackeiro. Me custou um emprego (eu tinha 7, na época).
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    6. Ainda na insônia: procurei alguns outros neurologistas que não foram de grande valia. Quando eu me adaptei com um, ele ficou tão lotado de trabalho que eu levo uma vida pra consultar com ele inclusive no particular (moro no interior, não tenho muitas opções). Estou há mais de 6 meses sem a medicação. Uso meu CRO pra comprar um que ele já me prescreveu, mas a causa da insônia é (ainda) avitaminose severa.
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    7. Síndrome de pica:  (cês deixem de ser 5a série). A síndrome é um transtorno psicológico que faz o paciente ter compulsão em comer certos tipos de “não-alimentos”. Uns 3 anos atrás comecei a ter uma vontade quase incontrolável de comer derivados de farinha (bolos, biscoitos…) isso tudo depois de tomar a medicação pra dormir. Cheguei a ter sonambulismo pra comer de madrugada. Não era vontade, era obsessão. Causou inúmeros transtornos na minha vida pessoal. Acordava com a cama cheia de farinha. Uma amiga também teve, mas no caso dela era Maisena. Ela comprava a caixa, já colocava no freezer e comia o pó gelado, às colheradas. As famílias/amigos/namorados tem MUITA dificuldade em entender que é um transtorno.
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    8. Ganho de peso: é, isso aí. Cheguei a ganhar de volta 36 kg. Com essa dieta toda errada, repondo poucas vitaminas e minerais, claro que inflei feito um baiacu. Ja se foram quase 20 kgs mas ainda é difícil. Agora me trato com um endocrinologista, que me passou alguma medicação, não é moderador de apetite, é pra tratar meu…
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    9. Hiperparatireoidismo: motivo do ganho de peso e da desmineralização dentária. É, 12 anos de Odontologia e tou cheia de manchas brancas. Xerostomia também. Agora é  dieta e exercícios. Voltei ao meu cirurgião, ele pediu uma endoscopia com biópsia pra ver se tinha alguma coisa errada no estômago. Não tem. Tá lindo, igual de livro. Entende-se então que o problema NÃO FOI A CIRURGIA, mas sim o (quase nenhum) cuidado comigo após a bariátrica.
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    10. Vitamina D: preciso nem comentar os níveis. Só digo que agora é um Addera 50000ui (não é barato) de 15 em 15 dias, junto com a deliciosa injeção de citoneurin.
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    11. Acompanhamento psicológico: fundamental, quase tão importante quanto o resto do tratamento. Sabe aquela culpa que geralmente acompanha o obeso? Ela não some da noite pro dia. E quando a gente fica doente ela volta feito um coice de égua. NÃO ABANDONE A TERAPIA.

    Nem preciso dizer que a culpa disso tudo FOI MINHA E SOMENTE MINHA. Fui maravilhosamente prescrita, minha equipe interdisciplinar faz o que tem que ser feito pra correr atrás do prejuízo. Prejuízo esse que poderia ter sido evitado se eu tivesse engolido um comprimido de CENTRUM por dia (ou NATELE, ou o que tivesse sido prescrito). Agora é gastar muito dinheiro pra voltar ao normal, e de forma holística e interdisciplinar.

    A Cirurgia Bariátrica pra mim foi uma bênção. Era realmente o que eu precisava. Junto com uma dose de maturidade pra entender as consequências. Antes tarde do que nunca.

    Se você não passou por redução de estômago, leia atentamente esse caso pra que, eventualmente, você perceba em seus pacientes algum dos sintomas e encaminhe ao profissional competente. Se você se identificou com algum sintoma, PROCURE A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR COMPETENTE IMEDIATAMENTE.

    #saúdeéoqueinteressa #orestonãotempressa #DIsafio


  • Diário de uma quase ex-gorDIVA #14

    Diário de uma quase ex-gorDIVA #14

    Olá Pessoas!

    A cada dia que passa, sinto que minha vida muda mais um pouquinho. Não pensei que essa cirurgia fosse tão grande e nunca imaginei o modo como ela mudaria a minha relação com a comida, com meu corpo e com o meio que me rodeia.

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    No post anterior, comentei sobre o início da queda de cabelo. VIOLENTO define bem como é esse processo.

    Eu lavo os cabelos diariamente porque transpiro muito na cabeça e eu tenho nojo de chegar em casa e deitar no meu travesseiro com aquele cabelo que passou o dia de baixo de um gorro com milhões de bactérias sobrevoando a cabeça! Dr. Flávio, o médico que fez a minha cirurgia, me alertou sobre a queda. É normal e acontece MESMO com os pacientes submetidos à grastroplastia. Ele disse que começaria a ocorrer entre o 3° e 4° mês e que a queda duraria em torno de 5 ou 6 meses. Isso ocorre pelo fato da redução de estômago ser uma subnutrição programada. A quantidade de vitaminas e minerais absorvidos pelo organismo diminui muito por conta da ingestão reduzida de alimentos. Na minha técnica, Sleeve, essa absorção ainda é preservada com o passar do tempo. O fato de não ter retirado qualquer porção do intestino já é um ponto positivo pra mim, seja pra absorção de nutrientes ou de medicamentos (anticoncepcional, por exemplo).

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    A cada lavagem cai essa quantidade de cabelo

    O que mais está me incomodando nessa fase da dieta que estou é a dificuldade de comprar roupas. O emagrecimento é rápido e as mudanças corporais podem ser vistas toda semana. Esses dias eu levei uma calça minha na costureira pra reformar e, 1 semana depois a calça já estava um saco, literalmente! O que tem sido bom de comprar e que percebo que não perco rápido são vestidos!

    Depois de ter ido na revisão de 4 meses, tive a feliz notícia de que minhas reservas de ferro e meu hemograma estavam normais, o que me liberaria pra prática de exercícios mais pesados. Com 1 mês de operada, realizei uma bateria de exames onde foi constatado uma “quase” anemia. Na época, a médica aumentou a dosagem do complexo vitamínico para 2x ao dia e, agora, com a regularização, já voltei a tomar somente 1 comprimido ao dia.

    Minha suplementação hoje visa, basicamente, a queda de cabelo. Estou tomando 2 cápsulas de Inneov Nutre Care + 1 cápsula de Imecap Hair + 1 cápsula de Materna + 2 cápsulas de Pantogar ao dia. Isso sem levar em consideração shampoos e loções anti queda.

    Semana passada, com a liberação da médica, iniciei a musculação. É engraçado como eu sinto meu corpo ficar flácido, em especial a parte posterior das coxas e os braços. Nessa fase é muito importante o trabalho para ganho de massa muscular e acompanhamento do percentual de gordura corporal, através de avaliações físicas. Quanto mais massa magra o corpo tem (músculo) maior é o trabalho do corpo para manutenção desse tecido. Com isso, o gasto calórico do corpo é maior e o metabolismo mais acelerado. Com a musculação, também, temos o fortalecimento das articulações e preservação dos ligamentos, que foram muito prejudicados com o excesso de peso. O bom disso é que, com a malhação, minha ingestão de água aumenta consideravelmente e, como transpiro muito, preciso dar atenção a reposição de eletrólitos. Água de coco é uma excelente pedida para essa reposição.

    Minha série na academia ainda é uma série de adaptação. Dividida em 2 partes, trabalho em dias alternados os grupos musculares. Na série A, trabalho costas, bíceps e perna. Na série B, tríceps, peito e glúteo. Antes da atividade, ingestão é de carboidratos e após a musculação, de proteínas.

    Estou muito feliz com meus resultados! Já dimimui meu manequim de 58 para “quase 48” (aliás, comprei um vestido tamanho 48 LINDO) e os benefícios do emagrecimento vão além da estética: qualidade de sono, facilidade de locomoção, melhora da auto estima, etc, etc, etc… Saí do grau de obesidade III para o II e diminui muito o percentual de gordura corporal!

    Eu com uma camiseta que comprei antes de operar.
    Eu com uma camiseta que comprei antes de operar.

    A vida pós bariátrica é assim: um dia de cada vez. E cada um com uma conquista diferente!

    Comecei minha batalha com 136kg e hoje, estou com 104kg!

    Agora só me resta parar de procurar as numerações maiores nas lojas heheheheh! Mas isso é trabalho de cabeça! Com o tempo tudo muda!

    😉


  • Diário de uma quase ex-gorDIVA #13

    Diário de uma quase ex-gorDIVA #13

    É esse o processo: renascer!
    É esse o processo: renascer!

    Olá Pessoal!

    Primeiramente, gostaria de pedir desculpa pela lacuna entre o último post e esse. O motivo é: preciso acumular informações, porque o processo de emagrecimento pós bariátrica, por vezes, dá uma estagnada.

    Comentaram em nesse post AQUI que eu deixei de escrever, de dar notícias e de encorajar as pessoas que tem interesse em fazer a redução! Eu peço perdão pra vocês, meus amores! Mas há motivos… Além da correria de fim de ano no consultório, passei o mês de Janeiro me preparando para o 2° Fórum sobre Blogs e Mídias Sociais, que aconteceu dia 1/2 no CIOSP, Congresso Internacional de São Paulo.

    Mas vamos ao que interessa!

    Já eliminei 31 quilos em 4 meses de cirurgia! Estou imensamente feliz com os resultados, mas o caminho não é tão fácil quanto parece.

    Já não tenho dificuldade com os alimentos. Como de tudo, em pequenas quantidades e o Dumping (aquela sensação de sono, sudorese e taquicardia causadas pelo rápido esvaziamento do estômago) já não é tão frequentes. Minha luta atual é: comer devagar. Ainda não aprendi e, as vezes que passo mal, geralmente, são resultado da pressa ao fazer minhas refeições.

    Hoje já consigo distinguir os alimentos que me fazem mal. Eu era apaixonada por pizza, e hoje tenho receio de comer porque sei que o queijo derretido vai bater diferente no estômago e eu vou me sentir mal. Quando como pizza, raramente como mais que 1 fatia (quando consigo comer 1 pedaço inteiro). Gorduras, de um modo geral, dificultam a minha digestão e café e achocolatado tem me causado muita azia. Há alimentos que tolero bem: pipoca e biscoito de polvinho, por exemplo, consigo comer uma grande quantidade e não sinto mal. Mas eu controlo porque são alimentos calóricos.

    Tenho sentido muita vontade de beber refrigerante, mas tenho resistido bravamente. Opto sempre por sucos naturais (porque esses de caixinha tem uma quantidade muito grande de sódio de açúcar) de preferência, com algum tipo de folha verde escura batida junto. Um exemplo disso é o suco de laranja com couve e abacaxi com clorofila (MARAVILHOSO, acreditem). Outro suco muito saboroso e nutritivo é o de laranja/cenoura/beterraba! Minha nutricionista disse pra tomar cuidado com as interações. Se eu tomar algo com cálcio, não tomar em seguida coisas com ferro. Exemplo: não ingerir leite e, pouco tempo depois, o suco com couve, porque o organismo vai eliminar o ferro, para absorver o cálcio.

    Ainda estou com as suplementações: Materna 2x ao dia, Pantogar 2x ao dia e, agora, Imecaps (suplemento para o cabelo). Infelizmente, mesmo com essa bomba de vitamina, meu cabelo começou a cair (e muito) e minhas unhas estão fracas. Minha sorte é que tenho muito cabelo e a queda não tem influenciado tanto na aparência. O que sinto é que as características do fio mudaram: hoje sinto meu cabelo mais grosso, mais poroso do que antes. Logo eu tenho que investir em produtos profissionais para tratá-los em casa, principalmente o uso de máscaras de alto poder de hidratação de ampolas de tratamento de choque.

    Outra coisa que tem sido estranha: apesar do emagrecimento, não consigo encontrar roupas que fiquem bem no meu corpo. Antes da cirurgia (1 ou 2 semanas antes), comprei uma calça jeans tamanho 58. Levei na costureira pra apertar. Ela tirou 4 dedos de cada lado da calça, da cintura à barra da calça e, mesmo depois do conserto, a calça continua larga. Acredito eu que, de manequim 58, eu já esteja entrando na casa do 48. Uma calça minha tamanho 50, que comprei no começo do ano, já foi pra costureira e já está larga, de novo. Além de jeans e outras roupas, perdi muitos sapatos meus. Antes da cirurgia, eu calçava 39/40 e agora já estou no 37/38.

    Tenho caminhado diariamente e, pra isso, conto com a ajuda de outro suplemento para acelerar a queima de gordura: Linolen Actmax Age. Trata-se de um composto de óleo de cártamo, sem associação de cafeína, para aceleração de metabolismo e queima de gordura, principalmente a abdominal. Tenho adorado esse suplemento! Tomo 1 cápsula antes da caminhada, 1x ao dia (embora a recomendação seja o consumo 2x ao dia). Minha nutricionista disse para começarmos com metade da dosagem. Ainda não iniciei com a musculação, mas sinto a necessidade disso. É notável a minha perda de massa muscular e eu preciso repor isso. O motivo de eu não ter começado é: como meus últimos exames de sangue apontaram uma “quase anemia”, a nutricionista pediu que eu só iniciasse a atividade após fazer os exames de controle da cirurgia de 3 meses. Assim, ela e a clínica que me acompanham poderão avaliar se as suplementações tem surtido efeito. A nutricionista fica com medo de eu estar, ainda, com um quadro de quase anemia e piorar isso com a atividade física e as perdas de nutrientes que ela causa.

    Apesar de todas as dificuldades, o que eu tenho a dizer é: eu só me arrependo de não ter feito a cirurgia antes!

    Estou muito feliz!

    CIRURGIA BARIÁTRICA – REDUÇÃO DE ESTÔMAGO
    CÁLCULO DA EVOLUÇÃO DE PERDA DE PESO

    Peso inicial (Kg): 136
    Peso atual (Kg): 105
    Altura (m): 1,73
    Data da cirurgia: 08/10/2012

    Excesso Inicial (Kg): 61,18
    IMC Inicial (Kg/m2): 45,44
    Excesso Atual (Kg): 30,18
    IMC Atual (Kg/m2): 35,08
    Excesso de peso eliminado (%): 50,67

    1 semana antes da cirurgia, com 136kg.
    1 semana antes da cirurgia, com 136kg.
    Em janeiro 2013! Feliz!
    Em janeiro 2013! Feliz!

  • Diário de uma (quase) ex-gorDIVA #12

    Diário de uma (quase) ex-gorDIVA #12

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    Que saudade de vocês hein?

    Ando sumida porque o trabalho nesse fim de ano consumiu minhas energias! Precisei ralar muito pra compensar o mês que fiquei parada por conta da cirurgia!

    Mas vamos às notícias!

    Completo 3 meses de operada em janeiro e o que eu posso dizer nesse período é: a capacidade de adaptação do ser humano é algo incrível! E as reações, idem!

    Estou comendo normal e agora é o momento de aproveitar a mudança! Nada de refrigerantes ou qualquer líquido gaseificado e doces. A única coisa doce que me atrevi a experimentar foi o picolé de frutas! A nutricionista liberou!

    Procuro me alimentar a cada 2 ou 3 horas (lógico que quando possível) e beber muito líquido. O consumo de água está melhor e já não enjoo tanto quando bebo. Até goles maiores estou conseguindo beber, mas sempre naquela regra: se beber, não comer.

    Tive meu primeiro Dumping nesses dias. Fui a um restaurante e comi isca de peixe. A fritura me fez um mal danado: da sonolência e suador ao enjoo e um quase apagar em pouquíssimo tempo! Isso foi bom ter acontecido porque me colocou alerta quanto à qualidade dos alimentos. As opções saudáveis são as que, obrigatoriamente, eu tenho que seguir.

    Já comi pizza e não me fez mal. Arroz, feijão, carne e legumes. A única coisa que ainda não estou liberada é comida japonesa, por ser cru e poder contribuir para uma infecção.

    Minha rotina mudou. Hoje caminho diariamente, no mínimo 30 minutos. Baixei um aplicativo muito legal para iPhone chamado RunKeeper! Além do mapa do trajeto que faço diariamente, me informa a velocidade das passadas, distância percorrida e calorias perdidas, além das diversas opções de treinos que ele possui!

    Estou muito feliz com tudo que tem acontecido na minha vida!

    As roupas estão ficando largas, calças jeans que não entravam estão cabendo, meu fôlego melhorou, minhas unhas e cabelos ainda não se desmancharam (rsrsrsrsrs) e, a cada dia, fico feliz com o que vejo no espelho. Já emagreci 21 kg! Operei com 136kg e hj estou com 115kg!

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    A terapia continua e agora a minha luta é para mudar meu complexo com meu corpo. Difícil, mas não impossível! E sou muito grata a Adriana, minha psicóloga, por todo o apoio que ela tem me dado!

    Desejo a vocês, meus amigos, muitas felicidades, muita paz e muito sucesso! Agradeço a todos que me acompanham e torcem por mim nessa caminhada!

    Sem vocês, tudo seria mais difícil!

    Feliz Natal e em 2013 espero tê-los aqui para compartilhar minhas alegrias e vitórias!

    😉

     


  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #10

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #10

    Dia 8 de novembro completei 1 mês de operada.

    Dos 136kg que comecei, hj são 123,9kg. Estou muito feliz!

    Já estou na alimentação normal: como carne, arroz, feijão e os legumes! Até 1 fatia de pizza de vez em quando, de mussarela.

    Com 15 dias de operada, procurei uma Dermatologista para iniciar a suplementação com Pantogar para o cabelo. Hoje, tomo o Materna, Pantogar, Nutren Active e Whey Protein. Tudo para evitar que que fique “desnutrida”.

    Tenho uma prima que é Nutricionista, especialista em Saúde Pública e Nutrição Pré e Pós Bariátrica, que me disse que “a redução de estômago é uma subnutrição programada”.

    Ontem fui na minha consulta de revisão de 1 mês com a médica clínica da equipe que me operou. Meus exames estão bons e ela ficou muito feliz com a perda de peso. Só me alertou para as taxas de ferro no organismo. O valor, embora normal, está próximo do mínimo e eu corro o risco de ficar anêmica. Além disso, minha glicose aumentou. No pré operatório, o valor era de 75. Hoje está 90. Valores normais, mas que vão oscilar até que meu organismo se acostume com a perda de peso.

    Fiquei um pouco triste na consulta de ontem. A médica disse que agora a previsão de perda de peso é de 3 ou 4kg por mês. Eu achei pouco. Sei lá, eu pensei que eu não me submeti a essa cirurgia pra perder “só” isso. Pode ser um pensamento ignorante, mas é o que veio.

    Estou num grupo no Facebook de outras pessoas que fizeram a cirurgia. Acho muito bacana compartilhar as experiências lá, mas eu acho que no meu caso só está aumentando a minha ansiedade. Ver o resultado das outras pessoas lá (resultados rápidos) me faz pensar e querer o mesmo pra mim. E com isso, eu acabo esquecendo que cada ser humano reage de um jeito, que cada um tem um metabolismo, etc, etc, etc.

    Aí que entra o trabalho com o psicólogo. Semana que vem, dia 20, reiniciarei as sessões. Não dá pra ficar sem e eu tenho sofrido bastante por “pensar gordo” e por me comparar com outras pessoas.

    Agora é retomar as forças pra continuar a caminhada.

    “Vamo que vamo”!

    CIRURGIA BARIÁTRICA – REDUÇÃO DE ESTÔMAGO
    CÁLCULO DA EVOLUÇÃO DE PERDA DE PESO

    Peso inicial (Kg): 136
    Peso atual (Kg): 123,9
    Altura (m): 1,73
    Data da cirurgia: 08/10/2012

    Excesso Inicial (Kg): 61,18
    IMC Inicial (Kg/m2): 45,44
    Excesso Atual (Kg): 49,08
    IMC Atual (Kg/m2): 41,40
    Excesso de peso eliminado (%): 19,78
    Resultado apurado Quarta, 14 de Novembro de 2012 – 10:55

    Cronograma de evolução prevista
    1º mês (15-20%): 126,82 – 123,76
    2º mês (25-30%): 120,70 – 117,65
    3º mês (30-40%): 117,65 – 111,53
    6º mês (45-55%): 108,47 – 102,35
    9º mês (55-65%): 102,35 – 96,23
    12º-18º mês (65-85%): 96,23 – 84,00


  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #9

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #9

    Mudar os hábitos. Esse é, sem dúvida, o maior obstáculo.

    Estou na dieta pastosa há 1 semana.

    No começo, achei maravilhoso! Fui no mercado e comprei um monte de papinhas para bebês, tanto salgadas quanto doces! Não posso ingerir alimentos com alto teor de açúcar e, por isso, investi nas papinhas de frutas, sem adição de açúcares.

    Com o tempo, aquelas papinhas foram me causando enjoo, tanto as industrializadas quanto as que eu preparava aqui. Decidi por não comer as que eu comprei. Fui ao hortifruti e comprei os legumes para preparar as refeições. Não adiantou…

    Por mais que eu  tempere bem, use ervas, a aparência da comida não é legal. Pelo menos é assim que meu organismo está reagindo…

    Senti que meu corpo estava ficando enfraquecido por conta da falta de proteínas. A visão embaralha e não é raro eu ter tontura e tremores. Resolvi acrescentar uma fonte de proteína  e a melhor escolha que fiz foi o peixe, em especial o filé de Merluza.

    Comecei a fazer, além da carne, uma salada de batata cozida (bem cozida, quase desmanchando) e isso foi a salvação. Uma colher de sopa da salada e uma porção de carne/frango/peixe no almoço e no jantar já fizeram com que minha cara amarelada desse lugar ao rosado natural da pele. Até as olheiras sumiram.

    Muitas pessoas dizem que sou maluca por estar ingerindo um alimento “grande” como é o caso das carnes. O peixe, músculo bovino, contra filé descem maravilhosamente bem. O frango entala… Algumas pessoas dizem que eu sou irresponsável, mas é difícil mensurar a falta que esse grupo de alimentos faz na dieta.

    Domingo fui num churrasco e consegui comer 1 (isso mesmo, UM) pedaço de carne, frango e linguiça e me senti ótima! Não senti dores, ânsia, enjoo ou qualquer coisa do gênero.

    Comi os pedaços bem devagar, mastigando muito.

    O grande lance dessa cirurgia é: tempo das refeições. Não tem como comer rápido. E isso eu acabei de constatar… Durante o almoço de hoje, não mastiguei como deveria e passei mal.

    Uma das minhas obrigações é a ingestão de 2L de líquidos/dia. Não sei o motivo, mas eu não estou conseguindo beber água pura. Gatorade, água de coco, e os sucos descem bem. Com água eu entalo. Já descobri que para beber a água, é preciso que ela esteja muito gelada. Tenho colocado cerca de 5 pedras de gelo no copo para que eu consiga engolir. Não sei se essa situação é pra sempre, se acontece com todo mundo. Mas eu estou “forçando” a ingestão de água porque é necessário.

    Estou 10kg a menos. Ainda não me pesei essa semana. As pessoas dizem sobre a mudança no meu corpo. Eu só consigo reparar o rosto, pescoço e panturrilha. É difícil ver no espelho o corpo todo emagrecendo.

    Fui na dermatolgista e já iniciei o tratamento das cicatrizes e o uso do Pantogar para a queda do cabelo (que começa a acontecer no 3º, 4º mês) e enfraquecimento das unhas. Além disso, a suplementação com Materna também começou. Os remédios já não precisam ser triturados e não tenho dificuldades para engoli-los.

    Tenho nutricionista na quinta feira e conversarei sobre as mudanças que eu mesma fiz na minha alimentação.

    Não acho que o que eu fiz foi errado, mas também tenho consiência que não foi totalmente certo.Por isso, não gostaria que essa minha atitude fosse exemplo. Temos que seguir a dieta prescrita pelo Nutricionista. Existem razões para isso… Mas eu estava passando muito mal com o que eu comia. Me senti triste por não conseguir seguir o que me foi passado. As dificuldades existem né?

    Estou procurando conhecer os limites do meu corpo.


  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #8

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #8

    Alô Alô!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Tudo bem com vocês?

    Já postei nas redes sociais e agora venho oficializar: 8kg já foram eliminados em 9 dias de cirurgia!

    Se estou feliz? LÓGICO!!!!! 🙂

    Logo logo, Shopping!

    Mas, aos que pensam que é um processo de, apenas, comer menos, sinto dizer que não. O lance é mais complicado do que eu imaginava…

    Na segunda feira, dia 15, tirei o dreno. Minha vida melhorou 100% com isso! Passei bem o feriado, mas na sexta tive muita cólica causada por gases e isso me assustou. Não conseguia respirar e mudar de posição na cama. O que me ajudou foi levantar, mesmo com dor, e começar a andar feito maluca pela casa. Desde então, tomo Luftal regularmente de 4 em 4 horas fora os exercícios feitos na fisioterapia. Concentrar na respiração é muito importante nesse processo.

    O uso da cinta abdominal também me ajudou muito nessa fase, pois ela mantinha o dreno em posição e evitada dores. Eu só tirava a cinta pra tomar banho e, para o dreno não ficar balançando, eu tomava banho de calcinha para que eu o apoiasse e tivesse as mãos livres para me lavar. De tudo, confesso, o dreno foi o que mais me incomodou, seja pra tomar banho, seja por dor, seja pra dormir.

    Eu não sinto fome. Mas a grande luta é a vontade de comer. Tudo que eu vejo na televisão tenho vontade. A boca saliva de uma maneira que nunca aconteceu. E, por isso, eu tenho evitado sair de casa. Aquela velha histório do “o que os olhos não veem…”

    No dia que tive as cólicas, me questionei se tinha tomado a decisão certa. A mudança na minha rotina foi, literalmente, da noite para o dia: domingo eu almocei frango xadrez enquanto na terça eu estava ingerindo 50mL de água de coco como café da manhã. Pensar nisso me deu uma ansiedade incomum e o pensamento “não vou poder comer mais” me apavorou. O que me motiva, diariamente, é o relato de pessoas que já fizaram a cirurgia e as fotos de antes/depois. Outra coisa que me deixa bem aliviada é ver a Ariane Rezende e a Nana Batista falando de comida no Twitter, como se nunca tivessem parte do estômago removida! Rsrsrsrsrsrs!

    A pessoa que sofre de compulsão precisa, quando retira aquilo que dá prazer, colocar algo no lugar. Fica um vazio imenso, já que (no meu caso) a comida ocupava um lugar considerável na minha vida: feliz, triste, deprimida, preocupada… tudo era motivo pra comer. É preciso encontrar um vício novo.

    Meus dentes estão sensíveis, meus músculos mastigatórios também. Mas a principal mudança que eu sinto é a qualidade e quantidade de saliva.

    Como não consigo, ainda, beber os 2L de líquidos necessários, minha saliva ficou pastosa. Nunca tive saburra e agora vejo que acumula mais fácil e que a remoção da camada branca sobre a língua é muito difícil. Escovo cerca de 4x a língua para que ela fique rosada. Outra coisa é a sensação de placa acumulada na face palatina dos incisivos superiores. A região fica bem áspera e eu preciso escovar com muito mais frequencia, mesmo a alimentação sendo somente líquida.

    A redução na produção salivar está diretamente relacionada a menor ingestão de água. E, não é raro, os casos de relato de xerostomia e de piora na qualidade de saúde, com aparecimento de lesões de cárie e de inflamação genvival.

    Hoje fui à Nutricionista e minha alimentação já melhorou: requeijão, caldinho de feijão, geléia de mocotó, ovo de codorna e purê entraram pra minha dieta. Além, claro, de uma suplementação de vitaminas e minerais.

    Muitas pessoas me perguntam como eu fiz para emagrecer isso tudo em poucos dias. Muitos já me pediram a “dieta” que estou fazendo e  muitos perguntaram se eu estou doente.

    O que eu quero que fique claro é: não é fácil tomar a decisão de ter 80% do estômago removido, passar 15 dias em dieta restritiva e ter vontade de comer as coisas. É difícil ter que abandonar os hábitos sociais nesse período, até mesmo por uma questão hormonal, um conflito do nosso organismo mesmo. Portanto, a busca por uma alimentação saúdável e prática de atividades físicas são os primeiros passos para se conquistar saúde. Eu não conseguia mais, por isso recorri a esse procedimento.

     

    REGISTRO:

    Início em 8/10/12: 136kg

    Hoje, 17/10/12: 128kg (…descendo…)

     


  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #7

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #7

    ALOW você que tá morrendo de saudade de mim! (Modesta hehehehehe)

    Primeiramente, gostaria de agradecer MUITO todo o carinho recebido de vocês, todas as orações e preces e os desejos de uma boa recuperação! Ter esse apoio num momento “delicado” como esse faz diferença e eu fico muito feliz com a corrente de boas energias que foram enviadas para mim!

    Hoje é um dia especial: dia 11 de Outubro é o Dia de Prevenção da Obesidade e, ninguém melhor do que eu, para falar disso aqui no blog PINK!

    Cerca de 15% da população brasileira é obesa e as causas da obesidade, basicamente, podem ser genéticas e devida a maus hábitos alimentares. No meu caso, particularmente, juntou as duas coisas: a facilidade de engordar e o gosto pela comida.

    A cirurgia que eu fiz é feita pelo SUS, mas a fila de espera é imensa pelo que sei. Hoje pela manhã, vi no noticário que as regras para a realização da cirurgia pelo Sistema Único de Saúde mudaram e uma delas é a diminiuição da faixa etária para a realização do procedimento, que caiu de 18 para 16 anos.

    Minha cirurgia aconteceu na segunda-feira, dia 8 de outubro e tive alta médica ontem, dia 10.

    O procedimento fo ium sucesso e o que eu mais temia não aconteceu: acordar entubada na UTI.

    O que eu sinto é um desconforto, não uma dor necessariamente. Já estou andando, tomando banho sozinha e fazendo pequenas atividades domésticas. Dirigir, sexo e a vida do consultório somente depois de 30 dias. Musculação só depois de 4 meses.

    Graças a Deus não tive ânsia ou vômitos, o que é comum. Imagino que seja bem doloroso ter a sensação de estômago retorcido ao vomitar depois de uma cirurgia dessa.

    Estou me alimentando a cada 1h e meia, um volume de 50mL de líquidos peneirados. Sopas, sucos e iogurtes não podem ter qualquer tipo de resíduo, caso contrário eu passo mal. Comida sem gordura, pouco sal e nada de açúcar. Foi liberado água, água de coco, isotônicos, iogurte light, suco de soja e legumes, verduras e carnes batidas no liquidificador e coadas em peneira fina.

    Não sinto fome. Nada de fome, por incrível que pareça! Mas é estranho não mastigar… Estou procurando simular a mastigação quando da ingestão dos líquidos e já sinto que meus dentes e músculos mastigatórios estão com uma sensibilidade diferente.

    Dormir está complicado. Estou com um dreno na altura da cintura e ele é o que mais incomoda. Como durmo de barriga para baixo, me adaptar a dormir de lado ou de barriga pra cima, numa cama que não é reclinável, é complicado. E o calor que faz aqui em Resende torna o uso de vários travesseiros insuportável.O que melhora é o uso da cinta abdominal, que comprime o dreno e a região das incisões e me dão mais conforto na hora de me mover na cama.

    Mas é uma fase que termina nessa segunda, dia 15, quando eu retorno ao cirurgião para retirada do dreno e curativos. Minha cirurgia foi feita por vídeo, logo tenho 4 furinhos bem pequenos na barriga.

    Estou muito feliz! Meu marido tem sido um verdadeiro príncipe, me mandando mensagem nas horas que tenho que comer, preparando meus alimentos, ajudando a levantar, tomar banho, enfim, tudo que eu preciso! Te amo muito Ricardo! <3

    Minha família também tem sido fundamental: minha mãe super atenciosa e preocupada, minha irmã disposta a ajudar no que eu precisar!

    No mais, é isso! Estou passando super bem e pronta pro desafio de virá!

    Rumo aos quilos a menos! Brigar com o espelho, nunca mais!

    🙂


  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #6

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #6

    Eu nunca quis tanto que uma segunda feira chegasse! E estou muito feliz (me desculpem, mas é verdade) pelo final de semana estar passando rápido! 🙂

    Engraçado como as sensações são estranhas… Ontem saí pra comer comida japonesa, coisa que eu amo de paixão. No caminho até o restaurante, disse ao meu marido: “Ficaremos um bom tempo sem ir à restaurantes”. Resende não tem balada, pelo menos não do tipo que eu goste. Até minha alimentação voltar ao normal e eu puder ir aos restaurantes daqui, muitos filmes, seriados e livros serão minha diversão.

    Essa semana consultei com a nutricionista novamente. Ela enfatizou as dificuldades do primeiro mês pós-cirurgia e já agendou minha próxima consulta para darmos início à alimentação pastosa. Fiquei apreensiva, mas ela disse que minha perda de peso será rápida e isso já me animou.

    O motivo principal que me levou a optar pela redução de estômago foi estética. Chega uma hora que nós, gordos, pensamos que tudo que nos acontece é por conta do excesso de peso. Se nos olham na rua, pensamos que é porque somos gordos. Nas relações sexuais e afetivas, de um modo geral, qualquer problema que ocorre é pelo excesso de peso. E por aí vai… Para me sentir mais bonita, optei por me tornar mais uma no grupo das “mutiladas” (porque não deixa de ser uma mutilação se levarmos em conta a existência de várias outras formas de perder peso).

    O que eu vejo muito é a banalização do procedimento.

    Na minha última consulta com o cirurgião, dia 25/9, conversei com uma menina de 19 anos que tem 90kg. Ela, aparentemente, é gorDINHA. Não obesa. Mas ela, conversando, disse que o pai, a mãe e a irmã fizeram a cirurgia e que chegou a hora dela fazer. Não sei sobre os problemas de saúde dela que a levaram a essa decisão, mas o pouco que conversamos me fez discordar do radicalismo.

    Hj, a dois dias do meu procedimento, estou com 136kg distribuídos em 1,73m. Meu IMC é maior que 40 e isso sim é indicativo de cirurgia. Sou, de acordo com o índice, obesa mórbida grau III, embora não tenha a morbidez e mantenha minhas atividades normais, tanto físicas quanto metabólicas.

    O que me falta é PACIÊNCIA para fechar a boca e malhar feito uma maluca pra emagrecer, em 3 ou 4 anos o que a cirurgia me proporcionárá em 10 meses, 1 ano. Lógico que cada escolha é seguida de uma renúncia e eu não acredito em “vida 100% normal” após um procedimento radical desse.

    Acredito que os gastroplastizados aprendem a gostar da realidade que a cirurgia impõe. Trocam o prazer de comer pelo prazer de se sentirem mais atraentes, de comprarem roupas sem problemas, por se sentirem mais aceitos na sociedade em que vivem.

    Comer é um vício e quem se submete à cirurgia precisa encontrar um vício diferente da comida: um esporte, dança, artesanato, música…

    Segunda, dia 8/10, às 6:30, serei internada no Hospital da Unimed, em Volta Redonda. Assim que eu puder, darei notícias! Pedi ao meu marido que dissesse como estou assim que o procedimento terminar. A previsão de duração da cirurgia é de 3h.

    Desde já, agradeço a todo mundo que tem rezado por mim, me apoiado e demonstrado um carinho que vai muito além da tela do meu notebook!

    Todos estão no meu coração!

     


  • Diário de uma (quase) ex gorDIVA #5

    Diário de uma (quase) ex gorDIVA #5

    Tudo indo bem, graças a Deus! Minha cirurgia foi autorizada e acabei de chegar da consulta com o cirurgião!

    O grande dia será 08/10/12, uma segunda feira, mas existe a possibilidade de adiantarmos o procedimento para 02/10/12, situação a ser confirmada com o hospital da Unimed.

    Em breve, serei diferente!

    Ficarei afastada 1 mês das atividades no consultório por motivos óbvios: total restabelecimento das minhas condições de saúde, desde a retirada do dreno até a normalização da alimentação.

    Durante os primeiros 30 dias, minha alimentação é líquida/pastosa e o intervalo da ingestão dos alimentos é de 2 em 2 horas, em um volume de 50mL. Por mais que a cirurgia em si esteja bem, que eu esteja caminhando, falando, tuitando, blablabla, fica difícil manter essa rotina alimentar junto com a correria do consultório.

    Mas agora pasmem: MEUS PACIENTES NÃO ENTENDEM ISSO.

    Desde que eu tomei a decisão de operar e agendei a primeira consulta com o cirurgião, venho dizendo aos pacientes (boca grande né?) sobre o que vai ser feito e já me desculpando por possíveis desmarcações de consultas. Durante esses 2 meses de preparo, eu fiz diversos exames, alguns rápidos, outros demorados, que fizeram com que eu reagendasse meus pacientes. Agora, praticamente às vesperas de operar, as idas ao médico aumentaram e, como sabem, ele não é na mesma cidade que a minha. Para agilizar o meu lado, fui encaixada várias vezes, tendo que esperar mais de 2h pra ser atendida, fora o tempo gasto pra chegar até o consultório. Logo, mais desmarcações na minha agenda.

    Agora, liguei no consultório e uma colega veio falar comigo que alguns pacientes não querem mais ser tratados, que procurarão outro profissional. Realmente eu sinto muito por isso, mas não posso privar o paciente de, assim como eu, ter seu lado facilitado.

    Um deles chegou a dizer que “se não for essa semana não precisa mais marcar“. Imagino eu que com essa ~~fineza~~ que muitos estão pensando.

    Engraçado que na hora de lotar minha agenda, de encher meu saco e o da secretária pra arrumar um horário, eles nos tratam bem. Marcam as consultas e faltam as mesmas, fazendo com que fiquemos feito coqueiros dentro do consultório, plantados, sem produzir,  assistindo TV, jogando paciência, batendo papo no MSN.

    Muito provavelmente, se eu soubesse de todas as faltas que ocorreriam na minha agenda nos meses de agosto e setembro, teria feitos meus exames e minhas consultas sem a necessidade de desmarcar qualquer paciente agendado.

    Falta um pouco de educação e respeito por parte deles. Nós, profissionais, também somos pais, maridos, esposas, temos consultas médicas, precisamos resolver imprevistos e, por isso, pode ser que não estejamos 100% disponíveis como eles pensam que devemos estar. Aliás, não nos cabe ser/estar 100% disponível pra paciente algum.

    Eu torço para que a grande maioria entenda a minha necessidade nesse momento. Pra mim, ser gorda chegou num limite que só quem passou por essa estrada sabe o que significa. E eu mereço realizar esse sonho, para o qual eu venho me preparando física e emocionalmente.

    Para evitar qualquer tipo de aborrecimento dentro do meu consultório, eu conto com a ajuda das colegas que trabalham comigo e das secretárias que me atendem.

    Agora, mais perto do que nunca!

    Que venha a anestesia!